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Busca por: Análise biomecânica da fixação tibial transversa na reconstrução do ligamento cruzado anterior

Análise biomecânica da fixação tibial transversa na reconstrução do ligamento cruzado anterior

Edmar Stieven Filho; Mariane Henseler Damaceno Mendes; Stephanie Claudino; Filipe Baracho; Paulo César Borges; Luiz Antonio Munhoz da Cunha

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):174-179 - Artigo Original
Objetivo: investigar se a fixação transversa tibial com parafuso femoral apresenta vantagensbiomecânicas sobre a fixação transversa femoral com parafuso tibial na reconstrução doligamento cruzado anterior (LCA).Método: foram usados como modelos de testes joelhos suínos e tendões extensores digitaisbovinos. Foram submetidos à reconstrução do LCA 28 joelhos: 14 foram fixados com parafusona tíbia e implante transverso no fêmur (grupo padrão) e 14 com parafuso no fêmur e fixaçãotransversa na tíbia (grupo invertido). Os modelos foram submetidos aos testes de tração.Resultados: não houve diferença estatisticamente significante na sobrevivência das técnicasno que tange a força, força máxima sem falha e tensão. Houve uma sobrevivência maior nogrupo padrão na comparação das curvas de tensão de limite elástico (p < 0,05).Conclusão: não há vantagem biomecânica da fixação transversa tibial com parafuso femo-ral em relação à fixação transversa femoral com parafuso tibial, observada em testes commodelos animais.

Análise biomecânica da reconstrução do ligamento cruzado anterior*

António Completo; José Carlos Noronha; Carlos Oliveira; Fernando Fonseca

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):190-197 - Artigo Original

OBJETIVO A reconstrução do ligamento cruzado anterior é aconselhável sobretudo em atletas de alta demanda física. Diversas técnicas são usadas na reconstrução, mas a grande questão é qual o melhor posicionamento para o enxerto. Analisar o efeito biomecânico da posição dos túneis ósseos na repartição de carga e cinemática da articulação, bem como os resultados funcionais em médio prazo, após reconstrução do ligamento cruzado anterior.
MÉTODOS Fez-se um estudo de simulação biomecânica computacional com modelos de elementos finitos do joelho original e com reconstrução do ligamento cruzado anterior (Neo-LCA) em quatro combinações de posição dos túneis ósseos (femoral central-tibial central, femoral anterior-tibial central, femoral posterossuperior-tibial anterior e femoral central-tibial anterior) com o mesmo tipo de enxerto. Para cada modelo, foram comparadas a pressão de contato na cartilagem, a rotação e translação do fêmur e dos meniscos e a deformação nos ligamentos.
RESULTADOS Nenhum modelo de Neo-LCA foi capaz de reproduzir, na íntegra, o modelo do joelho original. Quando o túnel femoral era colocado em posição mais posterior, observaram-se pressões na cartilagem 25% mais baixas e translação dos meniscos superiores entre 12% e 30% relativamente ao modelo intacto. Quando o túnel femoral estava em posição mais anterior, observou-se uma rotação interna do fêmur 50% inferior ao modelo intacto.
CONCLUSÃO Os resultados evidenciam que uma localização do túnel femoral mais distante da posição central parece ser mais preponderante para um comportamento mais díspar relativamente à articulação intacta. Na posição mais anterior existe um aumento da instabilidade rotatória.


Palavras-chave: ruptura; reconstrução do ligamento cruzado anterior; ligamento cruzado anterior

Avaliação biomecânica de diferentes métodos de fixação tibial na reconstrução do ligamento anterolateral em ossos suínos*

Rogério Nascimento Costa; Rubens Rosso Nadal; Paulo Renato Fernandes Saggin; Osmar Valadão Lopes; Leandro de Freitas Spinelli; Charles Leonardo Israel

