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Busca por: Enxerto ósseo retardado de tíbia: relato de caso*

Enxerto ósseo retardado de tíbia: relato de caso*

HELENCAR IGNÁCIO; ALCEU GOMES CHUEIRE; AUGUSTO CESAR CANESIN

Rev Bras Ortop. 1999;34(5):- - Artigo Original
Os autores apresentam o resultado do tratamento, após processo infeccioso em paciente de 13 anos, de uma perda óssea extensa de ulna, por meio de enxerto ósseo retardado de tíbia. Ocorreu a consolidação completa das interfaces enxerto-tecido ósseo do hospedeiro após 24 semanas e, no período final de seguimento (26 meses), observou-se melhora dos movimentos de pronossupinação e do desvio ulnar preexistente ao início do tratamento. São discutidos aspectos relacionados com as alternativas existentes frente a uma falha óssea segmentar e as vantagens e inconvenientes do enxerto ósseo retardado de tíbia em relação a outros métodos.

Emprego do enxerto cortical autólogo retardado na correção de falhas ósseas diafisárias, com ênfase no membro superior*

MARCOS ROGÉRIO MAZER; CLÁUDIO HENRIQUE BARBIERI; NILTON MAZZER

Rev Bras Ortop. 1999;34(5):- - Artigo Original
É relatada a experiência dos autores com o emprego do enxerto cortical autólogo retardado para a correção de defeitos ósseos diafisários, principalmente no membro superior. O enxerto retardado é, por definição, aquele que é preparado três a quatro semanas antes do transplante para o local receptor. A técnica foi utilizada em 17 pacientes (seis mulheres e 11 homens, com idade média de 22 anos) para defeitos resultantes principalmente de fraturas fechadas ou expostas, que desenvolveram infecção e perda de tecido ósseo, afetando o úmero (1), o rádio (7), a ulna (4), rádio e ulna juntos (2), o primeiro metacarpiano (1) e o fêmur (2). O comprimento médio da falha foi de 5,7cm, com variação de 2 a 11cm, e o enxerto foi preparado na face ântero-medial de uma das tíbias com pelo menos 1,5cm a mais em comprimento do que o defeito. A aplicação do enxerto foi combinada com a fixação interna rígida com uma placa AO tipo DCP 3,5mm na maior parte dos casos, de modo a permitir mobilização precoce. O enxerto incor-porou-se sem a necessidade de outro procedimento adicional de enxertia em 14 pacientes, num período médio de 22,9 semanas. A complicação mais freqüente foi a infecção (quatro casos), controlada por meio de desbridamento, limpeza cirúrgica e antibióticos. A análise comparativa das radiografias iniciais e finais dos enxertos mostrou um aumento na sua espessura, na maioria dos casos restaurando o diâmetro original da diáfise. Os autores concluem que o enxerto cortical retardado provê bom suporte mecânico e que se incorpora rapidamente, sendo o aumento da sua espessura provavelmente o resultado de osteoindução. E que é, portanto, uma técnica recomendável para corrigir falhas diafisárias dos ossos longos, principalmente do membro superior, sendo uma alternativa a procedimentos mais sofisticados como o transplante revascularizado de fíbula.

Análise da incorporação do enxerto ósseo acetabular*

HENRIQUE RIBEIRO GONÇALVES; EMERSON KIYOSHI HONDA; NELSON KEISKE ONO

Rev Bras Ortop. 2003;38(4):- - Atualização
O objetivo deste trabalho foi analisar os diversos métodos de avaliação da incorporação do enxerto ósseo acetabular utilizado em artroplastia total de quadril (ATQ) com perda de estoque ósseo. Pesquisamos em publicações da literatura científica mundial, em artigos de periódicos e em livros-texto, a utilização de enxerto ósseo no acetábulo, em ATQ com deficiência de estoque ósseo. Concluímos que a evolução clínica não é um método confiável de avaliação da incorporação de enxertos acetabulares utilizados em ATQ com perda de estoque ósseo. Mesmo sujeito a falhas, o método de avaliação da incorporação mais utilizado é o radiográfico. A cintilografia e tomografia computadorizada apresentam resultados imprecisos e interpretação difícil, não sendo recomendadas para uso rotineiro, e a avaliação histológica é o padrão ouro para determinar a incorporação dos enxertos ósseos, porém seu uso freqüente fica impossibilitado por questões éticas e de morbidade.

