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Busca por: Avaliação biomecânica de diferentes métodos de fixação tibial na reconstrução do ligamento anterolateral em ossos suínos*

Avaliação biomecânica de diferentes métodos de fixação tibial na reconstrução do ligamento anterolateral em ossos suínos*

Rogério Nascimento Costa; Rubens Rosso Nadal; Paulo Renato Fernandes Saggin; Osmar Valadão Lopes; Leandro de Freitas Spinelli; Charles Leonardo Israel

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):183-189 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar a força de resistência à tração de diferentes métodos de fixação tibial na reconstrução do ligamento anterolateral (LAL). Além disso, comparar os mecanismos de falha da fixação tibial dessa reconstrução em joelhos suínos.
MÉTODOS Foram usados 40 membros recém-congelados de suínos, divididos em quatro grupos de dez espécimes, conforme as técnicas de fixação tibial usadas. No grupo A, a fixação tibial do enxerto tendíneo foi feita por meio de uma âncora e seu fio transpassou o enxerto. No grupo B, a fixação tibial foi feita por meio de parafuso de interferência metálico em túnel ósseo único. No grupo C, a fixação tibial incluiu uma âncora associada à sutura de ponto sobre o tendão (sem a presença de fio que transpassasse o tendão) e, no grupo D, foram usados dois túneis ósseos confluentes associados a um parafuso de interferência em um dos túneis.
RESULTADOS A força média menos elevada (70,56 N) ocorreu no grupo A e a mais elevada (244,85 N), no grupo B; as médias dos outros dois grupos variaram entre 171,68N (grupo C) e 149,43 N (Grupo D). Considerando-se a margem de erro fixada (5%), foi observada diferença significativa entre os grupos (p < 0,001).
CONCLUSÃO A fixação com parafuso de interferência em túnel ósseo único apresentou a maior força de resistência à tração dentre as técnicas avaliadas.


Palavras-chave: ligamento cruzado anterior; ligamentos articulares; joelho; procedimentos ortopédicos

Análise biomecânica da fixação tibial transversa na reconstrução do ligamento cruzado anterior

Edmar Stieven Filho; Mariane Henseler Damaceno Mendes; Stephanie Claudino; Filipe Baracho; Paulo César Borges; Luiz Antonio Munhoz da Cunha

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):174-179 - Artigo Original
Objetivo: investigar se a fixação transversa tibial com parafuso femoral apresenta vantagensbiomecânicas sobre a fixação transversa femoral com parafuso tibial na reconstrução doligamento cruzado anterior (LCA).Método: foram usados como modelos de testes joelhos suínos e tendões extensores digitaisbovinos. Foram submetidos à reconstrução do LCA 28 joelhos: 14 foram fixados com parafusona tíbia e implante transverso no fêmur (grupo padrão) e 14 com parafuso no fêmur e fixaçãotransversa na tíbia (grupo invertido). Os modelos foram submetidos aos testes de tração.Resultados: não houve diferença estatisticamente significante na sobrevivência das técnicasno que tange a força, força máxima sem falha e tensão. Houve uma sobrevivência maior nogrupo padrão na comparação das curvas de tensão de limite elástico (p < 0,05).Conclusão: não há vantagem biomecânica da fixação transversa tibial com parafuso femo-ral em relação à fixação transversa femoral com parafuso tibial, observada em testes commodelos animais.

Avaliação mecânica de diferentes métodos de osteossíntese de ossos longos pequenos Estudo "in vitro" em metacárpicos de porcos*

