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Busca por: Artroplastia de substituição; Recuperação de função fisiológica; Amplitude de movimento articular; Resultado do tratamentor

Avaliação de utilidade e acurácia de aplicativo móvel no planejamento de artroplastias totais do joelho

João Bosco Sales Nogueira; Abrahão Cavalcante Gomes de Souza Carvalho; Edgar Marçal de Barros Filho; Leonardo Heráclio do Carmo Araújo; Marcelo José Cortez Bezerra; Marco Kawamura Demange

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):142-150 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar a utilidade de aplicativo no planejamento de artroplastias totais do joelho (ATJ), além da acurácia em relação à aferição do ângulo anatômico-mecânico femoral (AAMF), e comparar o tempo dispendido no planejamento de ATJ através da forma manual e do aplicativo.
MÉTODOS: Uma equipe interdisciplinar das áreas de saúde e ciências da computação estabeleceu um fluxo de atividades, a fim de desenvolver um aplicativo. Após desenvolvido, 24 médicos participaram de um teste de utilidade desse. Cada usuário planejou uma cirurgia de ATJ, inicialmente, de forma convencional e, posteriormente, através do aplicativo. Foram coletados dados de aferição do AAMF e do tempo dispendido durante o planejamento entre as duas formas. Os testes de Mann-Whitney e Wilcoxon foram usados para avaliar a significância estatística entre os resultados de medição de ângulo e tempo.
RESULTADOS: Os usuários julgaram importantes a aferição do AAMF e o traçado de linhas de corte ósseo ortogonais aos eixos mecânicos, no âmbito do planejamento de ATJ. Também avaliaram que o aplicativo poderia ser útil para cirurgiões em formação e especialistas. Não houve diferença estatisticamente significante entre o AAMF aferido através do aplicativo e da forma convencional. O tempo de planejamento foi menor quando o aplicativo foi usado (39% do tempo gasto pela forma manual).
CONCLUSÕES: O aplicativo evidenciou-se útil no contexto de planejamento de ATJ, mostrou-se acurado quanto à medição do AAMF. Foi capaz de diminuir em mais da metade o tempo de planejamento, mostrou-se, mesmo assim, confiável quanto à medição do AAMF.


Palavras-chave: Aplicativos móveis; Artroplastia do joelho; Tempo de cirurgia.

Artroplastia de joelho com implante constrito e rotatório: uma opção para casos complexos primários e de revisão

Camilo Partezani Helito; Pedro Nogueira Giglio; Camila Maftoum Cavalheiro; Riccardo Gomes Gobbi; Marco Kawamura Demange; Gilberto Luis Camanho

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):151-157 - Artigo Original

OBJETIVO: Apresentar as indicações, os aspectos técnicos e os resultados iniciais dos primeiros casos do uso do implante constrito Endo-Model® no Brasil.
MÉTODOS: Foi conduzido um estudo prospectivo que incluiu nove pacientes submetidos a artroplastia total de joelho, seis primárias e três revisões, exclusivamente com o implante Endo-Model®. Esses pacientes foram acompanhados por uma média de 12 meses e avaliados com os escores funcionais do Knee Injury and Osteoarthritis Outcome Score (KOOS), Knee Society Score (KSS) e escala visual analógica de dor (EVA).
RESULTADOS: Todos os escores avaliados apresentaram melhorias estatisticamente significantes em todos os pacientes. Somente uma complicação pós-operatória foi observada (apraxia do nervo fibular), sem necessidade de revisão da cirurgia.
CONCLUSÃO: O uso de implante em dobradiça rotatória em artroplastia de joelho é uma nova opção para casos complexos com instabilidade grave no Brasil, com resultados iniciais satisfatórios.


Palavras-chave: Artroplastia do joelho; Articulação do joelho; Amplitude de movimento articular; Instabilidade articular; Prótese do joelho.