Retirada percutânea de enxerto ósseo autólogo*

ARNALDO PAPAVERO; ROBERTO ATTÍLIO LIMA SANTIN

Rev Bras Ortop. 2003;38(4):- - Nota Técnica
O uso de enxerto sseo autlogo freqente em cirurgias ortopdicas e traumatolgicas, devido grande soma de qualidades que possui, como a osteoinduo, a osteoconduo e a presena de clulas vivas. A osteoinduo a propriedade do enxerto de estimular as clulas mesenquimais do osso hospedeiro a se transformarem em clulas produtoras de osso. A osteoconduo a capacidade do enxerto em prover um suporte estrutural para que o osso hospedeiro possa crescer em seu interior. A presena de clulas vivas osteoprogenitoras e do endotlio vascular acelera sua integrao. Outras qualidades do enxerto sseo autlogo so a imunocompatibilidade, a no transmisso de infeco e o baixo custo(1,2). A necessidade de nova agresso cirrgica e a limitada quantidade obtida so desvantagens do seu uso. Algumas consideraes a respeito do enxerto devem ser feitas. Sua colocao no osso hospedeiro deve ser rpida, no devendo exceder 30 minutos, a partir do que o efeito deletrio sobre as clulas vivas j estar presente. A mnima manipulao possvel e sua no imerso em soluo salina ou de antibitico preservam sua vitalidade. Para minimizar a agresso ao local doador, deve-se evitar o uso de instrumentos eltricos que gerem calor, de janelas sseas com ngulos retos que aumentam o estresse nas corticais e o uso de ostetomos, para prevenir a ocorrncia de fraturas. So melhores as janelas sseas arredondadas, feitas com instrumentos manuais e com o menor dimetro possvel(2). O enxerto sseo autlogo esponjoso fresco tem melhor integrao e maior efetividade quando em fragmentos de 0,5cm3. Nesse tamanho h maior difuso dos lquidos do hospedeiro por entre os fragmentos e maior facilidade de penetrao dos vasos em seu interior, permitindo que mais clulas osteoprogenitoras e do endotlio vascular permaneam viveis(1). Sabemos que o osso ilaco a mais importante fonte de enxerto autlogo, mas sua utilizao no isenta de complicaes, como fraturas, sangramentos, hrnias, leses nervosas e dor persistente ps-operatria, alm da cicatriz local, que pode ser fonte de descontentamento, principal-mente para as mulheres. Existem ainda inmeras situaes em que no possvel a retirada de enxerto do osso ilaco, como na presena de fraturas, de fixadores externos, de colostomias, de retiradas antigas de enxerto e at por falta de preparo prvio do ilaco durante uma cirurgia. Nessas circunstncias, o cirurgio deve estar apto a retirar enxerto de outros locais. Nos membros inferiores, as metfises distal do fmur e proximal da tbia so os locais em que maior quantidade de enxerto esponjoso pode ser obtida(3,4,5). Nosso objetivo demonstrar uma tcnica de retirada de enxerto sseo esponjoso das metfises distal do fmur e proximal da tbia, de maneira percutnea, atravs de pequenas janelas sseas arredondadas feitas com instrumentos manuais. O instrumental, composto de uma trefina, um guia e um extrator helicoidal, permite que o enxerto esponjoso seja obtido em pequenos fragmentos prontos para colocao no osso hospedeiro, sem necessidade de manipulao adicional.

Ensaio clínico do enxerto ósseo desmineralizado *

CONSTANTINE J. CALAPODOPULOS; JOSÉ B. VOLPON

Rev Bras Ortop. 1994;29(4):- - Artigo Original
Este trabalho teve como objetivo a avaliação do desempenho clínico do enxerto ósseo desmineralizado, que foi utilizado na correção de falhas ósseas e retarde de consolidação de ossos longos. O osso doador proveio de dez cabeças de fêmur de doadores vivos, portadores de fratura de colo de fêmur e submetidos a cirurgia de artroplastia : O osso foi preparado sempre em condições de assepsia, desmineralizado em HCI 0,5N e estocado após a liofilização. Nove pacientes foram os receptores, com idade variando de 11 a 46 anos. Todos eles eram portadores de lesão ósseas benignas que foram curetadas (sete casos), ou de não consolidação após fratura (um caso), ou de osteotomia (um caso). Após procedimentos cirúrgicos de rotina, as cavidades ou regiões desbridadas foram preenchidas com enxerto ósseo desmineralizado, em forma de fragmentos. Em um caso, houve associação de fixação interna e, em outro caso, de fixação externa. A avaliação precoce foi clínica e o seguimento radiológico foi realizado até 18 meses após a enxertia. Em apenas um caso, houve fracasso da enxertia. Nos demais, houve correção da falha óssea ou consolidação. O tempo médio de integração do enxerto foi de seis meses. Concluiu-se que o enxerto ósseo desmineralizado é uma alternativa viável ao enxerto homólogo.

