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Busca por: Compressão da medulaespinal/etiologia; Compressão da medulaespinal/cirurgia; Fraturas da coluna vertebralHér

Avaliação das fraturas diafisárias do úmero tratadas cirurgicamente e comparação entre os métodos de fixação cirúrgica

Felipe Fernandes Gonçalves; Leonardo Dau; Cristiano Antonio Grassi; Fabiano Rogério Palauro; Ayrton Andrade Martins Neto; Patrícia Caroline Gapski Pereira

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):136-141 - Artigo Original

OBJETIVO: Descrever o perfil dos pacientes com fraturas diafisárias do úmero, bem como analisar os resultados das diferentes modalidades cirúrgicas.
MÉTODO: Estudo retrospectivo baseado na identificação de todos os casos de fraturas diafisárias de úmero submetidas a tratamento cirúrgico entre dezembro de 2014 e junho de 2016 em um serviço de referência em trauma, bem como na análise dos respectivos prontuários, e que buscou dados epidemiológicos referentes ao trauma e resultados pós-operatórios, inclusive tempo de consolidação e complicações relacionadas.
RESULTADOS: Foram incluídos 51 pacientes, dos quais a maioria do sexo masculino (78,4%), com média de 35,02 anos. O mecanismo de trauma mais prevalente foram acidentes de trânsito (56,9%), seguidos de quedas de mesmo nível (17,6%). Não foi encontrada diferença significante entre o tempo de consolidação dos diferentes métodos, inclusive redução aberta e fixação interna com placa e parafusos, técnica minimamente invasiva com placa em ponte, haste intramedular e fixação externa.
CONCLUSÕES: Todos os métodos cirúrgicos avaliados mostraram-se adequadas opções para o tratamento cirúrgico das fraturas da diáfise do úmero, ainda que tenham vantagens e desvantagens inerentes a cada técnica, com altas taxas de consolidação e poucas complicações relatadas.


Palavras-chave: Epidemiologia; Úmero; Fraturas do úmero; Fixação de fratura; Osteossíntese; Fixação intramedular de fraturas; Consolidação da fratura.

Correlações clínicas, funcionais e imagiológicas após artroplastia da articulacão metacarpofalangiana com implante de silicone na mão reumatoide

Sérgio Figueiredo; Ana Daniela Pereira; Marta Santos Silva; Luciana Leite; Graça Costa; César Silva

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):208-212 - Artigo Original

OBJETIVO: Na maioria das vezes, a avaliação da artroplastia da articulação metacarpofalangeana com implante de silicone é feita apenas por meio de escores funcionais. Este estudo teve como objetivo compreender a correlação entre função, força e alinhamento percebidos e observados.
MÉTODOS: Este estudo transversal incluiu todas as 11 mulheres (15 mãos) submetidas à artroplastia metacarpofalangeana no segundo ao quinto dedo devido a artrite reumatoide em um período de sete anos. As medições basearam-se no Michigan Hand Outcomes Questionnaire, no Lafayette Purdue Pegboard e nas forças de pinça e preensão, além da análise de radiografia da mão em leque. O coeficiente de Spearman foi usado para avaliar a correlação; valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significantes.
RESULTADOS: A função objetiva foi fortemente correlacionada a todas as outras variáveis (p < 0,05). Por outro lado, a função percebida não foi correlacionada ao alinhamento articular em ambas as medições (p = 0,240 e p = 0,354). A força e o alinhamento também estiveram fortemente correlacionados (p < 0,05).
CONCLUSÕES: A maioria das medições se correlacionou fortemente entre si, com ênfase na medição objetiva da destreza.


Palavras-chave: Artrite reumatoide; Artroplastia; Articulação metacarpofalangiana; Força da mão; Silicones.