Reconstrução da membrana interóssea do antebraço no tratamento da instabilidade da articulação da radioulnar distal

Marcio Aurélio Aita; Ricardo Carvalho Mallozi; Willian Ozaki; Douglas Hideo Ikeuti; Daniel Alexandre Pereira Consoni; Gustavo Mantovanni Ruggiero

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):184-191 - Artigo Original

OBJETIVOS: Mensurar a qualidade de vida e os resultados clínico-funcionais dos pacientes submetidos à reconstrução ligamentar de membrana interóssea (MIO) do antebraço com o uso do braquioestilorradial (BR) e descrever uma nova técnica cirúrgica.
MÉTODO: De janeiro de 2013 a setembro de 2016, 24 pacientes com lesão longitudinal da articulação radioulnar distal (ARUD) foram submetidos ao tratamento cirúrgico de reconstrução da porção distal da membrana interóssea ou distal oblique band (DOB). Foram analisados os parâmetros clínico-funcionais e radiográficos e descritos as complicações e o tempo de retorno ao trabalho.
RESULTADOS: O tempo de seguimento foi de 20 meses [6-36]. A ADM foi em média 167,92° (93,29% do lado normal). A VAS foi 2/10 [1-6]. O DASH foi de 5,63/100 [1-18]. O tempo de retorno ao trabalho foi de 7,37 meses [3-12]. Quanto às complicações, um paciente evoluiu com instabilidade da ARUD e foi submetido a nova reconstrução pela técnica de Brian-Adams. Evoluiu com melhoria funcional e retornou às atividades profissionais. Outros três pacientes evoluíram com problemas ao redor do fio de Kirschner transverso à ARUD e foram tratados com a remoção desse, todos evoluíram bem.
CONCLUSÃO: A nova abordagem apresentada neste estudo demonstrou-se segura e eficaz no tratamento da instabilidade longitudinal da ARUD, já que apresentou baixa taxa de complicações, bem como resultados radiográficos, clínicos e funcionais satisfatórios, o que melhorou a qualidade de vida desses pacientes.


Palavras-chave: Traumatismos do antebraço/cirurgia; Amplitude de movimento articular; Instabilidade articular; Membranas/lesões; Ligamentos articulares.

Luxações congênitas altas da anca no adulto - Artroplastia e resultados funcionais

Diogo Lino Moura; António Figueiredo

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):226-235 - Artigo Original

OBJETIVO: Estudo retrospectivo sobre a experiência dos autores no uso de artroplastias para o tratamento de luxações congênitas altas da anca.
MÉTODOS: Amostra com 11 luxações congênitas altas da anca (Hartofilakidis tipo C) verificadas em sete pacientes, que foram submetidos a artroplastia da anca pelo mesmo cirurgião com a mesma técnica cirúrgica. O tempo de seguimento médio foi de 4,32 ± 2,67 anos (mínimo um ano) e todos os pacientes foram avaliados pelo mesmo médico.
RESULTADOS: Todas as próteses tiveram fixação não cimentada, usaram-se cúpulas acetabulares aparafusadas, hastes femorais cônicas e par articular metal-polietileno. Em todos os pacientes foram efetuadas osteotomias de encurtamento femoral no nível subtrocantérico ou supracondiliano. O Harris Hip Score médio no momento da última avaliação clínica foi de 88,55 ± 4,50 (intervalo 81-94). O tempo de duração da luxação alta da anca (42,91 ± 14,59 anos, intervalo 19-68) demonstrou uma correlação inversa significativa com o Harris Hip Score (r = 0,80; p = 0,003). Todos os pacientes relataram alívio importante das queixas álgicas e todos são capazes de deambular sem qualquer apoio exterior. Nas luxações unilaterais, conseguiu-se correção completa da dismetria e nas bilaterais, membros isométricos em todos os pacientes. Todas as osteotomias consolidaram em tempo médio de 3,27 ± 0,47 meses. Verificaram-se complicações em 18,18% da amostra: uma fratura iatrogênica intraoperatória do grande trocânter e uma neuropráxia transitória do ciático.
CONCLUSÃO: Apesar de ser uma cirurgia exigente e com elevado índice de complicações relatado, a artroplastia da anca na luxação congênita alta, quando devidamente indicada e tecnicamente bem executada, permite melhorar a funcionalidade e qualidade de vida dos pacientes.


Palavras-chave: Luxação congênita de anca; Artroplastia de anca; Articulação da anca; Adulto; Osteotomia.