OSVALDO MENDES DE OLIVEIRA FILHO; NILTON MAZER; CLAUDIO HENRIQUE BARBIERI; CARLOS ALBERTO MORO

Rev Bras Ortop. 1995;30(1/2):- - Artigo Original
Foi estudada a estabilidade de seis diferentes métodos de fixação interna de fraturas de metacárpicos: fios de Kirschner intramedulares, en bouquet; fios de Kirschner cruzados; haste intramedular, tipo bilboquet; banda de tensão dorsal em oito, associada a um fio de Kirschner oblíquo; duas cerclagens longitudinais, em ângulo reto entre si, associadas a um fio de Kirschner oblíquo; e miniplaca de estabilização. Foram utilizados metacárpicos de porcos devido à semelhanças anatômicas com os de humanos, conforme demonstrado por estudos histológicos e radiológicos prévios. As montagens foram submetidas a esforços de flexão com três pontos de apoio em uma máquina universal de ensaio. Os resultados mostraram que os metacárpicos de porcos não são adequados para os modelos de fixação intramedular e que as miniplacas e as cerclagens longitudinais em ângulo reto entre si foram os modelos mais estáveis.

Osteotomia tibial alta: estudo comparativo entre os métodos de fixação por "agrafes" e aparelho de Ilizarov*

OSMAR P. A. DE CAMARGO; NILSON ROBERTO SEVERINO; TATSUO AIHARA; RICARDO DE P. L. CURY; DAPHNIS GONÇALVES DE SOUZA; EDGARDO MARTINEZ PALOMINO; MÁRIO SÉRGIO PAULILLO DE CILLO

Rev Bras Ortop. 1995;30(5):- - Artigo Original
Realizou-se estudo comparativo para tratamento da artrose unicompartimental do joelho com desvio em varo, utilizando-se como métodos de fixação: uso de "agrafes" seguido de imobilização gessada (13 joelhos) e uso do aparelho de Ilizarov (13 joelhos). O seguimento restringiu-se a 12 semanas de pós-operatório, com a finalidade de analisar as vantagens e desvantagens de cada método quanto à dor à deambulação, marcha, mobilidade articular, derrame e/ou edema, conforto, correção do eixo mecânico e complicações. As correções mais exatas foram atribuídas ao uso do método de Ilizarov; contudo, o uso de "agrafes" seguido de imobilização gessada foi melhor aceito pelos pacientes, o que levou a menos complicações, não interferindo na mobilidade articular obtida e no tempo de consolidação.

Análise biomecânica da reconstrução do ligamento cruzado anterior*

António Completo; José Carlos Noronha; Carlos Oliveira; Fernando Fonseca

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):190-197 - Artigo Original

OBJETIVO A reconstrução do ligamento cruzado anterior é aconselhável sobretudo em atletas de alta demanda física. Diversas técnicas são usadas na reconstrução, mas a grande questão é qual o melhor posicionamento para o enxerto. Analisar o efeito biomecânico da posição dos túneis ósseos na repartição de carga e cinemática da articulação, bem como os resultados funcionais em médio prazo, após reconstrução do ligamento cruzado anterior.
MÉTODOS Fez-se um estudo de simulação biomecânica computacional com modelos de elementos finitos do joelho original e com reconstrução do ligamento cruzado anterior (Neo-LCA) em quatro combinações de posição dos túneis ósseos (femoral central-tibial central, femoral anterior-tibial central, femoral posterossuperior-tibial anterior e femoral central-tibial anterior) com o mesmo tipo de enxerto. Para cada modelo, foram comparadas a pressão de contato na cartilagem, a rotação e translação do fêmur e dos meniscos e a deformação nos ligamentos.
RESULTADOS Nenhum modelo de Neo-LCA foi capaz de reproduzir, na íntegra, o modelo do joelho original. Quando o túnel femoral era colocado em posição mais posterior, observaram-se pressões na cartilagem 25% mais baixas e translação dos meniscos superiores entre 12% e 30% relativamente ao modelo intacto. Quando o túnel femoral estava em posição mais anterior, observou-se uma rotação interna do fêmur 50% inferior ao modelo intacto.
CONCLUSÃO Os resultados evidenciam que uma localização do túnel femoral mais distante da posição central parece ser mais preponderante para um comportamento mais díspar relativamente à articulação intacta. Na posição mais anterior existe um aumento da instabilidade rotatória.


