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Busca por: Ligamento cruzado anterior; Tíbia; Dispositivos de fixação ortopédica; Fenômenos biomecânicos; Tendões.

Avaliação das fraturas diafisárias do úmero tratadas cirurgicamente e comparação entre os métodos de fixação cirúrgica

Felipe Fernandes Gonçalves; Leonardo Dau; Cristiano Antonio Grassi; Fabiano Rogério Palauro; Ayrton Andrade Martins Neto; Patrícia Caroline Gapski Pereira

Rev Bras Ortop. 2018;53(2):136-141 - Artigo Original

OBJETIVO: Descrever o perfil dos pacientes com fraturas diafisárias do úmero, bem como analisar os resultados das diferentes modalidades cirúrgicas.
MÉTODO: Estudo retrospectivo baseado na identificação de todos os casos de fraturas diafisárias de úmero submetidas a tratamento cirúrgico entre dezembro de 2014 e junho de 2016 em um serviço de referência em trauma, bem como na análise dos respectivos prontuários, e que buscou dados epidemiológicos referentes ao trauma e resultados pós-operatórios, inclusive tempo de consolidação e complicações relacionadas.
RESULTADOS: Foram incluídos 51 pacientes, dos quais a maioria do sexo masculino (78,4%), com média de 35,02 anos. O mecanismo de trauma mais prevalente foram acidentes de trânsito (56,9%), seguidos de quedas de mesmo nível (17,6%). Não foi encontrada diferença significante entre o tempo de consolidação dos diferentes métodos, inclusive redução aberta e fixação interna com placa e parafusos, técnica minimamente invasiva com placa em ponte, haste intramedular e fixação externa.
CONCLUSÕES: Todos os métodos cirúrgicos avaliados mostraram-se adequadas opções para o tratamento cirúrgico das fraturas da diáfise do úmero, ainda que tenham vantagens e desvantagens inerentes a cada técnica, com altas taxas de consolidação e poucas complicações relatadas.


Palavras-chave: Epidemiologia; Úmero; Fraturas do úmero; Fixação de fratura; Osteossíntese; Fixação intramedular de fraturas; Consolidação da fratura.

Tratamento percutâneo para fraturas do terço médio e proximal do escafoide

Antônio Lourenço Severo; Rodrigo Cattani; Filipe Nogueira Schmid; Haiana Lopes Cavalheiro; Deodato Narciso de Castro Neto; Marcelo Barreto de Lemos

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):267-275 - Artigo Original

OBJETIVO: Analisar a técnica de fixação percutânea das fraturas do escafoide em seu terço médio e terço proximal e demonstrar seu resultado
MÉTODOS: Estudo retrospectivo de coorte transversal, feito de janeiro de 2005 a abril de 2015, com vistas ao tempo de consolidação, perfil epidemiológico, grau de função, retorno às atividades laborais e complicações.
RESULTADOS: Foram selecionados 28 pacientes, com seguimento médio de oito semanas. Este estudo evidenciou uma idade média de 30,5 anos, prevalência do sexo masculino em 25 pacientes (89,2%) e ausência de lado dominante. O tempo médio de diagnóstico foi de 4,16 semanas, porém três casos de união fibrosa apresentaram período pré-operatório superior a um ano. O mecanismo de trauma mais frequente foi a queda sobre o punho em 22 casos (78,5%). Das fraturas, 24 casos foram do terço médio (85,8%) e quatro casos do polo proximal (14,2%), sete casos apresentavam desvio (25%). Houve consolidação de 26 casos (92,8%) com tempo médio de 7,5 semanas de pós-operatório. Nos casos de não consolidação radiológica, o seguimento foi de até 24 semanas, foi necessária uma nova intervenção cirúrgica.
CONCLUSÕES: A fixação percutânea é uma ótima maneira de tratar esse tipo de fratura, reprodutível, permite a mobilidade ativa precoce do punho com baixo índice de complicações, embora exija curva de aprendizagem.


Palavras-chave: Fraturas ósseas; Osso escafoide; Parafusos ósseos; Fixação interna de fraturas.

