ISSN - Versão Impressa: 0102-3616 ISSN - Versão Online: 1982-4378

Resultados da Busca

Ordenar:

Mostrando de 1 até 20 de 185 resultado(s)

Busca por: Estudo anatômico da inervação do músculo supinador para reinervar o nervo interósseo posterior*

Estudo anatômico da inervação do músculo supinador para reinervar o nervo interósseo posterior*

Edie Benedito Caetano; Luiz Angelo Vieira; João José Sabongi; Maurício Ferreira Caetano; Rodrigo Guerra Sabongi; Bruno Azi Pacileo Cruz

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):253-260 - Artigo Original

OBJETIVO O objetivo deste estudo anatômico, foi analisar a possibilidade de transferir os ramos do nervo radial destinados ao músculo supinador para reinervar o nervo interósseo posterior (NIP), que se origina das raízes C7-T1.
MÉTODOS Foram dissecados 30 membros de 15 cadáveres, todos do sexo masculino, preparados por injeção intra-arterial de uma solução de glicerina e formol a 10%.
RESULTADOS Em todos os membros dissecados, encontramos pelo menos um ramo destinado a cada uma das cabeças – superficial e profunda – do músculo supinador. Esses tiveram origem no NIP. Identificamos, proximal à arcada de Frohse, um ramo para o supinador em seis membros; 2 ramos para o supinador em 11 membros e 3 ramos em 4 membros. Em dois membros, apenas um ramo desprendia-se do NIP, mas se duplicava proximalmente à arcada de Frohse. Em sete membros, não identificamos ramos para o supinador proximal à arcada de Frohse. Os ramos destinados ao músculo supinador foram seccionados na junção neuromuscular, podendo ser conectados sem tensão ao NIP. O diâmetro somado dos ramos destinados ao músculo supinador correspondeu, em média, a 53,5% do diâmetro do NIP.
CONCLUSÃO Este estudo anatômico mostra que ramos do nervo radial destinados ao músculo supinador podem ser transferidos diretamente para o NIP sem tensão para restaurar a extensão do polegar e dos dedos em pacientes com lesões de plexo braquial C7-T1.


Palavras-chave: plexo braquial; músculo esquelético; nervos periféricos; dedos; transferência de nervo.

CONTRIBUIÇÃO AO ESTUDO ANATÔMICO DO NERVO INTERÓSSEO POSTERIOR NO DORSO DO PUNHO

FABIANO INÁCIO DE SOUZA; DELTO FERREIRA; GISELLE DA SILVA CARNEIRO; VÁLNEY LUIZ DA ROCHA; MÁRIO YOSHIHIDE KUWAE

Rev Bras Ortop. 2006;41(4):128-131 - Artigo Original
Objetivo: Estabelecer o padrão de distribuição dos ramos terminais do nervo interósseo posterior (NIP) mediante estudo anatômico de membros de cadáveres. Métodos: Foram analisados 21 punhos de cadáveres adultos, masculinos, sem sinais de lesões locais, 12 direitos e nove esquerdos, fixados em formaldeído a 10%, determinando-se a localização, o trajeto e o padrão de distribuição das suas ramificações terminais. Resultado: Em todos os espécimes o NIP foi facilmente identificado em sua porção proximal à articulação radiocárpica, com espessura média de 0,94mm (adjacente ao tubérculo de Lister). Em nove espécimes (42%), o NIP emitiu três importantes ramos terminais e, em 12 (58%), apenas dois ramos. Conclusão: Os ramos terminais do nervo interósseo posterior encontramse sobre o quarto compartimento extensor, emitem dois ou três ramos principais e não possuem padrão uniforme de distribuição. A primeira divisão terminal do NIP ocorre próximo ao turbérculo de Lister, sendo de 1,8cm a maior distância registrada.Descritores - Punho/anatomia & histologia; Articulação do punho/ inervação; Cadáver; Adulto.

