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Busca por: Estudo mecânico das propriedades dos fios de sutura usados em cirurgias ortopédicas*

Estudo mecânico das propriedades dos fios de sutura usados em cirurgias ortopédicas*

Leandro Cardoso Gomide; Dagoberto de Oliveira Campos; Cleudmar Amaral Araújo; Gabriela Lima Menegaz; Rafael Silva Cardoso; Sérgio Crosara Saad

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):247-252 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar as propriedades mecânicas dos fios de sutura normalmente usados nas cirurgias ortopédicas e caracterizar seu comportamento por meio de ensaios de tração para verificar qual deles apresenta maior resistência mecânica.
MÉTODO Os ensaios de tração dos diferentes tipos de fios de sutura foram feitos na máquina de ensaios mecânicos BME 10 kN, com célula de carga de capacidade máxima de 50 kgf. Foram ensaiadas sete amostras de cada tipo de fio de sutura, foram fixadas cada uma das extremidades da amostra na garra metálica própria para o ensaio de fios e manteve-se o comprimento inicial de 5 cm. Os ensaios foram feitos com uma velocidade de 20 mm/minuto e à temperatura ambiente, registraram-se os dados de força máxima e o deslocamento máximo na ruptura dos fios.
RESULTADOS A força média de ruptura mais elevada foi observada na sutura FiberWire® 2 (Artrhex, Naples, FL, EUA) (240,17 N), seguida pela HiFi® 2 (Conmed, Utica, NY, EUA) (213,39 N) e Ethibond® 5 (Ethicon Inc., Somerville, NJ, EUA) (207,38 N). A menor força média de ruptura foi obtida para o fio Ethibond® 2 (Ethicon Inc., Somerville, NJ, EUA) (97,8 N).
CONCLUSÃO Os fios de sutura não absorvíveis de polimistura trançada, de surgimento mais recente, são superiores ao fio de sutura convencional de poliéster trançado. O FiberWire® 2 é o mais resistente dos fios avaliados no presente estudo.


Palavras-chave: ombro; articulação; acromioclavicular/lesões; articulação; acromioclavicular/cirurgia; fenômenos biomecânicos; suturas.

TEMPO DE RADIAÇÃO EMITIDA POR FLUOROSCOPIA EM CIRURGIAS ORTOPÉDICAS

João Caron La Salvia; Pablo Reis de Moraes; Tiago Yossef Ammar; Carlos Roberto Schwartsmann

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):136-138 - Artigo Original
Objetivo: Averiguar o tempo médio de emissão de radiação por aparelho de fluoroscopia durante variadas cirurgias ortopédicas e quais necessitam maior uso de radiação. Métodos: Foram contabilizados os tempos em 16 cirurgias diferentes, totalizando 80 procedimentos. Ao final de cada procedimento foi verificado o tempo de utilização de fluoroscopia diretamente do intensificador de imagem. Resultados: Foram necessários em média 61 segundos de fluoroscopia por operação. Os procedimentos que demandaram mais uso de radiação em média foram epifisiodese femoral proximal bilateral (5,1 minutos) e osteossíntese diafisária de fêmur com haste intramedular bloqueada (3,33 minutos). Conclusão: O tempo médio de fluoroscopia em cirurgias ortopédicas foi de 61 segundos. Os procedimentos com uso de dispositivo intramedular são os que requerem maior emissão de radiação.Descritores - Dosagem de Radiação; Fluoroscopia; Ortopédica.

AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DE SUTURA TENDINOSA COM TRÊS TIPOS DE FIOS CIRÚRGICOS ESTUDO EXPERIMENTAL EM CÃES *

