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Busca por: Estudo mecânico das propriedades dos fios de sutura usados em cirurgias ortopédicas*

Estudo mecânico das propriedades dos fios de sutura usados em cirurgias ortopédicas*

Leandro Cardoso Gomide; Dagoberto de Oliveira Campos; Cleudmar Amaral Araújo; Gabriela Lima Menegaz; Rafael Silva Cardoso; Sérgio Crosara Saad

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):247-252 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar as propriedades mecânicas dos fios de sutura normalmente usados nas cirurgias ortopédicas e caracterizar seu comportamento por meio de ensaios de tração para verificar qual deles apresenta maior resistência mecânica.
MÉTODO Os ensaios de tração dos diferentes tipos de fios de sutura foram feitos na máquina de ensaios mecânicos BME 10 kN, com célula de carga de capacidade máxima de 50 kgf. Foram ensaiadas sete amostras de cada tipo de fio de sutura, foram fixadas cada uma das extremidades da amostra na garra metálica própria para o ensaio de fios e manteve-se o comprimento inicial de 5 cm. Os ensaios foram feitos com uma velocidade de 20 mm/minuto e à temperatura ambiente, registraram-se os dados de força máxima e o deslocamento máximo na ruptura dos fios.
RESULTADOS A força média de ruptura mais elevada foi observada na sutura FiberWire® 2 (Artrhex, Naples, FL, EUA) (240,17 N), seguida pela HiFi® 2 (Conmed, Utica, NY, EUA) (213,39 N) e Ethibond® 5 (Ethicon Inc., Somerville, NJ, EUA) (207,38 N). A menor força média de ruptura foi obtida para o fio Ethibond® 2 (Ethicon Inc., Somerville, NJ, EUA) (97,8 N).
CONCLUSÃO Os fios de sutura não absorvíveis de polimistura trançada, de surgimento mais recente, são superiores ao fio de sutura convencional de poliéster trançado. O FiberWire® 2 é o mais resistente dos fios avaliados no presente estudo.


Palavras-chave: ombro; articulação; acromioclavicular/lesões; articulação; acromioclavicular/cirurgia; fenômenos biomecânicos; suturas.

TEMPO DE RADIAÇÃO EMITIDA POR FLUOROSCOPIA EM CIRURGIAS ORTOPÉDICAS

João Caron La Salvia; Pablo Reis de Moraes; Tiago Yossef Ammar; Carlos Roberto Schwartsmann

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):136-138 - Artigo Original
Objetivo: Averiguar o tempo médio de emissão de radiação por aparelho de fluoroscopia durante variadas cirurgias ortopédicas e quais necessitam maior uso de radiação. Métodos: Foram contabilizados os tempos em 16 cirurgias diferentes, totalizando 80 procedimentos. Ao final de cada procedimento foi verificado o tempo de utilização de fluoroscopia diretamente do intensificador de imagem. Resultados: Foram necessários em média 61 segundos de fluoroscopia por operação. Os procedimentos que demandaram mais uso de radiação em média foram epifisiodese femoral proximal bilateral (5,1 minutos) e osteossíntese diafisária de fêmur com haste intramedular bloqueada (3,33 minutos). Conclusão: O tempo médio de fluoroscopia em cirurgias ortopédicas foi de 61 segundos. Os procedimentos com uso de dispositivo intramedular são os que requerem maior emissão de radiação.Descritores - Dosagem de Radiação; Fluoroscopia; Ortopédica.

Infecção pós-operatória: estudo de cirurgias ortopédicas realizadas no Hospital Universitário Pedro Ernesto-UERJ em um ano*

RENATO GRAÇA, MARCOS GIORDANO, EDUARDO CASTRO

Rev Bras Ortop. 1997;32(1):- - Artigo Original
RESUMO
Os autores realizaram um estudo prospectivo de cirurgias limpas que evoluíram com infecção pós-operatória no Serviço de Ortopedia e Traumatologia do HUPE-UERJ no período de junho de 1995 a maio de 1996. Foram avaliados aspectos epidemiológicos, etiológicos, profiláticos e terapêuticos em 558 operações. Foi de 5,01% o índice geral de infecção em cirurgias limpas, das quais 0,71% evoluíram com osteomielite. O germe mais encontrado foi o Staphylococcus aureus, com 30,77% dos casos. A cefalotina foi o antibiótico mais usado tanto na profilaxia quanto no tratamento.