Luxações congênitas altas da anca no adulto - Artroplastia e resultados funcionais

Diogo Lino Moura; António Figueiredo

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):226-235 - Artigo Original

OBJETIVO: Estudo retrospectivo sobre a experiência dos autores no uso de artroplastias para o tratamento de luxações congênitas altas da anca.
MÉTODOS: Amostra com 11 luxações congênitas altas da anca (Hartofilakidis tipo C) verificadas em sete pacientes, que foram submetidos a artroplastia da anca pelo mesmo cirurgião com a mesma técnica cirúrgica. O tempo de seguimento médio foi de 4,32 ± 2,67 anos (mínimo um ano) e todos os pacientes foram avaliados pelo mesmo médico.
RESULTADOS: Todas as próteses tiveram fixação não cimentada, usaram-se cúpulas acetabulares aparafusadas, hastes femorais cônicas e par articular metal-polietileno. Em todos os pacientes foram efetuadas osteotomias de encurtamento femoral no nível subtrocantérico ou supracondiliano. O Harris Hip Score médio no momento da última avaliação clínica foi de 88,55 ± 4,50 (intervalo 81-94). O tempo de duração da luxação alta da anca (42,91 ± 14,59 anos, intervalo 19-68) demonstrou uma correlação inversa significativa com o Harris Hip Score (r = 0,80; p = 0,003). Todos os pacientes relataram alívio importante das queixas álgicas e todos são capazes de deambular sem qualquer apoio exterior. Nas luxações unilaterais, conseguiu-se correção completa da dismetria e nas bilaterais, membros isométricos em todos os pacientes. Todas as osteotomias consolidaram em tempo médio de 3,27 ± 0,47 meses. Verificaram-se complicações em 18,18% da amostra: uma fratura iatrogênica intraoperatória do grande trocânter e uma neuropráxia transitória do ciático.
CONCLUSÃO: Apesar de ser uma cirurgia exigente e com elevado índice de complicações relatado, a artroplastia da anca na luxação congênita alta, quando devidamente indicada e tecnicamente bem executada, permite melhorar a funcionalidade e qualidade de vida dos pacientes.


Palavras-chave: Luxação congênita de anca; Artroplastia de anca; Articulação da anca; Adulto; Osteotomia.

Caracterização por estudo anatomorradiográfico da posição patelar em pacientes portadores de síndrome femoropatelar

Bruno Adelmo Ferreira Mendes Franco; David Sadigursky; Gildásio de Cerqueira Daltro

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):410-414 - Artigo Original

OBJETIVOS: Determinar a prevalência de patela alta em pacientes adultos portadores de dor no joelho, correlacionar a altura patelar com sintomas de instabilidade patelar e dor anterior no joelho. Verificar índice de concordância entre os índices de Insall-Salvati e Caton-Deschamps.
MÉTODOS: Estudo de corte transversal, com análise de prontuários de pacientes portadores de dor no joelho e radiografias em perfil do joelho a 30º graus de flexão e tomografia computadorizada. Usadas as medidas do Índice de Insall-Salvati e Índice de Caton-Deschamps para determinar a altura patelar.
RESULTADOS: Foram analisados 756 prontuários, 140 joelhos, 39% de homens e 61% de mulheres. Para ambos os índices obtivemos associações estatisticamente significantes para a ocorrência de patela alta e sinais de instabilidade patelar, entretanto não houve associação significativa para a dor anterior no joelho. O índice Kappa obtido para analisar a relação de concordância entre o Índice de Insall-Salvati e Caton-Deschamps aponta para uma associação regular entre eles.
CONCLUSÃO: Pacientes portadores de patela alta apresentam maior prevalência de instabilidade na população estudada. Ter patela alta não apresenta relação significativa com a presença de dor anterior do joelho. Os Índices de Insall-Salvati e Caton-Deschamps apresentam concordância regular na apresentação dos resultados das alturas patelares.


Palavras-chave: Patela; Luxação da patela; Condromalácia patelar; Dor.