Nervo interósseo anterior: estudo anatômico e implicações clínicas

Edie Benedito Caetano; Luiz Angelo Vieira; João José Sabongi; Maurício Benedito Ferreira Caetano; Rodrigo Guerra Sabongi

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):575-581 - Artigo Original

OBJETIVO: Analisar as relações anatômicas e as variações do nervo interósseo anterior e suas implicações clínicas. A paralisia completa do nervo interósseo anterior resulta na incapacidade de fletir as falanges distal do polegar e indicador; na incompleta, ocorre menor dano axonal e apenas o polegar ou o indicador são afetados.
MÉTODO: Este estudo baseou-se na dissecção de 50 membros de 25 cadáveres, 22 eram do sexo masculino e três do feminino. A idade variou entre 28 e 77 anos, 14 da etnia branca e 11 não branca; 18 foram preparados por injeção intra-arterial de uma solução de glicerina e formol a 10% e sete foram dissecados a fresco.
RESULTADOS: O nervo interósseo anterior originou-se do nervo mediano em média de 5,2 cm distal à linha intercondilar. Em 29 membros, originou-se dos fascículos nervosos da região posterior do nervo mediano e em 21 membros, dos fascículos posterolaterais. Em 41 membros, o nervo interósseo anterior posicionava-se entre as cabeças umeral e ulnar do músculo pronador redondo. Em dois membros, observou-se a duplicação do nervo interósseo anterior. Em todos os membros, registramos que o nervo interósseo anterior se desprendia do nervo mediano proximalmente à arcada do músculo flexor superficial dos dedos. Em 24 antebraços a ramificação do nervo interósseo anterior ocorreu proximalmente à arcada do músculo flexor superficial dos dedos em 26, distalmente.
CONCLUSÃO: As bandas fibrosas formadas pelas cabeças umeral e ulnar do músculo pronador redondo, a arcada fibrosa do músculo flexor superficial dos dedos e o músculo de Gantzer, quando hipertrofiado e posicionado anteriormente ao nervo interósseo anterior, podem comprimir o nervo contra estruturas profundas, alterar seu curso normal, por estreitar o espaço de sua passagem, causar alterações no músculo flexor longo do polegar e no flexor profundo dos dedos da mão.


Palavras-chave: Músculo esquelético/inervação; Nervo mediano; Síndrome compressiva; Pronação.

Avaliação pós-operatória da liberação do nervo interósseo posterior no cotovelo

ALEXANDRE HENRIQUE

Rev Bras Ortop. 2000;35(10):- - Artigo Original
Este estudo avalia a evolução pós-operatória de 12 pacientes submetidos à exploração e liberação cirúrgicas do nervo interósseo posterior na arcada de Frohse. Todos já haviam sido tratados como epicondilites laterais do cotovelo sem sucesso. São avaliados 12 casos (cinco homens e sete mulheres) nos quais se realizou uma exploração cirúrgica com liberação do nervo interósseo posterior (cinco direitos e sete esquerdos) após con-firmar-se compressão do mesmo pela arcada de Frohse. As explorações e liberações foram realizadas por via de acesso posterior (via de Thompson) entre os músculos extensor radial curto do carpo e o extensor comum dos dedos. Foi usado o Mayo Elbow Performance Index para avaliação pré e pós-operatória. Verificou-se melhora pós-operatória em todos os casos submetidos a essa liberação nervosa, obtendo-se quatro excelentes resultados, seis bons, dois razoáveis e nenhum péssimo. A liberação por via de acesso posterior do nervo interósseo posterior quando comprimido na arcada de Frohse é um procedimento cirúrgico de baixa agressividade e proporciona de boa a excelente evolução, sendo o alívio das dores o fator mais importante.

Fratura da cabeça do rádio associada a lesão do nervo interósseo posterior

Bernardo Barcellos Terra; Tannus Jorge Sassine; Guilherme de Freitas Lima; Leandro Marano Rodrigues; David Victoria Hoffmann Padua; Anderson de Nadai