SÉRGIO SWAIN MÜLLER; TRAJANO SARDENBERG; MARCUS VINÍCIUS DANIELI; FÁBIO PIZOL; CARLOS ROBERTO PADOVANI

Rev Bras Ortop. 2003;38(3):- - Artigo Original
O objetivo desta investigação experimental foi ava-liar o perfil mecânico de uma técnica de sutura tendí-nea realizada com três tipos diferentes de fios cirúrgi-cos utilizando tendões de cães, para avaliação do desempenho de cada um dos três fios quando submeti-dos às mesmas solicitações. Foram utilizados 18 cães (13 machos e cinco fêmeas), dos quais foram obtidos o tendão flexor profundo do terceiro dedo de ambos os membros anteriores. A sutura foi realizada nos tendões do lado direito com três diferentes fios por sorteio (seis animais por grupo: grupo I com Mononylon ? , grupo II com Prolene ? e grupo III com Ethibond ? ). Os corpos de prova de ambos os lados (direito: suturado, esquerdo: controle) foram fixados em garras especialmente desen-volvidas e submetidos a ensaio de tração axial à veloci-dade de 40mm/min, com célula de carga de 5.000N. A ruptura dos tendões suturados ocorreu sempre no nó e, nos controles, na porção média do corpo de prova. Após o ensaio, o programa da máquina forneceu os valores da carga máxima (N), alongamento relativo na carga máxima (%) e módulo de elasticidade ( MPa). Os resul-tados foram avaliados pela técnica de análise de variân-cia dos pontos médios complementado com a constru-ção dos intervalos de confiança simultâneos no nível de 5% de significância. Não foi constatada diferença esta-tisticamente significativa nos parâmetros carga máxi-ma e módulo de elasticidade entre os tendões tratados, independentemente do tipo de fio, sendo todos inferio-res ao respectivo controle. No parâmetro alongamento relativo na carga máxima o fio de náilon teve resultado superior ao dos outros fios (que tiveram resultado se-melhante ao controle), sugerindo formação de gap an-tes da ruptura. Unitermos - Tendões; biomecânica; cãe

ALTERAÇÕES ORTOPÉDICAS NA AIDS

Ana Lúcia Lei Munhoz Lima; Alexandre Leme Godoy; Priscila Rosalba Domingos Oliveira; Ricardo Gomes Gobbi; Camila de Almeida Silva; Patricia Bernardelli Martino; Eliana Bataggia Gutierrez; Maria Clara Gianna; Gilberto Luis Camanho

Rev Bras Ortop. 2009;44(3):186-190 - Atualização
O aumento considerável da expectativa de vida dos pacientes infectados pelo HIV na era do tratamento antirretroviral de alta potência, resulta em importantes alterações metabólicas e osteoarticulares decorrentes do prolongado tempo de infecção viral e desse tratamento. As complicações ortopédicas mais frequentes são as alterações da mineralização óssea, a osteonecrose, síndrome do túnel do carpo e capsulite adesiva glenoumeral, com padrão de apresentação clínica, evolução natural da doença e resposta terapêutica diferentes daqueles da população geral. Os relatos da literatura são iniciais e a experiência do serviço multidisciplinar do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da USP permite avanço no conhecimento das diversas patologias envolvidas e o desenvolvimento de protocolos de tratamento adequados a esses diagnósticos.  Descritores - HIV; Ortopedia; Diagnóstico.

Lesões ortopédicas no futebol*

MOISÉS COHEN; RENE JORGE ABDALLA; BENNO EJNISMAN; JOICEMAR T. AMARO

Rev Bras Ortop. 1997;32(11/12):- - Artigo Original
Os autores estudaram 124 atletas de futebol profissional em oito equipes do futebol brasileiro, num período superior a dois anos. Os atletas eram todos do sexo masculino, com idade média de 22,4 anos. Analisaram apenas as lesões ocorridas durante os jogos oficiais e amistosos com o objetivo de demonstrar de forma representativa a freqüência de lesões no futebol profissional do Brasil. Concluíram que a maior incidência de lesões ocorre em jogadores de meio-campo e ataque, em membros inferiores e em traumas sem contato físico. Também concluíram que as lesões musculares são as mais freqüentes. E que, na maioria das vezes, as lesões ortopédicas no futebol são leves, com retorno em grande parte até uma semana de tratamento.

Lesões ortopédicas traumáticas em crianças e adolescentes

LÚCIO HONÓRIO DE CARVALHO JÚNIOR; FERNANDO MILTON DA CUNHA; FREDERICO DE SOUZA FERREIRA; ANTÔNIO EDUARDO PEREIRA MORATO; LUIZ HENRIQUE ANTUNES ROCHA; RODRIGO FERREIRA MEDEIROS