Fratura da tuberosidade anterior da tíbia associada à ruptura distal do tendão patelar: relato de caso

André Lourenço Pereira; Ângelo Ribeiro Vaz de Faria; Túlio Vinícius de Oliveira Campos; Marco Antônio Percope de Andrade; Guilherme Moreira de Abreu e Silva

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):510-513 - Relato de Caso

A fratura-avulsão da tuberosidade anterior da tíbia é uma lesão incomum que ocorre no jovem atleta, resultado de uma contração excêntrica do mecanismo extensor do joelho com o membro inferior fixo ao solo. Lesões concomitantes ao tendão patelar são muito raras, com poucos casos relatados na literatura. Os autores apresentam o caso de um atleta de basquete de 15 anos que sofreu uma fratura-avulsão da tuberosidade anterior da tíbia associada à ruptura completa distal do tendão patelar durante movimento de arremesso no treino esportivo. O paciente foi tratado com redução aberta da fratura e reparo do tendão patelar com miniâncoras e parafuso poste com reforço tendinoso com enxerto autólogo de semitendíneo. O paciente apresentou ótimos resultados e retornou ao esporte após 12 meses de acompanhamento.


Palavras-chave: Fraturas avulsão; Fraturas da tíbia; Ruptura; Tendão patelar.

Análise da reprodutibilidade intra e interobservadores das classificações antiga e atual da AO para fraturas toracolombares

Felipe Augusto Rozales Lopes; Ana Paula Ribeiro Bonilauri Ferreira; Ricardo André Acácio dos Santos; Carlos Henrique Maçaneiro

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):521-526 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar a concordância inter e intraobservadores dos sistemas de classificação Magerl AO e AOSpine para fraturas toracolombares.
MÉTODOS: Os participantes foram divididos em dois grupos, um com seis médicos ortopedistas especialistas em coluna e o outro com 18 médicos residentes em ortopedia. Os participantes analisaram 25 radiografias com fraturas toracolombares em duas oportunidades, com um mês de intervalo entre elas, e classificaram com o uso dos dois sistemas de classificação de fratura toracolombar, Magerl AO e AOSpine. Os dados de concordância foram analisados pelo método do coeficiente kappa.
RESULTADOS: A classificação de Magerl AO apresentou uma concordância interobservadores leve (k = 0,32), considerando o tipo e o subtipo das fraturas, enquanto a classificação AOSpine obteve uma concordância interobservadores moderada (k = 0,59). A classificação de Magerl AO apresentou uma concordância intraobservadores leve entre médicos residentes e médicos especialistas (k = 0,21 e 0,38, respectivamente), enquanto a classificação AOSpine apresentou uma boa concordância intraobservadores entre médicos residentes (k = 0,62) e moderada entre médicos especialistas (k = 0,53).
CONCLUSÃO: O sistema de classificação da AOSpine para fraturas toracolombares apresentou uma melhor confiabilidade e reprodutibilidade comparado com o sistema de classificação Magerl AO, em relação à morfologia da fratura.


Palavras-chave: Fraturas da coluna vertebral; Classificação Magerl AO; Classificação AOSpine; Concordância interobservadores e intraobservadores.

Qual o papel da descompressão simples em estágios precoces na osteonecrose da cabeça femoral? Avaliação do resultado cirúrgico por meio de escore funcional e acompanhamento radiológico

Helder de Souza Miyahara; Bruno Berbert Rosa; Fabio Yuiti Hirata; Henrique de Melo Campos Gurgel; Leandro Ejnisman; José Ricardo Negreiros Vicente

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):537-542 - Artigo Original

OBJETIVOS: O presente estudo tem como objetivo avaliar se a descompressão simples da cabeça femoral nos estágios iniciais da osteonecrose da cabeça femoral melhora a percepção subjetiva da dor dos pacientes e se evita a progressão da doença para o colapso da cabeça femoral e a indicação final de artroplastia total do quadril.
MÉTODOS: Foram avaliados 18 pacientes (30 quadris) em estágios iniciais da doença (Ficat e Arlet 1 e 2 A) por critérios clínicos, radiológicos, manutenção dos fatores de risco e pela escala funcional de Merle D'Aubigné e Postel antes e após a descompressão simples da cabeça femoral.
RESULTADOS: Houve melhoria dos sintomas precocemente (até o sexto mês) em 83,3% dos quadris avaliados pela escala de Merle D'Aubigné e Postel. No entanto, 73,3% dos casos evoluíram com colapso da cabeça femoral e em 50% deles foi indicada artroplastia total do quadril, independentemente da manutenção ou não dos fatores de risco.
CONCLUSÕES: A descompressão simples da cabeça femoral melhora a dor dos pacientes precocemente nos estágios iniciais da patologia. Entretanto, não altera o prognóstico da doença e a indicação final de artroplastia total do quadril nos estágios finais da doença.