Profilaxia infecciosa com aplicação local de vancomicina em pó em cirurgias ortopédicas: Revisão sistemática com metanálise*

David Sadigursky; Mariana Drummond Sousa; Yasmin Galvão Linhares Cajaíba; Rodrigo Rêgo Martins; Diogo Maciel Vieira Lobão

Rev Bras Ortop. 2019;54(6):617-626 - Artigo de Revisao

Apesar das diversas estratégias perioperatórias empregadas para diminuir a incidência de infecção no sítio cirúrgico (ISS), tais complicações ainda são frequentes, e representam um desafio para os ortopedistas. Por esse motivo, há uma necessidade permanente de buscar métodos cada vez mais eficazes de profilaxia anti-infecciosa, para que sejam reduzidas significativamente as taxas de morbidade pós-operatória, mortalidade, e os custos com os cuidados de saúde. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da profilaxia infecciosa com aplicação tópica de vancomicina em pó em cirurgias ortopédicas.
Fez-se um estudo de revisão sistemática com metanálise, usando-se o Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses Protocols 2015 (PRISMA-P 2015). Fez-se uma busca abrangente na literatura por estudos controlados sobre as taxas de ISS com e sem o uso de vancomicina em pó na ferida.
Entre os 412 títulos encontrados que preencheram os critérios, foram selecionados 7 estudos, 4 prospectivos e 3 retrospectivos, todos em cirurgia de coluna. A amostra total foi de 6.944 pacientes, que foram divididos em 2 grupos: controle (3.814 pacientes) e intervenção (3.130 pacientes). Observou-se que no grupo intervenção, no qual a vancomicina tópica foi aplicada, 64 (2,04%) pacientes desenvolveram ISS, e, no grupo controle 144 (3,75%) pacientes. Os resultados da metanálise demonstraram que o uso de vancomicina tem efeito protetor contra ISS em cirurgias de coluna, com risco relativo (RR) de 0,59, significância estatística, e intervalo de confiança de 95% (IC95%) entre 0,35-0,98.
O uso da vancomicina em pó profilática, no leito da ferida, tem fator protetor contra ISS em cirurgias de coluna; entretanto, mais ensaios prospectivos randomizados são necessários para recomendar seu uso em cirurgias ortopédicas.


Palavras-chave: vancomicina; infecção da ferida cirúrgica; ortopedia.

AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DE SUTURA TENDINOSA COM TRÊS TIPOS DE FIOS CIRÚRGICOS ESTUDO EXPERIMENTAL EM CÃES *

SÉRGIO SWAIN MÜLLER; TRAJANO SARDENBERG; MARCUS VINÍCIUS DANIELI; FÁBIO PIZOL; CARLOS ROBERTO PADOVANI

Rev Bras Ortop. 2003;38(3):- - Artigo Original
O objetivo desta investigação experimental foi ava-liar o perfil mecânico de uma técnica de sutura tendí-nea realizada com três tipos diferentes de fios cirúrgi-cos utilizando tendões de cães, para avaliação do desempenho de cada um dos três fios quando submeti-dos às mesmas solicitações. Foram utilizados 18 cães (13 machos e cinco fêmeas), dos quais foram obtidos o tendão flexor profundo do terceiro dedo de ambos os membros anteriores. A sutura foi realizada nos tendões do lado direito com três diferentes fios por sorteio (seis animais por grupo: grupo I com Mononylon ? , grupo II com Prolene ? e grupo III com Ethibond ? ). Os corpos de prova de ambos os lados (direito: suturado, esquerdo: controle) foram fixados em garras especialmente desen-volvidas e submetidos a ensaio de tração axial à veloci-dade de 40mm/min, com célula de carga de 5.000N. A ruptura dos tendões suturados ocorreu sempre no nó e, nos controles, na porção média do corpo de prova. Após o ensaio, o programa da máquina forneceu os valores da carga máxima (N), alongamento relativo na carga máxima (%) e módulo de elasticidade ( MPa). Os resul-tados foram avaliados pela técnica de análise de variân-cia dos pontos médios complementado com a constru-ção dos intervalos de confiança simultâneos no nível de 5% de significância. Não foi constatada diferença esta-tisticamente significativa nos parâmetros carga máxi-ma e módulo de elasticidade entre os tendões tratados, independentemente do tipo de fio, sendo todos inferio-res ao respectivo controle. No parâmetro alongamento relativo na carga máxima o fio de náilon teve resultado superior ao dos outros fios (que tiveram resultado se-melhante ao controle), sugerindo formação de gap an-tes da ruptura. Unitermos - Tendões; biomecânica; cãe

