Carlos Cassiano Denipotti Veronezi; Priscyla Waleska Targino de Azevedo Simões; Robson Luiz dos Santos; Edroaldo Lummertz da Rocha; Suelen Melão; Merisandra Côrtes de Mattos; Cristian Cechinel
Rev Bras Ortop. 2011;46(2):195-199 - Artigo Original
Objetivos: Conhecer as vantagens da utilização das redes neurais artificiais no reconhecimento de padrões em radiografias de coluna lombar na incidência perfil para auxiliar no diagnóstico da osteoartrite primária. Método: Estudo transversal, descritivo, analítico, de abordagem quantitativa e com ênfase diagnóstica. O conjunto de treinamento foi composto por imagens coletadas no período de janeiro a julho de 2009 de pacientes submetidos a radiografias digitais de coluna lombar na incidência em perfil provenientes de um serviço de radiologia localizado no município de Criciúma (SC). Das 260 imagens coletadas, foram excluídas: as radiografias distorcidas, as patologias que alteram a arquitetura da coluna lombar e os padrões de difícil caracterização, resultando em um total de 206 imagens. O banco de imagens (n = 206) foi subdividido, resultando em 68 radiografias para a etapa de treinamento, 68 para testes e 70 para validação. Foi utilizada uma rede neural híbrida baseada em mapas auto-organizáveis de Kohonen e redes Multilayer Perceptron. Resultados: Após 90 ciclos, foi realizada a validação com o melhor teste, alcançando acurácia de 62,85%, sensibilidade de 65,71% e especificidade de 60%. Conclusão: Apesar da demonstração de uma eficácia mediana, por se tratar de estudo de caráter inovador, seus valores mostram um futuro promissor da técnica utilizada, com sugestão para trabalhos futuros com abrangência na metodologia de processamento das imagens e ciclos com uma quantidade maior de radiografias.Descritores - Osteoartrite; Inteligência Artificial; Informática Médica; Diagnóstico por Computador.
Sérgio Zylbersztejn; Leandro de Freitas Spinelli; Nilson Rodinei Rodrigues; Pablo Mariotti Werlang; Yorito Kisaki; Aldemar Roberto Mieres Rios; Cesar Dall Bello
Rev Bras Ortop. 2012;47(3):286-291 - Atualização
O presente trabalho apresenta uma atualização da estenose degenerativa da coluna lombar, patologia esta frequente nos pacientes acima de 65 anos. A anamnese e o exame físico devem ser precisos, pois muitas vezes a radiografia fornece apenas sinais indiretos, sendo necessária a realização de ressonância magnética na persistência dos sintomas. O tratamento da estenose lombar é bastante controverso. Entretanto, parece haver um benefício do tratamento cirúrgico sobre o conservador, trazendo melhoras dos sintomas e da função por um período de até dois anos, Descritores - Coluna Vertebral/patologia; Coluna Vertebral; Estenose lombar.