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):183-189 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar a força de resistência à tração de diferentes métodos de fixação tibial na reconstrução do ligamento anterolateral (LAL). Além disso, comparar os mecanismos de falha da fixação tibial dessa reconstrução em joelhos suínos.
MÉTODOS Foram usados 40 membros recém-congelados de suínos, divididos em quatro grupos de dez espécimes, conforme as técnicas de fixação tibial usadas. No grupo A, a fixação tibial do enxerto tendíneo foi feita por meio de uma âncora e seu fio transpassou o enxerto. No grupo B, a fixação tibial foi feita por meio de parafuso de interferência metálico em túnel ósseo único. No grupo C, a fixação tibial incluiu uma âncora associada à sutura de ponto sobre o tendão (sem a presença de fio que transpassasse o tendão) e, no grupo D, foram usados dois túneis ósseos confluentes associados a um parafuso de interferência em um dos túneis.
RESULTADOS A força média menos elevada (70,56 N) ocorreu no grupo A e a mais elevada (244,85 N), no grupo B; as médias dos outros dois grupos variaram entre 171,68N (grupo C) e 149,43 N (Grupo D). Considerando-se a margem de erro fixada (5%), foi observada diferença significativa entre os grupos (p < 0,001).
CONCLUSÃO A fixação com parafuso de interferência em túnel ósseo único apresentou a maior força de resistência à tração dentre as técnicas avaliadas.


Palavras-chave: ligamento cruzado anterior; ligamentos articulares; joelho; procedimentos ortopédicos

RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR COM A TÉCNICA DE DUPLO FEIXE AVALIAÇÃO NO LABORATÓRIO DE BIOMECÂNICA

Caio Oliveira D'Elia; Alexandre Carneiro Bitar; Wagner Castropil; Antônio Guilherme Padovani Garofo; Anita Lopes Cantuária; Maria Isabel Veras Orselli; Isabela Ugo Luques; Marcos Duarte

Rev Bras Ortop. 2011;46(2):148-154 - Artigo Original
 Objetivo: O objetivo deste estudo é descrever a metodologia da análise da rotação do joelho utilizando instrumentos do laboratório de biomecânica e apresentar os resultados preliminares de um estudo comparativo com pacientes submetidos à reconstrução do ligamento cruzado anterior com a técnica de duplo feixe. Métodos: Descreveu-se o protocolo atualmente utilizado em nosso laboratório e realizou-se a análise cinemática tridimensional e medida da amplitude de rotação do joelho de oito pacientes normais (grupo controle) e 12 pacientes operados com a técnica de duplo feixe em três tarefas no laboratório de biomecânica. Resultados: Não indicam diferenças significativas entre os lados operados e não operados em relação às amplitudes médias da marcha, da marcha com mudança de direção ou da marcha com mudança de direção ao descer a escada (p > 0,13). Conclusões: Os resultados preliminares não demonstraram diferença da técnica de reconstrução de LCA em duplo feixe em relação ao lado contralateral e ao grupo controle.Descritores - Rotação; Ligamento Cruzado Anterior; Reconstrução; Biomecânica.

Fratura da tuberosidade tibial anterior após reconstrução do ligamento cruzado anterior com terço central do tendão patelar: relato de caso*

LÚCIO HONÓRIO DE CARVALHO JÚNIOR; LUCIANO HENRIQUE MARTINS

Rev Bras Ortop. 2002;37(4):- - Relato de Caso
A reconstrução do ligamento cruzado anterior com o terço central do tendão patelar é atualmente uma das cirurgias mais usadas(2). Como conseqüência de seu grande número, várias complicações foram descritas(2). Cohen et al (1992), analisando complicações relacionadas a essa técnica, encontraram 14,8% de complicações tardias, inclusive com 1,0% de fraturas da tíbia, contudo relacionadas com o "planalto tibial", e não com a tuberosidade tibial anterior( 2). O objetivo deste trabalho é relatar essa rara complicação num paciente esqueleticamente maduro e seu tratamento, fazendo conjecturas sobre suas possíveis causas.