ALTERAÇÕES ORTOPÉDICAS NA AIDS

Ana Lúcia Lei Munhoz Lima; Alexandre Leme Godoy; Priscila Rosalba Domingos Oliveira; Ricardo Gomes Gobbi; Camila de Almeida Silva; Patricia Bernardelli Martino; Eliana Bataggia Gutierrez; Maria Clara Gianna; Gilberto Luis Camanho

Rev Bras Ortop. 2009;44(3):186-190 - Atualizaçao
O aumento considerável da expectativa de vida dos pacientes infectados pelo HIV na era do tratamento antirretroviral de alta potência, resulta em importantes alterações metabólicas e osteoarticulares decorrentes do prolongado tempo de infecção viral e desse tratamento. As complicações ortopédicas mais frequentes são as alterações da mineralização óssea, a osteonecrose, síndrome do túnel do carpo e capsulite adesiva glenoumeral, com padrão de apresentação clínica, evolução natural da doença e resposta terapêutica diferentes daqueles da população geral. Os relatos da literatura são iniciais e a experiência do serviço multidisciplinar do Instituto de Ortopedia e Traumatologia da USP permite avanço no conhecimento das diversas patologias envolvidas e o desenvolvimento de protocolos de tratamento adequados a esses diagnósticos.  Descritores - HIV; Ortopedia; Diagnóstico.

Lesões ortopédicas no futebol*

MOISÉS COHEN; RENE JORGE ABDALLA; BENNO EJNISMAN; JOICEMAR T. AMARO

Rev Bras Ortop. 1997;32(12):- - Artigo Original
Os autores estudaram 124 atletas de futebol profissional em oito equipes do futebol brasileiro, num período superior a dois anos. Os atletas eram todos do sexo masculino, com idade média de 22,4 anos. Analisaram apenas as lesões ocorridas durante os jogos oficiais e amistosos com o objetivo de demonstrar de forma representativa a freqüência de lesões no futebol profissional do Brasil. Concluíram que a maior incidência de lesões ocorre em jogadores de meio-campo e ataque, em membros inferiores e em traumas sem contato físico. Também concluíram que as lesões musculares são as mais freqüentes. E que, na maioria das vezes, as lesões ortopédicas no futebol são leves, com retorno em grande parte até uma semana de tratamento.

Lesões ortopédicas traumáticas em crianças e adolescentes

LÚCIO HONÓRIO DE CARVALHO JÚNIOR; FERNANDO MILTON DA CUNHA; FREDERICO DE SOUZA FERREIRA; ANTÔNIO EDUARDO PEREIRA MORATO; LUIZ HENRIQUE ANTUNES ROCHA; RODRIGO FERREIRA MEDEIROS

Rev Bras Ortop. 2000;35(3):- - Artigo Original
Os autores realizam estudo epidemiológico sobre as lesões ortopédicas traumáticas (fraturas, luxações, entorses e contusões) encontradas em uma amostra aleatória de 2.381 pacientes com idade inferior a 20 anos, atendidos no Serviço de Ortopedia do Setor de Urgência do Hospital João XXIII durante o ano de 1997. O sexo masculino foi preponderante numa relação de 1,91: 1. A média de idade foi 11,32 anos. A fratura foi o even-to mais freqüentemente encontrado, com 49,77% dos casos (p < 0,0001), principalmente a do rádio (31,63%) (p < 0,0001). A contusão, a entorse e a luxação foram as subseqüentes por ordem de freqüência. A queda da própria altura (31,75%) foi o mecanismo mais habitual (p < 0,0001). As fraturas e as luxações com exposição óssea ou articular ocorreram em 8,12% dos casos. O horário de maior demanda foi entre as 19 e as 19:59 horas e o mês de setembro foi o de maior número de atendimentos (p < 0,0001). Unitermos - Traumatismo/epidemiol.; crianças; adolescentes

