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Busca por: O papel das microfraturas associadas a osteotomia tibial no tratamento da gonartrose com geno varo

O papel das microfraturas associadas a osteotomia tibial no tratamento da gonartrose com geno varo

Leonardo Antunes Bellot de Souza; Vinícius Magno da Rocha; Max Rogerio Freitas Ramos

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):754-760 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar a intervenção de microfratura associada a osteotomia tibial valgizante no tratamento de gonartrose medial com geno varo.
MÉTODOS: Entre novembro de 2005 e maio de 2013, foram avaliados 129 pacientes portadores de gonartrose medial, geno varo entre 8° e 12° e arco de movimento superior a 90°. Não foram incluídos pacientes com gonartrose avançada (Alhbäck 3, 4 e 5), lesão Outerbridge inferior a IV, cirurgia prévia na articulação, índice de massa corpórea superior a 35 kg/m2 e/ou lesão de ligamentos cruzados. Todos os pacientes foram submetidos a videoartroscopia do joelho seguida de osteotomia tibial valgizante. No grupo osteotomia tibial valgizante associado a microfratura (n = 56, média de idade = 39,3) foram associadas as técnicas de osteotomia tibial valgizante e microfratura nos defeitos condrais. No grupo osteotomia tibial valgizante isolada (n = 73, média de idade = 41,4), apenas esse procedimento foi feito. O acompanhamento pós-cirúrgico foi de 24 meses, com quatro avaliações ambulatoriais nos primeiros seis meses, passou-se a avaliações semestrais no período subsequente. A escala de Lysholm foi usada no acompanhamento funcional.
RESULTADOS: Uma melhoria significativa nos domínios dor, claudicação e agachamento da escala de Lysholm foi observada apenas no grupo osteotomia tibial valgizante isolada. Maior variância de resultados foi observada no grupo osteotomia tibial valgizante a ssociada amicrofratura e uma razão de chances de pioria de 8,64.
CONCLUSÃO: A associação das microfraturas e osteotomia tibial valgizante tem resultado funcional inferior à osteotomia tibial valgizante isolada, pode ainda estar relacionada ao risco de pioria nos primeiros dois anos de pós-operatório.


Palavras-chave: Osteoartrite do joelho; Geno varo; Osteotomia; Artroscopia; Escore de Lysholm para joelhor

CONSOLIDAÇÃO EM VARO DO TERÇO PROXIMAL DO ÚMERO: RESULTADOS DA OSTEOTOMIA VALGIZANTE

SÉRGIO LUÍS CHECCHIA; ALBERTO NAOKI MIYAZAKI; MARCELO FREGONEZE; PEDRO DONEUX S.; LUCIANA A. SILVA; PAULO HENRIQUE PARANHOS; ROGÉRIO SERPONE BUENO

Rev Bras Ortop. 2006;41(8):325-330 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os resultados dos pacientes submetidos à osteotomia valgizante do terço proximal do úmero empregada no tratamento das consolidações viciosas em varo em pacientes que se queixavam de dor e limitação da elevação do ombro. Métodos: Foram avaliados retrospec tivamente oito pacientes submetidos à osteotomia valgizante, fixada com placa PFS 80®, entre abril de 1996 e maio de 2003, operados pelo Grupo de Ombro e Cotovelo do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de São Paulo. Resultados: Foram satisfatórios em cinco casos e insatisfatórios em três, segundo os critérios da University of California at Los Angeles (UCLA). Conclusão: A osteotomia valgizante reduz a dor e melhora o grau de elevação do ombro, devido ao aumento do espaço subacromial.Descritores - Fraturas do úmero; Osteotomia; Consolidação da fratura; Fraturas do ombro

AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA OSTEOTOMIA SUPRACONDILAR PARA CORREÇÃO DO CÚBITO VARO

SÉRGIO LUIZ CHECCHIA; PEDRO DONEUX SANTOS; LUCIANA ANDRADE DA SILVA; ALBERTO NAOKI MIYAZAKI; MARCELO FREGONEZE; NEMI SABEH JÚNIOR; LUIZ FERNANDO MAZZA; LEONARDO RIBEIRO BASTOS

