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Busca por: Indicações da neurotomia dos nervos geniculares por radiofrequência para o tratamento da osteoartrite do joelho: uma revisão de literatura*

Indicações da neurotomia dos nervos geniculares por radiofrequência para o tratamento da osteoartrite do joelho: uma revisão de literatura*

Diego Ariel de Lima; Marcelo Carvalho Krause Gonçalves; Souterland Thiago Correia e Sá Grando; Thiago Luiz de Lima Cintra; Dilamar Moreira Pinto; Romeu Krause Gonçalves

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):233-240 - Artigo de Revisao

A osteoartrite é uma das patologias mais frequentes e incapacitantes na atualidade, principalmente do joelho. Dentre as abordagens possíveis para osteoartrite, a neurotomia dos nervos geniculares por radiofrequência vem se destacando. Todavia, por se tratar de um procedimento relativamente novo, as indicações para realização ainda não estão bem definidas. O principal objetivo desta revisão foi identificar as principais indicações do uso da radiofrequência para o tratamento da osteoartrite do joelho na literatura médica. Foi realizada revisão da literatura em janeiro de 2018, através de pesquisa nas bases de dados PubMed, Clinicalkey e Google Scholar. Após revisão dos principais artigos no assunto, foi concluído que as principais indicações do uso da radiofrequência para o tratamento da osteoartrite do joelho foram: pacientes com osteoartrite grau 3 e 4 da classificação de Kellgren-Lawrence, com dor de moderada a severa e falha do tratamento conservador, principalmente idosos; persistência da dor, mesmo após realizado artroplastia total de joelho; pacientes com indicação de artroplastia total de joelho e que se recusam a submeter-se ao tratamento cirúrgico.


Palavras-chave: procedimentos neurocirúrgicos; ondas de rádio; rizotomia; osteoartrite do joelho; articulação do joelho.

Viscossuplementação no tratamento da osteoartrose do joelho: uma revisão da literatura

Rev Bras Ortop. 2015;50(5):489-494 - Artigo de Revisao
Avaliar evidências que apoiem ou refutem o uso de viscossuplementação intra-articular notratamento de pacientes com osteoartrose sintomática de joelho. Foi feita uma revisão daliteratura com o uso dos bancos de dados Medline, Pubmed e Cochrane Controlled TrialRegister e Cochrane Databases Systematic Reviews (Cochrane Library). Foram consideradosapenas estudos com elevado nível de evidências. O estudo incluiu a análise de ensaios clíni-cos randomizados que incluíram pelo menos 100 pacientes em cada grupo de intervenção,metanálises e revisões sistemáticas. Duas metanálises, cinco revisões sistemáticas e seisensaios clínicos randomizados preencheram os critérios de inclusão desta revisão. Frenteàs melhores evidências existentes até o momento, não existe consenso para indicação e atémesmo contraindicação do uso da viscossuplementação intra-articular em pacientes comosteoartrose sintomática do joelho (nível de evidência I e grau de recomendação A). Futurosestudos com metodologia adequada são necessários para elucidação dessa questão.

Tumor de células gigantes localmente avançado ao nível do joelho: tratamento e revisão da literatura

Ana Valeria Rigollino,,; Thiago Santos Fernando; Marcos Hajime Tanaka e Marcello Martins Souza