Palavras-chave: Descompressão da cabeça femoral; Necrose da cabeça do fêmur/patologia; Necrose da cabeça do fêmur/fisiopatologia; Necrose da cabeça do fêmur/diagnóstico; Resultado do tratamento.

Avaliação de diferentes ácidos hialurônicos comerciais como veículo de injeção para células mesenquimais humanas derivadas do tecido adiposo

Camila Cohen Kaleka; Eder Zucconi; Tierri da Silva Vieira; Mariane Secco; Mário Ferretti; Moisés Cohen

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):557-563 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar in vitro, de forma direta, a citotoxicidade de ácidos hialurônicos como veículo de injeção para linhagens de células-tronco mesenquimais (CTMs) obtidas de tecido adiposo humano.
MÉTODOS: As CTMs foram divididas em sete grupos, os quais foram expostos ao ácido hialurônico de seis marcas comerciais, além do contato com tampão fosfato-salino PBS (grupo controle). Após quatro, 24 e 48 horas, foi feita a análise da viabilidade celular através do contador Countess pelo método de coloração com Trypan Blue (Thermo Fisher Scientific).
RESULTADOS: Os resultados demonstraram uma diferença significativa na viabilidade celular quando essas linhagens de CTMs foram expostas aos diferentes ácidos hialurônicos em comparação com o grupo controle.
CONCLUSÃO: Os dados sugerem que o ácido hialurônico pode ser usado como veículo de injeção para CTMs, porém é necessária cautela na escolha do melhor produto para aplicação terapêutica futura.


Palavras-chave: Doenças da cartilagem; Joelho; Artroscopia; Cartilagem articular; Células-tronco mesenquimais; Transplante de células-tronco mesenquimais.

Dissociação traumática do inserto tibial com ruptura do tendão patelar após artroplastia total do joelho com a prótese Genesis II de alta flexibilidade e estabilização posterior

Sanjay Agarwala; Mayank Vijayvargiya

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):632-635 - Relato de Caso

Os autores relatam o primeiro caso de dissociação tardia traumática do inserto de polietileno com ruptura do tendão patelar após artroplastia total do joelho, com o uso de uma prótese Genesis II de alta flexibilidade e estabilização posterior, em paciente com 60 anos com doença de Parkinson. A luxação do inserto plástico tem sido mais comumente descrita em ATJs com suporte de carga móvel e que pouparam o ligamento cruzado. Até o presente, foram descritos apenas quatro casos de dissociação dos insertos de polietileno em próteses de suporte fixo e alta flexibilidade. Este relato de caso abre caminho para a compreensão das potenciais causas de dissociação inserto de polietileno e sua conduta.


Palavras-chave: Artroplastia; Substituição; Joelho; Prótese de joelho; Articulação do joelho; Desenho da prótese; Sexo feminino.

Efeito do tratamento cirúrgico sobre a qualidade de vida em pacientes com necrose avascular não traumática da cabeça femoral