Uso de drenos de sucção fechada após artroplastia total de quadril primária: um estudo prospectivo, randomizado e controlado

Lorenzo Fagotti; Leandro Ejnisman; Helder de Souza Miyahara; Henrique de Melo Campos Gurgel; Alberto Tesconi Croci; Jose Ricardo Negreiros Vicente

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):236-243 - Artigo Original

OBJETIVO: Investigar o uso de drenos em uma população controlada de pacientes com osteoartrose do quadril submetidos a artroplastia total de quadril primária.
MÉTODOS: Este estudo prospectivo controlado avaliou 93 pacientes randomizados em dois grupos: um grupo no qual se usaram drenos e um grupo no qual não se usaram drenos. Os pacientes randomizados para o grupo com drenos usaram dreno de 3,2 mm, colocado sob a fáscia e mantido por 24 horas. As avaliações pós-operatórias foram feitas após 24 horas e três, seis e 12 semanas após a artroplastia total de quadril. O desfecho primário foi perda sanguínea perioperatória em ambos os grupos 24 horas após a artroplastia total de quadril. Os demais parâmetros avaliados foram circunferência do meio da coxa, taxa de transfusão de sangue, hematócrito, níveis séricos inflamatórios e Harris Hip Score.
RESULTADOS: Os dados clínicos e laboratoriais não indicaram diferenças entre os grupos de estudo quanto à perda de sangue e necessidade de transfusão de sangue, tempo de internação hospitalar, taxa de reoperação, complicações, marcadores séricos inflamatórios e Harris Hip Score. Os pacientes que não usaram drenos de sucção fechada relataram maiores níveis de dor após 24 horas (EVA 1 vs. 2, p < 0,01).
CONCLUSÃO: Encontramos resultados clínicos e laboratoriais semelhantes em ambas as coortes.


Palavras-chave: Artroplastia de quadril; Sucção; Drenagem; Perda sanguínea cirúrgica.

Fraturas-luxações posteriores do úmero proximal em quatro partes: avaliação clínico-funcional do tratamento por osteossíntese

Carla Teresa Barbosa de Oliveira; Elpídio da Graça; Vânia Aparecida Fanelli

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):350-356 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar os pacientes com diagnóstico de fratura-luxação posterior da extremidade proximal do úmero em quatro partes que foram tratados cirurgicamente com osteossínteses, do ponto de vista clínico e funcional.
MÉTODOS Estudo observacional prospectivo de oito pacientes de um mesmo serviço de ortopedia e traumatologia do interior do Estado de São Paulo, por meio de entrevistas individuais, com os scores internacionais de UCLA, DASH e Constant. Mediram-se os movimentos ativos incluídos nos scores e a amplitude de movimentos do membro acometido e do não acometido. Solicitaram-se radiografias do ombro acometido para verificar as condições ósseas e de fixação dos materiais de síntese.
RESULTADOS A avaliação de oito pacientes por meio dos scores usados indicou que sete apresentaram uma boa evolução clinico-funcional do membro acometido, ou seja, 87,5% dos avaliados.
CONCLUSÃO O tratamento cirúrgico com osteossínteses feito no período agudo (< quatro semanas) apresenta bons resultados na maioria dos casos.


Palavras-chave: Fraturas do úmero; Luxação do ombro; Fixação interna de fraturas.

Dissociação traumática do inserto tibial com ruptura do tendão patelar após artroplastia total do joelho com a prótese Genesis II de alta flexibilidade e estabilização posterior

Sanjay Agarwala; Mayank Vijayvargiya

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):632-635 - Relato de Caso

Os autores relatam o primeiro caso de dissociação tardia traumática do inserto de polietileno com ruptura do tendão patelar após artroplastia total do joelho, com o uso de uma prótese Genesis II de alta flexibilidade e estabilização posterior, em paciente com 60 anos com doença de Parkinson. A luxação do inserto plástico tem sido mais comumente descrita em ATJs com suporte de carga móvel e que pouparam o ligamento cruzado. Até o presente, foram descritos apenas quatro casos de dissociação dos insertos de polietileno em próteses de suporte fixo e alta flexibilidade. Este relato de caso abre caminho para a compreensão das potenciais causas de dissociação inserto de polietileno e sua conduta.


Palavras-chave: Artroplastia; Substituição; Joelho; Prótese de joelho; Articulação do joelho; Desenho da prótese; Sexo feminino.

Reconstrução do tendão distal do bíceps com enxerto de semitendíneo: descrição da técnica

Leandro Masini Ribeiro; Jose Inacio de Almeida; Paulo Santoro Belangero; Alberto de Castro Pochini; Carlos Vicente Andreoli; Benno Ejnisman

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):651-655 - Nota Técnica

As rupturas distais do bíceps são raras quando comparadas com as rupturas proximais, têm epidemiologia e mecanismo de trauma diferentes. Não apresentam uma fisiopatologia exata; entretanto, a zona hipovascular na inserção distal e o impacto mecânico durante o movimento devem ser considerados fatores importantes. O tratamento cirúrgico dos casos crônicos apresenta pior prognóstico pelo encurtamento muscular com retração do tendão, dificulta a reparação anatômica da lesão, deve ser considerado o uso de enxertos para sua reconstrução. Este é um estudo prospectivo, envolve quatro pacientes com lesão crônica do bíceps distal. Os tendões foram reconstruídos com enxerto autólogo do tendão semitendíneo do joelho ipsilateral e fixado na tuberosidade do rádio com auxilio de duas âncoras. A técnica cirúrgica mostrou-se um procedimento simples e viável para reconstrução das rupturas crônicas do bíceps distal.