Estabilizacão sacroilíaca percutânea guiada por tomografia computadorizada nas fraturas pélvicas instáveis: uma técnica segura e precisa

Govind Gandhia; Mayank Vijayvargiyaa; Vivek Shetty; Vikas AgasheShailendra Maheshwari; Joseph Monteiro

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):323-331 - Artigo Original

OBJETIVO O uso de redução aberta e fixação interna (RAFI) em lesões pélvicas instáveis está associado a hemorragia ampla, lesão neurovascular iatrogênica e infecção. Além disso, os parafusos sacroilíacos (SI) são colocados às cegas − o procedimento é guiado principalmente pela palpação e triagem radiológica bidimensional, o que exige especialização. A complexa anatomia tridimensional da articulação SI e sua proximidade com a estrutura neurovascular requerem o uso de uma técnica segura e precisa. A estabilização da articulação SI guiada por tomografia computadorizada (TC) permite uma avaliação intraoperatória precisa do posicionamento do parafuso. Este estudo demonstrou uma técnica, guiada por TC, de redução fechada e fixação da articulação SI com parafusos em fraturas pélvicas instáveis.
MÉTODOS Estudo de coorte retrospectivo, não randomizado, feito em um hospital terciário. Seis pacientes com fraturas pélvicas instáveis foram operados. A borda anterior foi estabilizada primeiro por RAFI com placa nos aspectos superior e anterior da sínfise púbica. Então, a estabilização posterior foi feita de forma percutânea, guiada por TC, com um parafuso esponjoso canulado de 7 mm.
RESULTADOS O tempo médio de cirurgia foi de 48 min (35-90 min); a dose média efetiva de radiação foi de 9,32 (4,97-13,27) e o seguimento médio foi de 26 meses (6-72 meses). Todos os pacientes apresentaram cura satisfatória, com redução quase anatômica e sem complicações, exceto em um caso em que a placa quebrou 61 meses após a cirurgia, sem a necessidade de intervenção. O escore EVA médio no seguimento final foi de 1,8 e todos os pacientes retornaram às suas ocupações originais sem quaisquer limitações.
CONCLUSÃO A estabilização da articulação SI guiada por TC apresenta muitas vantagens, inclusive um posicionamento seguro e preciso do parafuso, redução do tempo de cirurgia, diminuição da perda de sangue, fixação definitiva precoce, mobilização imediata e redução no número de infecções e complicações da ferida cirúrgica.


Palavras-chave: Parafusos ósseos; Fixador externo; Fixação interna de fraturas; Fraturas ósseas; Ossos pélvicos.

Osteotomia periacetabular do quadril para tratamento da displasia residual: resultados preliminares

Vinicius de Brito Rodrigues; Josiano Valério; Francisco Zaniolo; Mark Deeke; Marco Pedroni; Ademir Schuroff

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):332-336 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar se a mudança do ângulo CE de Wiberg e do índice acetabular após a osteotomia periacetabular de Ganz é estatisticamente significativa.
MÉTODOS Foram avaliados os ângulos CE de Wiberg e índice acetabular pré- e pós-operatórios de 14 quadris operados em um hospital terciário de Curitiba, Paraná.
RESULTADOS As medidas do pós-operatório apresentaram diferenças significativas em relação ao pré-operatório. Observou-se um aumento significativo no ângulo CE de Wiberg no pós-operatório e uma redução significativa no índice acetabular. Essas diferenças foram estatisticamente significativas tanto para o lado direito como para o lado esquerdo.
CONCLUSÃO A avaliação radiográfica dos pacientes submetidos à osteotomia periacetabular de Ganz apresentou alguns resultados estatisticamente significativos, porém ainda há necessidade de uma amostra maior.


Palavras-chave: Osteotomia; Acetábulo; Luxação do quadril; Fenômenos biomecânicos.

Fixação lateral em quatro corticais através da fossa olecraniana em fraturas supracondilianas deslocadas do úmero - Uma análise prospectiva em 48 crianças

Saravanan Kasirajan; Rajesh Govindasamy; Bhava Ramalingam Jawaharlal Sathish; Jimmy Joseph Meleppuram