Reconstrução da área doadora de enxerto ósseo do ilíaco

HELTON L.A. DEFINO; ANDRÉS E.R. FUENTES; WILSON MODESTO DE OLIVEIRA JÚNIOR

Rev Bras Ortop. 1997;32(10):- - Artigo Original
Os autores apresentam técnica original para reconstrução da área doadora de enxerto ósseo do ilíaco e os resultados iniciais com sua utilização em 15 pacientes. A reconstrução do ilíaco é realizada por meio da utilização da costela, retirada durante a abordagem anterior da coluna vertebral (toracofrenolombotomia ou toracotomia). A costela é dividida em dois segmentos, que são encaixados no espaço criado no ilíaco, após a remoção do enxerto ósseo. A avaliação clínica dos pacientes mostrou bom aspecto cosmético do local da reconstrução. Os segmentos de costela utilizados apresentaram boa integração radiológica. Foi observada reabsorção parcial desses segmentos da costela em dois pacientes, sem repercussões no resultado cosmético. A técnica de reconstrução do ilíaco apresentou bons resultados clínicos e radiológicos. Sua execução é simples e não necessita de recursos técnicos ou implantes especiais.

Emprego do enxerto ósseo liofilizado em lesões ósseas*

PEDRO PÉRICLES RIBEIRO BAPTISTA; GIANCARLO POLESELLO; RODRIGO PEREIRA GUIMARÃES; MARCELO LOPES FERNANDES

Rev Bras Ortop. 1997;32(11/12):- - Artigo Original
No período entre março e julho de 1995 foram estudados oito pacientes portadores de lesões ósseas tumorais ou pseudotumorais, lesões estas únicas, tratadas median-te curetagem e enxerto ósseo liofilizado. O tempo de seguimento médio foi de 12,4 meses (mínimo de 10, máximo de 19 meses). Todos os pacientes foram avaliados clínica e radiograficamente durante o tratamento. Os autores mos-tram que os resultados desse tratamento foram insatisfatórios e acompanhados de uma série de complicações.

USO DE ENXERTO ÓSSEO HOMÓLOGO E HETERÓLOGO EM DIÁFISE FEMORAL DE RATOS: COMPARAÇÃO ENTRE ENXERTO ÓSSEO CONGELADO E LIOFILIZADO

CARLOS ROBERTO GALIA; RICARDO ROSITO; TIELLE MÜLLER DE MELLO; CARLOS MACEDO

Rev Bras Ortop. 2005;40(3):- - Artigo Original
A utilização de enxertia óssea em cirurgia ortopédica tem-se tornado indispensável para o tratamento de diversas afecções, como na revisão de artroplastia total de quadril. Foi realizado um estudo experimental com 40 ratos adultos machos de raça Wistar (Rattus norvegicus) divididos aleatoriamente, os quais receberam dois tipos de enxerto ósseo conservado de duas maneiras diferentes. A saber: enxerto homólogo congelado e liofilizado e enxerto heterólogo congelado e liofilizado. No fêmur esquerdo de cada animal foi implantado osso liofilizado e, no fêmur direito, osso congelado. A analise dos resultados não mostrou diferença estatisticamente significativa no que se refere à resposta inflamatória, bem como no que diz respeito à capacidade de osteointegração entre os enxertos ósseos homólogos e heterólogos. Evidenciou também não haver diferença significativa quanto à forma de preservação desses enxertos. O objetivo deste trabalho foi avaliar e comparar, por meio da histologia, a osteointegração e antigenicidade dos enxertos ósseos homólogo e heterólogo conservados por meio de congelamento e liofilização. Descritores - Enxerto homólogo; enxerto ósseo heterólogo; liofilizado; congelado; osteointegração; antigenicidade.

