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Busca por: Indicações da neurotomia dos nervos geniculares por radiofrequência para o tratamento da osteoartrite do joelho: uma revisão de literatura*

Indicações da neurotomia dos nervos geniculares por radiofrequência para o tratamento da osteoartrite do joelho: uma revisão de literatura*

Diego Ariel de Lima; Marcelo Carvalho Krause Gonçalves; Souterland Thiago Correia e Sá Grando; Thiago Luiz de Lima Cintra; Dilamar Moreira Pinto; Romeu Krause Gonçalves

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):233-240 - Artigo de Revisão

A osteoartrite é uma das patologias mais frequentes e incapacitantes na atualidade, principalmente do joelho. Dentre as abordagens possíveis para osteoartrite, a neurotomia dos nervos geniculares por radiofrequência vem se destacando. Todavia, por se tratar de um procedimento relativamente novo, as indicações para realização ainda não estão bem definidas. O principal objetivo desta revisão foi identificar as principais indicações do uso da radiofrequência para o tratamento da osteoartrite do joelho na literatura médica. Foi realizada revisão da literatura em janeiro de 2018, através de pesquisa nas bases de dados PubMed, Clinicalkey e Google Scholar. Após revisão dos principais artigos no assunto, foi concluído que as principais indicações do uso da radiofrequência para o tratamento da osteoartrite do joelho foram: pacientes com osteoartrite grau 3 e 4 da classificação de Kellgren-Lawrence, com dor de moderada a severa e falha do tratamento conservador, principalmente idosos; persistência da dor, mesmo após realizado artroplastia total de joelho; pacientes com indicação de artroplastia total de joelho e que se recusam a submeter-se ao tratamento cirúrgico.


Palavras-chave: procedimentos neurocirúrgicos; ondas de rádio; rizotomia; osteoartrite do joelho; articulação do joelho.

Viscossuplementação no tratamento da osteoartrose do joelho: uma revisão da literatura

Rev Bras Ortop. 2015;50(5):489-494 - Artigo de Revisão
Avaliar evidências que apoiem ou refutem o uso de viscossuplementação intra-articular notratamento de pacientes com osteoartrose sintomática de joelho. Foi feita uma revisão daliteratura com o uso dos bancos de dados Medline, Pubmed e Cochrane Controlled TrialRegister e Cochrane Databases Systematic Reviews (Cochrane Library). Foram consideradosapenas estudos com elevado nível de evidências. O estudo incluiu a análise de ensaios clíni-cos randomizados que incluíram pelo menos 100 pacientes em cada grupo de intervenção,metanálises e revisões sistemáticas. Duas metanálises, cinco revisões sistemáticas e seisensaios clínicos randomizados preencheram os critérios de inclusão desta revisão. Frenteàs melhores evidências existentes até o momento, não existe consenso para indicação e atémesmo contraindicação do uso da viscossuplementação intra-articular em pacientes comosteoartrose sintomática do joelho (nível de evidência I e grau de recomendação A). Futurosestudos com metodologia adequada são necessários para elucidação dessa questão.

Tumor de células gigantes localmente avançado ao nível do joelho: tratamento e revisão da literatura

Ana Valeria Rigollino,,; Thiago Santos Fernando; Marcos Hajime Tanaka e Marcello Martins Souza

Rev Bras Ortop. 2017;52(4):473-478 - Artigo de Revisão
    O tumor de células gigantes (TCG) é um tumor ósseo benigno com características agressivas. São mais prevalentes na terceira e quarta décadas de vida e localizam-se preferencialmente na região epifisária dos ossos longos. Apresentam altas taxas de recorrência local, a qual depende do tipo de tratamento e da apresentação inicial do tumor. O risco de disseminação sistêmica (metástases pulmonares) gira em torno de 3%. Entre outubro de 2010 e agosto de 2014, nove pacientes com diagnóstico de TCG localmente avançados ou com fratura patológica ao nível do joelho foram submetidos a tratamento cirúrgico. O objetivo deste estudo foi avaliar os resultados decorrentes do tratamento, especialmente com relação à recidiva, e fazer uma revisão da literatura. Houve predominância do sexo masculino (77,7%). A localização mais comum foi o fêmur distal. Quatro pacientes (44%) apresentaram recidiva local no primeiro ano de pós- -operatório, três do fêmur distal e um na tíbia proximal. Dos três pacientes que apresentaram fratura patológica no momento do diagnóstico, um deles apresentou recidiva cinco meses após a cirurgia. O tratamento ainda é um grande desafio. Acreditamos que o melhor método de tratamento é a ressecção ampla com reconstrução da falha óssea com endoprótese não convencional. Os pacientes devem estar cientes e bem orientados quanto às possí- veis complicações e prejuízos funcionais que podem ocorrer em decorrência do tratamento escolhido e quanto à necessidade de novas intervenções cirúrgicas em médio e longo prazo

