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Busca por: Análise biomecânica da dupla fixação de enxerto tendinoso em tíbia porcina – uso de parafuso de interferência e agrafe

Análise biomecânica da dupla fixação de enxerto tendinoso em tíbia porcina – uso de parafuso de interferência e agrafe

Luis Antônio de Ridder Bauer; Hermes Augusto Agottani Alberti; Vitor Gustavo de Paiva Corotti; Ana Paula Gebert de Oliveira Franco; Edmar Stieven; Luiz Antônio Munhoz da Cunha

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):564-569 - Artigo Original

OBJETIVO: Comparar o comportamento mecânico da fixação tibial com parafuso de interferência versus parafuso de interferência com agrafe, em modelo animal.
MÉTODOS: Foram selecionadas 36 peças de joelho suíno e divididas em dois grupos: Grupo 1, fixação tibial com parafuso de interferência (n = 17) e Grupo 2, fixação com parafuso de interferência e agrafe (n = 19). Os modelos foram submetidos a teste de ciclo único de tração. Foram mensuradas as seguintes variáveis: medida da área de seção transversal do enxerto, ponto de falha nos 10 mm (F10), yield load (Fy) e rigidez.
RESULTADOS: Os valores médios de área de seção transversal do enxerto, F10, Fy, e rigidez não apresentaram diferenças significativas entre os grupos.
CONCLUSÃO: A adição de um segundo dispositivo de fixação ligamentar tibial tipo agrafe, complementar ao parafuso de interferência, não aumentou a segurança mecânica do sistema.


Palavras-chave: Ligamento cruzado anterior; Tíbia; Dispositivos de fixação ortopédica; Fenômenos biomecânicos; Tendões.

AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DOS COMPONENTES DE UM SISTEMA DE FIXAÇÃO INTRAMEDULAR BLOQUEADO PARA A TÍBIA

GERALDO ROCHA MOTTA FILHO; FERNANDO BALDY DOS REIS; HÉLIO JORGE FERNANDES; ENRICO JOSÉ GIORDANI; FLÁVIO FALOPPA

Rev Bras Ortop. 2004;39(8):- - Artigo Original
Um sistema para fixação intramedular bloqueado de fraturas da tíbia foi desenvolvido pelos autores. Seus componentes apresentam dois tipos de hastes, uma sólida e outra com uma fenda e dois tipos de parafusos, um de rosca total e outro de rosca parcial com 4,5mm de diâmetro. As hastes têm um encurvamento proximal de 10º e diâmetro de 8 a 13mm. Os orifícios de travamento proximal são oblíquos, dois distais são paralelos de medial para lateral e um terceiro, de anterior para posterior. O titânio foi o material escolhido para o manufaturamento dos implantes. Ensaios mecânicos foram realizados para avaliar a resistência à fadiga das hastes e parafusos utilizando-se uma máquina de testes, controlada por computador, MTS modelo 812, Test Star II (MTS Systems Corp., Minneapolis, Minnesota). As propriedades mecânicas de hastes com características diferentes foram avaliadas em compressão e flexão em quatro pontos. Os parafusos de travamento com diferentes comprimentos e com rosca total e parcial foram testados em compressão, flexão e torção. Os ensaios de compressão das hastes mostraram que a carga máxima e o limite elástico são inversamente proporcionais ao seu comprimento. O diâmetro é de significância decisiva para a resistência ao encurvamento, assim como o desenho e material utilizado. Os parafusos de rosca parcial apresentam maior resistência ao encurvamento, compressão e torção do que os de rosca total. Os resultados dos ensaios são comparáveis aos da literatura. Descritores - Fraturas da tíbia; fixação intramedular de fraturas; biomecânica; pinos ortopédicos; parafusos ósseos.