MAURÍCIO GONZAGA DE CASTRO
Rev Bras Ortop. 2000;35(11/12):- - Atualização
O autor relata as principais queixas da coluna lombar do idoso. Aborda as principais doenças que acometem esse segmento, tais como: a estenose do canal vertebral, a espondilolistese degenerativa, a doença discal degenerativa, a síndrome facetária, o mieloma múltiplo, a osteoporose, as metástases e a discite infecciosa. Faz comentários sobre os diagnósticos diferenciais. Estabelece conceituações sobre os exames complementares e suas prioridades, e fala sobre as técnicas modernas de tratamento dessas lesões. Unitermos - Estenose lombar; osteoporose; espondilolistese degenerativa; tumores
Marcelo Back Sternick; Darlan Dallacosta; Daniela Águida Bento; Marcelo Lemos dos Reis
Rev Bras Ortop. 2012;47(5):646-650 - Artigo Original
Objetivo: Analisar a rigidez da montagem de um fixador externo tipo plataforma, segundo diferentes números de pinos em cada clamp. Métodos: Realizou-se simulação computacional do fixador externo dinâmico modelo Cromus tamanho grande (Baumer S.A.) por elementos finitos, conforme a norma ASTM F1541. Os modelos foram gerados com, aproximadamente, 450.000 elementos tetraédricos quadráticos. Compararam-se as montagens com dois, três e quatro pinos tipo Schanz com 5,5mm de diâmetro em cada clamp. Cada modelo foi submetido à força máxima de 200N, dividida em 10 sub-steps. Para os componentes foi assumido comportamento do material linear, elástico, isotrópico e homogêneo. Para cada modelo, avaliou-se a rigidez da montagem e a distribuição de tensão de Von Mises. Resultados: A rigidez do sistema foi de 307,6N/mm para dois pinos, 369,0N/mm para três e437,9 N/mm para quatro. Conclusão: Os resultados demonstram que quatro pinos tipo Schanz por clamp promovem aumento de rigidez de 19% em relação à configuração com três e 42% em relação à configuração com dois. Maiores tensões ocorrem para configurações com menor quantidade de pinos. Nos modelos analisados, a tensão máxima ocorre na superfície do pino, próxima à área de fixação. Descritores - Fixadores externos; Biomecânica; Estresse Mecânico.
FERNANDO MILTON DA CUNHA; CRISTIANO MAGALHÃES MENEZES; EDUARDO PIMENTA GUIMARÃES
Rev Bras Ortop. 2000;35(1/2):- - Artigo Original
Características epidemiológicas das lesões traumáticas da coluna torácica e lombar (LTCTL) são pouco conhecidas em nosso meio. Com intenção de preencher a lacuna existente, foi realizado estudo descritivo, retrospectivo, não experimental e transversal dos pacientes internados no Hospital Maria Amélia Lins, de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 1997. O objetivo foi avaliar essas lesões, quanto às variáveis idade, sexo, profissão, residência, tipo de trauma, localização, classificação, comprometimento neurológico, gravidade da lesão e tratamento. Dos 76 casos de LTCTL, internados em 1997, conseguiram-se registros completos de 47 (61,8%), que formaram a amostra estudada. A média de idade foi de 39 ± 14,8 anos. O sexo mais acometido foi o masculino, com relação de 3:1. A categoria profissional de maior incidência, apesar de não significante, foi a dos trabalhadores de áreas de produção. Da mesma forma, predominaram os pacientes do interior. Trauma de alto impacto foi estatisticamente mais freqüente e o mecanismo de lesão mais observado foi a queda de altura. Das 68 vértebras acometidas, a 1ª lombar foi a mais afetada. Luxação foi diagnosticada em 29,8% dos ca-sos. Utilizou-se, como classificação, o método proposto pela American Spinal Injury Association (ASIA), em 1996, e, quanto à gravidade da lesão, 1 (2,1%) caso foi do tipo A, 24 (53,2%) do tipo B e 21 (44,7%) do tipo C. Lesão medular com dano neurológico ocorreu em 13 (27,7%) casos. Os autores concluem que o conhecimento da epidemiologia das LTCTL é importante no planejamento do atendimento desses pacientes e que a classificação pode ser de grande auxílio no tratamento. Unitermos - Fraturas; luxações; coluna; traumatismo raquimedular; epidemiologia
PLÍNIO ALVES DE SOUZA OLIVEIRA; JOSÉ VALTER PIRES; JOSÉ MARIA DE MORAIS BORGES FILHO
Rev Bras Ortop. 1996;31(9):- - Artigo Original
Este trabalho é baseado em um estudo de 59 pacientes portadores de 43 fraturas e 16 fraturas-luxações da coluna torácica e lombar, atendidos entre julho de 1993 e junho de 1995. A grande maioria dos pacientes estava na terceira (35,59%) e quarta (27,11%) décadas de vida, sendo a maior freqüência no sexo masculino, numa proporção de 4:1. A queda de altura foi a causa mais freqüente, respondendo por 44,06% dos casos. O segmento mais fraturado foi entre T10 e L2, com 66,10% das lesões. O tipo mais comum de fratura foi a compressão, com 40,67% dos casos. Vinte e seis pacientes (44,06%) apresentaram paraplegia, porém 30,5% dos pacientes tiveram avaliação neurológica Frankel E. Os autores citam a classificação utilizada para as lesões da coluna torácica e lombar e realizam uma revisão da literatura.