Palavras-chave: Cotovelo/lesões; Ruptura; Procedimentos cirúrgicos reconstrutivos; Resultado de tratamento.

Acesso iliofemoral modificado para revisão de componente acetabular intrapélvico – nota técnica

José Ricardo Negreiros Vicente; Helder de Souza Miyahara; Leandro Ejnisman; Bruno de Biase Souza; Henrique Melo Gurgel; Alberto Tesconi Croci

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):656-659 - Nota Técnica

Entre os padrões de osteólise acetabular associados às solturas acetabulares, os autores destacam como de maior gravidade a dissociação pélvica e as perdas segmentares mediais nas quais a lâmina quadrilátera está gravemente acometida. Tais lesões são potencialmente letais em casos de lesão vascular de grande porte. O objetivo desta nota foi descrever um acesso iliofemoral modificado quando há migração intrapélvica maciça do componente acetabular em pacientes com proximidade total do feixe vascular ilíaco e ausência de plano demarcatório anatômico entre o conteúdo migrado e o feixe ilíaco. Esse acesso foi feito em 12 pacientes de 21 que apresentavam tais critérios.

Palavras-chave: Artroplastia de quadril; Articulação do quadril; Acetábulo.

Avaliação clínica e funcional de pacientes submetidos a artroplastia reversa com seguimento mínimo de um ano

Flávio de Oliveira França; José Marcio Alves Freitas; Pedro Couto Godinho; Dermerson Martins Gonçalves; Tertuliano Vieira; Ulisses Silva Pereira

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):714-720 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar os resultados clínicos e funcionais de pacientes submetidos a artroplastia reversa com seguimento mínimo de um ano.
MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente 22 pacientes submetidos a artroplastia reversa de ombro pelo grupo de cirurgia e reabilitação de ombro da nossa instituição com análise pré e pós-operatória de exames de imagem, escala analógica da dor, amplitude de movimento e escala funcional ASES.
RESULTADOS: Dos 19 (86,3%) pacientes que apresentavam ASES pré-operatória classificada como péssimo/ruim, 11 (57,9%) evoluíram para bom/excelente após a intervenção, apresentaram melhoria da função, saíram de uma escala ASES pré-operatória média de 22 (±18,8) para uma pós-operatória de 64,8 (± 27,7; p = 0,031). Quanto à dor, observou-se melhoria da escala analógica da dor, apresentaram média pré-operatória de 7,64 (1-10) e pós-operatória de 2,09 (0-7; p < 0,001). Em relação à mobilidade, dos 22 pacientes, 15 (68,2%) apresentavam pseudoparalisia pré-operatória; desses, dez (66,7%) passaram a apresentar elevação anterior ativa superior a 90° após artroplastia reversa. Por outro lado, os pacientes sem pseudoparalisia não apresentaram ganho significativo de amplitude de movimento (p = 0,002). Foi observado ganho de elevação anterior ativa, com média pré-operatória de 76° (0-160°) e pós-operatória de 111° (0-160°; p = 0,002).
CONCLUSÃO: Apesar de ser um procedimento relativamente novo no Brasil, a artroplastia reversa de ombro pode ser usada com eficácia e segurança em pacientes que previamente apresentavam-se sem opções terapêuticas como artropatia do manguito rotador e revisões que proporcionam alívio de dor, melhoria da função e mobilidade do membro superior.