Rev Bras Ortop. 2006;41(9):352-360 - Artigo Original
Objetivo: A deformidade em varo do cotovelo é uma complicação comum das fraturas supracondilares. A principal queixa é a cosmética e a osteotomia supracondilar é o tratamento de escolha. Métodos: Entre outubro de 1991 e maio de 2003, 26 pacientes foram operados visando o tratamento dessa deformidade. A média de idade no momento da fratura era de cinco anos e quatro meses e o tempo médio entre a fratura e a osteotomia foi de 81 meses. A média do ângulo de carregamento era de -21o. Todos os pacientes foram submetidos a ressecção de cunha óssea com base lateral. Quanto à osteossíntese, em 14 pacientes foi feita com dois fios de Kirschner cruzados e, nos restantes, com placa e parafusos. Em 11 pacientes foi feita uma medialização do fragmento distal buscando evitar o desenvolvimento de proeminência lateral. Resultados: Ocorreram complicações em 13 pacientes: em um paciente, fra-tura da superfície articular durante a osteotomia; em sete, a cunha ressecada foi insuficiente e em cinco houve perda da redução por falha da fixação. Num tempo de seguimento médio de 56 meses, as principais queixas foram: persistência da deformidade em varo, proeminência lateral, dor e limitação da mobilidade. Pelo critério de avaliação anatômica, houve 11 resultados excelentes, seis bons e nove ruins; e pelo critério de avaliação funcional, oito resultados excelentes, nove bons, quatro regulares e cinco ruins. Conclusão: Os autores concluem que planejamento e execução mais cuidadosa da cunha e fixação suficientemente rígida podem minimizar as complicações.Descritores - Cotovelo; Osteotomia; Fraturas ósseas

Tratamento do pé varo espástico da paralisia cerebral pela técnica da transferência do hemitendão do tibial posterior*

PATRÍCIA M. DE MORAES BARROS FUCS, PAULO FACCIOLA KERTZMAN, CELSO SVARTMAN

Rev Bras Ortop. 1997;32(1):- - Artigo Original
RESUMO
No período de julho de 1990 a maio de 1996 foram tratados 35 pacientes (41 pés) portadores de paralisia cerebral espástica com deformidade em varo do pé mediante a transferênca do hemitendão do músculo tibial posterior para o fibular curto; em 22 pés houve a associação do alongamento do tendão de Aquiles. Vinte pacientes eram do sexo masculino e 15, do feminino. A idade média por ocasião da cirurgia foi de oito anos e sete meses. O tempo médio de seguimento foi de dois anos e sete meses. Os autores obtiveram 37 pés (31 pacientes, 90,24%) com resultado bom, três pés (três pacientes, 7,31%), regulares e um pé (um paciente, 2,43%), mau. A técnica proporciona resultados muito bons no tratamento da deformidade em varo da paralisia cerebral.

PLANEJAMENTO PRÉ-OPERATÓRIO E TÉCNICA CIRÚRGICA DA OSTEOTOMIA SUPRACONDILIANA VARIZANTE DE ADIÇÃO DO FÊMUR PARA CORREÇÃO DO GENO VALGO E FIXAÇÃO COM IMPLANTE DE ÂNGULO FIXO

Cleber Antonio Jansen Paccola

Rev Bras Ortop. 2010;45(6):627-635 - Nota Técnica
É apresentado o planejamento pré-operatório passo a passo da osteotomia de abertura supracondiliana do fêmur para a correção precisa do eixo de carga do membro inferior usando um implante de ângulo fixo (placa lâmina AO 95º). Também é apresentada a técnica cirúrgica e a utilização de enxerto ósseo do próprio local para o preenchimento da falha. Descritores - Osteotomia; Geno Valgo; Cuidados Pré-Operatórios.

AVALIAÇÃO DO ÂNGULO DE INCLINAÇÃO TIBIAL E ALTURA PATELAR APÓS OSTEOTOMIA TIBIAL DE ABERTURA MEDIAL

Alan de Paula Mozella; Marcos Areias Vieira Costa; Hugo Alexandre de Araujo Barros Cobra