Estudo mecânico dos complexos colaterais do joelho *

AFINALDO J. HERNANDEZ; MARCIA UCHÔA DE REZENDE; EDUARDO FAIRBANKS VONUHLENDORFF; TOMAZ PUGA LEIVAS; GILBERTO L. CAMANHO

Rev Bras Ortop. 1993;28(8):- - Artigo Original
Os autores realizam estudo biomecânico dos complexos colaterais medial e lateral de 40 joelhos de cadáveres frescos, com o objetivo de compará-los entre si e estabelecer relações com a idade, o peso e a altura dos espécimes. Após a análise dos dados, constatam que não existe diferença entre os Iados e nem entre os complexos colaterais mediais e laterais, sendo que o limite de resistência varia inversamente com peso para ambos os complexos colaterais e a idade relaciona-se inversamente com o complexo colateral lateral.

AVALIAÇÃO DAS LESÕES ORTOPÉDICAS EM TENISTAS AMADORES COMPETITIVOS

ROGÉRIO TEIXEIRA DA SILVA; MOISÉS COHEN; MARCELO HIDE MATSUMOTO; GUILHERME CONFORTO GRACITELLI

Rev Bras Ortop. 2005;40(5):- - Artigo Original
Objetivo: Estudar a incidência de lesões ortopédicas, em tenistas competitivos. Material e métodos: Por meio da análise retrospectiva, 160 tenistas amadores, mas competitivos, do Estado de São Paulo foram estudados. Destes, 64 (40%) eram do sexo feminino e 96 (60%) do masculino. A idade variou de nove a 78 anos, com média de 27,6 anos. Para a análise do material com relação ao número de lesões e ao tipo de lesão apresentada, empregaram-se os critérios da NAIRS (National Athletic Injury Report System) e, para a análise estatística dos dados, utilizou-se o teste t de Student para amostras pareadas, estabelecendo como valor de significância o índice de probabilidade (p) menor do que 0,05. Resultado: Foram relatadas 244 lesões em 122 atletas. Somente 38 (23,8%) tenistas não referiram nenhum tipo de lesão durante a sua vida competitiva. Com relação à região do corpo acometida, a lesão mais freqüente foi a muscular, relatada por 58 (23,8%) tenistas. Logo a seguir foram relatadas as lesões do pé e tornozelo (48 - 19,7% - tenistas) e cotovelo (41 - 16,8% - atletas). As patologias específicas mais freqüentemente relatadas foram a epicondilite lateral do cotovelo (epicondilite), relatada por 38 atletas, e as torções do tornozelo (36 relatos). Em média, os tenistas afastaram-se dos treinos e jogos por cinco semanas e quatro dias, porém, este afastamento variou de acordo com o local do organismo acometido pela lesão. As lesões que determinaram maior afastamento das quadras foram as intra-articulares do joelho. Dos atletas que tiveram lesão no joelho, 53,8% submeteram-se a cirurgia e se afastaram do esporte pelo menos por três meses. Conclusões: No tênis, as lesões musculares foram as mais freqüentes, porém, as lesões traumáticas do joelho se mostraram as mais graves e determinaram maior tempo de afastamento das quadras. Não houve diferença estatisticamente significante entre o maior número de torneios disputados ao ano e a maior incidência de lesões. Com relação à epicondilite, na população estudada, não houve diferença estatística entre maior tensão utilizada nas cordas da raquete com a maior incidência da lesão, porém, observou-se que tempo maior de prática do esporte predispõe à lesão. Técnica correta de movimentos básicos parece ser o melhor fator preventivo da epicondilite. Descritores - Tênis; epidemiologia; epicondilite.