Rev Bras Ortop. 2000;35(3):- - Artigo Original
Os autores realizam estudo epidemiológico sobre as lesões ortopédicas traumáticas (fraturas, luxações, entorses e contusões) encontradas em uma amostra aleatória de 2.381 pacientes com idade inferior a 20 anos, atendidos no Serviço de Ortopedia do Setor de Urgência do Hospital João XXIII durante o ano de 1997. O sexo masculino foi preponderante numa relação de 1,91: 1. A média de idade foi 11,32 anos. A fratura foi o even-to mais freqüentemente encontrado, com 49,77% dos casos (p < 0,0001), principalmente a do rádio (31,63%) (p < 0,0001). A contusão, a entorse e a luxação foram as subseqüentes por ordem de freqüência. A queda da própria altura (31,75%) foi o mecanismo mais habitual (p < 0,0001). As fraturas e as luxações com exposição óssea ou articular ocorreram em 8,12% dos casos. O horário de maior demanda foi entre as 19 e as 19:59 horas e o mês de setembro foi o de maior número de atendimentos (p < 0,0001). Unitermos - Traumatismo/epidemiol.; crianças; adolescentes

Estudo mecânico dos complexos colaterais do joelho *

AFINALDO J. HERNANDEZ; MARCIA UCHÔA DE REZENDE; EDUARDO FAIRBANKS VONUHLENDORFF; TOMAZ PUGA LEIVAS; GILBERTO L. CAMANHO

Rev Bras Ortop. 1993;28(8):- - Artigo Original
Os autores realizam estudo biomecânico dos complexos colaterais medial e lateral de 40 joelhos de cadáveres frescos, com o objetivo de compará-los entre si e estabelecer relações com a idade, o peso e a altura dos espécimes. Após a análise dos dados, constatam que não existe diferença entre os Iados e nem entre os complexos colaterais mediais e laterais, sendo que o limite de resistência varia inversamente com peso para ambos os complexos colaterais e a idade relaciona-se inversamente com o complexo colateral lateral.

AVALIAÇÃO DAS LESÕES ORTOPÉDICAS EM TENISTAS AMADORES COMPETITIVOS

ROGÉRIO TEIXEIRA DA SILVA; MOISÉS COHEN; MARCELO HIDE MATSUMOTO; GUILHERME CONFORTO GRACITELLI

Rev Bras Ortop. 2005;40(5):- - Artigo Original
Objetivo: Estudar a incidência de lesões ortopédicas, em tenistas competitivos. Material e métodos: Por meio da análise retrospectiva, 160 tenistas amadores, mas competitivos, do Estado de São Paulo foram estudados. Destes, 64 (40%) eram do sexo feminino e 96 (60%) do masculino. A idade variou de nove a 78 anos, com média de 27,6 anos. Para a análise do material com relação ao número de lesões e ao tipo de lesão apresentada, empregaram-se os critérios da NAIRS (National Athletic Injury Report System) e, para a análise estatística dos dados, utilizou-se o teste t de Student para amostras pareadas, estabelecendo como valor de significância o índice de probabilidade (p) menor do que 0,05. Resultado: Foram relatadas 244 lesões em 122 atletas. Somente 38 (23,8%) tenistas não referiram nenhum tipo de lesão durante a sua vida competitiva. Com relação à região do corpo acometida, a lesão mais freqüente foi a muscular, relatada por 58 (23,8%) tenistas. Logo a seguir foram relatadas as lesões do pé e tornozelo (48 - 19,7% - tenistas) e cotovelo (41 - 16,8% - atletas). As patologias específicas mais freqüentemente relatadas foram a epicondilite lateral do cotovelo (epicondilite), relatada por 38 atletas, e as torções do tornozelo (36 relatos). Em média, os tenistas afastaram-se dos treinos e jogos por cinco semanas e quatro dias, porém, este afastamento variou de acordo com o local do organismo acometido pela lesão. As lesões que determinaram maior afastamento das quadras foram as intra-articulares do joelho. Dos atletas que tiveram lesão no joelho, 53,8% submeteram-se a cirurgia e se afastaram do esporte pelo menos por três meses. Conclusões: No tênis, as lesões musculares foram as mais freqüentes, porém, as lesões traumáticas do joelho se mostraram as mais graves e determinaram maior tempo de afastamento das quadras. Não houve diferença estatisticamente significante entre o maior número de torneios disputados ao ano e a maior incidência de lesões. Com relação à epicondilite, na população estudada, não houve diferença estatística entre maior tensão utilizada nas cordas da raquete com a maior incidência da lesão, porém, observou-se que tempo maior de prática do esporte predispõe à lesão. Técnica correta de movimentos básicos parece ser o melhor fator preventivo da epicondilite. Descritores - Tênis; epidemiologia; epicondilite.