Reconstrução do ligamento cruzado anterior com enxerto quádruplo do semitendinoso e do grácil, com fixação com dupla placa

NISO BALSINI; NISO EDUARDO BALSINI

Rev Bras Ortop. 1996;31(2):- - Artigo Original
Os autores apresentam técnica de reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho utilizando enxerto quádruplo, sendo semitendinoso duplo e grácil duplo, com fixação com dupla placa, uma no fêmur e outra na tíbia, via endoscópica. Vantagens como incisões menores, diminuição da agressão cirúrgica, do sangramento, da dor e do custo são enfatizadas, tornando-a adequada para aplicação pelo sistema de cirurgia ambulatorial. A técnica evita complicações que podem ocorrer quando se utiliza o tendão patelar e o parafuso de interferência, que são citadas no decorrer do texto. Para os autores, utilizar tendões do mecanismo flexor do joelho é um dos grandes pontos desta técnica, evitando modificar a biomecânica da articulação da patela. Dezoito pacientes foram assim operados no Núcleo de Cirurgia do Joelho e Artroscopia de Joinville, des-de outubro de 1994 e apresentam até agora boa evolução e estabilidade.

ANÁLISE BIOMECÂNICA DE VARIÁVEIS RELACIONADAS À RESISTÊNCIA AO ARRANCAMENTO DOS PARAFUSOS DO SISTEMA DE FIXAÇÃO VERTEBRAL

RODRIGO CÉSAR ROSA; PATRÍCIA SILVA; ANTONIO CARLOS SHIMANO; JOSÉ BATISTA VOLPON; HELTON L. A. DEFINO; PHILIP SCHLEICHER; FRANK KANDZIORA

Rev Bras Ortop. 2008;43(7):293-299 - Artigo Original
Objetivo: Observar a influência do diâmetro do orifício-piloto nos diferentes modos de preparo: sonda de ponta romba, sonda de ponta cortante e broca, com o propósito de avaliar o nível de resistência ao arrancamento de parafusos com diâmetro diverso. Métodos: Parafusos de 5, 6 e 7mm foram inseridos nos corpos de prova de osso bovino. O orifício-piloto foi confeccionado por meio de sonda de ponta romba, sonda de ponta cortante e broca. O diâmetro da perfuração foi menor, igual e maior do que o diâmetro interno do parafuso. Após a inserção dos implantes, nos três diferentes diâmetros para cada modo de preparo do orifício-piloto, foram realizados os ensaios mecânicos de arrancamento. Os ensaios mecânicos realizados em máquina universal de ensaio Emic®, software Tesc 3.13, célula de carga de 2.000N, velocidade de aplicação de força de 2mm/min, pré-carga de 5N e tempo de acomodação de 10 segundos. A propriedade avaliada nos ensaios mecânicos foi a força máxima de arrancamento. Resultados: No grupo de parafusos de 5 e 6mm foi observado aumento na resistência ao arrancamento quando o diâmetro do orifício-piloto era menor que o diâmetro interno do parafuso em todos os modos de preparo (sonda de ponta romba, sonda de ponta cortante e broca). Não foi observada diferença estatística no grupo de parafusos de 7mm para todos os diâmetros de perfuração e modo de preparo do orifício-piloto. Conclusão: O diâmetro do orifício-piloto influencia a resistência ao arrancamento dos parafusos de sistema de fixação vertebral. A realização de orifíciopiloto de diâmetro maior que o diâmetro interno do parafuso reduz a resistência ao arrancamento do implante, independente do modo de preparo do orifício-piloto.Descritores - Coluna vertebral; Parafusos ósseos; Biomecânica; Procedimentos ortopédicos; Bovinos.

Análise biomecânica da fixação tibial transversa na reconstrução do ligamento cruzado anterior

Edmar Stieven Filho; Mariane Henseler Damaceno Mendes; Stephanie Claudino; Filipe Baracho; Paulo César Borges; Luiz Antonio Munhoz da Cunha

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):174-179 - Artigo Original
Objetivo: investigar se a fixação transversa tibial com parafuso femoral apresenta vantagensbiomecânicas sobre a fixação transversa femoral com parafuso tibial na reconstrução doligamento cruzado anterior (LCA).Método: foram usados como modelos de testes joelhos suínos e tendões extensores digitaisbovinos. Foram submetidos à reconstrução do LCA 28 joelhos: 14 foram fixados com parafusona tíbia e implante transverso no fêmur (grupo padrão) e 14 com parafuso no fêmur e fixaçãotransversa na tíbia (grupo invertido). Os modelos foram submetidos aos testes de tração.Resultados: não houve diferença estatisticamente significante na sobrevivência das técnicasno que tange a força, força máxima sem falha e tensão. Houve uma sobrevivência maior nogrupo padrão na comparação das curvas de tensão de limite elástico (p < 0,05).Conclusão: não há vantagem biomecânica da fixação transversa tibial com parafuso femo-ral em relação à fixação transversa femoral com parafuso tibial, observada em testes commodelos animais.