Rev Bras Ortop. 2016;51(6):725-729 - Relato de Caso
    As fraturas da cabec¸a e do colo do rádio correspondem a 1,7% a 5,4% de todas as fraturas e 30% podem apresentar lesões associadas. Na literatura existem poucos casos descritos de fratura da cabec¸a do rádio com lesão do nervo interósseo posterior. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de fratura da cabec¸a do rádio associada a lesão do nervo interósseo posterior (NIP). Relato de caso: Paciente masculino, 42 anos, procurou atendimento médico após queda de skate. Relatava dor e limitac¸ão de movimento do cotovelo direito, bem como dificuldade de estender os dedos da mão ipsilateral. Durante o exame físico, evidenciou-se déficit de extensão do polegar e dos dedos da mão. A extensão do punho apresentava um leve desvio radial. Após exames de imagem, ficou evidenciado que o paciente apresentava uma fratura da cabec¸a do rádio tipo grau III de Mason. O paciente foi submetido à fixac¸ão da fratura; no primeiro dia do pós-operatório notou-se o retorno da extensão do polegar e dos dedos da mão. Apesar de rara, a lesão do ramo interósseo posterior pode estar associada a fraturas da cabec¸a do rádio. No presente caso, acredita-se que a neuropraxia se deu em decorrência do hematoma e do edema fraturário.

Estudo anatômico dos ramos do nervo ulnar para o músculo flexor profundo dos dedos

JOO JOS SABONGI NETO; EDIE BENEDITO CAETANO

Rev Bras Ortop. 1998;33(11/12):- - Artigo Original
A divergência encontrada na literatura com relação à anatomia do nervo ulnar no antebraço foi o motivo da realização deste trabalho. O melhor conhecimento da anatomia do nervo ulnar no antebraço é de importância para o diagnóstico de suas lesões e para realização de procedimentos cirúrgicos nessa região. Foi realizada dissecção a fresco em 30 antebraços de 15 cadáveres adultos, com ida-de variando entre 29 e 66 anos, sendo 8 do sexo masculino e 7 do feminino, para a pesquisa dos ramos musculares do nervo ulnar no antebraço. O nervo ulnar forneceu ramo(s) muscular(es) para o músculo flexor profundo dos dedos em todas (100%) as peças dissecadas; em 90% era um ramo para o músculo flexor profundo dos dedos. O primeiro ramo muscular do nervo ulnar destinava-se ao músculo flexor ulnar do carpo em 100% das peças dissecadas e o último ramo, ao músculo flexor profundo dos dedos em 56,6%, em 23,3%, para ambos e em 20%, para o músculo flexor ulnar do carpo. O(s) ramo(s) do nervo ulnar para o músculo flexor profundo dos dedos penetrou sempre pela face superficial de seu ventre muscular.

Estudo anatômico da inervação da cápsula do cotovelo

Rev Bras Ortop. 2015;50(6):673-679 - Artigo Original
Objetivos: Promover a descrição anatômica da inervação da cápsula do cotovelo comilustração por meio da morfologia das dissecações.Métodos: Foram dissecados 30 cotovelos de cadáveres adultos frescos e fixados, com idadeentre 32 e 74 anos, de ambos os sexos.Resultados: Observamos, dentre os braços dissecados, dois com nenhum ramo do nervomediano, cinco com um ramo, dois com dois ramos, 10 com três ramos, nove com quatroramos e dois com cinco ramos. Quando se trata do nervo radial, dois braços não apresenta-ram ramos, dois mostraram dois ramos, nove continham dois ramos, 10 contaram com trêsramos, cinco tinham quatro ramos e dois tinham cinco ramos. Em relação ao nervo ulnar,tivemos três braços sem ramos articulares, seis com um ramo, quatro com dois ramos, cincocom três ramos, sete com quatro ramos, quatro com cinco ramos e um com seis ramos.Conclusões: Constatamos ramos do nervo radial, ulnar e medial na articulação do cotovelo,assim como a relação próxima entre os seus ramos capsulares e motores.