ESTUDO COMPARATIVO DOS EFEITOS DE SELANTES HEMOSTÁTICOS NO REPARO ÓSSEO DE TÍBIA DE RATOS

NAIANA VIANA VIOLA; LUCIANA PEREIRA DA SILVA; ANA MARIA MINARELLI-GASPAR; ELENY BALDUCCI-ROSLINDO

Rev Bras Ortop. 2007;42(4):114-119 - Artigo Original
Objetivo: Verificar por meio de análise histológica os efeitos de agentes hemostáticos na reparação óssea, colocados em defeitos ósseos nas tíbias direita e esquerda de ratos jovens. Métodos: Foram utilizados 32 ratos machos (Holtzman). Após assepsia e anestesia, foi realizada incisão de 1cm em cada perna, expondo a região anterior da tíbia. Utilizando um micromotor e broca esférica, foram preparadas cavidades, expondo a medula óssea, as quais foram irrigadas com ácido épsilon-aminocapróico (EACA) ou preenchidas com gelatina absorvível Gelfoam. Nos períodos de sete, 14, 30, 45 dias, os animais foram sacrificados segundo o protocolo bioético, as tíbias removidas e fixadas em formol a 10% para inclusão em parafina e análise em microscopia de luz. Resultados: A análise dos cortes histológicos demonstrou que em todos os grupos (controle e tratados) os fenômenos biológicos da reparação óssea estiveram presentes, com diferença apenas na cronologia. As reações da reparação óssea confirmaram a biocompatibilidade dos materiais; o grupo tratado com Gelfoam apresentou discreta aceleração no processo de reparação tecidual em relação aos demais grupos, principalmente nos períodos de 14, 30 e 45 dias pós-cirurgia. O Gelfoam foi totalmente reabsorvido; a remoção dos agentes hemostáticos das lojas cirúrgicas acelera o processo de reparação tecidual. Conclusão: Em todos os grupos experimentais, a seqüência de fenômenos biológicos que compõem a reparação óssea esteve presente, havendo diferença na cronologia. As reações apresentadas no reparo ósseo confirmaram a biocompatibilidade dos materiais. A remoção total dos agentes hemostáticos nas lojas cirúrgicas acelera o processo de reparação tecidual. Descritores - Regeneração óssea; Tíbia; Adesivo tecidual de fibrina; Osteogênese; Espuma de fibrina; Ratos; Estudos comparativos.

Transporte ósseo da tíbia com o método de Ilizarov nos casos de pseudartrose com falha óssea

WAGNER NOGUEIRA DA SILVA; LUCIANO HENRIQUE MARTINS; ENNIO CESAR ALEXANDRINO COUTINHO

Rev Bras Ortop. 1998;33(10):- - Artigo Original
Foram tratados 21 pacientes portadores de pseudartrose tibial com falha óssea, pelo método de Ilizarov, sendo 17 do sexo masculino e 4 do feminino, com média de idade de 25,4 anos (4 a 47 anos). O seguimento médio, após retirada do fixador, foi de 38,5 meses (3 a 78m). O tratamento foi baseado na técnica de transporte ósseo da tíbia para preenchimento de perda óssea, sendo bifocal em 20 pacientes e trifocal em 1. Foi necessária revisão cirúrgica no foco da pseudartrose em 7 pacientes, para retirada de tecidos moles interpostos e avivamento de bordas ósseas dos fragmentos. Em nenhum caso foi realizada enxertia óssea. O tratamento inicial consistiu de ressecção ampla do tecido ósseo necrótico, no foco da pseudartrose e, após controle do processo infeccioso, foi realizada corticotomia metafisária subperióstica para transporte ósseo. A média de transporte ósseo obtida foi de 6,93cm (2,0 a 18,0cm). O tempo médio de transporte ósseo foi de 11,0 sem. (2 a 30 sem.). Como complicação foram observados 2 casos de refratura após retirada do fixador, tendo sido tratados com nova montagem do fixador externo circular, 1 caso de osteomielite crônica no trajeto de 1 pino de Schanz do fixador que necessitou abordagem cirúrgica, limitação da mobilidade do tornozelo em 2 casos e do joelho em 2 casos. Dois casos necessitaram artrodese do tornozelo, pois a falha óssea comprometia a articulação. A média de encurtamento residual foi de 1,85cm (0,0 a 12,0cm), sendo 15 pacientes com menos de 2,0cm. Em apenas um paciente foi colocado gesso para marcha durante 3 meses após a retirada do fixador. Desvio de eixo foi observado em 3 pacientes, sem prejuízo funcional, sendo 1 paciente com valgo < 10 graus e antecurvatum < 5 graus, 1 paciente com varismo tibial < 5 graus e outro com antecurvatum de 15 graus. Vinte pacientes apresentaram retorno a suas atividades prévias, à exceção de um alcoólatra. Os resultados em relação ao aspecto clínico-funcio-nal foram excelentes em 10, bons em 9 e razoáveis em 2. Em relação aos achados radiológicos, 11 foram excelentes, 8 bons e 2 maus resultados. Os autores comprovaram a eficácia do método de Ilizarov nos casos de pseudartrose com falha óssea, pela técnica de transporte ósseo, com taxa de resultados excelentes e bons em 90,47% dos ca-sos.