Rev Bras Ortop. 2017;52(4):473-478 - Artigo de Revisao
    O tumor de células gigantes (TCG) é um tumor ósseo benigno com características agressivas. São mais prevalentes na terceira e quarta décadas de vida e localizam-se preferencialmente na região epifisária dos ossos longos. Apresentam altas taxas de recorrência local, a qual depende do tipo de tratamento e da apresentação inicial do tumor. O risco de disseminação sistêmica (metástases pulmonares) gira em torno de 3%. Entre outubro de 2010 e agosto de 2014, nove pacientes com diagnóstico de TCG localmente avançados ou com fratura patológica ao nível do joelho foram submetidos a tratamento cirúrgico. O objetivo deste estudo foi avaliar os resultados decorrentes do tratamento, especialmente com relação à recidiva, e fazer uma revisão da literatura. Houve predominância do sexo masculino (77,7%). A localização mais comum foi o fêmur distal. Quatro pacientes (44%) apresentaram recidiva local no primeiro ano de pós- -operatório, três do fêmur distal e um na tíbia proximal. Dos três pacientes que apresentaram fratura patológica no momento do diagnóstico, um deles apresentou recidiva cinco meses após a cirurgia. O tratamento ainda é um grande desafio. Acreditamos que o melhor método de tratamento é a ressecção ampla com reconstrução da falha óssea com endoprótese não convencional. Os pacientes devem estar cientes e bem orientados quanto às possí- veis complicações e prejuízos funcionais que podem ocorrer em decorrência do tratamento escolhido e quanto à necessidade de novas intervenções cirúrgicas em médio e longo prazo

Tutores ("braces") de joelho: indicações e contra-indicações na prática esportiva*

MÁRCIA UCHÔA DE REZENDE; VÍTOR KEIHAN RODRIGUES MATSUDO

Rev Bras Ortop. 1994;29(10):- - Artigo Original
Os tutores (braces) para joelho são classificados em: profiláticos, reabilitativos e funcionais, conforme o objetivo a que se destinam. Fatores biomecânicos, como o projeto da órtese (seu comprimento, rigidez e encaixe), o tipo e o número de dobradiça e hastes, os materiais usados na confecção de manguitos e das estruturas laterais, devem ser considerados juntamente com o conhecimento do local de aplicação de forças sobre as partes moles, da suspensão da órtese e da deformação das partes moles pela gravidade e pela concentração muscular. Os estudos clínicos somente agora encontram alguma efícácia para o tutor profilático, sendo as órteses funcionais as mais indicadas para pacientes portadores de instabilidade do joelho que se recusam a se submeter a tratamento cirúrgico ou na sua recuperação pós-operatória. As indicações das órteses reabilitativas estão restritas ao período precoce de reabilitação da lesão ligamentar do joelho (pós-operatório ou não), quando o paciente está fazendo uso de muletas (sem carga). Os tutores são somente um aspecto do programa de reabilitação das lesões ligamentares do joelho e não se deve esperar que controlem ou previnam lesões do joelho. Cabe ao médico conhecer suas limitações e capacidade para tirar deles o melhor proveito.

Artroplastia total do joelho em paciente com luxação permanente da patela. Relato de dois casos e revisão da literatura

Rodrigo Pires e Albuquerque; Pedro Guilme Teixeira de Sousa; Fabrício Bolpato Loures; Hugo Cobra; João Maurício Barretto; Naasson Cavanellas

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):503-509 - Relato de Caso

A ocorrência de luxação permanente da patela associada a osteoartrite grave é considerada rara e de tratamento difícil. A literatura é bastante controversa sobre o assunto. O objetivo do trabalho é relatar dois raros casos de osteoartrite grave com luxação permanente da patela que foram submetidos a artroplastia total do joelho, além da técnica cirúrgica relacionada e de uma revisão da literatura. A artroplastia total do joelho com o acesso parapatelar medial associado a uma liberação lateral foi uma boa opção cirúrgica em pacientes com luxação permanente da patela associada a osteoartrite avançada.


Palavras-chave: Artroplastia do joelho; Patela; Luxação.