ANÁLISE DIMENSIONAL DE DIFERENTES ACETÁBULOS USADOS NA ARTROPLASTIA TOTAL DO QUADRIL

Carlos Roberto Schwartsmann,,; Leandro de Freitas Spinelli; Leonardo Carbonera Boschin; Ramiro Zilles Gonçalves; Anthony Kerbes Yépez; Telmo Roberto Strohaecker; Ralf Wellis de Souza

Rev Bras Ortop. 2013;48(6):500-504 - Artigo Original
Vol 48  nº6 - Novembro / Dezembro 2013Objetivo: O presente estudo faz uma análise dimensional dos diferentes acetábulos cimentados e não cimentados, nacionais e importados, disponíveis no mercado nacional para artroplastia total do quadril. Métodos: Foram considerados os acetábulos de 50mm, destinados às cabeças femorais de 28mm. As análises dimensionais foram feitas em um equipamento tridimensional robótico de medição por coordenadas. Avaliou-se a menor espessura do polietileno e suas medidas externas (diâmetro do espaço para a cabeça femoral e diâmetro máximo do acetábulo). Resultados: A espessura mínima do polietileno foi garantidaemtodos os componentes testados. A espessura dos acetábulos cimentados variou de 19,185mm a 25,358mm, enquanto a espessura dos acetábulos não cimentados variou de 12,451mma 19,232mmA espessura foi em média 27,96% menor nos acetábulos não cimentados. Em relação à cavidade acetabular do polietileno que recebe a cabeça femoral, todos os diâmetros internos apresentaram pelo menos 28mm.Emrelação ao diâmetro externo máximo do polietileno, apenasumacetábulo cimentado atingiu os 50mm de diâmetro. Conclusões: Observaram-se grandes diferenças nas medidas entre as marcas e os modelos analisados. Os acetábulos não cimentados têm uma espessura menor. Os diâmetros dos acetábulos não cimentados também foram menores do que os cimentados, à custa de sua necessidade de inserção no metal-back. Descritores - Artroplastia de quadril Acetábulo Polietileno

OSTEOMIELITE NO TRAJETO DE FIOS DO FIXADOR EXTERNO TIPO ILIZAROV

JOSÉ WANDERLEY VASCONCELOS; ANTONIO CARLOS PEREIRA DE OLIVEIRA; CARLOS ADRIANO PACHECO DE OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 2004;39(4):- - Relato de Caso
Foram estudados quatro pacientes portadores de osteomielite no trajeto de fios do fixador externo tipo Ilizarov. A idade média foi de 36 anos, sendo a mínima de 27 e a máxima de 43. Dois eram do sexo masculino e dois do feminino. Todos apresentaram osteomielite na porção diafisária da tíbia. O aspecto radiológico mais freqüente foi o "seqüestro em anel". O Staphylococcus aureus foi o germe mais freqüente (50%) nas culturas. Todos foram submetidos a tratamento cirúrgico com bom resultado. Deve-se considerar a evolução de infecção em trajetos de fios para osteomielite, apesar de rara, de ocorrência potencial. Descritores - Osteomielite; Ilizarov; fixadores externos.

Cirurgias de salvamento do quadril em paralisia cerebral: Revisão Sistemática

Rafael Carboni de Souza; Marcelo Valentim Mansano; Miguel Bovo; Helder Henzo Yamada; Daniela Regina Rancan; Celso Svartma; Patrícia M. de Moraes Barros Fucs; Rodrigo Montezuma César de Assumpção

Rev Bras Ortop. 2015;50(3):254-259 - Artigo de Revisão
O desequilíbrio e a espasticidade muscular, associados à coxa valga e à anteversão femo-ral persistente, comprometem o desenvolvimento do quadril na paralisia cerebral e podemresultar em dor crônica e até luxação. Alguns desses quadris são submetidos a cirurgias desalvamento decorrentes do grave impacto das suas alterações na qualidade de vida. Fizemosuma revisão sistemática da literatura para comparar os resultados das principais técnicasaplicadas para salvamento do quadril nesses indivíduos. A busca na literatura teve comofoco estudos que avaliaram resultados de cirurgias de salvamento do quadril em paralisiacerebral, publicados de 1970 a 2011, presentes nas bases de dados Embase, Medline, Pub-med, Scielo e Cochrane Library. Apesar de os resultados obtidos não serem estatisticamentecomparáveis, essa revisão sistemática demonstra que as cirurgias de salvamento do qua-dril devem ser indicadas após avaliação individual de cada paciente, decorrente do amploespectro de apresentações da paralisia cerebral. Logo, aparentemente, não há uma técnicacirúrgica superior às outras, mas sim indicações diferentes.