Palavras-chave: ruptura; reconstrução do ligamento cruzado anterior; ligamento cruzado anterior

Comparação biomecânica entre pinos de Schanz de diferentes materiais empregados na fixação externa: estudo experimental em coelhos*

EUGÊNIO FREIRE DE ANDRADE FILHO; CELSO HERMÍNIO FERRAZ PICADO; CARLOS ABERTO MORO

Rev Bras Ortop. 2003;38(11/12):- - Artigo Original
Os autores analisaram a influência do material na fixação de pinos de Schanz ao osso. Os pinos foram empregados num modelo de osteotomia transversal da diáfise da tíbia de coelhos, fixada com um fixador externo unilateral e uniplanar, com quatro pinos cada, sendo dois proximais e dois distais à osteotomia, cada um deles estudado em separado (posições A, B, C, e D, de proximal para distal). Foram empregados pinos de Schanz de 2,5mm de diâmetro, confeccionados de aço inoxidável e de liga de titânio, este último sem e com revestimento de hidroxiapatita, con-forme o grupo experimental. A fixação externa foi mantida por oito semanas, prazo necessário para a consolidação da osteotomia. A tensão da fixação dos pinos foi medida pelo torque de extração, ou seja, a força necessária para girá-los ¼ de volta no sentido anti-horário, utilizando para isso um torquímetro construído para essa finalidade. Os resultados mostraram que o torque de extração variou com o tipo de material e com a posição de implantação do pino. O material que exigiu maior torque foi o de titânio, com 0,64N.m, seguido do titânio revestido com hidroxiapatita, com 0,58N.m e do aço, com 0,42N.m. As posições de introdução dos fios que exigiram maior torque de extração fo-ram as distais. A análise estatística mostrou que as diferenças entre os materiais, bem como entre as posições de introdução dos fios, não foram significativas.

Indicações cirúrgicas para reconstrução do ligamento cruzado anterior combinada com tenodese extra-articular lateral ou reconstrução do ligamento anterolateral

Diego Ariel de Lima; Camilo Partezani Helito; Fábio Roberto Alves de Lima; José Alberto Dias Leite

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):661-667 - Artigo de Revisão

Recentemente descrito na literatura médica, o ligamento anterolateral do joelho já é considerado um importante estabilizador contra a rotação tibial anterolateral, afeta o pivot shiftna falha do ligamento cruzado anterior e comporta-se como um grande estabilizador secundário rotacional. O mecanismo de lesão do ligamento anterolateral combinado com a lesãodo ligamento cruzado anterior é semelhante ao mecanismo da lesão isolada do ligamentocruzado anterior. Assim, o principal objetivo da reconstrução conjunta do ligamento cruzado anterior e do ligamento anterolateral seria um maior controle rotacional e prevençãoda rerruptura do ligamento cruzado anterior. Tendo em vista tal importância, o objetivo dopresente trabalho é resumir as evidências sobre as principais indicações cirúrgicas descritaspara reconstrução do ligamento cruzado anterior combinada com tenodese extra-articularlateral ou reconstrução do ligamento anterolateral. Foi feita uma revisão da literatura emabril de 2017, por meio de pesquisa nas bases de dados PubMed, Medline, Cochrane e GoogleScholar, sem limites de data. Após revisão dos principais artigos no assunto, os autores concluíram que as principais indicações cirúrgicas descritas para reconstrução do ligamentocruzado anterior combinada com tenodese extra-articular lateral ou reconstrução do ligamento anterolateral são: revisão do ligamento cruzado anterior, exame físico com pivotshift grau 2 ou 3, prática de esporte com mecanismo de pivot e/ou de alto nível, frouxidão ligamentar e fratura de Segond. Secundariamente, as seguintes indicações são possíveis: lesão crônica de ligamento cruzado anterior, idade menor de que 25 anos e sinal radiológico de afundamento do côndilo femoral lateral. Todavia, vale ressaltar que mais estudos ainda são necessários para comprovar essas tendências.