OSTEOMIELITE NO TRAJETO DE FIOS DO FIXADOR EXTERNO TIPO ILIZAROV

JOSÉ WANDERLEY VASCONCELOS; ANTONIO CARLOS PEREIRA DE OLIVEIRA; CARLOS ADRIANO PACHECO DE OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 2004;39(4):- - Relato de Caso
Foram estudados quatro pacientes portadores de osteomielite no trajeto de fios do fixador externo tipo Ilizarov. A idade média foi de 36 anos, sendo a mínima de 27 e a máxima de 43. Dois eram do sexo masculino e dois do feminino. Todos apresentaram osteomielite na porção diafisária da tíbia. O aspecto radiológico mais freqüente foi o "seqüestro em anel". O Staphylococcus aureus foi o germe mais freqüente (50%) nas culturas. Todos foram submetidos a tratamento cirúrgico com bom resultado. Deve-se considerar a evolução de infecção em trajetos de fios para osteomielite, apesar de rara, de ocorrência potencial. Descritores - Osteomielite; Ilizarov; fixadores externos.

ANÁLISE DIMENSIONAL DE DIFERENTES ACETÁBULOS USADOS NA ARTROPLASTIA TOTAL DO QUADRIL

Carlos Roberto Schwartsmann,,; Leandro de Freitas Spinelli; Leonardo Carbonera Boschin; Ramiro Zilles Gonçalves; Anthony Kerbes Yépez; Telmo Roberto Strohaecker; Ralf Wellis de Souza

Rev Bras Ortop. 2013;48(6):500-504 - Artigo Original
Vol 48  nº6 - Novembro / Dezembro 2013Objetivo: O presente estudo faz uma análise dimensional dos diferentes acetábulos cimentados e não cimentados, nacionais e importados, disponíveis no mercado nacional para artroplastia total do quadril. Métodos: Foram considerados os acetábulos de 50mm, destinados às cabeças femorais de 28mm. As análises dimensionais foram feitas em um equipamento tridimensional robótico de medição por coordenadas. Avaliou-se a menor espessura do polietileno e suas medidas externas (diâmetro do espaço para a cabeça femoral e diâmetro máximo do acetábulo). Resultados: A espessura mínima do polietileno foi garantidaemtodos os componentes testados. A espessura dos acetábulos cimentados variou de 19,185mm a 25,358mm, enquanto a espessura dos acetábulos não cimentados variou de 12,451mma 19,232mmA espessura foi em média 27,96% menor nos acetábulos não cimentados. Em relação à cavidade acetabular do polietileno que recebe a cabeça femoral, todos os diâmetros internos apresentaram pelo menos 28mm.Emrelação ao diâmetro externo máximo do polietileno, apenasumacetábulo cimentado atingiu os 50mm de diâmetro. Conclusões: Observaram-se grandes diferenças nas medidas entre as marcas e os modelos analisados. Os acetábulos não cimentados têm uma espessura menor. Os diâmetros dos acetábulos não cimentados também foram menores do que os cimentados, à custa de sua necessidade de inserção no metal-back. Descritores - Artroplastia de quadril Acetábulo Polietileno

COMO A CÉLULA ÓSSEA RECONHECE O ESTÍMULO MECÂNICO?

Carlos Vinícius Buarque de Gusmão; William Dias Belangero

Rev Bras Ortop. 2009;44(4):299-305 - Atualizaçao
Sob a influência da gravidade, o tecido ósseo sofre maior ou me-nor deformação de acordo com a intensidade das atividades da vida diária. Sabe-se que as atividades que resultam em impacto são as que mais estimulam a osteogênese e assim reduzem a perda de massa óssea. Conhecer como as células ósseas reconhecem a deformação mecânica imposta ao osso e iniciam uma série de reações bioquímicas em cadeia é de fundamental importância para o desenvolvimento de práticas terapêuticas e preventivas na atividade ortopédica. Ainda há um longo caminho para o entendimento de todo esse processo, mas o conhecimento atual progrediu bastante e há pesquisas com finalidade terapêutica. O sinal mecânico para ser transformado em biológico (mecanotransdução) deve ser amplificado no nível celular pela estrutura histológica do tecido ósseo, gerando tensões em proteínas da membrana celular (integrinas) e alterando a estrutura espacial dessas proteínas. Essa alteração ativa ligações entre elas e o citoesqueleto, originando as adesões focais, locais onde proteínas citoplasmáticas são recrutadas para facilitar as reações bioquímicas. A quinase de adesão focal (FAK) é a principal delas, sendo autoativada após sofrer alteração estrutural pelas integrinas. A FAK ativada incita reações em cascata, resultando na ativação da ERK-1/2 e da Akt, proteínas que, junto com a FAK, regulam a produção da massa óssea. Acredita-se que o osteócito seja a célula óssea responsável por reconhecer o estímulo mecânico e transmiti-lo aos osteoblastos e osteoclastos. Canais iônicos e gap junctions são cogitados como meios de comunicação intercelular para a transmissão bioquímica do estímulo mecânico. Esses eventos ocorrem continuamente no tecido ósseo e regulam a remodelação óssea. Descritores - Mecanotransdução celular; Osteogênese; Estresse mecânico; Suporte de carga; Osteócitos; Osteoblastos; Junções gap; Canais iônicos.