OSTEONECROSE ESPONTÂNEO DO JOELHO EM ATLETA. TRATAMENTO COM O USO DE CÂMERA HIPERBÁRICA. RELATO DE CASO E REVISÃO DE LITERATURA

Guilherme Campos Barroso1, Thiago Fuchs2, Edilson Thiele3, Mônica Nunes Lima4

Rev Bras Ortop. 2012;47(3):- - Relato de Caso

RESUMO

A osteonecrose é uma síndrome clínica caracterizada pela necrose óssea de uma porção de sustentação de carga do côndilo femoral, seguida de fratura subcondral, colapso segmentar tardio e artrose. Acomete mais frequentemente mulheres com mais de 55 anos de idade e obesas. O tratamento ainda é assunto controverso na literatura. Os autores relatam o caso de um paciente do sexo masculino, 24 anos, jogador profissional de futebol, que apresentou queixa de dor no joelho um dia após atividade física. Os exames de imagem realizados precocemente já demonstraram o início da lesão. Foram utilizados no tratamento, com sucesso: retirada de apoio, fisioterapia, medicamentos (como AINH e bifosfonados) e câmara hiperbárica. Apesar de ser uma terapia nova, a câmara hiperbárica associada à terapia medicamentosa e retirada do apoio pode trazer bons resultados no tratamento da osteonecrose idiopática mesmo em atletas de alta demanda física. No entanto, existe a necessidade de novos relatos e estudos com maior evidência para demonstrar sua validade.

Descritores - Osteonecrose; Joelho; Atletas.

MAUS TRATOS INFANTIS. REVISÃO DA LITERATURA.

Bernardo Barcellos Terra; Eduardo Antônio de Figueiredo; Morena Pretti Espindula de Oliveira Lima Terra; Carlos Vicente Andreoli; Benno Ejnisman

Rev Bras Ortop. 2013;48(1):11-16 - Artigo de Revisao
Lesões não acidentais em crianças são uma importante causa de morbidade e mortalidade nesta população. Fraturas são a segunda causa mais comum de manifestação clínica de maus tratos. A fratura do fêmur está associada em mais de 60% dos casos a maus tratos em crianças menores de 3 anos. O objetivo do trabalho foi fazer uma revisão da literatura nas principais bases de dados a respeito dos maus-tratos infantis e relatar um caso raro de fratura subtrocantérica bilateral de fêmur associada com fratura umeral unilateral em um recém-nascido de 28 dias. O ortopedista muitas vezes é o primeiro médico a avaliar essas crianças; portanto, um alto grau de suspeição, além de um exame físico minucioso e uma história clínica detalhada, é mandatório ao se avaliar um recém-nascido com lesões musculoesqueléticas.. Descritores -Fratura do fêmur Fratura do úmero Maus-tratos infantis.

Torcicolo espasmódico: revisão de literatura e atualização

ALEX FRANCO DE CARVALHO1, ERIKA M. KALIL PESSOA DE BARROS, REGINALDO PERILO OLIVEIRA, TARCÍSIO ELOY PESSOA DE BARROS FILHO

Rev Bras Ortop. 1997;32(2):- - Artigo Original
O torcicolo espasmódico (TE) é definido como uma forma focal de distonia em que contrações da musculatura do pescoço causam movimentos ou posturas anormais da (1,10,17). O diagnóstico desta patologia é muito dificultado pelo fato de ela ser pouco conhecida, sendo comuns consultas a diversos profissionais antes de o diagnóstico ser estabelecido(21). As manifestações clínicas da doença interferem consideravelmente na vida social e pro-fissional dos pacientes, levando-os a buscar incansavelmente uma forma de tratamento. Até pouco tempo atrás os resultados da terapia eram desapontadores. O tratamento farmacológico trazia resultados questionáveis e as modalidades de tratamento cirúrgico até então utilizadas levavam a alguma melhora, porém à custa de seqüelas importantes(11). Recentemente, a utilização da toxina botulínica nas formas focais de distonia tem-se mostrado um método valioso, eficaz e não invasivo no tratamento dessas patologias(2,3,5). O objetivo deste artigo é chamar a atenção do meio médico para essa doença que atualmente conta com modalidade terapêutica segura e eficaz.