Palavras-chave: Reconstrução do ligamento cruzadoanterior; Joelho; Instabilidade articular

RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR COM A TÉCNICA DE DUPLO FEIXE AVALIAÇÃO NO LABORATÓRIO DE BIOMECÂNICA

Caio Oliveira D'Elia; Alexandre Carneiro Bitar; Wagner Castropil; Antônio Guilherme Padovani Garofo; Anita Lopes Cantuária; Maria Isabel Veras Orselli; Isabela Ugo Luques; Marcos Duarte

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):148-154 - Artigo Original
 Objetivo: O objetivo deste estudo é descrever a metodologia da análise da rotação do joelho utilizando instrumentos do laboratório de biomecânica e apresentar os resultados preliminares de um estudo comparativo com pacientes submetidos à reconstrução do ligamento cruzado anterior com a técnica de duplo feixe. Métodos: Descreveu-se o protocolo atualmente utilizado em nosso laboratório e realizou-se a análise cinemática tridimensional e medida da amplitude de rotação do joelho de oito pacientes normais (grupo controle) e 12 pacientes operados com a técnica de duplo feixe em três tarefas no laboratório de biomecânica. Resultados: Não indicam diferenças significativas entre os lados operados e não operados em relação às amplitudes médias da marcha, da marcha com mudança de direção ou da marcha com mudança de direção ao descer a escada (p > 0,13). Conclusões: Os resultados preliminares não demonstraram diferença da técnica de reconstrução de LCA em duplo feixe em relação ao lado contralateral e ao grupo controle.Descritores - Rotação; Ligamento Cruzado Anterior; Reconstrução; Biomecânica.

COMPLICAÇÕES DA TÉCNICA DE FIXAÇÃO TIBIAL COM PARAFUSO E ARRUELA PARA A RECONSTRUÇÃO LIGAMENTAR DO JOELHO

Alexandre Almeida; Gilberto Roveda; Márcio Rangel Valin; Nayvaldo Couto de Almeida; Vanderlei Sartor; Soraya Melina Alves

Rev Bras Ortop. 2010;45(5):409-414 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a presença de dor ao nível da ferida operatória e a necessidade de retirada do parafuso de fixação tibial na reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho e com o sexo e o índice de massa corporal (IMC). Métodos: Um grupo de 265 pacientes submetidos à reconstrução do LCA com enxerto ipsilateral dos tendões flexores da coxa em que o método de fixação tibial do enxerto foi o parafuso cortical com arruela metálica entre seis de julho de 2000 e 19 de novembro de 2007. Resultado: 176 pacientes foram avaliados com uma média de 33,3 ± 19,5 meses (mediana de 29,5 meses) (IIQ: 17-45 meses) - mínima de oito e máxima de 87 meses. Não houve diferença estatística ao analisar a queixa de dor no parafuso (p = 0,272) e a necessidade de retirada do mesmo (p = 0,633) entre os sexos. Não houve diferença estatística ao analisar a queixa de dor no parafuso (p = 0,08) e a necessidade de retirada do mesmo (p = 0,379) ao analisar o IMC. Conclusões: A utilização do parafuso e arruela metálica para fixação tibial na reconstrução do LCA demonstrou um índice de queixa de dor no sítio do parafuso na ordem de 25% e necessidade de sua retirada em 10,8% dos casos. Não houve predominância de queixas de dor na ferida operatória entre os sexos. Observou-se uma tendência a maior queixa de dor entre indivíduos com IMC < 25. Não houve predominância de retirada do parafuso e da arruela entre os sexos ou entre indivíduos com diferentes IMC. Descritores - Ligamento Cruzado Anterior; Artroscopia; Dor; Índice de massa corporal.