Estudo experimental sobre as propriedades histológicas dos enxertos de tendões liofilizados*

ÂNGELO MAGNAGHI; RAMES MATTAR JR.; RONALDO J. AZZE; NANY R. B. DE OLIVEIRA; ANTONIO CANEDO; MÁRCIA U. RESENDE; JOSÉ AMARAL DO PRADO

Rev Bras Ortop. 1994;29(4):- - Artigo Original
Os autores realizam um estudo experimental em coelhos do processo de integração e cicatrização dos enxertos tendinosos homólogos liofilizados, através de análise histológica após 2,4,6,8 e 10 semanas da enxertia. Os autores observam que ocorre processo de integração do enxerto através de neoformação vascular, invasão de células mesenquimais e organização de fibras colágenas, dando ao enxerto característica de tendão próxima ao normal a partir da oitava semana da reconstrução. Relatam que a utilização de tecidos liofilizados proporciona bons resultados, com as vantagens de diminuir a capacidade antigênica do tecido e permitir sua preservação à temperatura ambiente.

Avaliação das propriedades mecânicas do tendão do músculo tibial posterior submetido a ensaio de tração axial*

OSNY SALOMÃO; TÚLIO DINIZ FERNANDES; ANTONIO EGYDIO DE CARVALHO JR.; TOMAZ PUGA LEIVAS; FABIO BOUCAUT TRANCHITELLA; JULIO CESAR CARVALHO NARDELLI; JOSE HILTON A. FILHO; ALEXANDRE E. V. KOKRON

Rev Bras Ortop. 1994;29(7):- - Artigo Original
Os autores estudaram o comportamento mecânico do tendão tibial posterior em 14 pares de tornozelos, sendo 11 homens e três mulheres. Os tendões foram submetidos a tração axial em uma máquina universal de ensaios mecâninicos, em que obtiveram os valores de resistência mecânica e coeficiente de proporcionalidade de cada tendão. Os resultados foram analisados quanto a faixa etária, sexo e lado. Mulheres acima de 50 anos apresentavam resistência à tração significativamente inferior em relação aos homens da mesma faixa etária. Não houve diferença estatisticamente significante na resistência máxima entre os lados direito e esquerdo. A resistência máxima não se alterou com a idade entre os homens.

Efeitos da orientação das fibras de colágeno nas propriedades mecânicas de flexão e impacto dos ossos*

ADRIANO J. HOLANDA; JOSÉ B. VOLPON; ANTÔNIO C. SHIMANO

Rev Bras Ortop. 1999;34(11/12):- - Artigo Original
Foi estudada a relação entre as propriedades mecânicas de fêmures de coelhos adultos jovens obtidas nos ensaios de flexão em três pontos e impacto, e a orientação das fibras de colágeno, bem como a energia absorvida nos dois ensaios. O ensaio de flexão em três pontos foi realizado nos 20 fêmures esquerdos para obtenção das seguintes propriedades: limite máximo, limite proporcional, rigidez, resiliência e tenacidade. O ensaio de impacto foi realizado nos 20 fêmures direitos para obtenção da energia absorvida no impacto. A orientação das fibras de colágeno de secções próximas às fraturas dos fêmures ensaiados foi estimada utilizando a técnica de polarização da luz. A análise de regressão mostrou que, na flexão, a rigidez teve correlação positiva (r = 0,43) e a resiliência, correlação negativa (r = -0,46) com a orientação das fibras de colágeno. A tenacidade no impacto não apresentou índice de correlação significante (p < 0,05). A energia absorvida pelos fêmures no ensaio de impacto foi 4,73 vezes a energia absorvida no ensaio de flexão em três pontos.