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):342-349 - Artigo Original

OBJETIVO Analisar funcionalmente a fixação lateral através da fossa olecraniana em fraturas supracondilianas deslocadas do úmero (FSDU) em crianças.
MÉTODOS Estudo prospectivo de 48 crianças (30 do sexo masculino, 18 do feminino, idade média: 7,4 anos) com FSDU, tratados nesta instituição entre março de 2011 e setembro de 2014 com uma técnica modificada. Os casos foram selecionados com base em critérios de inclusão. O resultado funcional foi avaliado clinicamente pelos critérios de Flynn modificados, juntamente com a feitura da amplitude de movimento completa.
RESULTADOS Todas as 48 crianças foram avaliadas, com seguimento médio de 20 meses (intervalo: seis a 26). Todas as fraturas apresentaram boa união. De acordo com os critérios de Flynn modificados, os resultados foram excelentes em 40 crianças (83,3%), bons em seis (12,5%) e razoáveis em duas (4,2%). Não foram observados resultados ruins. As paralisias nervosas pré-operatórias observadas em quatro crianças se resolveram após dez semanas. Os pacientes alcançaram amplitude completa de movimento em uma média de 20 dias após a remoção dos fios de Kirschner e não foram observadas novas paralisias nervosas pós-operatórias.
CONCLUSÃO A técnica modificada de fixação em quatro corticais através da fossa transoleocraniana (FQC-FTO) foi promissora em todos os casos de FSDU instável, não apresentou complicações de perda de redução ou lesão do nervo ulnar iatrogênico. A técnica é simples, segura e reprodutível, com bons resultados clínicos nesse tipo de fratura.


Palavras-chave: Fraturas do úmero; Fixação de fraturas/interna; Processo olecraniano/lesões; Criança.

Fraturas-luxações posteriores do úmero proximal em quatro partes: avaliação clínico-funcional do tratamento por osteossíntese

Carla Teresa Barbosa de Oliveira; Elpídio da Graça; Vânia Aparecida Fanelli

Rev Bras Ortop. 2018;53(3):350-356 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar os pacientes com diagnóstico de fratura-luxação posterior da extremidade proximal do úmero em quatro partes que foram tratados cirurgicamente com osteossínteses, do ponto de vista clínico e funcional.
MÉTODOS Estudo observacional prospectivo de oito pacientes de um mesmo serviço de ortopedia e traumatologia do interior do Estado de São Paulo, por meio de entrevistas individuais, com os scores internacionais de UCLA, DASH e Constant. Mediram-se os movimentos ativos incluídos nos scores e a amplitude de movimentos do membro acometido e do não acometido. Solicitaram-se radiografias do ombro acometido para verificar as condições ósseas e de fixação dos materiais de síntese.
RESULTADOS A avaliação de oito pacientes por meio dos scores usados indicou que sete apresentaram uma boa evolução clinico-funcional do membro acometido, ou seja, 87,5% dos avaliados.
CONCLUSÃO O tratamento cirúrgico com osteossínteses feito no período agudo (< quatro semanas) apresenta bons resultados na maioria dos casos.


Palavras-chave: Fraturas do úmero; Luxação do ombro; Fixação interna de fraturas.

Avaliação radiológica do posicionamento do túnel femoral na reconstrução do ligamento cruzado anterior

Luciano Rodrigo Peres; Matheus Silva Teixeira; Caetano Scalizi; Wolf Akl

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):397-403 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar a inclinação e o comprimento dos túneis femorais em pacientes submetidos a reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) pelas técnicas transtibial e anatômica.
MÉTODOS: Estudo observacional analítico em pacientes com lesão do LCA submetidos à reconstrução artroscópica pelas técnicas cirúrgicas transtibial e anatômica. No pós-operatório imediato foram feitos os exames de tomografia computadorizada (TC) e radiografia digital simples (RX) na incidência anteroposterior para avaliação da inclinação e do comprimento do túnel femoral.
RESULTADOS: Dos 42 pacientes analisados, 27 foram submetidos à reconstrução anatômica e 15 à reconstrução pela técnica transtibial. O ângulo de inclinação e o comprimento do túnel na técnica transtibial são sempre maiores do que na reconstrução anatômica. Os ângulos de inclinação na técnica transtibial foram 59,75º (53,9º-66,1º) no RX e 54,17º (43,5º-62,3º) na TC; na técnica anatômica, 42,91º (29,3-57,4º) no RX e 39,10º (23,8-50,6º) na TC. Em relação ao comprimento do túnel femoral, a técnica transtibial gera túneis mais longos. Em média 55,7 mm (40-70,2 mm) na técnica transtibial e 35,5 mm (24,5-47 mm) na anatômica. Não encontramos correlação estatisticamente significativa nos valores do comprimento versus inclinação do túnel, independentemente da técnica usada. Portanto, são variáveis independentes.
CONCLUSÃO: A técnica de reconstrução anatômica apresentou túneis femorais mais curtos e com ângulo de inclinação menor do que a técnica transtibial. A TC apresentou valores de inclinação do túnel menores do que o RX, independentemente da técnica cirúrgica.