Análise biomecânica de dois tipos de fixação de fratura supracondiliana de úmero em modelo anatômico*

Marcos Ceita Nunes; Ticiano Dozza Posser; Charles Leonardo Israel; Leandro de Freitas Spinelli; Luis Gustavo Calieron; Jung Ho Kim

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):261-267 - Artigo Original

OBJETIVO Analisar através de ensaios mecânicos a estabilidade da fixação da fratura supracondiliana do úmero com dois fios de Kirschner, intramedular e lateral (Fi), comparada à fixação com dois fios laterais paralelos (FL) em modelos anatômicos, de forma a se definir qual configuração apresenta maior estabilidade.
MÉTODOS Foram utilizados como corpos de prova 72 úmeros sintéticos, os quais foram seccionados transversalmente para simular a fratura. Estes ossos foram divididos em dois grupos iguais e as fraturas fixadas com dois fios de Kirschner paralelos (FL) e com um fio lateral e outro intramedular (Fi). Então os corpos de prova foram submetidos aos testes de carga em estresse em uma máquina de ensaio universal, medidos em Newtons (N). Cada grupo foi subdividido em carga em varo, em valgo, em extensão, em flexão, em rotação externa e em rotação interna. A análise dos dados foi realizada comparando os subgrupos do grupo FL, com seus respectivos subgrupos do grupo Fi através do teste t bicaudal.
RESULTADOS O teste t bicaudal demonstrou que em 4 das 6 condições aplicadas não houve diferença estatística significativa entre os grupos (p > 0,05). Encontramos uma diferença significativa entre os grupos com carga em extensão com uma média das maiores forças no grupo FL de 19 N e no grupo Fi de 28,7 N (p = 0,004), e também entre os grupos com carga em flexão com a média de forças registradas no grupo FL de 17,1 N e no grupo Fi de 22,9 N (p = 0,01).
CONCLUSÃO A fixação com fio intramedular e um fio lateral para cargas em extensão e flexão apresenta maior estabilidade quando comparada com a fixação com dois fios laterais paralelos, sugerindo resultados clínicos no mínimo semelhantes.


Palavras-chave: fenômenos biomecânicos; epífises/lesões; fixação de fratura; fraturas do úmero.

ANÁLISE DA RESISTÊNCIA MECÂNICA DE FIXAÇÃO DE FRATURA DO COLO FEMORAL EM OSSO SINTÉTICO COM DHS E PARAFUSO ANTIROTATÓRIO

Anderson Freitas; Gustavo Melo Torres; André Cezar de Andrade de Mello e Souza; Rafael Almeida Maciel; Diogo Ranier de Macedo Souto; George Neri de Barros Ferreira