Artroplastia total do joelho em paciente com luxação permanente da patela. Relato de dois casos e revisão da literatura

Rodrigo Pires e Albuquerque; Pedro Guilme Teixeira de Sousa; Fabrício Bolpato Loures; Hugo Cobra; João Maurício Barretto; Naasson Cavanellas

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):503-509 - Relato de Caso

A ocorrência de luxação permanente da patela associada a osteoartrite grave é considerada rara e de tratamento difícil. A literatura é bastante controversa sobre o assunto. O objetivo do trabalho é relatar dois raros casos de osteoartrite grave com luxação permanente da patela que foram submetidos a artroplastia total do joelho, além da técnica cirúrgica relacionada e de uma revisão da literatura. A artroplastia total do joelho com o acesso parapatelar medial associado a uma liberação lateral foi uma boa opção cirúrgica em pacientes com luxação permanente da patela associada a osteoartrite avançada.


Palavras-chave: Artroplastia do joelho; Patela; Luxação.

Tutores ("braces") de joelho: indicações e contra-indicações na prática esportiva*

MÁRCIA UCHÔA DE REZENDE; VÍTOR KEIHAN RODRIGUES MATSUDO

Rev Bras Ortop. 1994;29(10):- - Artigo Original
Os tutores (braces) para joelho são classificados em: profiláticos, reabilitativos e funcionais, conforme o objetivo a que se destinam. Fatores biomecânicos, como o projeto da órtese (seu comprimento, rigidez e encaixe), o tipo e o número de dobradiça e hastes, os materiais usados na confecção de manguitos e das estruturas laterais, devem ser considerados juntamente com o conhecimento do local de aplicação de forças sobre as partes moles, da suspensão da órtese e da deformação das partes moles pela gravidade e pela concentração muscular. Os estudos clínicos somente agora encontram alguma efícácia para o tutor profilático, sendo as órteses funcionais as mais indicadas para pacientes portadores de instabilidade do joelho que se recusam a se submeter a tratamento cirúrgico ou na sua recuperação pós-operatória. As indicações das órteses reabilitativas estão restritas ao período precoce de reabilitação da lesão ligamentar do joelho (pós-operatório ou não), quando o paciente está fazendo uso de muletas (sem carga). Os tutores são somente um aspecto do programa de reabilitação das lesões ligamentares do joelho e não se deve esperar que controlem ou previnam lesões do joelho. Cabe ao médico conhecer suas limitações e capacidade para tirar deles o melhor proveito.

MAUS TRATOS INFANTIS. REVISÃO DA LITERATURA.

Bernardo Barcellos Terra; Eduardo Antônio de Figueiredo; Morena Pretti Espindula de Oliveira Lima Terra; Carlos Vicente Andreoli; Benno Ejnisman

Rev Bras Ortop. 2013;48(1):11-16 - Artigo de Revisão
Lesões não acidentais em crianças são uma importante causa de morbidade e mortalidade nesta população. Fraturas são a segunda causa mais comum de manifestação clínica de maus tratos. A fratura do fêmur está associada em mais de 60% dos casos a maus tratos em crianças menores de 3 anos. O objetivo do trabalho foi fazer uma revisão da literatura nas principais bases de dados a respeito dos maus-tratos infantis e relatar um caso raro de fratura subtrocantérica bilateral de fêmur associada com fratura umeral unilateral em um recém-nascido de 28 dias. O ortopedista muitas vezes é o primeiro médico a avaliar essas crianças; portanto, um alto grau de suspeição, além de um exame físico minucioso e uma história clínica detalhada, é mandatório ao se avaliar um recém-nascido com lesões musculoesqueléticas.. Descritores -Fratura do fêmur Fratura do úmero Maus-tratos infantis.