Rev Bras Ortop. 2012;47(4):441-445 - Artigo Original
Objetivo: Mensurar a variação do ângulo de inclinação tibial posterior e da altura patelar em pacientes submetidos à osteotomia valgizante tibial proximal com técnica de cunha de abertura medial. Métodos: Foram analisadas radiografias panorâmicas de membros inferiores em anteroposterior e perfil do joelho pré e pós-operatórias de 46 pacientes com artrose unicompartimental do joelho, em que se realizou osteotomia tibial. Resultados: Em 23 casos, utilizou-se fixador externo para confecção de cunha de abertura medial gradual e nos outros 23, foi utilizada placa bloqueada com batente como método de fixação. Foram excluídos deste estudo aqueles pacientes com doença tricompartimental do joelho e aqueles submetidos à osteotomias para tratamento de sequelas de fraturas. Após a cirurgia, a inclinação tibial proximal aumentou, em média, 1,7 graus (p < 0,01) no grupo em que foi utilizada placa bloqueada com batente e 2,7 graus (p < 0,05) no grupo que utilizou fixador externo. Não houve diferença estatística entre os grupos quanto ao aumento da inclinação tibial posterior. Conclusão: A altura patelar não apresentou variação com o uso de placa, quando mensurada pelo método de Insall-Salvati, mas em 11 casos (47,8%) evoluiu com patela baixa quando aferida pelo método de Caton-Deschamps. A mesma tendência foi observada na variação da altura patelar com o uso do fixador externo, sendo constatada patela baixa em oito casos (34,7%) apenas quando aferida pelo método de Caton-Deschamps. Descritores - Osteotomia; Tíbia; Joelho; Patela.

Osteotomia tibial alta: estudo comparativo entre os métodos de fixação por "agrafes" e aparelho de Ilizarov*

OSMAR P. A. DE CAMARGO; NILSON ROBERTO SEVERINO; TATSUO AIHARA; RICARDO DE P. L. CURY; DAPHNIS GONÇALVES DE SOUZA; EDGARDO MARTINEZ PALOMINO; MÁRIO SÉRGIO PAULILLO DE CILLO

Rev Bras Ortop. 1995;30(5):- - Artigo Original
Realizou-se estudo comparativo para tratamento da artrose unicompartimental do joelho com desvio em varo, utilizando-se como métodos de fixação: uso de "agrafes" seguido de imobilização gessada (13 joelhos) e uso do aparelho de Ilizarov (13 joelhos). O seguimento restringiu-se a 12 semanas de pós-operatório, com a finalidade de analisar as vantagens e desvantagens de cada método quanto à dor à deambulação, marcha, mobilidade articular, derrame e/ou edema, conforto, correção do eixo mecânico e complicações. As correções mais exatas foram atribuídas ao uso do método de Ilizarov; contudo, o uso de "agrafes" seguido de imobilização gessada foi melhor aceito pelos pacientes, o que levou a menos complicações, não interferindo na mobilidade articular obtida e no tempo de consolidação.

O USO DO PLASMA RICO EM PLAQUETAS ASSOCIADO AO ASPIRADO DE MEDULAR ÓSSEA NA OSTEOTOMIA TIBIAL TIPO PUDDU

Caio Oliveira D'Elia; Márcia Uchoa de Rezende; Alexandre Carneiro Bitar; Nelson Tatsui; José Ricardo Pécora; Gilberto Luis Camanho

Rev Bras Ortop. 2009;44(6):508-512 - Artigo Original
Objetivo: O presente estudo procurou avaliar a aplicação do plasma rico em plaquetas associado ao aspirado de medular óssea como substituto ósseo ao enxerto autólogo do ilíaco nas osteotomias tibiais proximais de cunha de adição medial (OTCAM). Métodos: Foram estudados 25 pacientes submetidos a OTCAM divididos de forma randomizada em dois grupos, grupo ilíaco, 14 pacientes submetidos a OTCAM nos quais se utilizou o enxerto autólogo do ilíaco para preencher o sitio da osteotomia, grupo PRP, 11 pacientes submetidos a OTCAM nos quais se utilizou um composto formado por plasma rico em plaquetas associado ao aspirado de medular ósseo para preencher o sitio da osteotomia. Foram avaliados o sangramento (variação dos níveis de hemoglobina e hematócrito) e a dor (escala visual analógica -EVA), comparando os grupos em relação a essas variáveis. Resultados: Não foram observadas diferenças entre os grupos no que se refere à variação dos níveis de hemoglobina (p = 0,820) e hematócrito (p = 0,323). Os grupos não foram diferentes em relação à intensidade da dor segundo a EVA (p = 0,538). Conclusão: O uso do PRP associado ao aspirado de medular óssea nas OTCAM não demonstrou vantagem sobre a utilização do enxerto autólogo do ilíaco no que se refere a dor e sangramento. Descritores - Plasma rico em plaquetas; Osteotomia; Tíbia; Substitutos ósseos.

Coalizão tarsal em pé cavo varo

LUIZ CARLOS R. LARA; NELSON FRANCO FILHO; MARCOS SARQUISUDE; JÚLIO CÉSAR DI SICCO

Rev Bras Ortop. 1995;30(6):- - Relato de Caso
Os autores apresentam três casos de coalizões tarsais subtalares em pacientes jovens, com pés cavos varos dolorosos. Chamam a atenção para o fato de que esta deformidade clínica dos pés não é habitualmente encontrada nas coalizões tarsais.