Gota vertebral: relato de caso e revisão da literatura

AXEL WERNER HULSMEYER

Rev Bras Ortop. 2000;35(1/2):- - Artigo Original
A gota é causa freqüente de artropatia. Qualquer articulação pode ser comprometida. Na coluna vertebral a incidência é rara e, até o momento, só foram descritos 30 casos. O diagnóstico pré-operatório não é lembrado, mesmo quando o paciente apresenta manifestações periféricas da gota. O aspecto na ressonância magnética pode ser confundido com processo infeccioso ou degenerativo. Assim, diante de um caso de lombalgia de repetição em paciente gotoso, essa hipótese diagnóstica não deve ser desprezada. O objetivo deste trabalho é descrever um caso em disco lombar, simulando uma hérnia discal ou abscesso epidural e fazer uma revisão da literatura disponível sobre o assunto.

Luxação peritalar Relato de caso com revisão da literatura*

IDYLLIO DO PRADO JÚNIOR; MURILO ANTONIO ROCHA; DÉCIO JOSÉ DE OLIVEIRA

Rev Bras Ortop. 1995;30(1/2):- - Artigo Original
Os autores relatam caso de luxação peritalar medial, que se trata de lesão pouco comum. Além disso, apresen-tava-se acompanhada de fratura do processo posterior do talo e de fratura-avulsão da porção medial do maléolo tibial, associação essa ainda não registrada na literatura. Na avaliação final realizada após dez meses de evolução, o paciente informou dor matinal e evidenciaram-se discreta limitação dos movimentos, hipotrofia da panturrilha e aumento de volume do tornozelo. Nas radiografias, as fraturas estavam consolidadas e não se visualizaram alterações degenerativas osteoarticulares.

A importância do "labrum" acetabular: revisão da literatura

LAFAYETTE DE AZEVEDO LAGE; ROBERTO CAVALIERI COSTA; RICHARD N. VILLAR; B. S. C. (HONS); M. S.; F. R. C. S.

Rev Bras Ortop. 1996;31(10):- - Artigo Original
Muitos pacientes com artrose degenerativa do quadril referem que sua dificuldade começou a ocorrer após que-da ou torção de pequena intensidade. Geralmente, esse relato é ignorado por nós, ortopedistas. Esta revisão da literatura tem o objetivo de alertar os colegas da importância do labrum acetabular, estrutura de fundamental importância para o quadril saudável.

ELASTOFIBROMA DORSI: RELATO DE CASOS E REVISÃO DA LITERATURA

EDUARDO DA FROTA CARRERA; MARCELO HIDE MATSUMOTO; NICOLA ARCHETTI NETTO; MARCIO EDUARDO DE MELO VIVEIROS; MÁRCIO EDUARDO KOZONARA

Rev Bras Ortop. 2004;39(8):- - Relato de Caso
Elastofibroma dorsi é uma lesão pseudotumoral, localizada na região do ângulo inferior da escápula, que ocorre em pacientes próximos da quinta década de vida. Essa lesão comumente é unilateral, podendo ser bilateral. Os sintomas mais freqüentes são: dor, ressalto e crepitação na mobilização do membro superior na região do ângulo inferior da escápula. A ressonância magnética é o exame que melhor sugere o diagnóstico. A confirmação do elastofibroma pode ser dada apenas pelo exame anatomopatológico. É importante o diagnóstico diferencial com outras lesões de partes moles, como sarcomas e tumores desmóides. A ressecção cirúrgica é curativa em indivíduos sintomáticos e deve ser feita em lesões maiores que 5cm, mesmo sem sintomas. Este estudo relata três casos de elastofibroma dorsi, sendo dois unilaterais e um bilateral, e faz uma revisão da literatura. Descritores - Pseudotumor; elastofibroma dorsi; ombro.