DANILO GONÇALVES COELHO1, ALBERT VINCENT BERTIER BRASIL
Rev Bras Ortop. 1997;32(2):- - Artigo Original
Seis pacientes com fraturas do cinto de segurança da coluna lombar foram tratados com redução, fixação interna com instrumental de Harrington de compressão e artrodese seguida de imobilização externa. Em todos os pacientes foi obtida redução satisfatória e artrodese sólida. Nenhuma complicação relacionada ao método foi encontrada.
Frederico Barra de Moraes1, André Luiz Passos Cardoso1, Newton Antônio Tristão1, Wilson Eloy Pimenta Júnior2, Sérgio Daher3, Siderley de Souza Carneiro4, Nathalia Parrode Machado Barbosa5, Nayanne de Lima Malta5, Noara Barros Ribeiro5
Rev Bras Ortop. 2012;47(1):- - Relato de Caso
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Relatamos um caso raro de lipossarcoma primário ósseo da coluna
lombar, do qual encontramos apenas um relato semelhante na literatura.
Paciente do sexo feminino, 60 anos de idade, com clínica
de lombociatalgia à esquerda há aproximadamente seis meses.
Nos exames de imagem foi encontrado um tumor destrutivo do
corpo vertebral de L4 e a ressonância nuclear magnética (RNM)
revelou uma lesão tumoral com hipossinal em T1 e hipersinal em
T2. O diagnóstico histológico foi difícil e a imuno-histoquímica
confirmou o diagnóstico. O tratamento cirúrgico foi realizado
com ressecção ampla, descompressão da medula espinhal, fusão
anterior e posterior de L3 a L5, complementada pela radioterapia
e quimioterapia. Após três anos, uma tomografia computadorizada
(TC) evidenciou lesão expansiva no pulmão. Apesar de sua raridade,
o lipossarcoma deve ser considerado no diagnóstico diferencial
de ciatalgia e dos tumores primários da coluna vertebral.
Descritores - Lipossarcoma; Neoplasias Ósseas; Vértebras
Lombares
Beuy Joob; Viroj Wiwanitkit
Rev Bras Ortop. 2020;55(5):653-653 - Carta ao Editor
Luiz Felipe Matos; Marcos Giordano; Gustavo Novaes Cardoso; Rafael Baptista Farias; Rodrigo Pires e Albuquerque
Rev Bras Ortop. 2015;50(3):283-289 - Artigo Original
Objetivo: fazer a análise comparativa inter e intraobservador da medida do eixo anatômicoentre as radiografias panorâmica, dos membros inferiores (MMII) com raio anteroposterior(AP) e apoio bipodálico e AP com carga bipodal em filme curto.Métodos: foi feito estudo de acurácia que comparou medidas radiográficas em 47 joelhos depacientes do ambulatório de cirurgia do joelho, por osteoartrite (OA). A avaliação radiográficausada foi a padronizada para a programação de ATJ, incluindo as incidências panorâmica dosMMII em AP e as radiografias curtas dos joelhos em AP e perfil, todas com apoio bipodálico.Em seguida, as radiografias panorâmicas e curtas em AP tiveram os eixos anatômicos dosMMII ou ângulo femorotibial (AFT) medidos por cinco examinadores independentes, dosquais três eram considerados mais experientes e dois menos experientes. Todas as medidasforam refeitas pelos mesmos examinadores em um intervalo não menor do que 15 dias. Aanálise estatística foi feita com o uso do coeficiente de correlação intraclasses (ICC) paraavaliar a concordância na medida do eixo anatômico inter e intraobservadores.Resultados: após análise estatística observou-se forte concordância significativa entre o eixoanatômico medido nas radiografias panorâmica e curta para todos os cinco examinadorese para ambas as medidas.Conclusões: nas condições estudadas a radiografia curta equipara-se à panorâmica naavaliação do eixo anatômico dos MMII em pacientes com OA avançada. A mensuração usadatambém mostra alta taxa de concordância e reprodutibilidade inter e intraobsevadores.