RETALHO DO MÚSCULO GRÁCIL: ESTUDO ANATÔMICO E USO CLÍNICO

MARCELO ROSA DE REZENDE; ALEX CARVALHO; FABRÍCIO MARCIANO; PAULO HENRIQUE HERRERA; RAMES MATTAR JÚNIOR; ARNALDO VALDIR ZUMIOTTI; ISANIO VASCONCELOS MESQUITA

Rev Bras Ortop. 2005;40(7):- - Artigo Original
Objetivo: Considerando que o músculo grácil tem sido cada vez mais utilizado como retalho muscular livre, teve-se como objetivo detalhar o seu estudo anatômico, dando ênfase às dimensões do pedículo principal, padrão vascular do retalho, área cutânea suprida pelo pedículo principal, dimensões do músculo e seu tendão. Material: Este estudo foi realizado com a dissecção de 16 cadáveres frescos, num total de 32 peças anatômicas, em que foram estudadas as dimensões do pedículo vascular principal (20 casos), a extensão da área cutânea suprida pelo pedículo principal (oito casos) e o estudo das perfurantes fasciocutâneas e seu padrão vascular (quatro casos). Resultado: Obteve-se um pedículo vascular principal formado por uma artéria e duas veias, com origem nos vasos femorais profundos em todos os casos, apresentando diâmetro médio de 3,2mm para a artéria, 2,6 e 3,6mm para as veias e 2,1mm para o nervo, com comprimento médio dos vasos de 6,9cm e do nervo de 7,0cm, com entrada no músculo em média a 9,6cm da origem muscular no púbis. A extensão da área cutânea suprida pelo pedículo principal foi, em média, de 17,2cm de comprimento por 9,8cm de largura, situada na face medial proximal da coxa. O comprimento do segmento muscular e tendíneo foi, em média, de 42,8 e 9,8cm, respectivamente. Complementou-se o estudo anatômico com a demonstração de um caso clínico, em que foi utilizado o retalho em sua forma livre para reconstrução de flexores dos dedos da mão. Conclusão: Baseados em seus achados, os autores concluem que o músculo grácil apresenta anatomia constante, com pedículo de dimensões compatíveis com a sua utilização para anastomoses vasculares e neurotização, podendo ser utilizado um segmento cutâneo adicional ao muscular. Descritores - Músculo; retalho; microcirurgia.

ESTUDO ANATÔMICO DAS ARTÉRIAS PERFURANTES DO MÚSCULO GASTROCNÊMIO MEDIAL

DIOGO MESQUITA REBOUÇAS; LUCIANO LUCINDO DA SILVA; FREDERICO RODRIGUES CUNHA; FABIANO INÁCIO DE SOUZA; FREDERICO BARRA DE MORAES; FRANCISCO ALBINO REBOUÇAS JÚNIOR; MÁRIO YOSHIHIDE KUWAE; VALNEY LUÍS DA ROC

Rev Bras Ortop. 2008;43(4):133-137 - Artigo Original
Objetivos: Os autores apresentam os resultados da dissecção do feixe vascular do músculo gastrocnêmio medial (MGM) e de suas artérias perfurantes, com o objetivo de contribuir anatomicamente para seu estudo. Métodos: Foram dissecadas 13 peças englobando o joelho e perna (oito à direita e cinco à esquerda), de 13 cadáveres adultos (oito masculinos e cinco femininos), todos frescos. Foi realizado estudo anatômico e radiológico detalhado avaliando o padrão de distribuição, trajeto, número e comprimento da irrigação do MGM e de suas artérias perfurantes. Resultado: Foi observado que a artéria sural medial (ASM) divide-se em dois troncos intramusculares principais (medial e lateral) e que em 90% dos casos as perfurantes provêm do tronco lateral. Em 38,5% dos casos, foi identificada uma perfurante, ao passo que duas perfurantes são observadas em 46,1% dos casos. Todas as artérias perfurantes estavam entre 5,7cm e 14,0cm da prega poplítea e entre 16,5cm e 34,0cm do maléolo medial. Conclusão: A irrigação do MGM pela ASM e suas artérias perfurantes faz-se adequada para sua utilização como retalho miocutâneo no membro inferior. Descritores - Músculo esquelético/ anatomia e histologia; Músculo esquelético/ irrigação sanguínea; Dissecação; Cadáver; Retalhos cirúrgicos