O sistema convencional de placa e parafusos na osteotomia tibial alta em cunha de abertura medial é suficientemente estável? Um estudo retrospectivo

Rodrigo Salim; Fabricio Fogagnolo; Mauricio Martins Perina; Ugo Messas Rubio; Mauricio Kfuri Junior

Rev Bras Ortop. 2017;52(5):549-554 - Artigo Original
    Objetivo: A osteotomia em cunha de abertura da tíbia proximal é um procedimento amplamente feito para o tratamento da gonartrose medial em pacientes ativos e na presença de mau alinhamento em varo do membro inferior. O método de fixação é controverso e o uso de implantes convencionais foi substituído pelo uso de implantes com parafusos de bloqueio mais modernos. O objetivo do presente estudo clínico foi avaliar a manutenção da correção feita nos casos em que a fixação foi feita com implantes convencionais. Métodos: Este estudo retrospectivo incluiu 51 pacientes submetidos a osteotomia tibial alta em cunha de abertura em que a fixação foi feita com implantes convencionais (placa de DCP de 4,5 mm e parafusos não bloqueados). Os achados radiológicos referentes à altura da patela, à inclinação tibial e à correção do varo no pós-operatório imediato e após consolidação foram analisados para avaliar a manutenção da correção obtida pela osteotomia. Resultados: A perda de ângulo de correção média, calculada pela diferença entre o ângulo de correção no pós-operatório imediato e após a consolidação, foi de 0,92? ± 0,9?. Além disso, alterações na altura patelar, avaliadas pelo método de Blackburne-Peel, e na inclinação sagital do platô tibial não foram significativas ou clinicamente relevantes. Conclusão: O uso de placas e parafusos convencionais é uma opção viável na fixação da osteotomia tibial alta em cunha de abertura, pois proporciona estabilidade suficiente para manter a correção obtida até a consolidação, sem alterações significativas.

Fraturas femorais associadas com artroplastia do quadril *

BERNARDO TOBO MEDINA; EMÍLIO FREITAS; JORGE LUÍS PENEDO; FERNANDO PINA CABRAL; PAULO CÉSAR RONDINELLI

Rev Bras Ortop. 1994;29(6):- - Artigo Original
Os autores relatam as características de apresentação, o tratamento e o resultado funcional de 13 pacientes que sofreram fraturas ipsilaterais do fêmur no pósoperatório de artroplastia do quadril em um período de oito anos. Doze pacientes foram tratados com cirurgia e um paciente recebeu tratamento conservador. Houve 77% de resultados satisfatórios e 23% de resultados insatisfatórios. O tempo médio de seguimento foi de 43 meses. Concluem os autores que o tratamento cirúrgico com redução aberta, fixação interna, enxertia óssea e revisão - nos casos de afrouxamento -oferece a melhor opção para o manuseio destes pacientes, criando estabilidade que permite mobilização precoce e bons resultados por longo prazo.

Técnica radiográfica de estresse em varo bilateral simultâneo*

Felipe Moreira Borges; Jacqueline Vieira de Castro; Nicholas Kennedy; Marcio Balbinotti Ferrari; Joao Luiz Ellera Gomes

Rev Bras Ortop. 2019;54(1):104-107 - Nota Técnica

As radiografias de estresse em varo são descritas como uma técnica efetiva e econômica de diagnóstico e tomada de decisão em lesões laterais do joelho, tanto no contexto agudo quanto crônico. A abertura do compartimento lateral varia de acordo com o número de estruturas danificadas, ajudando a diferenciar lesões isoladas do ligamento colateral fibular das lesões do canto posterolateral de grau III. A técnica convencional exige que o médico ou outro profissional de saúde aplique estresse em varo manual ao obter a radiografia em um joelho de cada vez. O presente estudo teve como objetivo descrever, em detalhes, o método preferido dos autores para avaliar a abertura do compartimento lateral em ambos os joelhos simultaneamente, o que também evita a necessidade da presença do examinador na sala de imagem.