Estudo do perfil mecânico de fixadores externos de plataforma*

MAX R. F. RAMOS; ISAAC S. ROTBANDE; IROCY KNACKFUSS; IBRAHIM SHEHATA

Rev Bras Ortop. 1998;33(7):- - Artigo Original
Foi estudado em laboratório, comparativamente, o comportamento mecânico dos sistemas clássicos de fixação externa de plataforma Hoffmann e Hoffmann-Vidal, utili-zando-se configurações espaciais freqüentemente aplicadas. As montagens foram instaladas em um corpo de pro-va de polietileno que simula um osso diafisário longo e submetidos às forças de compressão axial central e excêntrica. Foram avaliados os deslocamentos radiais de seus segmentos, a distância máxima observada entre esses segmentos nos planos perpendiculares ao axial e os movimentos em flexão dos segmentos do corpo de prova. Os resultados obtidos permitem afirmar que os fixadores externos de plataformas que utilizaram pinos de fixação do tipo half pin (pinos de Schanz) apresentaram-se muito menos estáveis que os que usaram pinos transfixantes (pi-nos de Hoffmann).

Estudo do comportamento mecânico de sistemas de fixação externa*

MAX RAMOS; ISAAC ROTBANDE; IBRAHIM SHEHATA

Rev Bras Ortop. 1999;34(8):- - Artigo Original
Foi estudado em laboratório, comparativamente, o comportamento mecânico de oito sistemas de fixação externa: Hoffmann, Hoffmann-Vidal, AO simples, AO dupla barra, AO transfixante uniplanar, AO transfixante biplanar, AO biplanar half pin (delta) e Ilizarov, utilizando-se configurações espaciais freqüentemente utilizadas. As montagens foram instaladas em um corpo de prova de polietileno que simula um osso diafisário longo e submetidas às forças de compressão axial central e excêntrica. Foram avaliados os deslocamentos radiais dos seus segmentos, a distância máxima observada entre estes segmentos nos planos perpendiculares ao axial e os movimentos em flexão dos segmentos do corpo de prova. Os resultados obtidos permitem afirmar que os fixadores externos de plataformas e/ou que utilizaram pinos de fixação do tipo half-pin apresentaramse menos estáveis que os fixadores externos que empregaram fixação independente dos pinos e/ou que usaram pinos ou fios transfixantes. A protensão aumentou a capacidade elástica e a resistência axial dos fios de transfixação. O sistema de fixação externa de Ilizarov apresentou maior estabilidade global em todos os ensaios, porém se obtiveram resultados próximos com o sistema AO transfixante biplanar.