RECONSTRUÇÃO TRANSTÚNEL TIBIAL DO LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR: ESTUDO ANÁTOMO-RADIOGRÁFICO EM CADÁVERES

Antônio Altenor Bessa De Queiroz; César Janovsky; Carlos Eduardo da Silveira Franciozi; Luiz Aurélio Mestriner; Geraldo Sérgio de Mello Granata Jr; Moises Cohen 

Rev Bras Ortop. 2014;49(4):370-373 - Artigo Original
Objetivo: determinar os pontos de referência para a saída do fio-guia tibial em relação à cortical posterior da tíbia. Métodos: foram usados para este estudo 16 joelhos de cadáveres frescos. Através de uma escopia e com um guia milimetrado, foi feita a passagem de três fios-guias a 0, 10 e 15mm distalmente em relação à crista posterior da tíbia. Foramfeitas dissecções e foi determinada a região do centro da inserção tibial do ligamento cruzado posterior (LCP) em cada joelho. Forammedidas as distâncias entre o centro da inserção tibial do LCP e a borda tibial posterior (CB) e entre o centro da inserção tibial do LCP e os fios 1-2 e 3 (CF1-CF2-CF3). Resultados: nos joelhos dissecados, encontramos o centro da inserção tibial do LCP a 1,09cm±0,06 da borda tibial posterior. As distâncias entre os fios 1,2 e 3 e o centro da inserção tibial do LCP foram respectivamente 1,01±0,08; 0,09±0,05 e 0,5±0,05. Conclusão: a saída do fio-guia a 10mm distalmente em relação à crista posterior da tíbia representa a melhor posição para tentar reproduzir o centro anatômico do LCP. Descritores - Ligamento cruzado posterior Cadáver Reconstrução

Comportamento isométrico na reconstrução do ligamento cruzado anterior após a confecção dos túneis ósseos femoral e tibial*

MÁRCIA UCHOA DE REZENDE; GABRIEL BENTO DE MELLO FILHO; MARCELO SARAGIOTTO; ALEXANDRE E. V. KOKRON; ALCYR ROZANTE SOTTO; GILBERTO LUIS CAMANHO; ARNALDO JOSÉ HERNANDEZ

Rev Bras Ortop. 1995;30(5):- - Artigo Original
Os autores estudam a manutenção da isometricidade definida por fios-guias dos túneis tibial e femoral para reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) e depois perfurados com broca de 10mm, em oito joelhos de cadáver humano. Um fio inelástico é passado pelos orifícios do fio-guia e um enxerto de tendão patelar, pelos túneis ósseos. É medida a excursão do fio e do enxerto num arco de movimento de 0 a 90 graus, mostrando os resultados que o deslocamento máximo do fio foi, em média, de 2,51 mm (máximo de 5mm), enquanto o do enxerto foi de 3,18 mm em média (máximo de 6mm). Não se verifica diferença estatística entre estes dois grupos no arco de movimento de 0 a 90° de flexão do joelho, enquanto entre 30 e 60° ocorre diferença significativa de deslocamento entre os pontos isométricos e os túneis. Os autores concluem que a confecção do túnel não compromete a isometricidade determinada pelo guia; que a maior distância entre os dois pontos isométricos e os dois túneis ocorre a 0° de flexão do joelho e a menor a 90°; que há diferença de comportamento no arco de 0 a 30° entre os dois grupos; e que a melhor posição para a fixação do enxerto e entre 20 e 30 graus.

Fratura da tuberosidade tibial anterior após reconstrução do ligamento cruzado anterior com terço central do tendão patelar: relato de caso*

LÚCIO HONÓRIO DE CARVALHO JÚNIOR; LUCIANO HENRIQUE MARTINS

Rev Bras Ortop. 2002;37(4):- - Relato de Caso
A reconstrução do ligamento cruzado anterior com o terço central do tendão patelar é atualmente uma das cirurgias mais usadas(2). Como conseqüência de seu grande número, várias complicações foram descritas(2). Cohen et al (1992), analisando complicações relacionadas a essa técnica, encontraram 14,8% de complicações tardias, inclusive com 1,0% de fraturas da tíbia, contudo relacionadas com o "planalto tibial", e não com a tuberosidade tibial anterior( 2). O objetivo deste trabalho é relatar essa rara complicação num paciente esqueleticamente maduro e seu tratamento, fazendo conjecturas sobre suas possíveis causas.