Tratamento cirúrgico das fraturas intra-articulares desviadas do calcâneo, através de osteossíntese interna, sem enxerto ósseo*

IDYLLIO DO PRADO JÚNIOR; MURILO ANTÔNIO ROCHA; RICARDO DA ROCHA REZENDE

Rev Bras Ortop. 1999;34(7):- - Artigo Original
Entre janeiro de 1993 e dezembro de 1997, 19 pacientes com 21 fraturas intra-articulares do calcâneo foram tratados com redução cruenta e fixação interna, sem enxerto ósseo. A verificação pré-operatória foi realizada através de radiografias do retropé em perfil e axial posterior, além de tomografia computadorizada em projeção coronal. Os pacientes foram avaliados, clinicamente, pelos critérios estabelecidos pela American Orthopaedic Foot & Ankle Society (AOFAS), e com radiografias em perfil, para a medida do ângulo de Böhler. Com seguimento médio de 3,5 anos, foram encontrados bons e excelentes resultados em 81,3% dos casos. Concluiu-se que: 1) a tomografia computadorizada tornou-se um exame complementar importante para a orientação do tratamento cirúrgico das fraturas do calcâneo; e 2) com o aprimoramento da técnica cirúrgica e a melhoria dos materiais de síntese, o tratamento das lesões intra-articulares e desviadas através de redução cruenta e fixação interna teve melhores resultados.

AVALIAÇÃO DO USO DE ANEL ANTIPROTRUSÃO COM ENXERTO ÓSSEO EM LESÃO ACETABULAR PÓS-ARTROPLASTIA TOTAL DO QUADRIL

FERNANDO JOSÉ SANTOS DE PINA CABRAL; SÉRGIO LUÍS CÔRTES DA SILVEIRA; RAFAEL VELLOZO SPINOLA; PAULO HENRIQUE VAN ERVEN LOUZADA; PAULO G. MANHÃES RODRIGUES

Rev Bras Ortop. 2004;39(11/12):- - Artigo Original
Os autores reviram 35 pacientes nos quais 36 lesões acetabulares (um caso bilateral) foram reconstruídas, utilizando o anel de reforço acetabular antiprotrusão de Burch-Schneider associado à enxertia óssea. Com seguimento médio de três anos, 12 pacientes (33,4%) obtiveram resultados excelentes, 13 bons (36,1%), oito regulares (22,2%) e três ruins (8,3%). No levantamento dos resultados foi utilizado o método de avaliação clínica de Merle D`Aubigné-Postel modificado por Charnley. Observou-se afrouxamento séptico em dois casos (5,5%), porém 94,5% dos casos mostraram consolidação óssea nas áreas enxertadas, sem sinais de falha do implante ou afrouxamento quando avaliados pelos critérios de Gill, Sledge e Müller. O anel antiprotrusão de Burch-Schneider, associado a enxerto ósseo, é um método que tem demonstrado ser eficaz no tratamento das deficiências acetabulares maciças nas cirurgias de revisão do quadril. O objetivo do trabalho é comparar os resultados clínico e radiográfico com a literatura internacional. Seguindo os princípios técnicos recomendados, podem-se esperar resultados satisfatórios a curto prazo. Descritores - Cirurgia de revisão; acetábulo; enxerto-ósseo.

Enxerto ósseo vascularizado de fíbula para tratamento da pseudartrose congênita dos ossos do antebraço

RAMES MATTAR JR.; RONALDO J. AZZE; EMYGDIO J. L. DE PAULA; LUIZ K. KIMURA; REGINA STARCK; SERGIO OKANE

Rev Bras Ortop. 1994;29(4):- - Artigo Original
Os autores apresentam sua experiência no tratamento de cinco pacientes portadores de pseudartrose congênita dos ossos do antebraço. Relatam os casos descritos na literatura e ressaltam a raridade desta doença. Descrevem a técnica cirúrgica de reconstrução utilizando o transplante de fíbula vascularizada e mostram os bons resultados obtidos.