Reabilitação nas lesões musculares dos isquiotibiais: revisão da literatura

Gabriel Amorim Ramos; Gustavo Gonçalves Arliani; Diego Costa Astur; Alberto de Castro Pochini; Benno Ejnisman; Moisés Cohen

Rev Bras Ortop. 2017;52(1):11-16 - Artigo de Revisao
    As lesões dos isquiotibiais estão entre as mais frequentes do esporte. A alta taxa de recidivas representa um desafio para a medicina esportiva e apresenta grande impacto para atletas e clubes esportivos. O objetivo do tratamento é proporcionar ao atleta o mesmo nível funcional anterior à lesão. Dessa forma, a reabilitação funcional é muito importante para o sucesso do tratamento. Atualmente, usam-se várias modalidades fisioterápicas de acordo com o estágio da lesão: crioterapia, laserterapia, ultrassom terapêutico, terapia manual e cinesioterapia. Entretanto, as evidências da eficácia dessas modalidades nas lesões musculares ainda não estão completamente estabelecidas, devido à baixa investigação científica sobre o tema. O presente artigo apresenta uma revisão sobre a abordagem fisioterápica na reabilitação das lesões musculares de isquiotibiais.  

Análise radiográfica comparativa do eixo anatômico na osteoartrite do joelho. Avaliação inter e intraobservadores

Luiz Felipe Matos; Marcos Giordano; Gustavo Novaes Cardoso; Rafael Baptista Farias; Rodrigo Pires e Albuquerque

Rev Bras Ortop. 2015;50(3):283-289 - Artigo Original
Objetivo: fazer a análise comparativa inter e intraobservador da medida do eixo anatômicoentre as radiografias panorâmica, dos membros inferiores (MMII) com raio anteroposterior(AP) e apoio bipodálico e AP com carga bipodal em filme curto.Métodos: foi feito estudo de acurácia que comparou medidas radiográficas em 47 joelhos depacientes do ambulatório de cirurgia do joelho, por osteoartrite (OA). A avaliação radiográficausada foi a padronizada para a programação de ATJ, incluindo as incidências panorâmica dosMMII em AP e as radiografias curtas dos joelhos em AP e perfil, todas com apoio bipodálico.Em seguida, as radiografias panorâmicas e curtas em AP tiveram os eixos anatômicos dosMMII ou ângulo femorotibial (AFT) medidos por cinco examinadores independentes, dosquais três eram considerados mais experientes e dois menos experientes. Todas as medidasforam refeitas pelos mesmos examinadores em um intervalo não menor do que 15 dias. Aanálise estatística foi feita com o uso do coeficiente de correlação intraclasses (ICC) paraavaliar a concordância na medida do eixo anatômico inter e intraobservadores.Resultados: após análise estatística observou-se forte concordância significativa entre o eixoanatômico medido nas radiografias panorâmica e curta para todos os cinco examinadorese para ambas as medidas.Conclusões: nas condições estudadas a radiografia curta equipara-se à panorâmica naavaliação do eixo anatômico dos MMII em pacientes com OA avançada. A mensuração usadatambém mostra alta taxa de concordância e reprodutibilidade inter e intraobsevadores.

Avaliação da reprodutibilidade das diferentes descrições da classificação de Kellgren e Lawrence para osteoartrite do joelho

Felipe Borges Gonçalves; Felipe Almeida Rocha; Rodrigo Pires e Albuquerque; Alan de Paula Mozella; Bernardo Crespo; Hugo Cobra

Rev Bras Ortop. 2016;51(6):687-691 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar a reprodutibilidade inter e intraobservador da versão original e das diferentes descrições da classificação de Kellgren e Lawrence usadas em estudos epidemiológicos para osteoartrite do joelho. Métodos: Foram estudados 72 pacientes com diagnóstico de osteoartrite do joelho. Três médicos membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho foram convidados para avaliar as imagens. Análises intra e interobservador foram feitas com intervalo de um mês. A concordância intraobservador foi analisada por meio do coeficiente Kappa de Cohen ponderado. Na análise interobservador foi usado o coeficiente alpha de Krippendorff (). Resultados: A avaliação intraobservador apresentou resultados discordantes. Na análise interobservador, o grau de concordância foi superficial. Conclusões: A classificação de Kellgren e Lawrence e suas variantes geraram uma baixa reprodutibilidade entre os observadores. A análise intraobservador apresentou resultados discordantes, demonstrou que há falta de uniformidade no uso dessa classificação e de suas variantes mesmo entre observadores experientes.