VALDECI MANOEL DE OLIVEIRA; EDUARDO BARROS PUERTAS; MARIA TERESA SEIXAS ALVES; JOSÉ CARLOS MELO CHAGAS; CARLOS EDUARDO ALGAVES SOUZA DE OLIVEIRA; FRANCISCO PRADO EUGÊNIO DOS SANTOS; MARCELO WAJCHENBERG
Rev Bras Ortop. 2002;37(5):- - Artigo Original
Os autores estudaram a terminação nervosa existente na coluna lombar de humanos, utilizando cinco colunas de cadáveres de adultos jovens. Foram retirados os discos intervertebrais de L1 até L5, num total de 25 discos. O material colhido foi fixado em formalina a 10%. Os discos assim tratados foram a seguir divididos no plano transverso e subdivididos em quatro partes no plano sagital, sendo identificada cada parte como: anterior, posterior e laterais. Foram a seguir feitos cortes finos de 4m corados pelo método imunohistoquímico estrepto-avidina-biotina-peroxidase para o anticorpo policlonal antiproteína S100. Foi avaliada de maneira interativa toda a circunferência do disco intervertebral, com aumento de 400 vezes, com auxilio de um sistema de análise digital de imagem. Os autores encontraram terminações nervosas em toda a superfície externa e camada superficial do ânulo fibroso. Não foram encontradas terminações nervosas na camada interna do ânulo fibroso e no núcleo pulposo. Houve diferença estatisticamente significante entre o número de terminações nervosas nas regiões laterais e posterior do disco intervertebral.
HELTON LUIZ A. DEFINO; ANDRÉ E. RODRIGUEZ FUENTES; SALOMÃO CHADE ASSAN ZATITI; EDGARD EDUARD ENGEL
Rev Bras Ortop. 1993;28(8):- - Artigo Original
Os autores avaliaram os resultados do tratamento cirúrgico de 39 pacientes com fraturas da coluna toracolombar. Foram utilizadas, como material de fixação, hastes de Harrington isoladamente(21) ou associadas a amarrilhos de Luque(16) e placas AO tipo DCP e 4,5mm com parafusos transpediculares(2). Analisaram o comportamento do segmento vertebral envolvido na fratura, com destaque especial para a perda da correção que ocorre tardiamente. Observaram perda da correção inicial em 51,3% dos pacientes, que variou de 5° a 27°. Correlacionaram essa perda de correção à lesão do disco intervertebral, à lesão do corpo vertebral e à insuficiência dos métodos convencionais de fixação em manter a redução.
Emiliano Vialle; Luiz Roberto Vialle; William Contreras; Chárbel Jacob Junior
Rev Bras Ortop. 2015;50(4):- - Artigo Original
Objetivo: Descrever a localização do gânglio da raiz dorsal em relação ao disco intervertebral,incluindo a zona "triangular"de segurança para cirurgia minimamente invasiva na colunalombar.Métodos: Oito cadáveres adultos foram dissecados bilateralmente, na região lombar, com aabordagem posterolateral, até exposição dos espaços L3L4 e L4L5 e se obtiveram medidasreferentes ao espaço entre o disco intervertebral, os pedículos cranial e caudal ao disco, otrajeto da raiz nervosa, o gânglio dorsal e o triângulo de segurança.Resultados: As medidas obtidas foram constantes, sem diferenças significativas entre níveisou lateralidade. O gânglio dorsal ocupou a borda lateral da zona triangular de segurança emtodos os espécimes analisados.Conclusão: A localização precisa do gânglio mostra que a margem de segurança para proce-dimentos minimamente invasivos é menor do que a apresentada nos estudos que envolvemapenas medidas da raiz nervosa, o que explica talvez a presença de dor neuropática apósalguns desses procedimentos.