Palavras-chave: Articulação do joelho; Ligamento cruzado anterior; Reconstrução do ligamento cruzado anterior; Radiografia; Tomografia computadorizada por raios X.

Ultrassonografia para avaliação do diâmetro dos tendões flexores do joelho: é possível predizer o tamanho do enxerto?

Diego da Costa Astur; João Victor Novaretti; Andre Cicone Liggieri; César Janovsky; Alexandre Pedro Nicolini; Moises Cohen

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):404-409 - Artigo Original

OBJETIVO: Fazer a mensuração pré-operatória dos tendões flexores do joelho com o uso do exame de ultrassonografia, validar e correlacionar o valor medido com aquele encontrado durante a reconstrução cirúrgica do ligamento.
MÉTODOS: Estudo transversal com 24 pacientes submetidos a mensuração ultrassonográfica dos tendões dos músculos semitendíneo e grácil e posteriormente submetidos a reconstrução cirúrgica do LCA, com enxerto ipsilateral dos tendões semitendíneo e grácil do próprio paciente.
RESULTADOS: A idade dos pacientes variou entre 16 e 43 anos, com média de 24,8 (DP = 8,4), 79,2% eram homens e a distribuição quanto ao lado foi de 41,7% joelhos direitos e 58,3% joelhos esquerdos. Foi encontrado coeficiente de correlação não significante entre a área calculada a partir do ultrassom (2 × área do semitendíneo + 2 × área do grácil) e a medida obtida intraoperatoriamente (r = 0,16, p = 0,443). Não foi encontrada evidência de diferença entre medidas intraoperatórias < 8 mm e ≥ 8 mm quanto à área calculada a partir do ultrassom (p = 0,746). A diferença observada entre os grupos foi de -0,01 (IC 95%: -0,09 a 0,07).
CONCLUSÃO: A mensuração pré-operatória por método de imagem ultrassonográfico dos tendões dos músculos semitendíneo e grácil não apresenta correlação estatisticamente significante com a mensuração intraoperatória do enxerto quádruplo de flexores para reconstrução ligamentar.


Palavras-chave: Ligamento cruzado anterior; Traumatismos do joelho; Ultrassonografia.

Estudo histológico da inserção femoral do ligamento cruzado posterior

Lauro Augusto Veloso Costa; Marcos Barbieri Mestriner; Thiago Alvim do Amaral; Bárbara dos Santos Barbosa; Camila Cohen Kaleka; Ricardo de Paula Leite Cury

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):415-420 - Artigo Original

OBJETIVOS: Descrever a anatomia microscópica da inserção femoral do ligamento cruzado posterior a fim de identificar e estabelecer diferenças entre as inserções direta e indireta desse ligamento.
MÉTODOS: Foram usados dez joelhos procedentes de amputações transfemorais. A inserção femoral do ligamento cruzado posterior foi observada microscopicamente. A coloração hematoxilina e eosina foi feita para observar a morfologia da inserção do ligamento cruzado posterior. A coloração azul de Alcian foi feita para determinar a localização da matriz de cartilagem e melhor ajudar na observação e diferenciação entre a inserção direta e indireta.
RESULTADOS: Observou-se que a inserção direta do ligamento cruzado posterior é uma estrutura mais complexa do que a inserção indireta, por apresentar quatro camadas histológicas distintas (ligamento, fibrocartilagem não calcificada, fibrocartilagem calcificada e osso). Os condrócitos foram observados nas camadas não calcificadas e calcificadas de fibrocartilagem. Foi observado que a inserção indireta, composta de duas camadas nas quais o ligamento está inserido diretamente ao osso por fibras de colágeno, está localizada na região marginal do ligamento cruzado posterior entre a inserção direta e a borda da cartilagem anterior do côndilo.
CONCLUSÃO: Através de análise histológica, o presente estudo demonstrou que a inserção indireta do ligamento cruzado posterior situa-se adjacente à borda da cartilagem anterior do côndilo femoral e apresenta um padrão histológico no qual as fibras de colágeno se inserem diretamente no osso. A inserção direta encontra-se posterior à inserção indireta e apresenta quatro camadas histológicas distintas.