ESTUDO TRANSVERSAL SOBRE OS DIFERENTES MÉTODOS DE TRATAMENTO DAS LUXAÇÕES TRAUMÁTICAS GLENOUMERAIS

 André Wajnsztejn; Marcel Jun Sugawara Tamaoki; Nicola Archetti Netto; João Carlos Belotti

Rev Bras Ortop. 2009;44(5):391-396 - Artigo Original
Objetivo: Verificar como uma população de ortopedistas brasileiros trata a luxação glenoumeral traumática e comparar com os conceitos mais recentes estabelecidos pela literatura. Métodos: Foram distribuídos 200 questionários com 13 questões objetivas sobre a abordagem terapêutica da luxação traumática glenoumeral; 158 foram preenchidos corretamente e aceitos para este estudo. Resultados: A manobra preferida pela maioria foi tração e contratração (60,8%). Dentre os entrevistados, 68,4% declararam obter a redução da luxação glenoumeral na primeira tentativa em mais de 90% dos casos. A primeira tentativa de redução ocorre predominantemente no pronto-socorro (96,5%). Setenta e nove (50,0%) indivíduos relataram não usar nenhuma analgesia antes da redução. A maioria dos participantes imobiliza seus pacientes após a redução (98,1%); desses, 75,4% mantêm seus pacientes imobilizados por duas a três semanas. Conclusões: De forma geral, o ortopedista brasileiro realiza a redução da luxação glenoumeral com a manobra de tração e contratração. Obtém a redução na primeira tentativa em mais de 90% dos casos e realiza a redução no pronto- socorro. Não utiliza nenhuma analgesia previamente à redução. Imobiliza o paciente com tipoia toracobraquial ou tipoia simples por duas a três semanas. Descritores - Luxação do ombro; Epidemiologia; Questionários.

Análise comparativa de diferentes métodos de avaliação do deslocamento sagital radiográfico do joelho*

MÁRCIA UCHOA DE REZENDE; PEDRO TÉRCIO MAIA; ARNALDO JOSÉ HERNANDEZ

Rev Bras Ortop. 1995;30(5):- - Artigo Original
Com o objetivo de verificar a diferença encontrada com diversos métodos de medição do deslocamento sagital da tíbia em relação ao fêmur em radiografias em estresse do joelho, os autores estudaram 61 indivíduos normais (122 joelhos) e 100 indivíduos (200 joelhos) com insuficiência do ligamento cruzado anterior, submetidos ao Lachman radiográfico nos sentidos anterior e posterior. Todos os deslocamentos radiográficos foram medidos por três métodos distintos descritos na literatura. Foram calculadas as diferenças de deslocamentos entre os lados em cada grupo. Os resultados mostraram não haver diferenças significativas entre os três métodos considerados e aquele habitualmente utilizado pelos autores é o de mais simples aplicação entre os analisados.