Rev Bras Ortop. 2014;49(6):586-592 - Artigo Original
Objetivo: Analisar estatisticamente resultados obtidos em ensaios biomecânicos de fixação de fratura do colo femoral tipo Pauwels III, em osso sintético, com o uso do sistema dinâmico do quadril (DHS) com parafuso antirrotatório vs um grupo controle.Métodos: Foram usados dez ossos sintéticos, de um fabricante nacional, do modelo C1010, divididos em dois grupos: teste e controle. No grupo teste foi feita fixação de osteotomia, com 70 ? de inclinação em nível de colo femoral, com o uso de DHS com parafuso antirrotatório. Avaliou-se a resistência dessa fixação e seu desvio rotacional em 5 mm de deslocamento (fase 1) e em 10 mm de deslocamento, considerado como falência da síntese (fase 2). No grupo controle, os modelos foram ensaiados em sua integridade até que ocorresse a fratura do colo femoral.Resultados: Os valores do ensaio no grupo teste na fase 1, nas amostras de 1 a 5, foram: 1.512 N, 1.439 N, 1.205 N, 1.251 N e 1.273 N, respectivamente (média = 1.336 N; desvio padrão [DP] = 132 N). Os desvios rotacionais foram: 4,90 ? ; 3,27 ? ; 2,62 ? ; 0,66 ? e 0,66 ? , respectivamente (média = 2,42 ? ; DP = 1,81 ? ). Na fase 2, obtivemos: 2.064 N, 1.895 N, 1.682 N, 1.713 N e 1.354 N, respectivamente (média = 1.742 N; DP = 265 N). Os valores da carga de falência no grupo controle foram: 1.544 N, 1.110 N, 1.359 N, 1.194 N e 1.437 N, respectivamente (média = 1.329 N; DP = 177 N). A análise estatística pelo teste de Mann-Whitney demonstrou que o grupo teste apresentou carga máxima, em 10 mm de deslocamento, significativamente maior do que a carga de falência do grupo controle (p = 0,047).Conclusão: A resistência mecânica do grupo teste foi significativamente superior à do grupo controle. Descritores - Fraturas do colo femoral Fixadores internos Biomecânica

AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA TENODESE ARTROSCÓPICA DO BÍCEPS, UTILIZANDO-SE PARAFUSO DE INTERFERÊNCIA BIOABSORVÍVEL

SÉRGIO LUIZ CHECCHIA; PEDRO DONEUX SANTOS; ALBERTO NAOKI MIYAZAKI; MARCELO FREGONEZE; LUCIANA ANDRADE DA SILVA; FLÁVIO SANTOS FERREIRA LEITE; CAIO ZAMBONI

Rev Bras Ortop. 2007;42(8):237-243 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os resultados obtidos com a realização da tenodese da cabeça longa do bíceps (CLB) pela técnica artroscópica, com a utilização de parafuso de interferência bioabsorvível - biotenodese Arthrex®. Métodos: Entre março de 2004 e abril de 2005, 16 ombros de 16 pacientes foram submetidos a tenodese da CLB com essa técnica. O seguimento mínimo foi de 12 meses, com média de 19,5 meses. A idade variou de 32 a 69 anos, com média de 56,1 anos. Houve predomínio do sexo masculino em 75% dos casos. O membro dominante foi acometido em 62,5% dos pacientes. Foi encontrada lesão parcial da CLB em 75% dos pacientes e instabilidade em 25%. Houve associação com lesão do manguito rotador (LMR) em 93,75% dos casos. A avaliação clínica foi feita por meio dos critérios da University of California at Los Angeles (UCLA). Resultados: Observamos excelentes resultados em todos os casos. Não foi observado em nenhum caso sinal de retração do músculo bíceps (sinal do Popeye), caracterizando soltura da tenodese. Conclusão: A tenodese da CLB pela técnica artroscópica, com a utilização de parafuso de interferência bioabsorvível - biotenodese Arthrex® - mostrou-se uma técnica eficiente para o tratamento das alterações da CLB. Descritores - Articulação do ombro/cirurgia; Artroscopia/métodos; Parafusos ósseos; Tendões/cirurgia; Técnicas de sutura; Tendinopatia; Implantes absorvíveis.

Migração extra-articular e transcutânea de parafuso de interferência de poly L,D-lactide após reconstrução do tendão poplíteo

Camilo Partezani Helito; Noel O. Foni; Marcelo Batista Bonadio; José Ricardo Pécora; Marco Kawamura Demange; Fabio Janson Angelini

Rev Bras Ortop. 2017;52(2):233-237 - Relato de Caso
    As reconstruc¸ões ligamentares do joelho são procedimentos ortopédicos frequentes. As fixac¸ões dos enxertos são mais comumente feitas com parafusos de interferência, metá- licos ou absorvíveis. Em estudo recente, somente dez relatos sobre migrac¸ão de parafusos foram encontrados; somente um deles não estava relacionado ao ligamento cruzado anterior (LCA) e a maioria estava relacionada a parafusos de poly-L-lactic acid (PLLA). Apenas um caso da literatura reportou migrac¸ão de parafuso em reconstruc¸ões do canto posterolateral, essa para a região intra-articular. Neste artigo, os autores relatam um caso de migrac¸ão extra-articular e transcutânea de um parafuso de interferência de poly L,D-lactide (PDLLA) após a reconstruc¸ão do tendão poplíteo. Além de ser o primeiro caso de reconstruc¸ão do tendão do poplíteo com migrac¸ão extra-articular do parafuso, não foram encontrados na literatura relatos de migrac¸ão de parafusos de PDLLA.  