Revisão de artroplastia total do joelho*

LAIS TURQUETO VEIGA; ALFREDO M. VILLARDI; IDEMAR M. DA PALMA

Rev Bras Ortop. 2001;36(1/2):- - Artigo Original
No período entre agosto de 1996 e outubro de 1999, os autores realizaram 25 revisões de artroplastia total de joelho em 24 pacientes. A idade variou de 65 a 86 anos, com média de 73 anos. Vinte e um pacientes eram do sexo feminino. Das artroplastias primárias, 11 eram AMK; cinco, Freeman; três, PCA; duas, Osteonics; duas, Baumer; uma, LCS; e uma, Alone. A principal causa da revisão foi o afrouxamento da plataforma tibial em 13 pacientes (52%). Nas revisões foi utilizado o Coordinate Revision Knee System, com os resultados avaliados pelo New Jersey Score, sendo considerados excelentes em 28% dos casos, bons em 56%, regulares em 12% e insuficientes em 4%. Os autores concluem que o sistema Coordinate mostrou-se confiável, proporcionando resultados bastante satisfatórios nas revisões de artroplastia total do joelho.

QUAL O MELHOR QUESTIONÁRIO PARA AVALIAR OS ASPECTOS FÍSICOS DE PACIENTES COM OSTEOARTRITE NO JOELHO NA POPULAÇÃO BRASILEIRA?

Leonardo Metsavaht; Gustavo Leporace; Maria Matilde de Mello Sposito; Marcelo Riberto; Luiz Alberto Batista

Rev Bras Ortop. 2011;46(3):256-261 - Artigo Original
 Objetivo: Mensurar a validade e a confiabilidade dos questionários WOMAC, IKDC, Lysholm em pacientes com osteoartrite no joelho e determinar a influência da idade no escore destes. Método: Cinquenta e sete pacientes com diagnóstico de OA primária de joelho completaram os questionários SF-36, WOMAC, Lysholm e IKDC. A validade foi testada mensurando a correlação (coeficiente de correlação de Pearson, "r") entre os questionários. A consistência interna foi mensurada através do a de Cronbach e a concordância através das representações gráficas de Altman-Bland e concordância- sobrevivência. Para determinar a influência da idade nos resultados correlacionamos esta com os escores dos três questionários de joelho através do coeficiente de determinação de Pearson (r2). Resultados: O IKDC (0,62) e o WOMAC (0,642) apresentaram correlações moderadas para forte em relação ao resumo das capacidades físicas do SF-36, enquanto que o Lysholm apresentou correlações moderadas (0,555). O a de Cronbach apresentou valores de 0,811 para o IKDC, 0,959 para o WOMAC e 0,734 para o Lysholm. Apesar da forte correlação entre WOMAC e IKDC (0,843), WOMAC e Lysholm (0,759) e IKDC e Lysholm (0,858), as representações gráficas de Altman-Bland e concordância-sobrevivência demonstram que a concordância entre os três questionários é baixa. O IKDC, Lysholm e WOMAC apresentaram um coeficiente de determinação de Pearson (r2) de 0,004, 0,010 e 0,043 com a idade, respectivamente. Conclusão: A idade não demonstrou ser fator limitante à utilização de nenhum dos questionários aplicados neste estudo. Os testes de concordância e das correlações com os componentes físicos do SF-36 sugerem que o WOMAC é mais adequado para avaliar as capacidades funcionais e limitações relacionadas aos aspectos físicos, enquanto que o IKDC parece ser mais adequado para avaliar as limitações funcionais relacionadas à dor.Descritores - Osteoartrite; Questionários; Psicometria.