Contribuição ao estudo anatômico do retalho do músculo serrátil anterior*

ALEX FRANCO DE CARVALHO; ARNALDO VALDIR ZUMIOTTI; LUIZ FERNANDO TEOCHI; MÁRIO ARMANI NETO; TENG HSIANG WEI

Rev Bras Ortop. 2002;37(11/12):- - Artigo Original
Os autores estudaram o retalho do músculo serrátil anterior e a extensão de pele que pode ser retirada baseada no seu pedículo vascular, visando a confecção de retalho do tipo musculocutâneo. Em 16 peças, após a injeção de azul de metileno na artéria do músculo serrátil anterior, observou-se que a área impregnada pelo corante apresentou em média 10,7cm de comprimento por 8,8cm de largura. Esta área situava-se na porção lateral do tórax entre o quarto e o oitavo espaços intercostais. Em 10 peças foi estudado o comprimento do pedículo vascular do músculo, que foi em média de 14,7cm. Em oito peças foram estudados os vasos fasciocutâneos desse retalho, sendo encontrado o padrão tipo A de Cormack e Lamberty. Concluiu-se que é possível a retirada de um retalho musculocutâneo com dimensões suficientes para cobertura cutânea em perdas pequenas a moderadas.

Estudo anatômico dos ramos musculares do nervo ulnal no antebraço

JOÃO JOSÉ SABONGI NETO; EDIE BENEDITO CAETANO

Rev Bras Ortop. 1996;31(3):- - Artigo Original
A divergência encontrada na literatura, com relação à anatomia do nervo ulnal no antebraço, foi o motivo da realização deste trabalho. O melhor conhecimento da anatomia do nervo ulnal no antebraço é de importância para o diagnóstico de suas lesões e para realização de procedimentos cirúrgicos nessa região. Foi realizada dissecção a fresco em 30 antebraços de 15 cadáveres adultos, com ida-de variando entre 29 e 66 anos, sendo oito do sexo masculino e sete do sexo feminino, para a pesquisa dos ramos musculares do nervo ulnal no antebraço. O nervo ulnal forneceu ramo(s) muscular(es) para os músculos flexor ulnal do carpo em todas (100%) as peças dissecadas, sen-do que em 63,4% eram dois ramos para o músculo flexor ulnal do carpo. O primeiro ramo muscular do nervo ulnal destinava-se ao músculo flexor ulnal do carpo em 100% das peças dissecadas e o último ramo destinava-se ao músculo flexor profundo dos dedos em 56,6%, em 23,3%, para ambos e, em 20%, para o músculo flexor ulnal do carpo. O(s) ramo(s) do nervo ulnal para o músculo flexor ulnal do carpo penetrou(aram) pela face profunda do seu ventre muscular em todas as peças dissecadas.

ESTUDO ANATÔMICO DO NERVO TIBIAL NO TÚNEL DO TARSO

RODRIGO MOTA PACHECO FERNANDES; ALAN DE PAULA MOZELLA; MARCUS VINÍCIUS FERNANDES DIAS; RAFAEL DE MAGALHÃES CARVALHO; FILIPE MOREIRA DE ANDRADE; MARCIO ANTONIO BABINSKI; IROCY GUEDES KNACKFUSS

Rev Bras Ortop. 2006;41(7):272-277 - Artigo Original
Objetivos: Estudar a bifurcação do nervo tibial e sua relação com o túnel do tarso, com o maléolo medial, e os padrões mais freqüentes de ramificação dos ramos calcâneos. Métodos: Após dissecção de 30 pernas, o nervo tibial foi identificado e dissecado. No estudo da bifurcação do nervo tibial foram utilizadas quatro referências: 1) o eixo entre o maléolo medial até sua inserção no calcâneo (eixo calcâneo-maleolar - ECM); 2) o retináculo dos flexores; 3) o ápice do maléolo medial; e 4) a borda superior do músculo abdutor do hálux. Os ramos calcâneos foram agrupados, estabelecendo os padrões identificados. Resultados: A bifurcação do nervo tibial ocorreu no interior do túnel do tarso em 26 membros (86,7%), situação em proximal em três (10%) e distal em um (3,3%). Em relação ao ECM, a divisão coincidiu com o eixo em 10 peças, em outras 10 foi proximal e nas restantes 10 foi distal. Com relação ao ápice do maléolo medial, em 29 peças a bifurcação foi proximal. A emissão de dois ramos apresentou maior freqüência (n = 14). A emissão de ramos calcâneos no retináculo ocorreu em 27 cadáveres; em 18 ocorreu emissão dos ramos proximal ao retináculo. Não foram observados ramos calcâneos emitidos distais ao retináculo. Conclusões: A bifurcação do nervo tibial ocorre mais freqüentemente no interior do túnel. A emissão de ramo único no túnel ou de ramo do nervo tibial proximal e um segundo ramo proveniente do nervo plantar lateral no túnel são os padrões mais freqüentes. Quanto mais distal a origem dos ramos calcâneos, mais freqüente é sua origem no nervo plantar lateral.Descritores - Nervo tibial/anatomia & histologia; Tornozelo/anatomia & histologia; Dissecação/métodos