Palavras-chave: Artroplastia de substituição; Recuperação de função fisiológica; Amplitude de movimento articular; Resultado do tratamentor

Equilíbrio e qualidade de vida após artroplastia total de joelho

Daniel Araujo Fernandes; Lisiane Schilling Poeta; Cesar Antônio de Quadros Martins; Fernando de Lima; Francisco Rosa

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):747-753 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar o equilíbrio e a qualidade de vida em pacientes submetidos a artroplastia total do joelho por gonartrose primária.
MÉTODO: Pacientes com 60 anos ou mais foram avaliados em relação ao equilíbrio e à qualidade de vida antes da artroplastia total de joelho e seis meses após a cirurgia. Para avaliar o equilíbrio, foi usado o teste da Escala Motora para a Terceira Idade; para avaliar a qualidade de vida, foram usados os questionários Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis Index e Short Form Health Survey. Um grupo controle de indivíduos saudáveis, pareado por idade e gênero, foi usado para comparação dos níveis de equilíbrio do grupo em estudo após a cirurgia.
RESULTADOS: Completaram o estudo 28 pacientes, em 37 artroplastias. A média de idade foi de 70,18 ± 6,17 anos. Em todas as variáveis analisadas, observou-se significância estatística (p ≤ 0,05) para melhoria do equilíbrio e da qualidade de vida após a artroplastia. Observou-se que, após artroplastia do joelho, o nível de equilíbrio não alcança o nível esperado para indivíduos saudáveis (p ≤ 0,05).
CONCLUSÃO: A artroplastia total de joelho é capaz de melhorar o equilíbrio seis meses após a cirurgia, bem como todos os domínios da qualidade de vida. No entanto, não é capaz de restaurar o equilíbrio comparável àquele dos indivíduos saudáveis.


Palavras-chave: Artroplastia total do joelho; Equilíbrio postural; Idoso; Osteoartrite; Qualidade de vida

Avaliação do uso do ácido tranexâmico em artroplastia total do joelho

Mariana Diana Chaves de Almeida; Rodrigo Pires e Albuquerque; Guilherme Mathias Palhares; Juliana Patrícia Chaves de Almeida; João Mauricio Barretto; Naasson Cavanellas

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):761-767 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar a eficácia do ácido tranexâmico na redução do sangramento em pacientes submetidos a artroplastia total de joelho.
MÉTODOS: Foram randomizados 101 pacientes em dois grupos: grupo ácido tranexâmico (n = 51) e grupo placebo (n = 50). Os pacientes foram comparados nos quesitos redução da hemoglobina, perda sanguínea total estimada, débito do dreno e taxa de hemotransfusãopós-operatória.
RESULTADOS: Na comparação entre os grupos, observou-se diferença estatística (p < 0,05) nos seguintes parâmetros: redução da hemoglobina, redução do hematócrito, perda sanguínea estimada e débito do dreno. Todos os valores foram menores no grupo do ácido tranexâmico. Somente pacientes do grupo placebo necessitaram de hemotransfusão.
CONCLUSÃO: O uso de ácido tranexâmico intravenoso é eficaz para reduzir o sangramento dos pacientes submetidos a artroplastia total de joelho.


Palavras-chave: Ácido tranexâmico; Sangramento; Ortopedia; Artroplastia do joelho; Transfusão de sangue; Volume sanguíneo

Avaliação do resultado clínico e radiográfico das próteses de recapeamento de quadril após oito anos – estudo retrospectivo

Felipe Spinelli Bessa; Ronald Delgadillo Fuentes; Helder de Souza Miyahara; Alberto Tesconi Croci; Leandro Ejnisman; José Ricardo Negreiros Vicente

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):768-772 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar o resultado clínico e radiográfico dos pacientes submetidos à prótese de recapeamento de quadril para o tratamento da osteoartrose de quadril.
MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente 30 pacientes com coxartrose tratados com prótese de recapeamento de quadril entre 2005 e 2014. Foram incluídos no estudo pacientes de ambos os sexos portadores de osteoartrose de quadril avançada, primária ou secundária. Foram coletados dados sobre complicações pós-operatórias e necessidade de revisão da prótese. Foram feitas radiografias AP de bacia e perfil de quadril para classificação da osteólise segundo os critérios de Amstutz; os questionários do escore funcional de Lequèsne e do nível de atividade física do escore UCLA foram aplicados nos períodos pré e pós-operatórios.
RESULTADOS: Após um seguimento médio de oito anos, observou-se melhoria estatisticamente significativa entre as médias dos resultados pré e pós-operatórios de ambos os escores (p < 0,001). Entretanto, foi observada uma elevada taxa de revisão das próteses (20%), correlacionada ao tamanho do componente femoral usado e à falha na técnica cirúrgica.
CONCLUSÃO: A prótese de resurfacing de quadril pode proporcionar bons resultados, com a técnica adequada, em pacientes selecionados.