Palavras-chave: Ligamento cruzado posterior/anatomia & histologia; Joelho; Cadáver.

Anatomia descritiva da inserção femoral do ligamento cruzado anterior

Julio Cesar Gali; Danilo Bordini Camargo; Felipe Azevedo Mendes de Oliveira; Rafael Henrique Naves Pereira; Phelipe Augusto Cintra da Silva

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):421-426 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar os aspectos morfológicos da inserção femoral do ligamento cruzado anterior (LCA) para definir suas características anatômicas e a localização de seu sítio de inserção, com a finalidade de verificar se essa inserção tem características individuais e para prover informações para o posicionamento adequado do túnel femoral na reconstrução anatômica do LCA.
MÉTODOS: Foram examinados 16 joelhos originados de amputações. Nesses, foram observados macroscopicamente o número de bandas e o formato das inserções ligamentares. Foram medidos, com um paquímetro digital, o comprimento e a espessura dessas inserções. As distâncias entre os limites do ligamento e a cartilagem articular e a medida da área de inserção ligamentar foram avaliadas com o software ImageJ.
RESULTADOS: A localização do sítio de inserção ligamentar do LCA no côndilo femoral lateral foi excêntrica, mais próxima da cartilagem condilar profunda. Em dez joelhos (62,5%) as inserções foram ovais; o comprimento médio das inserções foi de 16,4 mm, variou de 11,3 a 19,3 mm; a espessura variou de 7,85 a 11,23 mm (média de 9,62). A área média das inserções foi de 99,7 mm2, variou de 80,9 a 117,2 mm2. As distâncias médias entre os limites do ligamento até a cartilagem articular superficial, profunda e inferior foram, respectivamente, 9,77 ± 1,21; 2,60 ± 1,20 e 1,86 ± 1,15.
CONCLUSÃO: Houve uma diferença de 30% a 40% entre os resultados mínimo e máximo das mensurações do comprimento, da espessura e da área das inserções femorais do LCA, evidenciou uma variação individual importante. O sítio de inserção do LCA foi excêntrico, mais próximo da cartilagem articular profunda do côndilo femoral lateral.


Palavras-chave: Fêmur; Ligamento cruzado anterior; Anatomia; Procedimentos ortopédicos.

O teste de visualizac¸ão artroscópica do túnel femoral durante a reconstrução do LCA garante a integridade do túnel

Eduardo Frois Temponi; João Newton Penido Oliveira; Luiz Fernando Machado Soares; Lúcio Honório de Carvalho

Rev Bras Ortop. 2018;53(4):427-431 - Artigo Original

OBJETIVOS: A violação da cortical femoral posterior pode ser complicação intraoperatória devastadora na reconstrução do ligamento cruzado anterior (RLCA), pode levar à perda de fixação ou à falha precoce do enxerto. Este estudo descreve e analisa a capacidade do teste de visualização artroscópica do túnel femoral em evidenciar a integridade de suas paredes durante a RLCA.
MÉTODOS: Foram prospectivamente avaliados 584 pacientes elegíveis à RLCA entre 2014 e 2016 quanto à integridade do túnel femoral com o uso do teste de visualização artroscópica. A localização ao longo do túnel femoral e a profundidade da violação no túnel (< 3 mm, 3-5 mm, > 5 mm) foram avaliadas. O tempo para o teste foi medido e a ocorrência de complicações relacionadas ao mesmo também foi analisada.
RESULTADOS: Todos os 584 pacientes elegíveis foram submetidos ao teste de visualização do túnel femoral durante a cirurgia artroscópica para RLCA. Em 12 (1%) pacientes, o túnel femoral apresentou perda de integridade da cortical posterior, que não ultrapassou 3 mm. Apenas quatro (0,6%) pacientes apresentaram violação da cortical posterior, que se estendeu para além de 5 mm. O tempo médio dispendido no teste foi de 40 segundos (± 20). Nenhuma complicação realização foi relatada.
CONCLUSÃO: O teste de visualização do túnel femoral é eficaz para avaliar a integridade desse túnel durante a RLCA, sem aumentar o tempo cirúrgico e sem provocar aumento na taxa de complicações relativas ao procedimento.
RELEVÂNCIA CLÍNICA: O teste de visualização artroscópica do túnel femoral é uma técnica simples e rápida, capaz de obter visão adequada da anatomia do paciente, garante a integridade do túnel durante a RLCA.


