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Busca por: Análise da incorporação do enxerto ósseo acetabular*

Análise da incorporação do enxerto ósseo acetabular*

HENRIQUE RIBEIRO GONÇALVES; EMERSON KIYOSHI HONDA; NELSON KEISKE ONO

Rev Bras Ortop. 2003;38(4):- - Atualizaçao
O objetivo deste trabalho foi analisar os diversos métodos de avaliação da incorporação do enxerto ósseo acetabular utilizado em artroplastia total de quadril (ATQ) com perda de estoque ósseo. Pesquisamos em publicações da literatura científica mundial, em artigos de periódicos e em livros-texto, a utilização de enxerto ósseo no acetábulo, em ATQ com deficiência de estoque ósseo. Concluímos que a evolução clínica não é um método confiável de avaliação da incorporação de enxertos acetabulares utilizados em ATQ com perda de estoque ósseo. Mesmo sujeito a falhas, o método de avaliação da incorporação mais utilizado é o radiográfico. A cintilografia e tomografia computadorizada apresentam resultados imprecisos e interpretação difícil, não sendo recomendadas para uso rotineiro, e a avaliação histológica é o padrão ouro para determinar a incorporação dos enxertos ósseos, porém seu uso freqüente fica impossibilitado por questões éticas e de morbidade.

AVALIAÇÃO DO USO DE ANEL ANTIPROTRUSÃO COM ENXERTO ÓSSEO EM LESÃO ACETABULAR PÓS-ARTROPLASTIA TOTAL DO QUADRIL

FERNANDO JOSÉ SANTOS DE PINA CABRAL; SÉRGIO LUÍS CÔRTES DA SILVEIRA; RAFAEL VELLOZO SPINOLA; PAULO HENRIQUE VAN ERVEN LOUZADA; PAULO G. MANHÃES RODRIGUES

Rev Bras Ortop. 2004;39(11/12):- - Artigo Original
Os autores reviram 35 pacientes nos quais 36 lesões acetabulares (um caso bilateral) foram reconstruídas, utilizando o anel de reforço acetabular antiprotrusão de Burch-Schneider associado à enxertia óssea. Com seguimento médio de três anos, 12 pacientes (33,4%) obtiveram resultados excelentes, 13 bons (36,1%), oito regulares (22,2%) e três ruins (8,3%). No levantamento dos resultados foi utilizado o método de avaliação clínica de Merle D`Aubigné-Postel modificado por Charnley. Observou-se afrouxamento séptico em dois casos (5,5%), porém 94,5% dos casos mostraram consolidação óssea nas áreas enxertadas, sem sinais de falha do implante ou afrouxamento quando avaliados pelos critérios de Gill, Sledge e Müller. O anel antiprotrusão de Burch-Schneider, associado a enxerto ósseo, é um método que tem demonstrado ser eficaz no tratamento das deficiências acetabulares maciças nas cirurgias de revisão do quadril. O objetivo do trabalho é comparar os resultados clínico e radiográfico com a literatura internacional. Seguindo os princípios técnicos recomendados, podem-se esperar resultados satisfatórios a curto prazo. Descritores - Cirurgia de revisão; acetábulo; enxerto-ósseo.

AVALIAÇÃO DE MÉTODO PARA RECONSTRUÇÃO ACETABULAR COM USO DE ENXERTO ÓSSEO HOMÓLOGO E IMPLANTE CIMENTADO

MILTON VALDOMIRO ROOS; BRUNO DUTRA ROOS; CAROLINA MONTEIRO SAMPAIO; PAULO ROBERTO MARQUES JUNIOR

Rev Bras Ortop. 2008;43(9):367-375 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar clínica e radiograficamente 43 quadris em 43 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico, para reconstrução acetabular do quadril pós-afrouxamento asséptico do implante, utilizando classificação idealizada e adotada no Serviço de Cirurgia do Quadril do Pronto Socorro de Fraturas de Passo Fundo/RS (método dos 75mm). Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo com 88 pacientes (90 quadris) submetidos a tratamento cirúrgico de reconstrução acetabular após afrouxamento asséptico do implante, entre agosto de 1994 e outubro de 2000. Desses pacientes, 43 (43 quadris) preencheram todos os requisitos necessários para este trabalho. Foi considerada falha da reconstrução devido a afrouxamento, a migração do implante maior do que 5mm em qualquer direção, ou a progressão de linhas de radioluscência maior do que 2mm de largura nas zonas delimitadas por DeLee e Charnley, em associação com o critério clínico de dor. Resultados: Do total de pacientes avaliados, 29 casos (67,4%) foram submetidos à reconstrução acetabular com enxerto picado tipo "crouton" (1cm3); os 14 casos (32,6%) restantes foram submetidos à reconstrução acetabular com enxerto em bloco. A classificação clínica pós-operatória, de acordo com os critérios de D`Aubignè et al modificados por Charnley, considerou os resultados pós-operatórios obtidos como: 83,7% satisfatórios e 16,3% insatisfatórios, com seguimento mínimo de seis anos. De acordo com os critérios estabelecidos, sete pacientes (16,3%) apresentaram falhas de reconstrução devido a afrouxamento: seis com enxerto picado (20,7% das 29 enxertias com osso picado) e uma com enxerto em bloco (7,1% dos 14 blocos). As falhas ocorreram, em média, aos 7,25 anos. Conclusão: Com base nos resultados obtidos, utilizando, como critério de indicação da técnica cirúrgica a adotar, a mensuração da cavidade acetabular préoperatória (maior ou menor do que 75mm), conclui-se que o método apresentou alto índice de sobrevida da reconstrução acetabular e resultados clínicos satisfatórios em seguimento médio de 8,3 anos. Constatou-se maior sobrevida nos casos que foram realizados utilizando blocos ósseos, apesar de a cavidade ser de maior dimensão.Descritores - Artroplastia do quadril /métodos; Acetábulo/ cirurgia; Transplante homólogo/efeitos adversos; Falha de prótese.