Palavras-chave: Osteoartrite; Prótese de quadril; Artroplastia de quadril; Falha de próteses

Efeito do tratamento cirúrgico sobre a qualidade de vida em pacientes com necrose avascular não traumática da cabeça femoral

Mohammad Reza Abbas-Zadeh; Ali Azizi; Leila Abbas-Zadeh; Farhad Amirian

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):773-777 - Artigo Original

OBJETIVO: A necrose avascular do quadril é uma doença debilitante comum durante a quarta e quinta décadas de vida. O presente estudo tentou avaliar a qualidade de vida em pacientes com necrose avascular da articulação do quadril antes e após a cirurgia.
MÉTODOS: Entre 2006 e 2013, o estudo avaliou 40 pacientes com necrose avascular do quadril que foram submetidos a artroplastia total do quadril, cirurgia bipolar ou descompressão do núcleo. O Harris Hip Score foi empregado para avaliar a função da articulação do quadril e a qualidade de vida antes e após a cirurgia. Os escores médios e o desvio padrão foram usados para descrever dados para variáveis quantitativas, enquanto a porcentagem de frequência foi usada para descrever variáveis qualitativas. Além disso, os dados foram analisados com o SPSS v.19 e o teste t pareado; p < 0,05 foi considerado significativo.
RESULTADOS: Este estudo envolveu 40 indivíduos com média de 32 ± 7,38 anos, variação de 21 a 45. Os escores médios no Harris Hip Score para pacientes antes e após a cirurgia foram 20,36 e 96,15, respectivamente, apresentaram diferença estatisticamente significante (p < 0,001). Diferenças significativas (p < 0,001) foram observadas na atividade média do paciente antes e após a cirurgia (8,9 e 44,2, respectivamente), sem deformidade (1,6 e 3,9) e movimento (3,6 e 4,9). Além disso, 80% dos pacientes não sentiram dor nas articulações do quadril seis meses após a cirurgia, enquanto 92,5% dos pacientes não usaram dispositivo auxiliar para deambulação.
CONCLUSÕES: Os resultados do presente estudo demonstraram que a cirurgia contribui substancialmente para aliviar a dor e melhorar em curto prazo a função do quadril em pacientes com osteonecrose da articulação do quadril.


Palavras-chave: Necrose da cabeça do fêmur; Artroplastia de quadril; Qualidade de vida

Resultados clínicos e de imagem da abordagem da lesão de Hill-Sachs pela técnica de remplissage na instabilidade anterior do ombro*

Flávio de Oliveira França; André Couto Godinho; Diego Pedrosa Capitol Carneiro Leal; Mateus Matos Mantovani; Rafael Rodrigues Frazão; Ricardo Ferreira Mariz

Rev Bras Ortop. 2019;54(1):13-19 - Artigo Original

OBJETIVOS Avaliar o resultado funcional da técnica de remplissage, a cicatrização da capsulotenodese do tendão infraespinal no defeito de Hill-Sachs, o grau de infiltração gordurosa do músculo infraespinal e sua força de rotação lateral no pós-operatório.
MÉTODO Foram avaliados 25 pacientes com luxação anterior recidivante do ombro e lesão de Hill-Sachs comíndice de Hardy maior do que 20%, submetidos à técnica artroscópica de remplissage com seguimento mínimo de um ano. Os pacientes foram submetidos a avaliação clínica (escores funcionais deCarter-RoweeWalch-Duplay,medição de amplitude de movimento e força) e exame de ressonância magnética no ombro operado.
RESULTADOS Dos pacientes, 88% e 92% apresentaram resultados bons ou excelentes nas avaliações funcionais pelos escores de Carter-Rowe e Walch-Duplay, respectivamente. Identificou-se diferença média de 1 kg a menos de força do membro operado em relação ao contralateral (p < 0,001) e diferença média de 10ºem rotação lateral 1 e 2 (p < 0,001), novamente com o uso como referência do lado contralateral. Todos os pacientes submetidos a ressonância magnética apresentaram preenchimento de alto grau da lesão de Hill-Sachs pela capsulotenodese, assim como ausência ou mínima infiltração gordurosa no músculo infraespinal.
CONCLUSÃO A técnica de remplissage apresentou resultados bons/excelentes nos escores funcionais, apesar da perda discreta de força e amplitude de rotação lateral com significância estatística. Foram observados resultados excelentes quanto à cicatrização da capsulotenodese e ao preenchimento do defeito de Hill-Sachs.


Palavras-chave: ombro; instabilidade articular; recidiva; lesões de Bankart; artroscopia

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