Carla Chertman; Humberto Maldonado Campoy dos Santos; Leonardo Pires; Marcelo Wajchenberg; Delio Eulálio Martins; Eduardo Barros Puertas
Rev Bras Ortop. 2010;45(4):389-394 - Artigo Original
Objetivo: Comparar a amplitude de flexão e de extensão de tronco por meio de goniometria em atletas e não atletas, relacionando estes dados com o teste do ângulo poplíteo e dos músculos isquiotibiais. Métodos: A amplitude de flexão e extensão de tronco foi avaliada em 50 indivíduos praticantes de esporte regularmente e 50 indivíduos não atletas, os quais não apresentavam nenhum tipo de sintomatologia dolorosa lombar, bem como algum sintoma que pudesse influenciar a realização dos testes. As mensurações foram realizadas por dois examinadores independentes consecutivamente por meio de goniometria. Os valores de flexão e extensão de tronco obtidos pela avaliação da goniometria foram correlacionados com o teste do ângulo poplíteo e de flexibilidade dos isquiotibiais, analisando-se a correlação estatística entre os mesmos. Resultados: Os valores médios obtidos foram 130,7 (101,9) para flexão e 40,2 (36,4) para extensão. Verificou-se diferença estatisticamente significante entre o grupo de atletas e não atletas em relação aos parâmetros: goniômetro em flexão com o avaliador 1, goniômetro em flexão com o avaliador 2 e teste dos isquiotibiais. Não foi verificada diferença estatisticamente significante entre o grupo de atletas e não atletas em relação aos parâmetros: goniômetro em extensão com o avaliador 1, goniômetro em extensão com avaliador 2 e teste do ângulo poplíteo. Conclusão: Observa-se que a flexão do tronco apresenta valores mais elevados em indivíduos praticantes de esporte. A utilização de goniometria para mensuração de amplitude de tronco indicou valores variáveis entre os examinadores. Descritores - Coluna vertebral; Artrometria articular; Atletas.
Susane Graup; Saray Giovana dos Santos; Antônio Renato Pereira Moro
Rev Bras Ortop. 2010;45(5):453-459 - Artigo Original
Objetivo: O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência de alterações posturais sagitais na coluna lombar e fatores associados em escolares da Rede Federal de Ensino de Florianópolis. Métodos: Foram avaliados 288 adolescentes (156 do sexo masculino e 132 do feminino), na faixa etária dos 15 aos 18 anos, estudantes da Rede Federal de Ensino de Florianópolis/SC. Para o levantamento dos dados utilizou-se: fotogrametria seguindo protocolo específico para avaliação postural e questionário para identificar a prevalência de quadros de dor, frequência e atividades que desencadeavam o problema. Na análise de dados utilizou-se de estatística descritiva, teste t de Student para amostras independentes, Qui-quadrado e regressão de Poisson, adotando a significância de 0,05 em todos os testes. Resultados: A prevalência de dor lombar foi de 49,3%, apresentando uma frequência semanal em 43,1% dos avaliados. A prevalência de desvios foi de 53,8%, sendo que 90,9% corresponderam à retificação da curvatura lombar, acometendo mais o sexo masculino. Foi encontrada diferença significativa no ângulo lombar entre os sexos, sendo que o grupo masculino apresentou razões de prevalência superiores de desvios posturais. A variável dor lombar não apresentou associação com desvios posturais sagitais. Conclusão: As prevalências de dor e desvios posturais na coluna lombar foram elevadas, sendo que a relação entre essas variáveis não se apresentou de forma significativa. As principais causas de dor lombar foram a prática de esportes ou atividades vigorosas e a permanência durante longos períodos de tempo na posição sentada. Descritores - Coluna Vertebral; Dor Lombar; Postura; Adolescentes.