Gota vertebral: relato de caso e revisão da literatura

AXEL WERNER HULSMEYER

Rev Bras Ortop. 2000;35(1/2):- - Artigo Original
A gota é causa freqüente de artropatia. Qualquer articulação pode ser comprometida. Na coluna vertebral a incidência é rara e, até o momento, só foram descritos 30 casos. O diagnóstico pré-operatório não é lembrado, mesmo quando o paciente apresenta manifestações periféricas da gota. O aspecto na ressonância magnética pode ser confundido com processo infeccioso ou degenerativo. Assim, diante de um caso de lombalgia de repetição em paciente gotoso, essa hipótese diagnóstica não deve ser desprezada. O objetivo deste trabalho é descrever um caso em disco lombar, simulando uma hérnia discal ou abscesso epidural e fazer uma revisão da literatura disponível sobre o assunto.

Luxação peritalar Relato de caso com revisão da literatura*

IDYLLIO DO PRADO JÚNIOR; MURILO ANTONIO ROCHA; DÉCIO JOSÉ DE OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 1995;30(1/2):- - Artigo Original
Os autores relatam caso de luxação peritalar medial, que se trata de lesão pouco comum. Além disso, apresen-tava-se acompanhada de fratura do processo posterior do talo e de fratura-avulsão da porção medial do maléolo tibial, associação essa ainda não registrada na literatura. Na avaliação final realizada após dez meses de evolução, o paciente informou dor matinal e evidenciaram-se discreta limitação dos movimentos, hipotrofia da panturrilha e aumento de volume do tornozelo. Nas radiografias, as fraturas estavam consolidadas e não se visualizaram alterações degenerativas osteoarticulares.

A importância do "labrum" acetabular: revisão da literatura

LAFAYETTE DE AZEVEDO LAGE; ROBERTO CAVALIERI COSTA; RICHARD N. VILLAR; B. S. C. (HONS); M. S.; F. R. C. S.

Rev Bras Ortop. 1996;31(10):- - Artigo Original
Muitos pacientes com artrose degenerativa do quadril referem que sua dificuldade começou a ocorrer após que-da ou torção de pequena intensidade. Geralmente, esse relato é ignorado por nós, ortopedistas. Esta revisão da literatura tem o objetivo de alertar os colegas da importância do labrum acetabular, estrutura de fundamental importância para o quadril saudável.

ELASTOFIBROMA DORSI: RELATO DE CASOS E REVISÃO DA LITERATURA

EDUARDO DA FROTA CARRERA; MARCELO HIDE MATSUMOTO; NICOLA ARCHETTI NETTO; MARCIO EDUARDO DE MELO VIVEIROS; MÁRCIO EDUARDO KOZONARA

Rev Bras Ortop. 2004;39(8):- - Relato de Caso
Elastofibroma dorsi é uma lesão pseudotumoral, localizada na região do ângulo inferior da escápula, que ocorre em pacientes próximos da quinta década de vida. Essa lesão comumente é unilateral, podendo ser bilateral. Os sintomas mais freqüentes são: dor, ressalto e crepitação na mobilização do membro superior na região do ângulo inferior da escápula. A ressonância magnética é o exame que melhor sugere o diagnóstico. A confirmação do elastofibroma pode ser dada apenas pelo exame anatomopatológico. É importante o diagnóstico diferencial com outras lesões de partes moles, como sarcomas e tumores desmóides. A ressecção cirúrgica é curativa em indivíduos sintomáticos e deve ser feita em lesões maiores que 5cm, mesmo sem sintomas. Este estudo relata três casos de elastofibroma dorsi, sendo dois unilaterais e um bilateral, e faz uma revisão da literatura. Descritores - Pseudotumor; elastofibroma dorsi; ombro.