Ensaio mecânico e uso clínico do enxerto homógeno processado

JOSÉ B. VOLPON; RICARDO MARZOLA P. DA COSTA

Rev Bras Ortop. 2000;35(6):- - Artigo Original
Em ensaio laboratorial foram avaliadas as propriedades mecânicas do osso corticoesponjoso humano preparado para ser usado como enxerto. Em uma segunda etapa, osso humano corticoesponjoso processado quimicamente foi usado como enxerto homógeno e avaliado clinicamente. Inicialmente, após triagem para doadores de tecidos, foram obtidos blocos de osso corticoesponjoso da epífise distal do fêmur e proximal da tíbia. Este osso foi preparado pela limpeza, retirada da gordura, desidratação, acondicionado, esterilizado em óxido de etileno e estocado em meio ambiente. O ensaio mecânico consistiu de testes de compressão de amostras ósseas com formato cilíndrico, tanto do osso processado, como do osso in natura. Foi observado que o osso processado apresentou maior resistência mecânica, quando comparado com o não processado. O ensaio clínico consistiu no uso de blocos de osso processado, em situações cirúrgicas em que estava indicado o uso de enxerto ósseo. Vinte pacientes com 23 enxertos fo-ram analisados radiográfica e prospectivamente, com idade média de sete anos e seguimento médio de 14 meses. Em 20 situações o enxerto foi usado na forma de bloco único para osteotomias supracetabulares (12 ca-sos), em artrodese subtalar extra-articular (seis casos) e em osteotomia supramaleolar (dois casos). Em três casos foi usado na forma de fragmentos para preenchimento de cavidade óssea pós-ressecção tumoral. Não houve infecção. Em todos os casos, exceto um, houve integração do enxerto. Em um caso surgiu reação em torno do enxerto que terminou por integrar-se, embora em período mais longo. Os autores concluem que este tipo de enxerto tem resistência mecânica adequada e é uma alternativa viável e útil para substituição do enxerto autógeno fresco e constituição de bancos de ossos.

Contribuição ao estudo mecânico do fixador externo tubular AO*

MAX R. F. RAMOS; ISAAC S. ROTBANDE; IBRAHIM SHEHATA; IROCY KNACKFUSS

Rev Bras Ortop. 1999;34(2):- - Artigo Original
Foi estudado em laboratório, comparativamente, o comportamento mecânico de cinco montagens do fixador externo AO/ASIF: AO simples, AO dupla barra, AO transfixante uniplanar, AO transfixante biplanar e AO biplanar half pin (delta). As montagens foram instaladas em um corpo de prova de polietileno que simula um osso diafisário longo e submetidas às forças de compressão axial central e excêntrica. Foram avaliados os deslocamentos radiais de seus segmentos, a distância máxima observada entre estes nos planos perpendiculares ao axial e os movimentos em flexão dos segmentos do corpo de prova. Os resultados obtidos permitem afirmar que os fixadores externos que utilizaram apenas pinos de fixação do tipo half pin se apresentaram menos estáveis que os que usa-ram pinos transfixantes. O melhor resultado foi observado na montagem transfixante biplanar, que apresentou grande estabilidade em todos os planos, seguida pela transfixante uniplanar.

Cirurgias de salvamento do quadril em paralisia cerebral: Revisão Sistemática

Rafael Carboni de Souza; Marcelo Valentim Mansano; Miguel Bovo; Helder Henzo Yamada; Daniela Regina Rancan; Celso Svartma; Patrícia M. de Moraes Barros Fucs; Rodrigo Montezuma César de Assumpção

Rev Bras Ortop. 2015;50(3):254-259 - Artigo de Revisao
O desequilíbrio e a espasticidade muscular, associados à coxa valga e à anteversão femo-ral persistente, comprometem o desenvolvimento do quadril na paralisia cerebral e podemresultar em dor crônica e até luxação. Alguns desses quadris são submetidos a cirurgias desalvamento decorrentes do grave impacto das suas alterações na qualidade de vida. Fizemosuma revisão sistemática da literatura para comparar os resultados das principais técnicasaplicadas para salvamento do quadril nesses indivíduos. A busca na literatura teve comofoco estudos que avaliaram resultados de cirurgias de salvamento do quadril em paralisiacerebral, publicados de 1970 a 2011, presentes nas bases de dados Embase, Medline, Pub-med, Scielo e Cochrane Library. Apesar de os resultados obtidos não serem estatisticamentecomparáveis, essa revisão sistemática demonstra que as cirurgias de salvamento do qua-dril devem ser indicadas após avaliação individual de cada paciente, decorrente do amploespectro de apresentações da paralisia cerebral. Logo, aparentemente, não há uma técnicacirúrgica superior às outras, mas sim indicações diferentes.

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