Palavras-chave: Ligamento cruzado anterior; Túnel femoral; Artroscopia.

Análise biomecânica da dupla fixação de enxerto tendinoso em tíbia porcina – uso de parafuso de interferência e agrafe

Luis Antônio de Ridder Bauer; Hermes Augusto Agottani Alberti; Vitor Gustavo de Paiva Corotti; Ana Paula Gebert de Oliveira Franco; Edmar Stieven; Luiz Antônio Munhoz da Cunha

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):564-569 - Artigo Original

OBJETIVO: Comparar o comportamento mecânico da fixação tibial com parafuso de interferência versus parafuso de interferência com agrafe, em modelo animal.
MÉTODOS: Foram selecionadas 36 peças de joelho suíno e divididas em dois grupos: Grupo 1, fixação tibial com parafuso de interferência (n = 17) e Grupo 2, fixação com parafuso de interferência e agrafe (n = 19). Os modelos foram submetidos a teste de ciclo único de tração. Foram mensuradas as seguintes variáveis: medida da área de seção transversal do enxerto, ponto de falha nos 10 mm (F10), yield load (Fy) e rigidez.
RESULTADOS: Os valores médios de área de seção transversal do enxerto, F10, Fy, e rigidez não apresentaram diferenças significativas entre os grupos.
CONCLUSÃO: A adição de um segundo dispositivo de fixação ligamentar tibial tipo agrafe, complementar ao parafuso de interferência, não aumentou a segurança mecânica do sistema.


Palavras-chave: Ligamento cruzado anterior; Tíbia; Dispositivos de fixação ortopédica; Fenômenos biomecânicos; Tendões.

Função e qualidade de vida de pacientes com fratura do planalto tibial operados com placa bloqueada ou convencional: estudo comparativo*

Bruno Gonçalves Schröder e Souza; Thiago Avelino Leite; Tarsis Aparecido Bueno da Silva; Carlos Otavio Fabiano de Faria Candido; Felipe Freesz de Almeida; Valdeci Manoel de Oliveira

Rev Bras Ortop. 2019;54(1):37-44 - Artigo Original

OBJETIVOS Comparar resultados clínicos, funcionais e de qualidade de vida de pacientes com fratura do planalto tibial operados com placa bloqueada ou convencional e comparar os custos hospitalares dos implantes.
MÉTODOS Estudo comparativo de coortes transversal, retrospectivo, em uma série consecutiva de pacientes com fratura do planalto tibial tratados cirurgicamente entre agosto de 2015 e junho de 2016. Foram excluídos: menores de 18 anos; indivíduos incapazes de responder os questionários ou de comparecer para reavaliação; politraumatizados ou comlesões associadas no mesmomembro; pacientes não tratados complaca ou conservadoramente. Os autores compararam os custos dos implantes, a qualidade de vida (SF-12), o escore de Lysholm, a escala visual de dor e os parâmetros clínicos e radiográficos.
RESULTADOS Foram observadas 45 fraturas no período, das quais 11 foram excluídas. Dos 34 pacientes, dois não compareceram à entrevista (seguimento de 94%). O tempo de seguimento foi 15,1 ± 4,8 meses. O grupo A (placa bloqueada) incluiu 22 pacientes (69%), com custo hospitalar médio dos implantes de R$ 4.125,39 (dp = R$1.634,79/paciente). O grupo B (placa convencional) incluiu dez pacientes (31%), a um custo médio de R$ 438,53 (dp = R$ 161,8/paciente; p < 0,00001). Para os demais parâmetros avaliados, não foram observadas diferenças significativas entre os grupos, exceto por um maior degrau articular no grupo A (2,7 mm ± 3,3 mm vs. 0,5 mm ± 1,6 mm; p = 0,02; TE = 0,90).
CONCLUSÃO O custo dos implantes bloqueados para o tratamento das fraturas do planalto tibial é significativamente superior aos implantes convencionais, embora não tenham apresentado vantagem clínica, radiográfica, funcional ou de qualidade de vida, nos pacientes dessa amostra.