Comportamento isométrico na reconstrução do ligamento cruzado anterior após a confecção dos túneis ósseos femoral e tibial*

MÁRCIA UCHOA DE REZENDE; GABRIEL BENTO DE MELLO FILHO; MARCELO SARAGIOTTO; ALEXANDRE E. V. KOKRON; ALCYR ROZANTE SOTTO; GILBERTO LUIS CAMANHO; ARNALDO JOSÉ HERNANDEZ

Rev Bras Ortop. 1995;30(5):- - Artigo Original
Os autores estudam a manutenção da isometricidade definida por fios-guias dos túneis tibial e femoral para reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) e depois perfurados com broca de 10mm, em oito joelhos de cadáver humano. Um fio inelástico é passado pelos orifícios do fio-guia e um enxerto de tendão patelar, pelos túneis ósseos. É medida a excursão do fio e do enxerto num arco de movimento de 0 a 90 graus, mostrando os resultados que o deslocamento máximo do fio foi, em média, de 2,51 mm (máximo de 5mm), enquanto o do enxerto foi de 3,18 mm em média (máximo de 6mm). Não se verifica diferença estatística entre estes dois grupos no arco de movimento de 0 a 90° de flexão do joelho, enquanto entre 30 e 60° ocorre diferença significativa de deslocamento entre os pontos isométricos e os túneis. Os autores concluem que a confecção do túnel não compromete a isometricidade determinada pelo guia; que a maior distância entre os dois pontos isométricos e os dois túneis ocorre a 0° de flexão do joelho e a menor a 90°; que há diferença de comportamento no arco de 0 a 30° entre os dois grupos; e que a melhor posição para a fixação do enxerto e entre 20 e 30 graus.

Reconstrução do ligamento cruzado anterior com enxerto quádruplo do semitendinoso e do grácil, com fixação com dupla placa

NISO BALSINI; NISO EDUARDO BALSINI

Rev Bras Ortop. 1996;31(2):- - Artigo Original
Os autores apresentam técnica de reconstrução do ligamento cruzado anterior do joelho utilizando enxerto quádruplo, sendo semitendinoso duplo e grácil duplo, com fixação com dupla placa, uma no fêmur e outra na tíbia, via endoscópica. Vantagens como incisões menores, diminuição da agressão cirúrgica, do sangramento, da dor e do custo são enfatizadas, tornando-a adequada para aplicação pelo sistema de cirurgia ambulatorial. A técnica evita complicações que podem ocorrer quando se utiliza o tendão patelar e o parafuso de interferência, que são citadas no decorrer do texto. Para os autores, utilizar tendões do mecanismo flexor do joelho é um dos grandes pontos desta técnica, evitando modificar a biomecânica da articulação da patela. Dezoito pacientes foram assim operados no Núcleo de Cirurgia do Joelho e Artroscopia de Joinville, des-de outubro de 1994 e apresentam até agora boa evolução e estabilidade.

Análise ultra-sonográfica do comprimento do tendão patelar doador em pacientes submetidos à reconstrução intra-articular do ligamento cruzado anterior do joelho*

MÁRIO CARNEIRO FILHO; ROGÉRIO TEIXEIRA DA SILVA; DEJALDO MARCOS JESUS CHRISTÓFALO

Rev Bras Ortop. 1996;31(4):- - Artigo Original
São analisadas, retrospectivamente, através de exame ultra-sonográfico, as alterações no comprimento do tendão patelar de 30 pacientes submetidos à reconstrução intra-articular do ligamento cruzado anterior do joelho usando este tendão como enxerto livre. Foram selecionados somente pacientes que não se queixavam de dor no joelho operado e que não apresentaram nenhuma complicação pós-operatória. Observou-se que em 50% dos casos houve aumento no comprimento do tendão e que em dois (6,6%) pacientes ele foi maior do que 10%. Em relação à outra metade, em cinco (16,7%) pacientes não houve variação no tamanho do tendão patelar em comparação com o lado não operado, enquanto nos outros dez (33,3%) houve diminuição, com nenhuma variação superior a 10%. Na análise dos dados, nenhuma diferença citada foi estatisticamente significante.

RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR COM O TERÇO CENTRAL DO TENDÃO DO MÚSCULO QUADRÍCEPS: ANÁLISE DE RESULTADOS APÓS 10 ANOS

Marcus Valladares Guimarães; Lúcio Honório de Carvalho Junior; Dalton Lopes Terra

Rev Bras Ortop. 2009;44(4):306-312 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os resultados clínicos utilizando dois diferentes protocolos, 10 anos após a cirurgia de reconstrução do LCA (Ligamento Cruzado Anterior) com o terço central do tendão do músculo quadríceps (TQ). Método: Entre novembro/1997 e abril/1998, 25 pacientes foram submetidos a 25 reconstruções do LCA com TQ pela técnica transtibial. A parte óssea do enxerto foi fixada no túnel femoral com parafuso de interferência e a parte tendinosa no túnel tibial, com parafuso em poste com arruela. Dois pacientes romperam o novo ligamento em entorses durante futebol. Seis não foram encontrados para reavaliação (24%). Foram avaliados 17 pacientes, sendo 15 homens e duas mulheres, com média de idade na cirurgia de 28,53 ± 6,64 anos. Todos foram examinados com seis meses, um ano e dez anos de cirurgia. A avaliação clínica foi realizada com a escala de Lysholm e a do o joelho, com a do Hospital for Special Surgery. Resultados: As lesões foram operadas após 9,87 ± 14,42 meses do acidente. Segundo a escala de Lysholm, os resultados ao fim do primeiro ano foram de 98,71 ± 2,47 e, ao fim de dez anos, de 97,35 ± 3,12. Usando a escala do Hospital for Special Surgery, a pontuação foi de 95,07 ± 5,23 com um ano e de 94,87 ± 4,16 após 10 anos. Todos os pacientes retornaram ao trabalho nas mesmas condições. Quinze (88,24%) retornaram ao mesmo esporte, um com modificação na prática e outro mudou de esporte. Nenhum paciente se queixou dor na área doadora do enxerto após quatro semanas da cirurgia até a última avaliação. Quatro pacientes sofreram ruptura do LCA contralateral em atividades esportivas, sendo três entorses no futebol e uma durante dança. Conclusão: O enxerto do TQ é boa opção para a reconstrução do LCA, mesmo quando decorridos 10 anos do procedimento cirúrgico. Não houve dor na área doadora do enxerto a médio e longo prazo. A taxa de retorno ao esporte foi excelente e não houve alteração da articulação femoropatelar. Descritores - Joelho; Ligamento cruzado anterior; Músculo quadríceps; Músculo esquelético.

História das lesões meniscais na reconstrução do ligamento cruzado anterior*

WILSON MELLO A. JR.; PAULO CESAR FERREIRA PENTEADO; ADRIANO MARCHETTO; ISMAEL FERNANDO DE CARVALHO FATARELLI; RUBENS LOMBARDI RODRIGUES; PAULO HENRIQUE CERQUEIRA

Rev Bras Ortop. 1999;34(11/12):- - Atualização
Neste estudo retrospectivo os autores revisaram 166 prontuários de pacientes com instabilidade sintomática do joelho submetidos a reconstrução artroscópica do ligamento cruzado anterior (LCA), com o objetivo de avaliar cronologicamente as lesões meniscais associadas à ruptura do LCA. A lesão meniscal esteve associada à lesão do LCA em 82% dos casos. A lesão isolada do menisco lateral (ML) ocorreu em 27 pacientes (16%) e do menisco medial (MM) em 55 (33%). A lesão dupla (ML + MM) ocorreu em 54 casos (33%) e 30 pacientes (18%) não apresentaram lesão meniscal. Os pacientes foram divididos em três grupos con-forme o tempo decorrido entre a lesão do LCA e a cirurgia de reconstrução: Grupo I (0 a 4 meses), Grupo II (4 meses a 5 anos) e Grupo III (mais de 5 anos). Observou-se que no Grupo I houve predomínio da lesão isolada do ML em relação a lesão dupla e do MM isolada. Nos Grupos II e III a lesão isolada mais encontrada foi a do MM, seguida da lesão dupla, e isolada do ML. Dos 166 pacientes, 139 romperam o LCA durante prática de esporte e o mecanismo de trauma mais comum foi o rotacional. Conclui-se que a lesão do ML foi mais freqüente nos quatro primeiros meses após a ruptura do LCA e que, quanto mais tardia a cirurgia de reconstrução, maior é a incidência de lesão meniscal, especialmente do MM.