REPARO DE TENDÕES FLEXORES DA MÃO: ANÁLISE BIOMECÂNICA COM DIFERENTES TÉCNICAS DE SUTURA

ANTONIO L. SEVERO; ALUÍSIO O.V. ÁVILA; MARCELO COSTA; OSVANDRÉ L.C. LECH

Rev Bras Ortop. 2005;40(7):- - Artigo Original
Objetivo: Analisar biomecanicamente 11 diferentes técnicas de sutura mais utilizadas no mundo, associadas a duas novas desenvolvidas pelo autor, aplicadas em uma mesma espécie (cadáveres frescos), utilizando um mesmo material de reparo (náilon 4.0 e 5.0), totalizando 13 técnicas, com a finalidade de permitir mobilidade precoce passiva e ativa da mão no pós-operatório imediato em tendões flexores que sofreram lesão, respeitando, contudo, a macro e microanatomia dos tendões. Como existem várias técnicas de sutura em tendões flexores da mão, tornase difícil diferenciar uma sutura de maior resistência e força que permita mobilidade precoce passiva ou passiva e ativa sem que haja ruptura do reparo cirúrgico entre os tendões. Uma das maiores dificuldades para a análise dessas diferentes técnicas de sutura é a diversidade de protocolos. Material: Essas dificuldades foram amenizadas com o uso do aparelho EMIC-DL/2000 para 11 técnicas mais utilizadas no mundo e duas novas desenvolvidas pelo autor, aplicadas em cadáveres humanos, e um mesmo material de sutura (náilon 4.0 e 5.0). Para cada técnica, parâmetros de resistência como início da separação (F1), separação de 3mm (F2) e ruptura completa (F3) em seis repetições foram mensurados (p < 0,05), totalizando 84 tendões, 78 para as 13 técnicas e seis para o grupo controle. Quanto mais nós e passadas, mais resistente foi a sutura, porém, a deformidade (distância entre os cotos suturados) não mostrou ser significativa estatisticamente entre as diferentes tipos de sutura (p > 0,05). Resultados: Qualitativamente, devem-se destacar as dificuldades técnicas que algumas suturas podem apresentar ao ser manejadas como as de seis passadas (Yoshizu et al) e oito passadas (Pittsburgh). As suturas de Pittsburgh (54,26N) e Savage (50,03N) foram as mais resistentes, demandaram maior tempo para a realização; da mesma forma, quanto mais passadas (strands), maior será o gasto de materiais e mais volumoso ficará o tendão, podendo ainda lesar estruturas microvasculares. Conclusão: As técnicas de quatro passadas (strands), Kessler duplo (38,3N), Brasil-1 (35,5N), Cruciate (32,72N), Brasil- 2 (28,8N) e Indiana (23,96N) demonstram ser suturas disponíveis no arsenal de reparo em tendões flexores, as quais não formam um tendão volumoso, permitindo adequado deslizamento e boa cicatrização, possibilitando, com isso, força de resistência que permita mobilidade não só passiva, mas, preferencialmente, ativa precoce. Descritores - Tendões; técnicas de sutura; resistência.

Reconstrução do ligamento cruzado anterior com enxerto quádruplo do semitendinoso e do grácil, com fixação com dupla placa

NISO BALSINI; NISO EDUARDO BALSINI

Rev Bras Ortop. 1996;31(2):- - Artigo Original
Os autores apresentam técnica de reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho utilizando enxerto quádruplo, sendo semitendinoso duplo e grácil duplo, com fixação com dupla placa, uma no fêmur e outra na tíbia, via endoscópica. Vantagens como incisões menores, diminuição da agressão cirúrgica, do sangramento, da dor e do custo são enfatizadas, tornando-a adequada para aplicação pelo sistema de cirurgia ambulatorial. A técnica evita complicações que podem ocorrer quando se utiliza o tendão patelar e o parafuso de interferência, que são citadas no decorrer do texto. Para os autores, utilizar tendões do mecanismo flexor do joelho é um dos grandes pontos desta técnica, evitando modificar a biomecânica da articulação da patela. Dezoito pacientes foram assim operados no Núcleo de Cirurgia do Joelho e Artroscopia de Joinville, des-de outubro de 1994 e apresentam até agora boa evolução e estabilidade.

Análise biomecânica dos módulos de titânio das endopróteses modulares empregadas nas substituições dos grandes ossos

SILVIO LUIZ BORGES PEREIRA; OLAVO PIRES DE CAMARGO; ALBERTO TESCONI CROCI; RAUL BOLLIGER NETO; CÉSAR AUGUSTO MARTINS PEREIRA; ANDRÉ MATHIAS BAPTISTA; MARCELO TADEU CAIERO

Rev Bras Ortop. 2000;35(10):- - Artigo Original
Os autores submeteram montagens de 100mm de comprimento, formadas com várias combinações de módulos de 25 ou de 50mm da endoprótese modular de titânio empregada nas reconstruções de tumores ósseos, a ensaios mecânicos de compressão axial excêntrica e de torção, calculando a rigidez do sistema. Concluem que a variação dos tipos de montagens e a direção de aplicação excêntrica de força não foram fatores determinantes de variações no índice de rigidez das montagens.