AVALIAÇÃO DE MÉTODO PARA RECONSTRUÇÃO ACETABULAR COM USO DE ENXERTO ÓSSEO HOMÓLOGO E IMPLANTE CIMENTADO

MILTON VALDOMIRO ROOS; BRUNO DUTRA ROOS; CAROLINA MONTEIRO SAMPAIO; PAULO ROBERTO MARQUES JUNIOR

Rev Bras Ortop. 2008;43(9):367-375 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar clínica e radiograficamente 43 quadris em 43 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico, para reconstrução acetabular do quadril pós-afrouxamento asséptico do implante, utilizando classificação idealizada e adotada no Serviço de Cirurgia do Quadril do Pronto Socorro de Fraturas de Passo Fundo/RS (método dos 75mm). Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo com 88 pacientes (90 quadris) submetidos a tratamento cirúrgico de reconstrução acetabular após afrouxamento asséptico do implante, entre agosto de 1994 e outubro de 2000. Desses pacientes, 43 (43 quadris) preencheram todos os requisitos necessários para este trabalho. Foi considerada falha da reconstrução devido a afrouxamento, a migração do implante maior do que 5mm em qualquer direção, ou a progressão de linhas de radioluscência maior do que 2mm de largura nas zonas delimitadas por DeLee e Charnley, em associação com o critério clínico de dor. Resultados: Do total de pacientes avaliados, 29 casos (67,4%) foram submetidos à reconstrução acetabular com enxerto picado tipo "crouton" (1cm3); os 14 casos (32,6%) restantes foram submetidos à reconstrução acetabular com enxerto em bloco. A classificação clínica pós-operatória, de acordo com os critérios de D`Aubignè et al modificados por Charnley, considerou os resultados pós-operatórios obtidos como: 83,7% satisfatórios e 16,3% insatisfatórios, com seguimento mínimo de seis anos. De acordo com os critérios estabelecidos, sete pacientes (16,3%) apresentaram falhas de reconstrução devido a afrouxamento: seis com enxerto picado (20,7% das 29 enxertias com osso picado) e uma com enxerto em bloco (7,1% dos 14 blocos). As falhas ocorreram, em média, aos 7,25 anos. Conclusão: Com base nos resultados obtidos, utilizando, como critério de indicação da técnica cirúrgica a adotar, a mensuração da cavidade acetabular préoperatória (maior ou menor do que 75mm), conclui-se que o método apresentou alto índice de sobrevida da reconstrução acetabular e resultados clínicos satisfatórios em seguimento médio de 8,3 anos. Constatou-se maior sobrevida nos casos que foram realizados utilizando blocos ósseos, apesar de a cavidade ser de maior dimensão.Descritores - Artroplastia do quadril /métodos; Acetábulo/ cirurgia; Transplante homólogo/efeitos adversos; Falha de prótese.

USO DE ENXERTO ÓSSEO HOMÓLOGO ESTRUTURAL CORTICAL EM CIRURGIAS DE RECONSTRUÇÃO FEMORAL

Milton Valdomiro Roos; Bruno Dutra Roos; Taís Stedile Busin Giora; Thiago Martins Taglietti

Rev Bras Ortop. 2010;45(5):483-489 - Artigo Original
Objetivo: Realizar uma avaliação clínica e radiográfica dos pacientes submetidos a tratamento cirúrgico com utilização de enxerto ósseo homólogo estrutural cortical em cirurgias de reconstrução femoral secundárias a afrouxamento de artroplastia total do quadril e fraturas periprotéticas. Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo com 27 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico de reconstrução femoral secundária a afrouxamento de artroplastia total de quadril (12 casos) e fratura periprotética (15 casos) utilizando enxerto homólogo estrutural cortical e implante cimentado, no período de junho de 1999 a fevereiro de 2008. Desses, 21 preencheram todos os critérios necessários para este trabalho. Os pacientes foram submetidos a uma avaliação clínica pré e pós-operatória, de acordo com o Harris Hip Score. Foram avaliadas também radiografias pré-operatórias, pós-operatórias imediatas e tardias, comparando a consolidação das fraturas, os sinais radiográficos de consolidação do enxerto, a modificação do estoque ósseo e da qualidade óssea do fêmur e o alinhamento femoral. Resultados: Nove pacientes (42,9%) foram submetidos à reconstrução femoral secundária a afrouxamento de artroplastia total de quadril e 12 (57,1%), à reconstrução femoral secundária à fratura periprotética. Com relação à classificação clínica pós-operatória, os resultados obtidos foram considerados como satisfatórios em 85,7% dos casos e insatisfatórios em 14,3%. Sinais radiográficos de consolidação do enxerto foram visualizados em todos os casos. Houve aumento do estoque ósseo em 90,5% das reconstruções de quadril realizadas, conforme aferição do índice cortical. Além disso, a modificação da qualidade óssea femoral foi considerada boa em 66,7% dos casos. Conclusão: O uso de enxerto ósseo homólogo estrutural cortical em cirurgias de reconstrução femoral de artroplastias totais do quadril e em fraturas periprotéticas é uma boa opção de tratamento em casos selecionados, permitindo resultados clínicos e radiográficos satisfatórios. Descritores - Fraturas do Fêmur; Artroplastia de Quadril/métodos; Prótese de Quadril; Transplante Ósseo.