Palavras-chave: joelho; fraturas; estresse; radiografia

Correção de deformidade angular dos membros inferiores pela técnica de agrafagem. Geno valgo *

ROBERTO GUARNIERO; CARLOS AUGUSTO MALHEIROS LUZO; EDUARDO CARDENAS ARENA; TOMÁS PUGA LEIVAS

Rev Bras Ortop. 1994;29(1/2):- - Artigo Original
Os autores apresentam o resultado do tratamento do geno valgo pelo bloqueio epifisário temporário, por agrafagem, Segundo a técnica descrita por Blount. São estudadas 41 operações realizadas em 26 pacientes do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo tratados no período de 1972 a 1992. No trabalho, é apresentada a técnica operatória utilizada. São avaliados o ângulo tibiofemoral pré e pós-operatoriamente e correlacionado o grau de correção obtida com o sexo e a idade dos pacientes. Os autores concluem, em face dos resultados obtidos, que o método tem boa indicação para a correção do geno valgo, desde que o paciente ainda apresente potencial de crescimento; a velocidade de correção é mais rápida nos pacientes do sexo feminino, no grupo estudado. A técnica operatória apresentou poucas complicações, não sendo observadas infecções pós-operatórias; em três pacientes (um paciente com operação nos dois joelhos) não foi obtida a correção desejada, sendo necessária, posteriormente, a correção por osteotomia.

PREVALÊNCIA DAS LESÕES ASSOCIADAS NA LUXAÇÃO RECIDIVANTE TRAUMÁTICA DO OMBRO

Oreste Lemos Carrazzone; Marcel Jun Sugawara Tamaoki; Luiz Felipe Morlin Ambra; Nicola Archetti Neto; Marcelo Hide Matsumoto; João Carlos Belloti

Rev Bras Ortop. 2011;46(3):281-287 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a prevalência das lesões associadas à instabilidade anterior traumática do ombro e a relação entre o número de episódios e o tempo do início dos sintomas com a prevalência destas lesões. Método: Foram selecionados 57 pacientes com instabilidade anterior traumática do ombro, entre 18 e 40 anos, com mais de um episódio de luxação do ombro e com no mínimo, seis meses da primeira luxação, que necessitaram de cirurgia para tratamento da instabilidade. Foi realizada inspeção artroscópica em todos os pacientes para avaliação das lesões associadas. Resultados: Foi avaliada a prevalência das lesões, sendo a lesão de Bankart a mais prevalente seguida pela lesão de Hill-Sachs e as lesões do manguito rotador as menos prevalentes. Não houve correlação comparando o número de episódios de luxação com a prevalência de lesões associadas. Já em relação ao tempo de sintomas, os pacientes com maior tempo de sintomas tiveram menos lesão de Hill-Sachs. Conclusão: Não foi possível afirmar que, em pacientes com instabilidade crônica do ombro, as lesões associadas aumentam com o tempo de sintomas ou com o número de episódios de luxação.Descritores - Luxação do Ombro/complicações; Instabilidade Articular/complicações; Artroscopia

Correlação entre a classificação radiográfica de Ahlbäck e o estado de conservação do ligamento cruzado anterior em gonartrose primária

Glaucus Cajaty Martins,; Gilberto Luis Camanho; Leonardo Marcolino Ayres; Eduardo Soares de Oliveiras

Rev Bras Ortop. 2017;52(1):69-74 - Artigo Original
    Objetivo: Correlacionar a classificação radiográfica de Alhbäck com o estado de conservação do ligamento cruzado anterior (LCA). Métodos: Avaliados 85 pacientes (89 joelhos) submetidos à artroplastia total de joelho por osteoartrose primária. Foram 16 homens e 69 mulheres com média de 69,79 anos (53 a 87). A osteoartrose foi subdividida em cinco graus de acordo com a classificação radiográfica de Ahlbäck. O LCA foi avaliado na cirurgia como presente ou ausente. Foi feita a correlação entre o estado do LCA e a classificação de Ahlbäck. Foi também analisada a correlação entre o estado do LCA e os parâmetros idade, sexo, angulação tibiofemoral (varo-valgo). Resultados: Nos casos de joelho varo, foi observada uma correlação entre os graus I até III e a presença do LCA em 41/47 (86,7%) casos, bem como entre a ausência do LCA e os graus IV e V em 15/17 (88,2%) casos (p < 0,0001). Por outro lado, nos casos de joelho valgo não houve relação estatisticamente significante entre a presença ou ausência do LCA e a classificação de Ahlbäck. Nesta série, foi observado que a ausência do LCA foi mais comum entre os homens 9/17 (52%) do que em mulheres 19/72 (26%). Conclusões: Nos casos de gonartrose do compartimento medial, a classificação de Ahlbäck é parâmetro confiável para prever a condição do LCA (presente ou ausente). Nos casos de gonartrose em genu valgo não se observou correlação entre a classificação de Ahlbäck e a condição do LCA.