Mohammad Reza Abbas-Zadeh; Ali Azizi; Leila Abbas-Zadeh; Farhad Amirian

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):773-777 - Artigo Original

OBJETIVO: A necrose avascular do quadril é uma doença debilitante comum durante a quarta e quinta décadas de vida. O presente estudo tentou avaliar a qualidade de vida em pacientes com necrose avascular da articulação do quadril antes e após a cirurgia.
MÉTODOS: Entre 2006 e 2013, o estudo avaliou 40 pacientes com necrose avascular do quadril que foram submetidos a artroplastia total do quadril, cirurgia bipolar ou descompressão do núcleo. O Harris Hip Score foi empregado para avaliar a função da articulação do quadril e a qualidade de vida antes e após a cirurgia. Os escores médios e o desvio padrão foram usados para descrever dados para variáveis quantitativas, enquanto a porcentagem de frequência foi usada para descrever variáveis qualitativas. Além disso, os dados foram analisados com o SPSS v.19 e o teste t pareado; p < 0,05 foi considerado significativo.
RESULTADOS: Este estudo envolveu 40 indivíduos com média de 32 ± 7,38 anos, variação de 21 a 45. Os escores médios no Harris Hip Score para pacientes antes e após a cirurgia foram 20,36 e 96,15, respectivamente, apresentaram diferença estatisticamente significante (p < 0,001). Diferenças significativas (p < 0,001) foram observadas na atividade média do paciente antes e após a cirurgia (8,9 e 44,2, respectivamente), sem deformidade (1,6 e 3,9) e movimento (3,6 e 4,9). Além disso, 80% dos pacientes não sentiram dor nas articulações do quadril seis meses após a cirurgia, enquanto 92,5% dos pacientes não usaram dispositivo auxiliar para deambulação.
CONCLUSÕES: Os resultados do presente estudo demonstraram que a cirurgia contribui substancialmente para aliviar a dor e melhorar em curto prazo a função do quadril em pacientes com osteonecrose da articulação do quadril.


Palavras-chave: Necrose da cabeça do fêmur; Artroplastia de quadril; Qualidade de vida

Apresentação incomum de instabilidade metacarpofalângica do polegar

Andrew Sephien; Francisco Schwartz-Fernandes

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):788-791 - Relato de Caso

Lesões no polegar não são tão comuns como aquelas nos dedos. Os autores relatam um casoem que a paciente sofreu uma avulsão isolada do extensor curto do polegar que resultou eminstabilidade da articulação metacarpofalângica do polegar, com ligamento colateral ulnare radial intacto.


Palavras-chave: Deformidades congênitas da mão; Instabilidade articular; Articulação metacarpofalângica; Polegar

Compressão medular traumática por hérnia pulmonar

Guilherme Valdir Baldo; Alexandre Casagrande; Diogo Rath Fingerl Barbosa; Waldemar de Souza; Márcio Papaleo de Souza; Zaffer Maito

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):802-804 - Relato de Caso

A compressão medular traumática por estruturas adjacentes à coluna é um evento raro. Os autores apresentam um caso de compressão medular ocasionada por parte do pulmão herniado em um adulto após acidente automobilístico. Não foram identificados casos semelhantes na literatura.


Palavras-chave: Compressão da medulaespinal/etiologia; Compressão da medulaespinal/cirurgia; Fraturas da coluna vertebralHér

Desenvolvimento de um guia paciente-específico para fixação de coluna cervical alta*

Felipe de Negreiros Nanni; Emiliano Neves Vialle; José Aguiomar Foggiattob; Kayo Winiccius Samuel Neves e Silva; Heraldo de Oliveira Mello

Rev Bras Ortop. 2019;54(1):20-25 - Artigo Original

OBJETIVOS A fixação de coluna cervical alta pode representar um desafio para os cirurgiões de coluna devido à anatomia complexa e aos riscos de lesão vascular e medular. Os recentes avanços com a tecnologia de impressão 3 D abriram um novo leque de opções para os cirurgiões.
MÉTODOS Desenvolveu-se umguia para a adaptação de parafusos demassa lateral em C1 comauxílio de impressão 3 D. Foram confeccionados oitomodelos em tamanho real de coluna cervical alta e seus respectivos guias com base em tomografias computadorizadas.Os fios-guia foram introduzidos com o auxílio dos guias; os modelos foram analisados com auxílio de tomografia computadorizada.
RESULTADOS Todos os fios-guia avaliados no estudo apresentaram um trajeto seguro nos modelos, respeitaram as superfícies articulares superiores e inferiores, o canal vertebral e a artéria vertebral.
CONCLUSÃO O estudo demonstrou que o guia tem boa eficácia, é uma ferramenta confiável para auxiliar a adaptação de fios-guia para parafusos em massas laterais de C1.