Reabilitação nas lesões musculares dos isquiotibiais: revisão da literatura

Gabriel Amorim Ramos; Gustavo Gonçalves Arliani; Diego Costa Astur; Alberto de Castro Pochini; Benno Ejnisman; Moisés Cohen

Rev Bras Ortop. 2017;52(1):11-16 - Artigo de Revisão
    As lesões dos isquiotibiais estão entre as mais frequentes do esporte. A alta taxa de recidivas representa um desafio para a medicina esportiva e apresenta grande impacto para atletas e clubes esportivos. O objetivo do tratamento é proporcionar ao atleta o mesmo nível funcional anterior à lesão. Dessa forma, a reabilitação funcional é muito importante para o sucesso do tratamento. Atualmente, usam-se várias modalidades fisioterápicas de acordo com o estágio da lesão: crioterapia, laserterapia, ultrassom terapêutico, terapia manual e cinesioterapia. Entretanto, as evidências da eficácia dessas modalidades nas lesões musculares ainda não estão completamente estabelecidas, devido à baixa investigação científica sobre o tema. O presente artigo apresenta uma revisão sobre a abordagem fisioterápica na reabilitação das lesões musculares de isquiotibiais.  

Análise radiográfica comparativa do eixo anatômico na osteoartrite do joelho. Avaliação inter e intraobservadores

Luiz Felipe Matos; Marcos Giordano; Gustavo Novaes Cardoso; Rafael Baptista Farias; Rodrigo Pires e Albuquerque

Rev Bras Ortop. 2015;50(3):283-289 - Artigo Original
Objetivo: fazer a análise comparativa inter e intraobservador da medida do eixo anatômicoentre as radiografias panorâmica, dos membros inferiores (MMII) com raio anteroposterior(AP) e apoio bipodálico e AP com carga bipodal em filme curto.Métodos: foi feito estudo de acurácia que comparou medidas radiográficas em 47 joelhos depacientes do ambulatório de cirurgia do joelho, por osteoartrite (OA). A avaliação radiográficausada foi a padronizada para a programação de ATJ, incluindo as incidências panorâmica dosMMII em AP e as radiografias curtas dos joelhos em AP e perfil, todas com apoio bipodálico.Em seguida, as radiografias panorâmicas e curtas em AP tiveram os eixos anatômicos dosMMII ou ângulo femorotibial (AFT) medidos por cinco examinadores independentes, dosquais três eram considerados mais experientes e dois menos experientes. Todas as medidasforam refeitas pelos mesmos examinadores em um intervalo não menor do que 15 dias. Aanálise estatística foi feita com o uso do coeficiente de correlação intraclasses (ICC) paraavaliar a concordância na medida do eixo anatômico inter e intraobservadores.Resultados: após análise estatística observou-se forte concordância significativa entre o eixoanatômico medido nas radiografias panorâmica e curta para todos os cinco examinadorese para ambas as medidas.Conclusões: nas condições estudadas a radiografia curta equipara-se à panorâmica naavaliação do eixo anatômico dos MMII em pacientes com OA avançada. A mensuração usadatambém mostra alta taxa de concordância e reprodutibilidade inter e intraobsevadores.

Avaliação da reprodutibilidade das diferentes descrições da classificação de Kellgren e Lawrence para osteoartrite do joelho

Felipe Borges Gonçalves; Felipe Almeida Rocha; Rodrigo Pires e Albuquerque; Alan de Paula Mozella; Bernardo Crespo; Hugo Cobra

Rev Bras Ortop. 2016;51(6):687-691 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar a reprodutibilidade inter e intraobservador da versão original e das diferentes descrições da classificação de Kellgren e Lawrence usadas em estudos epidemiológicos para osteoartrite do joelho. Métodos: Foram estudados 72 pacientes com diagnóstico de osteoartrite do joelho. Três médicos membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho foram convidados para avaliar as imagens. Análises intra e interobservador foram feitas com intervalo de um mês. A concordância intraobservador foi analisada por meio do coeficiente Kappa de Cohen ponderado. Na análise interobservador foi usado o coeficiente alpha de Krippendorff (). Resultados: A avaliação intraobservador apresentou resultados discordantes. Na análise interobservador, o grau de concordância foi superficial. Conclusões: A classificação de Kellgren e Lawrence e suas variantes geraram uma baixa reprodutibilidade entre os observadores. A análise intraobservador apresentou resultados discordantes, demonstrou que há falta de uniformidade no uso dessa classificação e de suas variantes mesmo entre observadores experientes.