Martins Back Netto,; Ana Beatriz Sanches Barranco; Karen Waleska Kniphoff de Oliveira; Fabrícia Petronilho
Rev Bras Ortop. 2018;53(1):38-44 - Artigo Original
Objetivo: Análise comparativa da qualidade de vida e funcionalidade dos pacientes submeti-dos a artrodese de coluna lombar devido a doença degenerativa da coluna lombar. Os autoresbuscaram correlacionar a influência dos sintomas de ansiedade e depressão antes e após acirurgia.Métodos: Estudo de coorte prospectivo, que acompanhou 32 pacientes submetidos à artro-dese por doença degenerativa da coluna lombar e aplicou os questionários escala visualanalógica da dor (EVA), Oswestry Disability Index (ODI), Medical Outcomes Survey Short Form- 36 items (SF-36) e Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS). Esses questionários foramaplicados no período pré-operatório e quatro meses após o procedimento.Resultados: Observou-se melhoria nas médias das pontuações das escalas EVA (p < 0,001) eODI (p < 0,001). No pré-operatório, as variáveis que apresentaram diferença entre pacien-tes com e sem sintomas ansiosos foram os domínios de SF36 de estado geral de saúde(p = 0,031), aspectos sociais (p = 0,008) e saúde mental (p = 0,035). No pós-operatório, ospacientes sem sintomas de ansiedade demonstraram melhores resultados nos domíniosvitalidade (p = 0,004), aspectos sociais (p = 0,001), saúde mental (p < 0,001) e dor (p = 0,011).No pré-operatório, a variável que apresentou diferença entre pacientes com e sem depres-são foi o domínio do SF36 de aspectos emocionais (p = 0,022). No pós-operatório os pacientessem depressão apresentaram melhores resultados nos domínios dor (p = 0,009), estado geralde saúde (p = 0,001), vitalidade (p < 0,001), aspectos sociais (p < 0,001), aspectos emocionais(p = 0,004) e saúde mental (p = 0,001).Conclusão: A artrodese de coluna lombar mostrou-se efetiva na melhoria da dor, lombalgia,capacidade funcional, limitação por aspectos físicos e vitalidade, bem como em aspec-tos sociais e emocionais. Pacientes sem sintomas ansiosos e depressivos apresentaramObjective: Comparative analysis of the quality of life and functionality of patients undergoing lumbar spine arthrodesis due to degenerative lumbar spine disease. The authors sought to correlate the influence of anxious and depressive symptoms before and after surgery. Methods: A prospective cohort study was performed, with 32 patients submitted to arthrode- sis due to degenerative lumbar spine disease and the visual analogue pain scale (VAS) pain questionnaire, the Oswestry Disability Index (ODI) questionnaire, the Medical Outcomes Sur- vey Short Form questionnaire - 36 Items (SF-36), and the Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS), applied in the preoperative period and four months after the procedure. Results: There was improvement in the mean scores of the VSA scales (p < 0.001) and the ODI (p < 0.001). In the preoperative period, the variables that presented a difference between patients with and without anxiety symptoms were the SF-36 domains of general health (p = 0.031), social aspects (p = 0.008), and mental health (p = 0.035). In the postoperative period, patients without anxiety symptoms showed better results in the vitality (p = 0.004), social aspects (p = 0.001), mental health (p < 0.001), and pain (p = 0.011) domains. In the preoperative period, the variable that presented a difference between patients with and without depression was the SF-36 domain of emotional aspects (p = 0.022). In the post-operativeperiod, patients without depression presented better vitality (p < 0.001), social aspects (p < 0.001), emotional aspects (p = 0.004), and mental health results (p = 0.001). Conclusion: Lumbar spine arthrodesis was effective in improving pain, low back pain, functional capacity, limitation due to physical aspects, vitality, and social and emotional aspects. Patients without anxiety and depression symptoms had better results on the scales compared to those with such symptoms.