Palavras-chave: vértebras cervicais/patologia; vértebras cervicais/cirurgia; fraturas da coluna vertebral; fusão vertebral; impressão tridimensional

Função e qualidade de vida de pacientes com fratura do planalto tibial operados com placa bloqueada ou convencional: estudo comparativo*

Bruno Gonçalves Schröder e Souza; Thiago Avelino Leite; Tarsis Aparecido Bueno da Silva; Carlos Otavio Fabiano de Faria Candido; Felipe Freesz de Almeida; Valdeci Manoel de Oliveira

Rev Bras Ortop. 2019;54(1):37-44 - Artigo Original

OBJETIVOS Comparar resultados clínicos, funcionais e de qualidade de vida de pacientes com fratura do planalto tibial operados com placa bloqueada ou convencional e comparar os custos hospitalares dos implantes.
MÉTODOS Estudo comparativo de coortes transversal, retrospectivo, em uma série consecutiva de pacientes com fratura do planalto tibial tratados cirurgicamente entre agosto de 2015 e junho de 2016. Foram excluídos: menores de 18 anos; indivíduos incapazes de responder os questionários ou de comparecer para reavaliação; politraumatizados ou comlesões associadas no mesmomembro; pacientes não tratados complaca ou conservadoramente. Os autores compararam os custos dos implantes, a qualidade de vida (SF-12), o escore de Lysholm, a escala visual de dor e os parâmetros clínicos e radiográficos.
RESULTADOS Foram observadas 45 fraturas no período, das quais 11 foram excluídas. Dos 34 pacientes, dois não compareceram à entrevista (seguimento de 94%). O tempo de seguimento foi 15,1 ± 4,8 meses. O grupo A (placa bloqueada) incluiu 22 pacientes (69%), com custo hospitalar médio dos implantes de R$ 4.125,39 (dp = R$1.634,79/paciente). O grupo B (placa convencional) incluiu dez pacientes (31%), a um custo médio de R$ 438,53 (dp = R$ 161,8/paciente; p < 0,00001). Para os demais parâmetros avaliados, não foram observadas diferenças significativas entre os grupos, exceto por um maior degrau articular no grupo A (2,7 mm ± 3,3 mm vs. 0,5 mm ± 1,6 mm; p = 0,02; TE = 0,90).
CONCLUSÃO O custo dos implantes bloqueados para o tratamento das fraturas do planalto tibial é significativamente superior aos implantes convencionais, embora não tenham apresentado vantagem clínica, radiográfica, funcional ou de qualidade de vida, nos pacientes dessa amostra.


Palavras-chave: fraturas da tíbia; placas ósseas; qualidade de vida; escore de Lysholm para joelho; licença médica; custos e análise de custo; sistema único de saúde

Dislocação patelar aguda irredutível devido a uma nova variante anatômica - a patela entalhada*

Miguel Duarte-Silva; Joaquim Rodeia; Tiago Mota Gomes; Francisco Guerra-Pinto

Rev Bras Ortop. 2019;54(1):90-94 - Relato de Caso

As luxações irredutíveis da patela são raras e são geralmente associadas a mecanismos complexos. Os autores relatam o caso clínico de uma luxação patelar lateral irredutível devido a uma variante anatômica. Os autores atenderam um paciente de 16 anos que apresentou uma luxação lateral da patela de redução impossível por manipulação fechada, mesmo sob anestesia geral. Durante o estudo de imagem, a tomografia computadorizada (TC) mostrou um entalhe na faceta medial da patela, impactada no côndilo lateral, o que impediu a redução. Esta variante anatômica foi posteriormente confirmada durante a cirurgia. Em uma TC bilateral de acompanhamento, esta variante anatômica também estava presente no joelho contralateral, normal, excluindo o remodelamento traumático como o motivo deste entalhe patelar. Os autores utilizaramuma abordagem parapatelar medial para a redução aberta do deslocamento e para o reparo do retináculo medial. De acordo comWiberg, existem três tipos diferentes de patela. Os autores descrevem uma variação da patela de tipo III com um entalhe na margem medial que não está incluída na classificação anterior. Ressalta-se a importância de um estudo de TC na presença de luxação irredutível e o reconhecimento desta variante anatômica da patela, já quemanobras agressivas foram testadas sem sucesso. A redução aberta parece ser a melhor opção neste cenário.


Palavras-chave: deslocamentos articulares; fraturas intraarticulares; deslocamento da patela

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