Comparação das propriedades mecânicas das hastes femorais bloqueadas AO-ASIF e FMRP

C.A.J.PACCOLA; C.KRETTEK; P. SCHANDEL MEIER; J.M.MANNS2

Rev Bras Ortop. 1995;30(11/12):- - Artigo Original
Nesta segunda parte, foi analisado o comportamento mecânico de hastes AO e FMRP femorais bloqueadas de 12mm de diâmetro e 400mm de comprimento, implantadas em dez pares de fêmures humanos frescos. Foi ressecado segmento diafisário extenso, resultando em um fragmento proximal de 12cm, um distal de 14cm e um gapentre os dois de 16cm. As hastes foram travadas inicialmente de forma usual. Foram feitos testes de inclinação da haste dentro dos fragmentos distal e proximal, nos sentidos ântero-posterior e medial-lateral e testes de carga axial excêntrica. Os espécimes foram analisados em máquina universal de testes. Os testes de inclinação mostraram superioridade estatisticamente significante dos espécimes FMRP da fixação no fragmento proximal e uma forte tendência à melhor fixação também no fragmento distal. Para tornar semelhante a distância entre os parafusos de travamento distais das hastes FMRP e AO, os parafusos dos espécimes FMRP foram mudados da posição convencional, o que enfraqueceu significantemente a fixação nas inclinações, indicando a importância da inserção em posição afastada dos dois parafusos distais de travamento no sistema FMRP. O segmento distal foi adicionalmente encurtado para 12 e 10cm, o que não modificou de forma importante a fixação analisada nos testes de inclinação. O fato foi imputado ao já avantajado canal medular do fragmento distal antes da ressecção. A fixação dependia, então, só dos parafusos distais de bloqueio e não do apoio cortical da diáfise. Os testes de carga axial excêntrica mostraram nítida superioridade do sistema FMRP em todos os espécimes, os quais sofreram deformação significantemente menor e resistiram à carga máxima mais elevada que o sistema AO.

Comparação das propriedades mecânicas das hastes femorais bloqueadas AO-ASIF e FMRP

C.A.J. PACCOLA; C. KRETTEK; P. SCHANDELMEIER; J. MANNSS

Rev Bras Ortop. 1995;30(10):- - Artigo Original
É apresentado estudo de comparação de hastes femorais AO-ASIF e FMRP, ambas de 12mm de diâmetro. Desenvolvida no Brasil, a haste FMRP é um tipo de haste bloqueada que pode ser implantada sem o uso de intensificador de imagem e é mais barata, quando comparada com outros métodos de haste bloqueada. As hastes foram analisadas em flexão e em torção. A flexão foi feita usando um sistema de quatro pontos. A torção foi aplicada bloqueando as hastes proximal e distalmente a uma distância constante. A análise das posições da fenda em relação à força flexora na posição média da haste (região não perfurada) revelou que a menos rígida era quando a fenda estava a 90 graus, seguida da posição em que a fenda olhava para a força flexora (lado da compressão). A posição de maior rigidez era quando a fenda estava oposta à força de flexão (lado da tensão). Comparando curvas similares para cada tipo de haste, foi observado que as hastes FMRP são mais rígidas à flexão que as AO-ASIF. Foi realizada análise semelhante da flexão ao nível do primeiro orifício de travamento distal (em local de quebra freqüente da haste em fraturas distais na diafíse). Esta revelou que o enfraquecimento causado pelos dois orifícios na haste AO (medial e lateral) em comparação com aquele causado pelo orifício (medial) e a fenda (lateral) na haste FMRP, é muito mais crítico na haste AO, que resiste muito menos a estresses que simulam forças varizantes. A análise do torque mostrou uma rigidez muito menor das hastes AOASIF em comparação com as FMRP.Relevância clínica -O estudo claramente mostra que as hastes FMRP são mais rígidas que as AO-ASIF de 12mm de diâmetro. Este fato pode ser importante em relação à formação de calo ósseo. A haste AO mais elástica seria mais estimulante, mas, por outro lado, a resistência mais baixa ao torque pode ser deletéria para a formação de calo. Pessoas jovens que, mais freqüentemente que as idosas, sofrem de fraturas cominutivas no fêmur, são os melhores candidatos a haste bloqueada. Seus fêmures têm canais com diâmetro reduzido, o que implica o uso de uma haste fina. Nestas circunstâncias, as hastes FMRP resistem a esforços mais elevados que as hastes AO e são talvez mais seguras no que concerne à falha do material.

COMO A CÉLULA ÓSSEA RECONHECE O ESTÍMULO MECÂNICO?