COORDENAÇÃO MOTORA DURANTE A MARCHA APÓS LESÕES NO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

Gustavo Leporace; Leonardo Metsavaht; Liszt Palmeira Oliveira; Jurandir Nadal; Luiz Alberto Batista

Rev Bras Ortop. 2013;48(4):293-299 - Atualização
 Investigar o estado da arte acerca da coordenação motora durante a marcha em pacientes com lesão no ligamento cruzado anterior (LCA). Foram realizadas pesquisas, delimitadas entre 1980 e 2010, em diversas bases de artigos com palavras-chave relacionadas à coordenação motora, marcha e lesão no LCA. A partir da análise de títulos e aplicação dos critérios de inclusão/exclusão, 24 estudos foram selecionados inicialmente e, após a leitura do resumo, oito permaneceram na análise final. Os resultados indicam que pacientes com deficiência no LCA tendem a apresentar uma marcha menos variável, enquanto pacientes com reconstrução do LCA têm uma marcha mais variável, em relação a sujeitos hígidos. Os resultados sugerem a existência de diferenças na coordenação motora entre os segmentos entre sujeitos com e sem lesão no LCA, independentemente da reconstrução ligamentar. Pacientes com lesão no LCA apresentam aspectos relacionados ao comprometimento de adaptar seus padrões de marcha a diferentes condições externas, o que pode levar à degeneração precoce. No entanto, as técnicas usadas pelos estudos para o processamento dos dados biomecânicos foram limitadas no que diz respeito à obtenção de informações que possibilitem o desenvolvimento de estratégias de intervenção voltadas para a reabilitação da lesão. Isso se deve ao fato de as técnicas atuais de estudo da coordenação motora, apesar de possibilitar a identificação de alterações no padrão de marcha saudável, não serem capazes de identificar as principais articulações e fases do ciclo da marcha alteradas. Keywords - Biomecânica Destreza motora, ligamento cruzado anterior/lesões Marcha

A RETROVERSÃO DA CABEÇA DO ÚMERO: REVISÃO DA LITERATURA E MENSURAÇÃO EM 113 ÚMEROS DE CADÁVERES

HELIO PIRES LEAL; SERGIO LUIZ CHECCHIA

Rev Bras Ortop. 2006;41(4):122-127 - Artigo Original
Objetivo: Realizar avaliação osteométrica (anatômica) dos ângulos de retroversão da cabeça de 113 úmeros de adultos. Método: Determinou-se como parâmetro proximal o eixo longo da superfície articular da cabeça do úmero e, como parâmetros distais, uma linha passando pelos epicôndilos do úmero e outra linha tangente à superfície articular anterior do cotovelo, formando respectivamente os ângulos e . Projetando-se no plano axial essas linhas, mediante um goniômetro foi possível mensurar o ângulo de retroversão da cabeça desses úmeros. Resultado: A média do ângulo dos 113 úmeros foi de 22,26¡Æ (variando de 2¡Æ a 76¡Æ), enquanto que a média do ângulo foi de 27,76¡Æ (variando de 8¡Æ a 82¡Æ). Não há evidências de diferenças estatísticas em relação aos lados direito e esquerdo, tanto para o ângulo (p = 0,141), quanto para o ângulo (p = 0,117). O ângulo de retroversão da cabeça do úmero diminui, em média, 5,50¡Æ (variando de 0¡Æ a 8¡Æ) quando se usa como parâmetro distal uma linha passando pelos epicôndilos do úmero (ângulo ), em vez de usar uma linha tangente à superfície articular anterior do cotovelo (ângulo ); essa diferença é estatisticamente significativa (p < 0,001). Conclusão: No material de observação os valores da média do ângulo de RCU (22,26¨¬) e a do ângulo (27,76¨¬) estão entre os 15¨¬ e 35¨¬ relatados na literatura.Descritores - Úmero/anatomia & histologia; Úmero/lesões; Articulação do ombro/lesões

TRATAMENTO CIRÚRGICO DO PÉ EQÜINO NA PARALISIA CEREBRAL: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E QUANTITATIVA DA LITERATURA