EFEITO DO ADESIVO BUTIL-2-CIANOACRILATO EM OSTEOTOMIAS E ENXERTO ÓSSEO EM COELHOS: ASPECTO MACROSCÓPICO E RADIOGRÁFICO

Mario Sergio Viana Xavier

Rev Bras Ortop. 2012;47(5):638-645 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar o efeito do adesivo tecidual butil-2-cianoacrilato em osteotomias e enxerto ósseo (EO), sob o aspecto macroscópico e radiográfico. Métodos: Foram utilizados 48 coelhos, divididos aleatoriamente em quatro grupos de 12 animais, com períodos de observação de duas, quatro, oito e 16 semanas. Foram operados os dois membros torácicos de cada animal e realizadas duas osteotomias em cada um dos rádios, com a retirada de um fragmento ósseo (EO) de 1cm de comprimento. De um lado foi recolocado o EO no local e aplicada uma gota do adesivo em cada uma das osteotomias. No outro lado, foi realizado o mesmo procedimento sem a aplicação do adesivo. Fixou-se em 0,05 ou 5% o nível de rejeição da hipótese de nulidade. Resultados: Presença de marcas azuis em todas as peças cirúrgicas em que foi utilizado o adesivo. A partir da quarta semana, ausência de movimento dos EO com adesivo e controle. No grupo A, nas osteotomias proximais com adesivo, ocorreu menos desvio do EO (p = 0,02). No grupo C, a união (p = 0,03) e a integração do EO (p = 0,02) foram melhores nas osteotomias proximais com adesivo. Conclusões: O adesivo não foi totalmente metabolizado com 16 semanas. Há consolidação clínica das osteotomias em quatro semanas. O adesivo estabilizou o EO nas primeiras semanas e não interferiu na consolidação das osteotomias, assim como na integração dos EO a observação radiográfica. Descritores - Adesivos Teciduais; Embucrilato; Osteotomia; Polimerização; Enxerto ósseo; Integração óssea

ENXERTO HOMÓLOGO ESTRUTURAL PARA TRATAMENTO DO DEFEITO ÓSSEO DURANTE ARTROPLASTIA DE REVISÃO DO JOELHO

Hugo Alexandre de Araújo Barros Cobra; Mario Corrêa Netto Pacheco Junior; Alan de Paula Mozella

Rev Bras Ortop. 2013;48(4):341-347 - Artigo Original
Objetivo: A obtenção de estável interface osso-implante, o correto alinhamento dos componentes, o apropriado equilíbrio das tensões de partes moles, a manutenção de adequada altura da interlinha articular são princípios fundamentais para êxito nas cirurgias de revisão de artroplastia total de joelho, os quais somente são obtidos com manejo da deficiência óssea. Contudo, o correto tratamento de grandes defeitos permanece indefinido. O objetivo deste estudo foi avaliar os resultados clínicos e radiográficos dos pacientes submetidos à cirurgia de revisão de artroplastia total do joelho com uso de enxerto estrutural de Banco de Tecidos Músculos-Esqueléticos, entre janeiro de 2002 e dezembro de 2010, no Centro de Cirurgia do Joelho do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO). Foram incluídos no estudo 26 artroplastias de revisão com enxertia óssea homóloga estrutural em 25 pacientes. Foram usadas 34 peças estruturais para enxertia homóloga durante as 26 cirurgias de revisão de artroplastia total de joelho. O terço proximal da tíbia e o terço distal do fêmur foram as peças mais frequentemente usadas. Seis pacientes evoluíram com infecção profunda, em um desses casos associada à lesão do mecanismo extensor. O valor médio da pontuação obtida no questionário WOMAC foi de 24,9. Na avaliação da capacidade funcional no SF-36, o valor médio foi de 52,5. Na avaliação radiográfica, a reabsorção do enxerto ocorreu em três pacientes e não foram observados casos de osteólise, fratura do enxerto, migração ou afundamento dos componentes. Enxerto ósseo de Banco de Tecidos Músculo-Esqueléticos representa satisfatória opção ao manejo da falha óssea no cenário da cirurgia de revisão de artroplastia total de joelho. Keywords - Artroplastia do joelho Revisão Transplante ósseo