A locação do parafuso de interferência no túnel femoral na reconstrução do ligamento cruzado anterior: estudo biomecânico em espécie*

ARNALDO JOSÉ HERNANDEZ; MARCELO SARAGIOTTO; MÁRCIA UCHÔA DE REZENDE; ALEXANDRE ESTEVÃO V. KOKRON

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):- - Artigo Original
A fixação do enxerto de tendão patelar no túnel femoral através do parafuso de interferência é hoje um dos métodos mais utilizados na reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA). Neste estudo, foram testados doze joelhos de cadáveres simulando a reconstrução intra-ar-ticular desse ligamento, utilizando-se enxerto de tendão patelar. Foram comparadas a variação da distância de um fio de comportamento quase inelástico e de um enxerto fixado nas posições inferior e posterior no túnel femoral, no arco de flexão de 0º a 90º do joelho. Constatou-se que não houve diferença estatisticamente significativa quando comparados o fio com o enxerto fixado na posição inferior e desse com o fixado na posição posterior. No arco de flexão de 30º-60º, houve diferença significativa quando comparado o fio com o enxerto na posição posterior. Concluiu-se, dessa maneira, que a fixação do enxerto de tendão patelar pelo parafuso de interferência deve ser feito preferencialmente na posição inferior, por mais se aproximar do comportamento isométrico do LCA.

FRATURAS INTRA-ARTICULARES DO CALCÂNEO: ANÁLISE CLÍNICA E BIOMECÂNICA

Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras; Luciano Manoel Kroth; Keith Lúcia Kotani; Jorge Luiz Da Silva Junior; Mário Cesar De Andrade; Aluísio Otávio Vargas Ávila; Francisco José Berral

Rev Bras Ortop. 2009;44(6):496-503 - Artigo Original
Objetivo: Verificar as variáveis de distribuição da pressão plantar de pacientes submetidos a tratamento cirúrgico de fratura de calcâneo e correlacioná-las com duas diferentes vias de acesso cirúrgico. Métodos: Os autores estudaram 15 pacientes com idade entre 20 e 53 anos (média de 40,06 anos) que apresentaram fraturas intra-articulares do calcâneo, submetidos ao tratamento cirúrgico por duas vias de acesso cirúrgico, a via lateral e a via do seio do tarso. Avaliaram a distribuição da pressão plantar, correlacionando essas variáveis com as duas vias de acesso. A avaliação da distribuição da pressão plantar foi realizada através do sistema Pedar (Novel, GmbH, Munique, Alemanha), verificando o pico máximo de pressão do retropé e do antepé do lado fraturado e do lado normal. Resultados: A média das pressões máximas dos plantigramas do retropé dos pés operados pela via de acesso lateral e pela via curta não apresentou diferença estatística entre as duas vias de acesso (t = 0,11; p = 0,91), bem como a média das pressões máximas dos plantigramas do antepé também não mostrou diferença estatística significativa (t = -0,48; p = 0,64). Conclusão: Os autores concluíram que não houve diferença estatística entre as médias dos picos máximos de pressão do retropé e do antepé do lado operado, comparados com o lado normal, bem como não houve diferença estatística dessas variáveis comparadas com a via de acesso cirúrgico utilizada. Descritores - Fratura de calcâneo; Distribuição de pressão plantar; Biomecânica.