Estudo macroscópico e morfométrico do tendão do músculo tibial posterior*

ANTÔNIO CÉSAR MEZÊNCIO DA SILVEIRA; CAIO AUGUSTO DE SOUSA NERY

Rev Bras Ortop. 1999;34(8):- - Artigo Original
Os autores realizaram estudo macroscópico e morfométrico do tendão tibial posterior, utilizando 38 tendões normais de indivíduos adultos, de ambos os sexos, com idade variando de 18 a 86 anos. O tendão foi examinado quanto ao aspecto macroscópico geral, procurando-se correlacionar tais achados com a faixa etária dos indivíduos. Foi também estudada a superfície de corte do tendão em seu aspecto às secções transversa e longitudinal, nas regiões proximal, média e distal. Os tendões foram ainda submetidos a tração centrípeta, constatando-se que sob esta condição apresentam uma área de "acotovelamento". O estudo morfométrico compreendeu a determinação das medidas do comprimento, diâmetros maior e menor e áreas de secção transversa nas regiões proximal, média e distal do tendão tibial posterior e suas correlações com as diferentes faixas etárias. Constatou-se que: 1) a forma aproximada do tendão à secção transversa é a de uma elipse; 2) existe diferença significativa das dimensões transversais entre as três regiões do tendão (proximal, média e distal); as medidas menores se encontram na região média, as maiores na região distal e as intermediárias na região proximal; 3) a idade dos indivíduos é um fator que influencia a maior parte das medidas realizadas; 4) em todos os tendões avaliados observou-se torção ao longo de seu eixo longitudinal.

ESTUDO ANATÔMICO DA INSERÇÃO FEMORAL DO LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR

Ricardo de Paula Leite Cury; Nilson Roberto Severino; Osmar Pedro Arbix Camargo; Tatsuo Aihara; Leopoldo Viana Batista Neto; Dedley Nelson Goarayeb

Rev Bras Ortop. 2011;46(5):591-595 - Artigo Original
ObjetivoIdentificar parâmetros objetivos para guiar a correta locali -zação do LCP no fêmur. Métodos: Os LCP de 20 cadáveres humanos foram ressecados. As seguintes porções foram medidas: da porção mais distal do ligamento, próximo ao teto, até a borda da cartilagem mais anterior (AB); distância da porção mais proximal do ligamento, próximo ao teto, até a cartilagem mais anterior (AC); distância entre as duas porções do ligamento próximo ao teto (BC); distância da borda distal do ligamento na sua porção posterior até a borda articular mais posterior (D-E); distância da borda distal do ligamento na sua porção posterior até o teto intercondilar (DF); e, finalmente, o formato da inserção ligamentar e área de abrangência no côndilo femoral. Resultados: O LCP tem a forma de um quarto de elipse, com área de, em média, 153,5mm 2. As distâncias médias encontradas foram: AB de 2,1mm; AC de 10,7mm, BC de 8,6mm, D-E de 12.4mm e DF de 16,8mm. Conclusões: A borda próxima ao teto do feixe anterolateral é mais próxima da cartilagem articular (2,1mm) comparada com o feixe posteromedial, que mede 12,4mm a partir de sua borda proximal da cartilagem. Estas referências devem ajudar em um posicionamento melhor e mais acurado dos túneis femorais na reconstrução do LCP. Descritores - Ligamento Cruzado Posterior/anatomia & histo -logia; Joelho; Dissecação; Traumatismos do Joelho.