Quantificação do número de plaquetas a partir de diferentes métodos de centrifugação em ratos da linhagem SHR

Rev Bras Ortop. 2015;50(6):729-738 - Artigo Original
Objetivo: Quantificar a concentração de plaquetas do sangue de ratos SHR, por meio de dife-rentes protocolos de centrifugação, e avaliar qual o método mais eficaz de obtenção deplaquetas.Métodos: Usamos 40 ratos machos da linhagem isogênica SHR. Os animais foram divididosem três grupos: Controle (GCT) - sangue total sem centrifugação; Única Centrifugação (GUC)- sangue total submetido a uma única centrifugação: 200 g e 400 g; Dupla Centrifugação(GDC) - sangue total submetido a uma centrifugação, seguido de coleta do plasma total, erealizado uma centrifugação, em diferentes rotações: 200 g + 200 g; 200 g + 400 g; 200 g + 800 g;400 g + 400 g; 400 g + 800 g. Foram retirados 3 ml de sangue de cada animal por meio de punçãocardíaca. O sangue foi acondicionado em tubo de coleta vacutainer com citrato de sódio 3,2%.O sangue dos animais do grupo controle não foi submetido à centrifugação e foi analisado.Após a centrifugação do sangue dos animais, submetido à centrifugação, o plasma total foicoletado e submetido à contagem de plaquetas no terço inferior da amostra.Resultados: Obtivemos maior enriquecimento de plaquetas no subgrupo de duascentrifugações (400 g por 10 minutos + 400 g por 10 minutos), no qual ocorreu umaconcentração média de plaquetas 11,30 vezes superior em relação ao grupo controle.Conclusão: Foi possível obter uma alta concentração plaquetária, com técnica simples e viá-vel, por meio de centrifugação do sangue total e uso de materiais de uso corriqueiro; emétodo mais eficaz de obtenção de concentrado de plaquetas ocorreu nas amostras subme-tidas a duas centrifugações.

Avaliação do ligamento anterolateral do joelho através de exame de ressonância magnética.

Camilo Partezani Helito; Marco Kawamura Demange; Paulo Victor Partezani Helito; Hugo Pereira Costa; Marcelo Batista Bonadio; Jose Ricardo Pecora; Marcelo Bordalo Rodrigues; Gilberto Luis Camanho

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):214-219 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a presença do ligamento anterolateral (LAL) do joelho em exames de res-sonância magnética (RM).Métodos: Foram avaliadas 33 RM de joelho de pacientes feitas por indicações não relaci-onadas a instabilidade ligamentar ou trauma. Foram obtidas imagens no plano sagitalponderadas em T1 e imagens nos planos axial, sagital e coronal ponderadas em T2 comsaturação de gordura. As imagens foram avaliadas por dois radiologistas experientes empatologias musculoesqueléticas. Na avaliação da visualização, dividimos a análise do liga-mento em três porções: origem femoral até o seu ponto de bifurcação, da bifurcação até ainserção meniscal e da bifurcação até a inserção tibial. Considerou-se com variável cate-górica dicotômica (sim ou não) a capacidade de visualizar o ligamento em cada uma dasporções e no seu todo.Resultados: O LAL foi visualizado com característica de sinal semelhante às demais estru-turas ligamentares do joelho, com hipossinal em T2 com saturação de gordura. O principalplano em que o ligamento foi identificado foi o coronal. Alguma porção do ligamento foivisualizada com clareza em 27 (81,8%) joelhos. A porção meniscal ficou evidente em 25(75,7%) dos joelhos, a porção femoral em 23 (69,6%) e a tibial em 13 (39,3%). As três porçõesforam visualizadas em conjunto em 11 (33,3%) joelhos.Conclusão: O ligamento anterolateral do joelho é mais bem visualizado em sequências noplano coronal. O ligamento foi caracterizado por completo em 33,3% dos casos. A porçãomeniscal foi a mais facilmente identificada e a tibial a menos encontrada.

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