Reconstrução anatômica do ligamento cruzado anterior: uma abordagem lógica

Julio Cesar Gali

Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Nota Técnica
Descrevemos a abordagem cirúrgica que vimos usando nos últimos anos para a reconstruçãodo ligamento cruzado anterior (LCA) e destacamos a importância da visualização artroscó-pica pelo portal anteromedial e perfuração do túnel femoral por um portal anteromedialacessório, para que a reconstrução seja realmente anatômica. Essa via permite a observaçãodireta da inserção femoral do LCA na face medial do côndilo femoral lateral, não necessitade guias para a criação do túnel femoral anatômico, dispensa a necessidade de incisão noterço distal e lateral da coxa, como é inevitável quando a perfuração do túnel femoral é feitaoutside-in, e permite, também, a reconstrução do LCA com dupla banda.

Medidas peroperatórias na reconstrução do ligamento cruzado anterior*

JOSÉ MÁRCIO G. DE SOUZA; MARCO TÚLIO L. CALDAS; LEONARDO C. ANTUNES; OSCAR NICOLAI PINHEIRO; TANIA CLARETE V. SAMPAIO

Rev Bras Ortop. 1998;33(11/12):- - Artigo Original
A fim de promover mais informações para decisões técnicas na reconstrução do LCA, os autores tomaram medidas peroperatórias da distância entre os orifícios intraarticulares dos túneis tibial e femoral e da parte tendinosa do enxerto do tendão patelar em 30 joelhos de pacientes que se submeteram a uma reconstrução. Discutem os valores e possíveis relações desses dados e sua importância em relação à isometricidade, local de implantação e fixação do enxerto.

Protocolo de reabilitação após reconstrução do ligamento cruzado anterior

Ricardo de Paula Leite Cury; Henry Dan Kiyomoto; Gustavo Fogolin Rosal; Flávio Fernandes Bryk; Victor Marques de Oliveira; Osmar Pedro Arbix de Camargo

Rev Bras Ortop. 2012;47(4):421-427 - Artigo de Revisão
Elaborar um protocolo de reabilitação pós-reconstrução do ligamento cruzado posterior (LCP) através de revisão da literatura. Foi realizada uma revisão da literatura em busca de dados referentes a conceitos e estudos biomecânicos relacionados com o ligamento cruzado posterior do joelho, utilizando-se os bancos de dados Medline e Embase. A estratégia de busca foi montada com a seguinte regra: problema ou lesão, associado a termos de localização anatômica, procedimento de intervenção cirúrgica associado a termos de reabilitação. Iniciamos o processo desta forma e posteriormente realizamos restrições a termos específicos para melhorar a especificidade da busca. Para confecção do protocolo, uma tabela foi construída para melhor direcionamento dos dados, com base no tempo decorrido do procedimento cirúrgico até o início da fisioterapia. Um protocolo de reabilitação foi criado para melhor controle da descarga de peso nas primeiras semanas com o auxílio de imobilizador de joelho. Objetivamos o ganho da amplitude de movimento total do joelho, que deve ser conseguido até o terceiro mês, evitando-se, assim, contraturas resultantes do processo de cicatrização tecidual. Os exercícios de fortalecimento e treino sensório-motor foram orientados de acordo, evitando-se sobrecarga sobre o enxerto e respeitando os períodos de cicatrização do mesmo. O protocolo proposto nesta revisão foi enquadrado dentro das evidências atuais sobre o assunto. Descritores - Ligamento Cruzado Posterior; Joelho; Reabilitação.

RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR COM DUPLO FEIXE UTILIZANDO OS TENDÕES DOS MÚSCULOS SEMITENDÍNEO E GRÁCIL: FIXAÇÃO COM DOIS PARAFUSOS DE INTERFERÊNCIA

Mario Carneiro; Ricardo Dizioli Navarro; Gilberto Yoshinobu Nakama; João Mauricio Barretto; Antonio Altenor Bessa de Queiroz; Marcus Vinicius Malheiro Luzo

Rev Bras Ortop. 2009;44(5):441-445 - Nota Técnica
Procedimentos cirúrgicos de reconstrução do ligamento cruzado anterior com duplo feixe dos tendões dos músculos semitendíneo e grácil têm sido descritos na última década. A maioria das técnicas descritas utiliza o dobro de material de síntese empregado na reconstrução com feixe único. Relatamos uma técnica original para a reconstrução do ligamento cruzado anterior com duplo feixe, na qual mantemos as inserções tibiais dos tendões dos músculos semitendíneo e grácil e realizamos dois túneis tibiais e dois túneis femorais. Os túneis femorais são realizados "de fora para dentro" e a fixação do enxerto é realizada somente com dois parafusos de interferência. Descritores - Ligamento cruzado anterior; Traumatismos do joelho; Joelho.

RECONSTRUÇÃO TRANSTÚNEL TIBIAL DO LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR: ESTUDO ANÁTOMO-RADIOGRÁFICO EM CADÁVERES

Antônio Altenor Bessa De Queiroz; César Janovsky; Carlos Eduardo da Silveira Franciozi; Luiz Aurélio Mestriner; Geraldo Sérgio de Mello Granata Jr; Moises Cohen 

Rev Bras Ortop. 2014;49(4):370-373 - Artigo Original
Objetivo: determinar os pontos de referência para a saída do fio-guia tibial em relação à cortical posterior da tíbia. Métodos: foram usados para este estudo 16 joelhos de cadáveres frescos. Através de uma escopia e com um guia milimetrado, foi feita a passagem de três fios-guias a 0, 10 e 15mm distalmente em relação à crista posterior da tíbia. Foramfeitas dissecções e foi determinada a região do centro da inserção tibial do ligamento cruzado posterior (LCP) em cada joelho. Forammedidas as distâncias entre o centro da inserção tibial do LCP e a borda tibial posterior (CB) e entre o centro da inserção tibial do LCP e os fios 1-2 e 3 (CF1-CF2-CF3). Resultados: nos joelhos dissecados, encontramos o centro da inserção tibial do LCP a 1,09cm±0,06 da borda tibial posterior. As distâncias entre os fios 1,2 e 3 e o centro da inserção tibial do LCP foram respectivamente 1,01±0,08; 0,09±0,05 e 0,5±0,05. Conclusão: a saída do fio-guia a 10mm distalmente em relação à crista posterior da tíbia representa a melhor posição para tentar reproduzir o centro anatômico do LCP. Descritores - Ligamento cruzado posterior Cadáver Reconstrução

ANÁLISE DA CORRELAÇÃO ENTRE PICO DE TORQUE, DESEMPENHO FUNCIONAL E FROUXIDÃO LIGAMENTAR EM INDIVÍDUOS NORMAIS E COM RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR

RODRIGO ANTUNES DE VASCONCELOS; DÉBORA BEVILAQUA-GROSSI; ANTONIO CARLOS SHIMANO; CLEBER ANTONIO JANSEN PACCOLA; TÂNIA FÁTIMA SALVINI; CHRISTIANE LANATOVITS PRADO; WILSON A. MELLO JUNIOR

Rev Bras Ortop. 2009;44(2):134-142 - Artigo Original
Objetivo: Analisar a correlação entre os déficits musculares dos extensores e flexores do joelho através do pico de torque isocinético com os testes de salto monopodal, frouxidão ligamentar pós-operatória e questionário de função em indivíduos normais e indivíduos submetidos à reconstrução do LCA com enxerto autólogo do tendão patelar e dos tendões flexores. Métodos: Foram recrutados 60 indivíduos, formando três grupos: 20 indivíduos sem lesões no joelho (grupo GC) e dois grupos de 20 indivíduos submetidos à reconstrução do LCA com tendão patelar (grupo GTP) ou tendões flexores (grupo GTF). Resultados: Os resultados demonstraram correlação significativa entre déficits no pico de torque e testes funcionais no torque extensor nos grupos GTF e GC. Não foram observadas correlações significativas entre frouxidão ligamentar pós-operatória e questionário de Lysholm com os testes de salto e déficits no pico de torque. Em relação à diferença entre os grupos, foi observado que o grupo GTP demonstrou maior déficit do torque extensor, menor pontuação no questionário de Lysholm e maior percentagem dos indivíduos com índice de simetria entre membros (ISM) < 90% em ambos os testes de salto monopodal quando comparado com os demais grupos. Conclusão: Na avaliação funcional de pacientes submetidos à reconstrução do LCA, não é aconselhável a utilização de apenas um instrumento de medida, porque a correlação significativa entre déficit no pico de torque, questionários de função, frouxidão ligamentar e testes de salto não é encontrada em todos os grupos testados.Descritores - Ligamento cruzado anterior; Joelho; Estudo retrospectivo.