ESTUDO ANATÔMICO DO MÚSCULO GASTROCNÊMIO MEDIAL VISANDO TRANSFERÊNCIA MUSCULAR LIVRE FUNCIONAL

FREDERICO BARRA DE MORAES; RODRIGO MARQUES PARANAHYBA; EMANOEL DE OLIVEIRA; MÁRIO YOSHIHIDE KUWAE; VALNEY LUÍS DA ROCHA

Rev Bras Ortop. 2007;42(8):261-265 - Artigo Original
Poucos são os trabalhos em que o músculo gastrocnêmio medial (MGM) foi estudado profundamente em sua anatomia ou foi utilizado a distância como músculo livre para transferência funcional. Objetivos: Os autores apresentam os resultados da dissecção do MGM e seu feixe vasculonervoso, particularmente sua inervação, com o objetivo de contribuir anatomicamente com seu estudo. Métodos: Foram dissecadas 40 peças englobando o joelho e perna (20 à direita e 20 à esquerda), de 40 cadáveres adultos (26 masculinos e 14 femininos), 20 fixados em formaldeído e 20 frescos. Foi realizado estudo anatômico detalhado avaliando o padrão de distribuição, trajeto, número e comprimento da inervação do MGM. Resultados: Foi observado que em 95% dos casos o nervo sural medial é um ramo motor único, de comprimento médio de 3,29cm. Pode-se ganhar em média 1,66cm de extensão ao se dissecar o epineuro, separando-o do nervo poplíteo medial. Conclusão: O MGM dispõe de um feixe vasculonervoso com irrigação e inervação terminal, o que torna possível a sua transferência muscular livre funcional para membros superiores e não somente como retalho local em membros inferiores. Descritores - Músculo esquelético/anatomia & histologia; Músculo esquelético/ inervação; Dissecção; Cadáver; Transplantes.

Relações do nervo axilar com o músculo subescapular: sua importância no acesso deltopeitoral*

ROGÉRIO PORTO DA ROCHA; MIGUEL VICENTE LENZA; MÁRIO LENZA; MAURÍCIO LEAL DIAS MONGON; FÁBIO PIZZO RIBEIRO; EDUARDO VILLAS BOAS BRAGA; ALFREDO AUGUSTO EYER RODRIGUES; VINÍCIUS MARCUS BAPTISTELLA

Rev Bras Ortop. 2002;37(3):- - Artigo Original
Foram estudadas 20 peças anatômicas de membros superiores para que se pudesse determinar a topografia precisa do nervo axilar (NA) em relação ao músculo subescapular (MSE), analisando-se, ainda, a rotação do membro superior que mais afasta o NA da inserção do MSE no úmero. O trabalho confirma o fato de que a rotação lateral garante maior segurança no procedimento cirúrgico, pois afasta o NA da inserção do tendão do MSE. Portanto, com o conhecimento dos valores dessa relação, através de padronização técnica, podem-se minimizar os riscos de lesão do NA quando se realiza incisão do tendão do MSE na sua margem lateral.

ESTUDO ANATÔMICO DO TRAJETO DO NERVO MUSCULOCUTÂNEO EM RELAÇÃO AO PROCESSO CORACOIDE

Fabiano Rebouças; Romulo Brasil Filho; Cantidio Filardis; Renato Rodrigues Pereira; Alessandro Alvarenga Cardoso

Rev Bras Ortop. 2010;45(4):400-403 - Artigo Original
Objetivo: Os autores realizaram o estudo anatômico do trajeto do nervo musculocutâneo pela dissecção de 20 ombros em 10 cadáveres adultos frescos. Método: Mediu-se a distância da borda inferior do processo coracoide, ao ponto de penetração do ramo mais proximal do nervo musculocutâneo no músculo coracobraquial, denominada base. Partindo da borda inferomedial do processo coracoide, foi medida uma segunda distância até o ponto em que o fascículo lateral do plexo braquial cruza o músculo subclávio, sendo identificada como altura. A terceira mensuração foi da área triangular formada pelas duas primeiras medidas, denominada área. Resultados: Observou-se que a média da base foi de 3,42cm, com variações de 2,38 a 4,30cm. A medida da altura foi em média 2,75cm, variando entre 1,03 a 3,80cm, e a média da área foi de 4,92cm2, variando entre 1,22 a 7,99cm2. Conclusão: Estas medidas são de grande importância, devido ao risco de lesão do nervo musculocutâneo nas abordagens cirúrgicas do ombro. Descritores - Nervo musculocutâneo/anatomia & histologia; Nervo musculocutâneo/lesões; Ombro/cirurgia.