RODRIGO MONTEZUMA CÉSAR DE ASSUMPÇÃO; PATRICIA MARIA DE MORAES BARROS FUCS; CELSO SVARTMAN

Rev Bras Ortop. 2008;43(9):388-398 - Artigo Original
Objetivo: Realizar uma revisão sistemática e quantitativa da literatura que versa sobre o tratamento cirúrgico do pé eqüino na paralisia cerebral, submetendo os resultados à apreciação estatística, caracterizando-se assim uma metanálise, cujo propósito é esclarecer qual a técnica cirúrgica que apresenta o menor risco de recidiva da deformidade em eqüino e quando devemos operar. Métodos: Revisão sistemática e quantitativa da literatura entre 1966 e 2007. A seleção dos artigos seguiu critérios de inclusão e exclusão preestabelecidos. Os estudos foram identificados e escolhidos utilizando como estratégia de busca os bancos de dados computadorizados da Internet (Medline, Embase, Lilacs e Biblioteca Virtual Cochrane). Também foi realizada a busca manual de estudos em periódicos e livros. Os dados de cada estudo foram coletados conforme formulário preestabelecido. Foi avaliada a qualidade metodológica de cada estudo. Calculou-se para cada estudo selecionado a estimativa do efeito do tratamento (risco relativo de recidivas). Os dados foram submetidos à apreciação estatística específica direcionada para revisões sistemáticas. Os estudos e dados obtidos foram submetidos à análise clínica e estatística de heterogeneidade por meio da análise de subgrupos (média de idade, tempo de seguimento e técnica cirúrgica utilizada). Resultados: Do total de 70 publicações encontradas, foram selecionados 20 estudos observacionais retrospectivos. A análise dos estudos com seguimento médio acima de cinco anos mostra que as taxas de recidiva se tornam de maior valor absoluto quanto maior o tempo de seguimento. Os estudos em que a média de idade dos pacientes no momento da cirurgia foi superior aos sete anos mostram menor soma dos riscos relativos, quando comparados ao grupo com média de idade inferior aos sete anos, evidenciando diminuição significativa do risco absoluto. A análise comparativa dos estudos que citam alongamentos realizados no tendão calcâneo mostra soma dos riscos relativos inferiores, quando comparados aos estudos que citam alongamentos na junção músculo-tendão, porém, com diminuição pequena no risco absoluto. Conclusões: A zetaplastia para o alongamento do tendão calcâneo tende a ser mais segura. Os pacientes devem ser operados após os sete anos de idade. A longo prazo, o risco de recidiva aumenta de forma significativa, reforçando a necessidade do seguimento destes pacientes, no mínimo, até a maturidade esquelética.Descritores - Paralisia cerebral /complicações; Pé eqüino/ etiologia; Pé eqüino/cirurgia; Procedimentos ortopédicos / métodos; Metanálise.

Desarticulação da anca - Análise de uma série e revisão da literatura

Diogo Lino Moura; António Garruço

Rev Bras Ortop. 2017;52(2):154-158 - Artigo Original
    Objetivo: Apresentar um estudo retrospectivo em 16 pacientes submetidos a desarticulação da anca. Métodos: Foram identificados 16 pacientes submetidos a desarticulação da anca ao longo de 16 anos. Todos foram estudados por meio dos registos clínicos quanto a sexo, idade na cirurgia, causa da desarticulação, complicações no pós-operatório, índices de mortalidade e grau de funcionalidade após a desarticulação da anca. Resultados: A desarticulação da anca foi feita eletivamente na maioria das situações e apenas de forma urgente em três casos. As indicações tiveram as seguintes origens: infecção (n = 6), tumor (n = 5), traumatismo (n = 3) e isquemia (n = 2). O tempo médio global de sobrevivência pós-cirurgia foi de 200,5 dias. Os índices de sobrevivência foram de 68,75% após seis meses, 56,25% após um ano e de 50% após três anos. Os índices de mortalidade foram mais elevados nas desarticulações de causa traumática (66,7%) e de causa tumoral (60%). Em relação aos oito pacientes que permanecem vivos, metade faz marcha com apoio de muletas canadenses e sem prótese, 25% fazem marcha com membro protético e 25% encontram-se acamados. As taxas de complicações e mortalidade foram mais elevadas nas desarticulações urgentes e nas efetuadas em consequência de traumatismos e tumores. Conclusão: A desarticulação da anca é uma cirurgia altamente mutilante, com implicações óbvias na funcionalidade do membro e taxas elevadas de complicações e mortalidade. No entanto, quando efetuado em um momento adequado e com indicação correta, esse procedimento pode salvar a vida do paciente e garantir o seu regresso ao domicílio com alguma qualidade de vida