Carlos Vinícius Buarque de Gusmão; William Dias Belangero

Rev Bras Ortop. 2009;44(4):299-305 - Atualização
Sob a influência da gravidade, o tecido ósseo sofre maior ou me-nor deformação de acordo com a intensidade das atividades da vida diária. Sabe-se que as atividades que resultam em impacto são as que mais estimulam a osteogênese e assim reduzem a perda de massa óssea. Conhecer como as células ósseas reconhecem a deformação mecânica imposta ao osso e iniciam uma série de reações bioquímicas em cadeia é de fundamental importância para o desenvolvimento de práticas terapêuticas e preventivas na atividade ortopédica. Ainda há um longo caminho para o entendimento de todo esse processo, mas o conhecimento atual progrediu bastante e há pesquisas com finalidade terapêutica. O sinal mecânico para ser transformado em biológico (mecanotransdução) deve ser amplificado no nível celular pela estrutura histológica do tecido ósseo, gerando tensões em proteínas da membrana celular (integrinas) e alterando a estrutura espacial dessas proteínas. Essa alteração ativa ligações entre elas e o citoesqueleto, originando as adesões focais, locais onde proteínas citoplasmáticas são recrutadas para facilitar as reações bioquímicas. A quinase de adesão focal (FAK) é a principal delas, sendo autoativada após sofrer alteração estrutural pelas integrinas. A FAK ativada incita reações em cascata, resultando na ativação da ERK-1/2 e da Akt, proteínas que, junto com a FAK, regulam a produção da massa óssea. Acredita-se que o osteócito seja a célula óssea responsável por reconhecer o estímulo mecânico e transmiti-lo aos osteoblastos e osteoclastos. Canais iônicos e gap junctions são cogitados como meios de comunicação intercelular para a transmissão bioquímica do estímulo mecânico. Esses eventos ocorrem continuamente no tecido ósseo e regulam a remodelação óssea. Descritores - Mecanotransdução celular; Osteogênese; Estresse mecânico; Suporte de carga; Osteócitos; Osteoblastos; Junções gap; Canais iônicos.

Estudo do perfil mecânico de fixadores externos de plataforma*

MAX R. F. RAMOS; ISAAC S. ROTBANDE; IROCY KNACKFUSS; IBRAHIM SHEHATA

Rev Bras Ortop. 1998;33(7):- - Artigo Original
Foi estudado em laboratório, comparativamente, o comportamento mecânico dos sistemas clássicos de fixação externa de plataforma Hoffmann e Hoffmann-Vidal, utili-zando-se configurações espaciais freqüentemente aplicadas. As montagens foram instaladas em um corpo de pro-va de polietileno que simula um osso diafisário longo e submetidos às forças de compressão axial central e excêntrica. Foram avaliados os deslocamentos radiais de seus segmentos, a distância máxima observada entre esses segmentos nos planos perpendiculares ao axial e os movimentos em flexão dos segmentos do corpo de prova. Os resultados obtidos permitem afirmar que os fixadores externos de plataformas que utilizaram pinos de fixação do tipo half pin (pinos de Schanz) apresentaram-se muito menos estáveis que os que usaram pinos transfixantes (pi-nos de Hoffmann).

Estudo do comportamento mecânico de sistemas de fixação externa*

MAX RAMOS; ISAAC ROTBANDE; IBRAHIM SHEHATA

Rev Bras Ortop. 1999;34(8):- - Artigo Original
Foi estudado em laboratório, comparativamente, o comportamento mecânico de oito sistemas de fixação externa: Hoffmann, Hoffmann-Vidal, AO simples, AO dupla barra, AO transfixante uniplanar, AO transfixante biplanar, AO biplanar half pin (delta) e Ilizarov, utilizando-se configurações espaciais freqüentemente utilizadas. As montagens foram instaladas em um corpo de prova de polietileno que simula um osso diafisário longo e submetidas às forças de compressão axial central e excêntrica. Foram avaliados os deslocamentos radiais dos seus segmentos, a distância máxima observada entre estes segmentos nos planos perpendiculares ao axial e os movimentos em flexão dos segmentos do corpo de prova. Os resultados obtidos permitem afirmar que os fixadores externos de plataformas e/ou que utilizaram pinos de fixação do tipo half-pin apresentaramse menos estáveis que os fixadores externos que empregaram fixação independente dos pinos e/ou que usaram pinos ou fios transfixantes. A protensão aumentou a capacidade elástica e a resistência axial dos fios de transfixação. O sistema de fixação externa de Ilizarov apresentou maior estabilidade global em todos os ensaios, porém se obtiveram resultados próximos com o sistema AO transfixante biplanar.

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