ANÁLISE RADIOLÓGICA DO POSICIONAMENTO DOS TÚNEIS ÓSSEOS NA CIRURGIA DE RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR: COMPARAÇÃO ENTRE AS TÉCNICAS ABERTA E ARTROSCÓPICA VIA PORTAL ANTEROMEDIAL

Jean Marcel Dambrós; Rodrigo Florêncio; Osmar Valadão Lopes Júnior; André Kuhn; José Saggin; Leandro de Freitas Spinelli

Rev Bras Ortop. 2011;46(3):270-275 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar e comparar o posicionamento dos túneis ósseos na cirurgia de reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) pela técnica artroscópica e pela técnica aberta através da artrotomia. Método: Foi realizado um estudo retrospectivo comparativo de 70 pacientes acometidos por lesão do LCA. Trinta e cinco pacientes foram submetidos à reconstrução do LCA por via aberta e 35 por via artroscópica utilizando a técnica via portal anteromedial. Todos os pacientes foram submetidos à reconstrução do LCA usando enxerto autólogo do terço central do tendão patelar fixado com parafusos de interferência. As radiografias pós-operatórias foram revisadas e o posicionamento do túnel femoral foi avaliado pelos métodos propostos por Harner e Aglietti, enquanto o túnel tibial foi avaliado pelo método proposto por Staubli e Rauschning. Resultados: Foram observados 54 pacientes do sexo masculino e 16 do sexo feminino. A média de idade na ocasião do procedimento foi de 34 anos e três meses, variando de 17 a 58 anos. A técnica artroscópica mostrou-se mais precisa que a técnica aberta quanto ao posicionamento dos túneis ósseos, tanto femoral quanto tibial. Conclusão: Através da análise radiológica dos joelhos submetidos à reconstrução do LCA, observou-se que o posicionamento dos túneis ósseos, tanto femoral quanto tibial, apresenta menor variação quando a cirurgia é feita pela via artroscópica.Descritores - Ligamento Cruzado Anterior/cirurgia. Ligamento Cruzado Anterior/anatomia & histologia. Ligamento Cruzado Anterior/radiografia; Ligamento Cruzado Anterior/lesões; Joelho; Tendões.

Propriocepção após a reconstrução do ligamento cruzado anterior usando ligamento patelar homólogo e autólogo*

THÁTIA REGINA BONFIM; CLEBER A. J. PACCOLA

Rev Bras Ortop. 2000;35(6):- - Artigo Original
Desde a identificação de órgãos sensoriais intraligamentares específicos, a função proprioceptiva do ligamento cruzado anterior vem sendo reconhecida como tão importante quanto a sua função biomecânica. A diminuição da propriocepção no joelho tem sido descrita após a ruptura do ligamento cruzado anterior e há tendência desta deficiência persistir após a reconstrução. Interessados nesta função sensorial do ligamento cruzado anterior, os autores objetivam neste estudo investigar a propriocepção de pacientes submetidos à reconstrução do ligamento cruzado anterior com enxerto de ligamento patelar autólogo ou homólogo e, ainda, investigar uma possível diferença na propriocepção quando comparados estes dois tipos de reconstrução. Foram avaliados 13 pacientes submetidos a reconstrução unilateral do ligamento cruzado anterior, sendo seis com enxerto de ligamento patelar homólogo e sete com enxerto de ligamento patelar autólogo. A propriocepção foi avaliada através do senso de posição articular, teste no qual o joelho é movido passivamente e o paciente reproduz o posicionamento articular utilizando um goniômetro manual. O joelho contralateral normal serviu como controle para cada sujeito. Foi encontrado um senso de posição articular diminuído nos joelhos submetidos a reconstrução do ligamento cruzado anterior, tanto com enxerto de ligamento patelar autólogo (p < 0,001) quanto com enxerto de ligamento patelar homólogo (p < 0,001). No entanto, não foi encontrada diferença significante entre as duas técnicas de reconstrução (p > 0,05). De acordo com estes resultados, o joelho com ligamento cruzado anterior reconstruído possui deficiência proprioceptiva significante quando comparado com o joelho contralateral normal. E, ainda, não há diferença significante de propriocepção entre os joelhos reconstruídos com enxerto autólogo e os joelhos reconstruídos com enxerto homólogo de ligamento patelar.