Compressão do nervo ulnar ao nível do cotovelo ocasionada pelo ramo posterior do nervo cutâneo medial do antebraço*

CLAUDE CHAMBRIARD; PAULO COUTO; LUIZ OSÓRIO; ZARTUR MENEGASSI

Rev Bras Ortop. 1997;32(8):- - Relato de Caso
Os autores apresentam um caso de compressão do nervo ulnar ao nível do cotovelo, tendo como etiologia o ramo posterior do nervo medial do antebraço. Trata-se de forma rara de compressão do nervo ulnar, não tendo sido encontrado na bibliografia relato semelhante. É feita revisão da literatura quanto à etiologia da compressão do nervo ulnar e descrição da anatomia do nervo cutâneo medial do antebraço.

Estudo da densidade vascular do tendão do músculo tibial posterior em cadáveres

MARCELO PIRES PRADO; ANTONIO EGYDIO DE CARVALHO JÚNIOR; TÚLIO DINIZ FERNANDES

Rev Bras Ortop. 2000;35(3):- - Artigo Original
A afecção degenerativa do tendão do músculo tibial posterior é causa comum de deformidade e disfunção do pé e tornozelo caracterizada por pé plano-valgo adquirido e que acomete com maior freqüência pacientes do sexo feminino acima dos 40 anos de idade. Sua etiologia ainda é controversa, incluindo associação com patologias infecciosas e reumáticas, traumas prévios, atrito, anatomia, função e vascularização diminuída que coincide com a área de maior incidência dessa afecção, posteriormente ao maléolo medial. Quarenta pares de tendões do músculo tibial posterior de cadáveres não fixados são submetidos a cortes transversais em seis níveis desde a transição miotendínea até próximo à sua inserção. Cada segmento obtido é submetido a corte histológico, que por sua vez é corado pela técnica do tricrômico de Masson, que permite a identificação, ao microscópio de luz, das estruturas vasculares do tendão. A análise microscópica de cada corte com gratículo de integração permite o cálculo da densidade vascular, com o objetivo de verificar se há variação da concentração de vasos sanguíneos ao longo do tendão normal. Os resultados são comparados de acordo com o lado, sexo e idade sem se observar diferença estatisticamente significante. Quando os níveis de corte são comparados não se observa área com menor vascularização na porção média dos tendões, local com maior incidência das alterações degenerativas na insuficiência do tendão do músculo tibial posterior. Unitermos - Músculo tibial posterior; densidade vascular; estudo histológico

Avaliação das propriedades mecânicas do tendão do músculo tibial posterior submetido a ensaio de tração axial*

OSNY SALOMÃO; TÚLIO DINIZ FERNANDES; ANTONIO EGYDIO DE CARVALHO JR.; TOMAZ PUGA LEIVAS; FABIO BOUCAUT TRANCHITELLA; JULIO CESAR CARVALHO NARDELLI; JOSE HILTON A. FILHO; ALEXANDRE E. V. KOKRON

Rev Bras Ortop. 1994;29(7):- - Artigo Original
Os autores estudaram o comportamento mecânico do tendão tibial posterior em 14 pares de tornozelos, sendo 11 homens e três mulheres. Os tendões foram submetidos a tração axial em uma máquina universal de ensaios mecâninicos, em que obtiveram os valores de resistência mecânica e coeficiente de proporcionalidade de cada tendão. Os resultados foram analisados quanto a faixa etária, sexo e lado. Mulheres acima de 50 anos apresentavam resistência à tração significativamente inferior em relação aos homens da mesma faixa etária. Não houve diferença estatisticamente significante na resistência máxima entre os lados direito e esquerdo. A resistência máxima não se alterou com a idade entre os homens.

Filtrar

Anos


Tipos de artigos