Uso do enxerto ósseo vascularizado de fíbula no tratamento de infecções ósseas graves no membro superior

RONALDO J. AZZE; RAMES MATTAR JR.; EMYGDIO J. L. DE PAULA

Rev Bras Ortop. 1993;28(3):- - Artigo Original
Os autores relatam sua experiência no tratamento de nove pacientes portadores de processos infecciosos graves nos ossos do membro superior, com o enxerto ósseo vascularizado de fíbula. Os pacientes foram operados entre 1985 e 1991 e o seguimento médio foi de 29,5 meses. As perdas ósseas segmentares variaram de 6 a 10cm, com média de 7,8cm. A viabilidade do enxerto ósseo foi testada através de cintilografia e de monitores de pele. Houve sobrevida do enxerto e sucesso na reconstrução em 88,8% dos pacientes.

O emprego do enxerto ósseo na artroplastia do ombro: técnica da sutura dos tubérculos *

SÉRGIO L. CHECCHIA; PEDRODONEUX S.; EDUARDO MARTINEZ P.; CARLOS M. GARCIA S.; HÉLIO P. LEAL; ALBERTO N. MIYAZAKI

Rev Bras Ortop. 1995;30(9):- - Artigo Original
A soltura ou migração dos tubérculos maior e menor, na técnica convencional da artroplastia parcial imediata do ombro, para o tratamento das fraturas agudas graves do extremo proximal do úmero, é complicação freqüente e que leva a resultados insatisfatórios. No período de setembro de 1988 a janeiro de 1995, de um total de 191 artroplastias parciais, 78 ombros (77 pacientes) foram operados pelo Grupo de Ombro do Departamento de Ortopedia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, para tratamento das fraturas graves do extremo proximal do úmero. Analisando radiograficamente os primeiros 52 pacientes, com seguimento pós-operatório médio de 18 meses, os autores verificaram nove casos desta complicação. Modificaram, então, a técnica original e a descrevem detalhadamente, baseada numa sutura estável e confiável, associada ao emprego de enxerto ósseo autólogo. Após a utilizarem em 26 casos, verificaram melhora importante nos resultados, pois ocorreu apenas um caso de soltura, caso este associado à infecção profunda.

Comparação de osteotomias de Puddu com ou sem enxerto ósseo autólogo: estudo clínico prospectivo

Marcus Ceregatti Passarelli; José Roberto Tonelli Filho; Felipe Augusto Mendes Brizzi; Gustavo Constantino de Campos; Alessandro Rozim Zorzi; João Batista de Miranda

Rev Bras Ortop. 2017;52(5):555-560 - Artigo Original
    Objetivos: Avaliar a hipótese de que o enxerto ósseo autólogo da crista ilíaca não melhora o resultado clínico e não diminui a incidência de complicações em pacientes submetidos à osteotomia de Puddu. Métodos: Foram avaliados 40 pacientes alocados de forma aleatória em dois grupos em um estudo clínico duplo cego entre 2007 e 2010. Um grupo recebeu enxerto ósseo e o outro grupo foi deixado sem preenchimento da osteotomia. O desfecho primário foi a escala clínica da Knee Society (KSS). A medida radiográfica do ângulo anatômico entre o fêmur e a tíbia no plano frontal e a progressão da osteoartrite de acordo com a classificação modificada de Ahlback foram usadas como desfechos secundários. Resultados: Não houve diferença da escala KSS no grupo com enxerto (64,4 ± 21,8) e no grupo sem enxerto (61,6 ± 17,3; p = 0,309). Não houve diferença do ângulo entre o fêmur e a tíbia no plano frontal entre os grupos (com enxerto = 184 ± 4,6 graus; sem enxerto = 183,4 ± 5,1 graus; p = 1,0), indica que não há uma perda de correção pela falta do enxerto. Houve pioria da osteoartrite em um número maior de pacientes no grupo com enxerto (p = 0,005). Conclusão: O enxerto ósseo autólogo da crista ilíaca não melhorou o resultado clínico e não diminuiu a incidência de complicações em pacientes submetidos à osteotomia de Puddu, fixadas com placa-calço de primeira geração, nas condições deste estudo.

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