Palavras-chave: fraturas da tíbia; placas ósseas; qualidade de vida; escore de Lysholm para joelho; licença médica; custos e análise de custo; sistema único de saúde

Contaminação de enxertos de tendões flexores na reconstrução do ligamento cruzado anterior: comparação de duas técnicas de retirada*

Eduardo Frois Temponi; Luís Henrique Grassi Marques da Costa; Luiz Fernando Machado Soares; Lúcio Honório de Carvalho

Rev Bras Ortop. 2019;54(1):45-52 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar a taxa de contaminação de autoenxerto de tendões flexores comparando duas técnicas e verificar se a contaminação intraoperatória está associada ao desenvolvimento de infecção clínica em pacientes submetidos a reconstrução do ligamento cruzado anterior.
MÉTODOS Foram feitas 110 reconstruções do ligamento cruzado anterior com tendão dos flexores e divididas em dois grupos: 1) técnica com retirada total dos tendões flexores e 2) técnica que manteve a inserção tibial desses tendões. Durante o preparo, dois fragmentos de cada um desses foram enviados para cultura, sendo mensurado o tempo de retirada dos tendões, do preparo dos tendões e total da cirurgia. Com 24 horas de pós-operatório, foi dosada a proteína C reativa. Seguimento clínico ambulatorial foi realizado de forma protocolada até 180 dias de pós-operatório.
RESULTADOS Apesar de terem sido observadas duas infecções pós-operatórias, não houve contaminação dos enxertos nem diferença entre os grupos emrelação ao tempo de preparo dos enxertos e a proteína C reativa com 24 horas de pós-operatório. A técnica clássica apresentou maior tempo de retirada do enxerto (p = 0,038) e não houve diferença estatística entre os dois grupos no que tange ao grau de contaminação e consequente infecção clínica, embora dois pacientes do grupo 2 tenham tido infecção com culturas perioperatórias negativas.
CONCLUSÃO Com base nos resultados obtidos, não houve associação entre contaminação do enxerto com o tempo ou a técnica de sua preparação, tampouco entre a contaminação intraoperatória e o desenvolvimento de infecção clínica ou entre alteração precoce da proteína C reativa e o surgimento de infecção.


Palavras-chave: enxerto de flexores; reconstrução do ligamento cruzado anterior; infecção; artrite séptica

“Joelho flutuante,” uma lesão incomum: análise de 12 casos*

Vishal Yadav; Harpreet Singh Suri; Mayank Vijayvargiya; Vikas Agashe; Vivek Shetty

Rev Bras Ortop. 2019;54(1):53-59 - Artigo Original

OBJETIVO As lesões do tipo joelho flutuante (FKIs, na sigla em inglês) são complexas e são geralmente causadas por trauma de alta velocidade. Estas lesões são frequentemente associadas a lesões que causamrisco demorte, que devemter precedente sobre lesões nas extremidades. Os autores revisaram os resultados das lesões do tipo joelho flutuante tratadas nesta instituição entre 2003 e 2015.
MÉTODO Foi realizado um estudo retrospectivo de todos os pacientes com FKIs de 2003 a 2015. Doze pacientes foram incluídos no estudo. Os dados relacionados ao tipo de fratura, lesões associadas, modalidades de tratamento e complicações foram observados. A avaliação funcional foi realizada utilizando os critérios de Karlstrom modificados após a união óssea completa.
RESULTADOS Omecanismo de lesão foi acidente automobilístico em todos os pacientes. O acompanhamento médio foi de 4 anos. A média de idade dos pacientes foi de 34,75 anos. O tempo médio de união óssea foi de 6,5 meses nos fêmures e de 6,7 meses nas tíbias. As complicações foram rigidez do joelho, união óssea tardia e infecção. De acordo com os critérios modificados de Karlstrom, três resultados foram considerados excelentes, cinco bons, três razoáveis e um resultado foi considerado ruim.
CONCLUSÃO Lesões do tipo joelho flutuante são graves e são geralmente associadas a lesões de vários órgãos. A detecção precoce e o tratamento adequado das lesões associadas, a afixação precoce das fraturas e a reabilitação pós-operatória são necessários para um bom resultado. As complicações são frequentes, sob a forma de união óssea tardia, rigidez do joelho e infecção.


Palavras-chave: fraturas femorais; fraturas tibiais; lesões no joelho; fixação de fratura

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