Diogo Lino Moura; David Lawrence; Josue Pereira Gabriel
Rev Bras Ortop. 2020;55(5):654-656 - Resposta à Carta ao Editor
Naasson Trindade Cavanellas; Victor Rodrigues Amaral Cossich; Eduardo BeckerNicoliche; Marilena Bezerra Martins; Eduardo Branco de Sousa; José Inácio Salles
Rev Bras Ortop. 2018;53(2):158-164 - Artigo Original
OBJETIVO: Comparar a força muscular isocinética máxima dos músculos extensores e
flexores do joelho entre pacientes com osteoartrite do joelho e pacientes
submetidos à artroplastia total do joelho.
MÉTODOS: Os voluntários foram divididos em cinco grupos (n = 20): Controle, Ahlbäck I
e II; Ahlbäck IV; seis meses após artroplastia total do joelho; 12 meses
após artroplastia total do joelho. O teste de força voluntária isocinética
máxima foi feito para mensuração da força do quadríceps e isquiotibiais a
60/s.
RESULTADOS: Foram achadas diferenças significativas entre o pico de torque do quadríceps
e dos isquiotibiais (p < 0,001). Os grupos Ahlbäck IV, seis meses e 12
meses após cirurgia mostraram valores mais baixos quando comparados com os
grupos controle e Ahlbäck I e II. Quando os valores percentuais foram
comparados com o grupo Controle, as diferenças médias variaram de 7% a
41%.
CONCLUSÃO: Os pacientes com joelhos saudáveis ou osteoartrite em estágio inicial
apresentaram maior força no quadríceps e nos isquiotibiais do que pacientes
em estágio mais avançado da doença, mesmo após a ATJ. Esses achados sugerem
que os programas tradicionais de reabilitação não recuperam a força nos
níveis observados em indivíduos sem osteoartrite do joelho.
Palavras-chave: Força muscular; Artroplastia do joelho; Osteoartrite.
PAULO SÉRGIO DOS SANTOS, MARIZA LILIAN PENKAL, KARLA MÜLLER, LUIZ GUSTAVO BOURGUIGNON MACIEL
Rev Bras Ortop. 1998;33(3):- - Artigo Original
Os autores realizaram um estudo prospectivo de 23 pacientes com história e exame clínico sugestivos de fratura de escafóide, cujas radiografias em três incidências não haviam demonstrado solução de continuidade. Utilizouse a cintilografia com tecnécio 99mMDP com o objetivo de detectar seu valor como meio auxiliar no diagnóstico. Esta foi realizada após o terceiro dia do trauma por especialista em medicina nuclear, seguindo protocolo previamente elaborado. Como resultado encontraram-se 9 casos com hipercaptação em região de escafóide, sugerindo fratura; em 4 desses casos as radiografias confirmaram posterior-mente a presença de fratura. Em outros 6 casos obser-vou-se hipercaptação em outros ossos do carpo e rádio distal, cujas radiografias posteriores não demonstraram fratura, e nos 8 casos restantes não houve aumento de captação. A cintilografia teve sensibilidade de 100% e 73,68% de especificidade para um valor preditivo negativo de 100% e valor preditivo positivo de 44,44%, com acurácia de 78,26%. Os autores concluem que a cintilografia tem as desvantagens de ser um exame de alto custo, invasivo e pode sobrediagnosticar alguns casos suspeitos de fratura do escafóide, mas se trata de um método acurado para excluir a fratura.
O. AVANZI; F. G. JOILDA; E. L. DEZEN; J. P. DONATO; W. CARVALHO PINTO
Rev Bras Ortop. 1996;31(2):- - Artigo Original
Os autores apresentam a experiência do Grupo de Afecções da Coluna Vertebral do Departamento de Ortopedia e Traumatologia - Pavilhão Fernandinho Simonsen, da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, com 60 pacientes que apresentaram tumor benigno ou lesão pseudotumoral da coluna vertebral, atendidos no período de 1975 a 1994. Os autores comentam sua experiência com relação a diagnóstico, tratamento e resultados.