Síndrome de Proteus: relato de dois casos e revisão de literatura*

RENATA CRUZ; ADRIANA L. S. NUNES; CRISTINA M. M. FORTUNA; HELENA M. PIMENTEL; EDUARDO TEIXEIRA

Rev Bras Ortop. 1999;34(4):- - Relato de Caso
Dois casos de síndrome de Proteus são descritos para ilustrar as características diagnósticas e os problemas ortopédicos associados a esta enfermidade rara. Revisão de literatura foi realizada para melhor compreensão da etiologia, apresentações clínicas, diagnóstico e tratamento.

Angiomatose bacilar com comprometimento ósseo: relato de caso e revisão da literatura*

LUIZ ALBERTO COSTA BARRA; FÁBIO BOUCALT TRANCHITELLA; JAMAL MUHAMAD ABDUL HAMID SULEIMAN; ELENI APARECIDA BEDAQUE; FABIO LEONCIO BORNSTEIN MARTINELLI; MÁRCIA CÂMARA XAVIER; RICARDO HANNA; ANTÔNIO MARMO MIZIARA

Rev Bras Ortop. 2001;36(10):- - Relato de Caso
A angiomatose bacilar (AB) é doença infecciosa caracterizada por reação proliferativa de pequenos vasos sanguíneos da pele e vísceras, afetando freqüentemente indivíduos imunodeprimidos, notadamente os infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)(1-3). Os agentes etiológicos envolvidos, Bartonella henselae e Bartonella quintana, pertencem ao gênero Bartonella e à ordem Rickettsiales. São bacilos gram-negativos, encurvados e dotados de motilidade(1,4). Outras infecções causa-das por esses agentes são a doença da arranhadura do gato e a peliose bacilar. A Bartonella quintana é também o agente etiológico da febre das trincheiras. Alguns autores acreditam que a angiomatose bacilar seja uma manifestação da doença da arranhadura do gato no indivíduo imunodeprimido. As lesões cutâneas caracterizam-se pela presença de pápulas ou nódulos, às vezes violáceos, com ou sem secreção serossanguinolenta, macroscopicamente semelhantes ao sarcoma de Kaposi e histologicamente ao hemangioma epitelióide(3). As lesões ósseas são dolorosas, envolvendo mais freqüentemente os ossos longos, especialmente a tíbia, a fíbula e o rádio, levando-os à osteólise progressiva(6). Febre, perda de peso, mal-estar, comprometimento heptico e esplnico, encefalite, pneumonia e ndulos pulmonares podem estar presentes na forma disseminada da doena(4-6).

"Skip" metástase óssea: análise de três casos e revisão da literatura*

ALEXANDRE DAVID; ALDEMAR ROBERTO RIOS; RICARDO TARRAGÔ; RICARDO KAEMPF DE OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 2003;38(4):- - Relato de Caso
Pacientes portadores de tumores ósseos malignos primários de alto grau podem apresentar-se com skip metástase já no início da doença. A ressonância nuclear magnética tem-se revelado como o exame de imagem de escolha na detecção dessas lesões. O prognóstico tem sido ruim sistematicamente; contudo, casos isolados de sobreviventes têm sido relatados. Talvez o diagnóstico precoce pudesse ser o responsável por melhor resultado. Apesar de ser mais freqüentemente relata-do em osteossarcomas, os autores descrevem o achado em três pacientes portadores de skip metástase decorrentes de diferentes sarcomas ósseos primários tratados nos últimos 15 anos no Serviço de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Porto Alegre (SOT-SCPA). Salienta-se a necessidade da realização de exames de imagens adequados, já que raramente tais lesões aparecem nas radiografias simples. Houve a sobrevivência de apenas um dos pacientes. O mau prognóstico pode estar relacionado à malignidade própria das metástases, ou devido à demora no encaminhamento, ou aos erros realizados no tratamento inicial dos sarcomas ósseos em serviços não especializados.

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