Análise biomecânica da reconstrução do ligamento cruzado anterior*

António Completo; José Carlos Noronha; Carlos Oliveira; Fernando Fonseca

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):190-197 - Artigo Original

OBJETIVO A reconstrução do ligamento cruzado anterior é aconselhável sobretudo em atletas de alta demanda física. Diversas técnicas são usadas na reconstrução, mas a grande questão é qual o melhor posicionamento para o enxerto. Analisar o efeito biomecânico da posição dos túneis ósseos na repartição de carga e cinemática da articulação, bem como os resultados funcionais em médio prazo, após reconstrução do ligamento cruzado anterior.
MÉTODOS Fez-se um estudo de simulação biomecânica computacional com modelos de elementos finitos do joelho original e com reconstrução do ligamento cruzado anterior (Neo-LCA) em quatro combinações de posição dos túneis ósseos (femoral central-tibial central, femoral anterior-tibial central, femoral posterossuperior-tibial anterior e femoral central-tibial anterior) com o mesmo tipo de enxerto. Para cada modelo, foram comparadas a pressão de contato na cartilagem, a rotação e translação do fêmur e dos meniscos e a deformação nos ligamentos.
RESULTADOS Nenhum modelo de Neo-LCA foi capaz de reproduzir, na íntegra, o modelo do joelho original. Quando o túnel femoral era colocado em posição mais posterior, observaram-se pressões na cartilagem 25% mais baixas e translação dos meniscos superiores entre 12% e 30% relativamente ao modelo intacto. Quando o túnel femoral estava em posição mais anterior, observou-se uma rotação interna do fêmur 50% inferior ao modelo intacto.
CONCLUSÃO Os resultados evidenciam que uma localização do túnel femoral mais distante da posição central parece ser mais preponderante para um comportamento mais díspar relativamente à articulação intacta. Na posição mais anterior existe um aumento da instabilidade rotatória.


Palavras-chave: ruptura; reconstrução do ligamento cruzado anterior; ligamento cruzado anterior

Análise da incorporação do enxerto ósseo acetabular*

HENRIQUE RIBEIRO GONÇALVES; EMERSON KIYOSHI HONDA; NELSON KEISKE ONO

Rev Bras Ortop. 2003;38(4):- - Atualização
O objetivo deste trabalho foi analisar os diversos métodos de avaliação da incorporação do enxerto ósseo acetabular utilizado em artroplastia total de quadril (ATQ) com perda de estoque ósseo. Pesquisamos em publicações da literatura científica mundial, em artigos de periódicos e em livros-texto, a utilização de enxerto ósseo no acetábulo, em ATQ com deficiência de estoque ósseo. Concluímos que a evolução clínica não é um método confiável de avaliação da incorporação de enxertos acetabulares utilizados em ATQ com perda de estoque ósseo. Mesmo sujeito a falhas, o método de avaliação da incorporação mais utilizado é o radiográfico. A cintilografia e tomografia computadorizada apresentam resultados imprecisos e interpretação difícil, não sendo recomendadas para uso rotineiro, e a avaliação histológica é o padrão ouro para determinar a incorporação dos enxertos ósseos, porém seu uso freqüente fica impossibilitado por questões éticas e de morbidade.

AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DA FIXAÇÃO DA FRATURA SUPRACONDILIANA DO FÊMUR COMPARANDO PLACA-LÂMINA 95O COM DCS

Marco Antônio Percope Andrade; André Soares Rodrigues; Celso Junio Mendonça; Luiz Gustavo Santos Portela

Rev Bras Ortop. 2010;45(1):84-88 - Artigo Original
Objetivo: Demonstrar por meio de ensaios biomecânicos comparativos entre a placa-lâmina de 95º e o parafuso condilar dinâmico (Dynamic Condylar Screw - DCS), qual apresenta maior resistência às cargas compressivas e de flexão, bem como tentar correlacionar o tipo de falha apresentada durante os testes com cada um dos tipos de placa. Métodos: Sessenta e cinco fêmures suínos foram submetidos a osteotomia em cunha de subtração medial de um centímetro (cm), na região metafisária distal do fêmur, com o objetivo de simular fratura supracondiliana instável. Foi realizada osteossíntese dessas peças, sendo 35 fixadas com placa-lâmina 95º e 30 com placas com DCS, submetendo-as a cargas em compressão axial e flexão. Outra variável estudada foi o tipo de falha apresentada em cada grupo com a tentativa de correlacioná-la com o tipo de placa. Resultados: Os resultados não mostraram diferença estatisticamente significante na resistência biomecânica entre os dois tipos de placas ou entre o tipo de falha e a placa utilizada na osteossíntese. Conclusão: Os dois tipos de placas se comportam de maneira semelhante, embora haja um indicativo de que a placa-lâmina seja, no ensaio de flexão, superior à placa DCS. Não foi observada diferença entre o tipo de falha e o tipo de placa utilizada. Descritores - Fraturas do fêmur; Fixação interna de fraturas; Biomecânica.