COORDENAÇÃO MOTORA DURANTE A MARCHA APÓS LESÕES NO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA

Gustavo Leporace; Leonardo Metsavaht; Liszt Palmeira Oliveira; Jurandir Nadal; Luiz Alberto Batista

Rev Bras Ortop. 2013;48(4):293-299 - Atualizaçao
 Investigar o estado da arte acerca da coordenação motora durante a marcha em pacientes com lesão no ligamento cruzado anterior (LCA). Foram realizadas pesquisas, delimitadas entre 1980 e 2010, em diversas bases de artigos com palavras-chave relacionadas à coordenação motora, marcha e lesão no LCA. A partir da análise de títulos e aplicação dos critérios de inclusão/exclusão, 24 estudos foram selecionados inicialmente e, após a leitura do resumo, oito permaneceram na análise final. Os resultados indicam que pacientes com deficiência no LCA tendem a apresentar uma marcha menos variável, enquanto pacientes com reconstrução do LCA têm uma marcha mais variável, em relação a sujeitos hígidos. Os resultados sugerem a existência de diferenças na coordenação motora entre os segmentos entre sujeitos com e sem lesão no LCA, independentemente da reconstrução ligamentar. Pacientes com lesão no LCA apresentam aspectos relacionados ao comprometimento de adaptar seus padrões de marcha a diferentes condições externas, o que pode levar à degeneração precoce. No entanto, as técnicas usadas pelos estudos para o processamento dos dados biomecânicos foram limitadas no que diz respeito à obtenção de informações que possibilitem o desenvolvimento de estratégias de intervenção voltadas para a reabilitação da lesão. Isso se deve ao fato de as técnicas atuais de estudo da coordenação motora, apesar de possibilitar a identificação de alterações no padrão de marcha saudável, não serem capazes de identificar as principais articulações e fases do ciclo da marcha alteradas. Keywords - Biomecânica Destreza motora, ligamento cruzado anterior/lesões Marcha

A RETROVERSÃO DA CABEÇA DO ÚMERO: REVISÃO DA LITERATURA E MENSURAÇÃO EM 113 ÚMEROS DE CADÁVERES

HELIO PIRES LEAL; SERGIO LUIZ CHECCHIA

Rev Bras Ortop. 2006;41(4):122-127 - Artigo Original
Objetivo: Realizar avaliação osteométrica (anatômica) dos ângulos de retroversão da cabeça de 113 úmeros de adultos. Método: Determinou-se como parâmetro proximal o eixo longo da superfície articular da cabeça do úmero e, como parâmetros distais, uma linha passando pelos epicôndilos do úmero e outra linha tangente à superfície articular anterior do cotovelo, formando respectivamente os ângulos e . Projetando-se no plano axial essas linhas, mediante um goniômetro foi possível mensurar o ângulo de retroversão da cabeça desses úmeros. Resultado: A média do ângulo dos 113 úmeros foi de 22,26¡Æ (variando de 2¡Æ a 76¡Æ), enquanto que a média do ângulo foi de 27,76¡Æ (variando de 8¡Æ a 82¡Æ). Não há evidências de diferenças estatísticas em relação aos lados direito e esquerdo, tanto para o ângulo (p = 0,141), quanto para o ângulo (p = 0,117). O ângulo de retroversão da cabeça do úmero diminui, em média, 5,50¡Æ (variando de 0¡Æ a 8¡Æ) quando se usa como parâmetro distal uma linha passando pelos epicôndilos do úmero (ângulo ), em vez de usar uma linha tangente à superfície articular anterior do cotovelo (ângulo ); essa diferença é estatisticamente significativa (p < 0,001). Conclusão: No material de observação os valores da média do ângulo de RCU (22,26¨¬) e a do ângulo (27,76¨¬) estão entre os 15¨¬ e 35¨¬ relatados na literatura.Descritores - Úmero/anatomia & histologia; Úmero/lesões; Articulação do ombro/lesões

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