Indicações cirúrgicas para reconstrução do ligamento cruzado anterior combinada com tenodese extra-articular lateral ou reconstrução do ligamento anterolateral

Diego Ariel de Lima; Camilo Partezani Helito; Fábio Roberto Alves de Lima; José Alberto Dias Leite

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):661-667 - Artigo de Revisão

Recentemente descrito na literatura médica, o ligamento anterolateral do joelho já é considerado um importante estabilizador contra a rotação tibial anterolateral, afeta o pivot shiftna falha do ligamento cruzado anterior e comporta-se como um grande estabilizador secundário rotacional. O mecanismo de lesão do ligamento anterolateral combinado com a lesãodo ligamento cruzado anterior é semelhante ao mecanismo da lesão isolada do ligamentocruzado anterior. Assim, o principal objetivo da reconstrução conjunta do ligamento cruzado anterior e do ligamento anterolateral seria um maior controle rotacional e prevençãoda rerruptura do ligamento cruzado anterior. Tendo em vista tal importância, o objetivo dopresente trabalho é resumir as evidências sobre as principais indicações cirúrgicas descritaspara reconstrução do ligamento cruzado anterior combinada com tenodese extra-articularlateral ou reconstrução do ligamento anterolateral. Foi feita uma revisão da literatura emabril de 2017, por meio de pesquisa nas bases de dados PubMed, Medline, Cochrane e GoogleScholar, sem limites de data. Após revisão dos principais artigos no assunto, os autores concluíram que as principais indicações cirúrgicas descritas para reconstrução do ligamentocruzado anterior combinada com tenodese extra-articular lateral ou reconstrução do ligamento anterolateral são: revisão do ligamento cruzado anterior, exame físico com pivotshift grau 2 ou 3, prática de esporte com mecanismo de pivot e/ou de alto nível, frouxidão ligamentar e fratura de Segond. Secundariamente, as seguintes indicações são possíveis: lesão crônica de ligamento cruzado anterior, idade menor de que 25 anos e sinal radiológico de afundamento do côndilo femoral lateral. Todavia, vale ressaltar que mais estudos ainda são necessários para comprovar essas tendências.


Palavras-chave: Reconstrução do ligamento cruzadoanterior; Joelho; Instabilidade articular

Reconstrução do ligamento cruzado anterior com auto-enxerto de tendão patelar por via artroscópica*

MÁRIO CARNEIRO FILHO; RICARDO DIZIOLI NAVARRO; CRISTIANO FROTA DE SOUZA LAURINO; JOSÉ ROBERTO BENBASSAT

Rev Bras Ortop. 1999;34(3):- - Artigo Original
Foram avaliados 40 pacientes submetidos à reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA), através do protocolo do International Knee Documentation Committee, num seguimento pós-operatório médio de 2,7 anos (mín. 1 ano, máx. 8 anos). Os resultados foram excelentes em cinco pacientes (12,5%), bons em 27 (67,5%), regulares em sete (17,5%) e mau em um (2,5%). Ocorreram complicações em quatro pacientes (10%), três relacionadas com alterações na amplitude de movimento do joelho e uma, com infecção articular. A idade do paciente na cirurgia, o intervalo entre a lesão e a cirurgia, as lesões meniscais associadas e o tempo de pós-operatório não fo-ram estatisticamente determinantes nos resultados obtidos.

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