Avaliação biomecânica de diferentes métodos de fixação tibial na reconstrução do ligamento anterolateral em ossos suínos*

Rogério Nascimento Costa; Rubens Rosso Nadal; Paulo Renato Fernandes Saggin; Osmar Valadão Lopes; Leandro de Freitas Spinelli; Charles Leonardo Israel

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):183-189 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar a força de resistência à tração de diferentes métodos de fixação tibial na reconstrução do ligamento anterolateral (LAL). Além disso, comparar os mecanismos de falha da fixação tibial dessa reconstrução em joelhos suínos.
MÉTODOS Foram usados 40 membros recém-congelados de suínos, divididos em quatro grupos de dez espécimes, conforme as técnicas de fixação tibial usadas. No grupo A, a fixação tibial do enxerto tendíneo foi feita por meio de uma âncora e seu fio transpassou o enxerto. No grupo B, a fixação tibial foi feita por meio de parafuso de interferência metálico em túnel ósseo único. No grupo C, a fixação tibial incluiu uma âncora associada à sutura de ponto sobre o tendão (sem a presença de fio que transpassasse o tendão) e, no grupo D, foram usados dois túneis ósseos confluentes associados a um parafuso de interferência em um dos túneis.
RESULTADOS A força média menos elevada (70,56 N) ocorreu no grupo A e a mais elevada (244,85 N), no grupo B; as médias dos outros dois grupos variaram entre 171,68N (grupo C) e 149,43 N (Grupo D). Considerando-se a margem de erro fixada (5%), foi observada diferença significativa entre os grupos (p < 0,001).
CONCLUSÃO A fixação com parafuso de interferência em túnel ósseo único apresentou a maior força de resistência à tração dentre as técnicas avaliadas.


Palavras-chave: ligamento cruzado anterior; ligamentos articulares; joelho; procedimentos ortopédicos

Enxerto ósseo retardado de tíbia: relato de caso*

HELENCAR IGNÁCIO; ALCEU GOMES CHUEIRE; AUGUSTO CESAR CANESIN

Rev Bras Ortop. 1999;34(5):- - Artigo Original
Os autores apresentam o resultado do tratamento, após processo infeccioso em paciente de 13 anos, de uma perda óssea extensa de ulna, por meio de enxerto ósseo retardado de tíbia. Ocorreu a consolidação completa das interfaces enxerto-tecido ósseo do hospedeiro após 24 semanas e, no período final de seguimento (26 meses), observou-se melhora dos movimentos de pronossupinação e do desvio ulnar preexistente ao início do tratamento. São discutidos aspectos relacionados com as alternativas existentes frente a uma falha óssea segmentar e as vantagens e inconvenientes do enxerto ósseo retardado de tíbia em relação a outros métodos.

RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR COM DUPLO FEIXE UTILIZANDO OS TENDÕES DOS MÚSCULOS SEMITENDÍNEO E GRÁCIL: FIXAÇÃO COM DOIS PARAFUSOS DE INTERFERÊNCIA

Mario Carneiro; Ricardo Dizioli Navarro; Gilberto Yoshinobu Nakama; João Mauricio Barretto; Antonio Altenor Bessa de Queiroz; Marcus Vinicius Malheiro Luzo

Rev Bras Ortop. 2009;44(5):441-445 - Nota Técnica
Procedimentos cirúrgicos de reconstrução do ligamento cruzado anterior com duplo feixe dos tendões dos músculos semitendíneo e grácil têm sido descritos na última década. A maioria das técnicas descritas utiliza o dobro de material de síntese empregado na reconstrução com feixe único. Relatamos uma técnica original para a reconstrução do ligamento cruzado anterior com duplo feixe, na qual mantemos as inserções tibiais dos tendões dos músculos semitendíneo e grácil e realizamos dois túneis tibiais e dois túneis femorais. Os túneis femorais são realizados "de fora para dentro" e a fixação do enxerto é realizada somente com dois parafusos de interferência. Descritores - Ligamento cruzado anterior; Traumatismos do joelho; Joelho.