FRATURAS DO PLANALTO TIBIAL

Maurício Kfuri Júnior; Fabrício Fogagnolo; Rogério Carneiro Bitar; Rafael Lara Freitas; Rodrigo Salim; Cleber Antonio Jansen Paccola

Rev Bras Ortop. 2009;44(6):468-474 - Atualização
As fraturas do planalto tibial são lesões articulares cujos princípios de tratamento envolvem a redução anatômica da superfície articular e a restauração funcional do eixo mecânico do membro inferior. Contribuem para a tomada de decisões no tratamento dessas fraturas o perfil do paciente, as condições do envelope de tecidos moles, a existência de outros traumatismos associados e a infraestrutura disponível para abordagens cirúrgicas. Para as fraturas de alta energia, o tratamento estagiado, seguindo o princípio do controle de danos, tem como prioridade a manutenção do alinhamento do membro enquanto se aguarda a resolução das más condições de tecidos moles. Já nos traumas de baixa energia, desde que os tecidos moles não sejam um fator adverso, o tratamento deve ser realizado em tempo único, com osteossíntese definitiva. Fixação estável e movimento precoce são variáveis diretamente relacionadas com os melhores prognósticos. Desenvolvimentos recentes, como os implantes com estabilidade angular, substitutos ósseos e imagens tridimensionais para controle intraoperatório, deverão contribuir para cirurgias menos invasivas e melhores resultados. Descritores - Fraturas da tíbia; Diagnóstico; Tratamento.

Crescimento circunferencial das epífises ósseas de fetos humanos: o papel da zona de Ranvier*

GUSTAVO DA ROCHA VELLOSO

Rev Bras Ortop. 1999;34(4):- - Artigo Original
O estudo do crescimento circunferencial ou em espessura da região epifisária dos ossos longos tem apresentado alguma controvérsia desde que Ranvier descreveu, em 1873, uma estrutura celular capaz de contribuir para tal crescimento. No presente estudo foi observado o desenvolvimento celular da zona de Ranvier em relação à placa epifisária, à condroepífise e ao anel de Lacroix, em rudimentos ósseos de 40 fetos humanos, entre 8ª e a 24ª semana de pós-concepção, medindo entre 20mm e 230mm de distância craniofetal. Observou-se que a zona de Ranvier é constituída de três agrupamentos celulares distintos e inicia seu desenvolvimento em torno da 9ª semana, com o aparecimento da primeira estrutura ou anel de Lacroix. Ao alcançar a 12ª semana, a zona de Ranvier já apresenta dois outros agrupamentos celulares: o das células densamente aglomeradas, situado do lado oposto ao da placa epifisária de crescimento, e o das células pouco aglomeradas, situado na extremidade proximal da camada de La-croix. O crescimento linear dos grupos celulares estendese até o comprimento de 230mm, em torno 24ª semana, quando diminui em relação à placa epifisária e à condroepífise. Nessa fase, os componentes cartilaginosos da zona de células pouco aglomeradas não se distinguem com precisão daqueles componentes cartilaginosos da zona lateral da placa epifisária. Conclui-se, pois, que a zona de Ranvier é originária da placa epifisária e contribui para o processo do crescimento transversal dos ossos.

Prevenção de cúbito varo e cúbito valgo na fratura supracondiliana do úmero*

GOTTFRIED KÖBERLE

Rev Bras Ortop. 2003;38(10):- - Artigo Original
Num levantamento retrospectivo de 50 casos de fratura supracondiliana do úmero com desvio, em crianças, foi estudada a incidência e causa de cúbito varo e valgo residuais. Foi medido o ângulo de Baumann nas radiografias iniciais e finais. Houve um alto índice de deformidade residual em varo, quando o desvio inicial é para medial e varo e o antebraço é imobilizado em supinação. Por outro lado, as casos com desvio inicial para lateral e valgo, quando mantidos com o antebraço em supinação, deram um bom índice de bons resultados; apareceram deformidades residuais em valgo, quando imobilizados em pronação. Estabeleceu-se que, em casos de desvio inicial medial e varo, o antebraço deve ser imobilizado em pronação e nos casos de desvio inicial para lateral e valgo usa-se a posição de supinação. Nos casos de desvios mistos o número de fraturas foi insuficiente para estabelecer regras. São analisados ainda o mecanismo de ação da posição do antebraço e da `dobradiça` periostal.

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