Escorregamento epifisário proximal do fêmur: tratamento mediante fixação "in situ" com um único parafuso canulado*

ERNESTO FERNANDO ROCHA; CLÁUDIO SANTILI

Rev Bras Ortop. 2003;38(6):- - Artigo Original
No Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo - Pavilhão "Fernandinho Simonsen", no período de 1989 a 1999, foram tratados 218 pacientes, portadores do escorregamento epifisário proximal do fêmur, mediante a fixação in situ com um único parafuso canulado. Desse total, foram selecionados ao acaso os prontuários de 40 pacientes, sendo 20 de cada sexo. No momento do diagnóstico, a média de idade dos pacientes do sexo masculino foi de 12,7 anos, enquanto que nos do feminino foi de 11,9 anos. O fechamento da placa epifisária (epifisiodese) proximal do fêmur foi obtido em todos os casos e com tempo médio de 14,05 meses após a fixação. O objetivo do presente estudo é a análise epidemiológica e radiográfica retrospectiva nesta amostragem de 40 pacientes assim tratados, bem como suas complicações, avaliadas exclusivamente do ponto de vista radiográfico. Unitermos - Epifisiólise; epífise femoral proximal; parafusos ósseos

FIXAÇÃO PERCUTÂNEA COM PARAFUSO ILIOSSACRAL NA LESÃO TRAUMÁTICA DO ANEL PÉLVICO

MARCIO THEO COHEN; JOÃO MATHEUS GUIMARÃES; GERALDO ROCHA MOTTA FILHO; JOSÉ CARLOS COHEN4; FLÁVIO GOLDSZTAJN; FRANCISCO MATHEUS GUIMARÃES

Rev Bras Ortop. 2005;40(1/2):- - Artigo Original
Os autores apresentam os resultados de 12 pacientes tratados com a técnica de fixação percutânea com parafuso iliosacral nas lesões posteriores do anel pélvico. Foram tratados por essa técnica, com o paciente em decúbito dorsal e após redução fechada da lesão, sob visualização do intensificador de imagem, nove casos de luxação sacroilíaca e três de fratura do sacro. Dois pacientes evoluíram com dor na região sacroilíaca. Não ocorreram complicações neurovasculares ou infecciosas relacionadas com a técnica de fixação percutânea empregada nas lesões posteriores do anel pélvico. Houve um caso de infecção relacionada com a osteossíntese de sínfise pubiana. A fixação percutânea com parafuso iliossacral é alternativa de tratamento para as lesões verticalmente instáveis da pelve, desde que haja conhecimento pleno da anatomia e condições de interpretação correta das incidências radiográficas específicas, reduzindo assim os riscos inerentes ao método. Descritores - Pelve; fixação interna; decúbito dorsal; estudo retrospectivo.

Epifisiolistese proximal do fêmur: fixação "in situ" com um único parafuso canulado*

AMÂNCIO RAMALHO JÚNIOR; WALDIR WILSON CIPOLLA; LUIZ FERNANDO JARDIM; MAURÍCIO PEGORARO

Rev Bras Ortop. 1995;30(1/2):- - Artigo Original
A fixação in situ das epifisiolisteses proximais do fêmur com um único parafuso canulado posicionado no centro da epífise e perpendicular à placa de crescimento é proposta como método de eleição pelos autores, que relatam seus resultados em 37 pacientes (41 quadris) opera-dos no período de 1989 a 1993. São descritos e analisados dois casos de condrólise, dois de necrose avascular, um de fratura subtrocantérica e um caso em que ocorreu progressão do deslizamento após a fixação; 77,5% dos pacientes evoluíram com resultados excelentes ou bons e os piores casos foram associados à gravidade do deslizamento e a erros técnicos.

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