Análise da evolução do enxerto autólogo da cabeça femoral em pacientes com protrusão acetabular submetidos à artroplastia total do quadril*

WESLEY MAX RAMOS; LUIZ AURÉLIO MESTRINER; EDMILSON TAKEHIRO TAKATA; CARLOS FRANCISCO DE MOLLA; JOSÉ LAREDO FILHO

Rev Bras Ortop. 1999;34(1):- - Artigo Original
Os autores apresentam os resultados obtidos nas artroplastias totais do quadril em pacientes portadores de protrusão acetabular, utilizando a cabeça femoral como enxerto autógeno, não delaminado, e, em forma semi-esfé-rica, com o objetivo de reforçar a parede acetabular medial. Foram operados 16 pacientes (19 quadris) com diagnóstico de osteoartrose (sete), artrite reumatóide (seis), lúpus eritematoso sistêmico (um), artrite psoriática (um) e seqüela de pioartrite (um); oito (42,10%) quadris apresentavam protrusões de grau III, nove (47,37%) de grau II e dois (10,53%) de grau I. Os resultados foram considerados satisfatórios em todos os pacientes, de acordo com o método de avaliação de Merle d`Aubigné (1970).

Uso do enxerto ósseo vascularizado do rádio distal em cirurgia da mão * Análise preliminar

RAMES MATTAR JR.1, RONALDO J. AZZE2, MARCELO R. RESENDE3, REGINA STARCK4, LUIZ K. KIMURA3, EMYGDIO J.L. DE PAULA3, SERGIO Y. OKANE3, EDUARDO A.R. PEREIRA

Rev Bras Ortop. 1998;33(3):- - Artigo Original

RESUMO

Os autores analisam os resultados obtidos com a utilização do enxerto ósseo vascularizado do dorso do rádio distal no tratamento de seis pacientes. Destes, três eram portadores de pseudartroses complexas do escafóide (fragmento proximal pequeno, sofrimento vascular e longo tempo de evolução) e três de moléstia de Kienböck na fase IIIA de Lichtman. Utilizaram enxertos ósseos vascularizados com pedículos baseados nas artérias supra-retina-culares intercompartimentais 1-2 e 3-4 e intracompartimental do 4º compartimento. Obtiveram melhora dos quadros clínico e radiográfico em todos os pacientes. Concluem que a utilização de enxerto ósseo vascularizado do dorso do rádio distal proporciona bons resultados e é uma opção de tratamento em situações de maior complexidade, nas quais os métodos convencionais normalmente falham.

Análise tomográfica da anteversão acetabular *

CARLOS ROBERTO SCHWARTSMANN; LENINE CUNHA; PAULO HENRIQUE RUSCHEL; ARIVALDIR BORGES OLIBONI

Rev Bras Ortop. 1993;28(6):- - Artigo Original
O ângulo de anteversão acetabular (AVA) foi determinado através de tomografia computadorizada em 34 pacientes adultos que apresentavam quadris normais no presente estudo. Foi feita uma seleção cuidadosa do corte tomográfico através do centro do acetábulo com o objetivo de se obter valores consistentes da anteversão acetabular. A média da anteversão acetabular foi de 20,44°. Não houve diferença significante na medida do ângulo de anteversão acetabular entre os lados direito e esquerdo. O AVA fio se altera durante a vida adulta. É feita uma correção clínico-prática entre o AVA e a artroplastia total do quadril.

Retirada percutânea de enxerto ósseo autólogo*

ARNALDO PAPAVERO; ROBERTO ATTÍLIO LIMA SANTIN

Rev Bras Ortop. 2003;38(4):- - Nota Técnica
O uso de enxerto sseo autlogo freqente em cirurgias ortopdicas e traumatolgicas, devido grande soma de qualidades que possui, como a osteoinduo, a osteoconduo e a presena de clulas vivas. A osteoinduo a propriedade do enxerto de estimular as clulas mesenquimais do osso hospedeiro a se transformarem em clulas produtoras de osso. A osteoconduo a capacidade do enxerto em prover um suporte estrutural para que o osso hospedeiro possa crescer em seu interior. A presena de clulas vivas osteoprogenitoras e do endotlio vascular acelera sua integrao. Outras qualidades do enxerto sseo autlogo so a imunocompatibilidade, a no transmisso de infeco e o baixo custo(1,2). A necessidade de nova agresso cirrgica e a limitada quantidade obtida so desvantagens do seu uso. Algumas consideraes a respeito do enxerto devem ser feitas. Sua colocao no osso hospedeiro deve ser rpida, no devendo exceder 30 minutos, a partir do que o efeito deletrio sobre as clulas vivas j estar presente. A mnima manipulao possvel e sua no imerso em soluo salina ou de antibitico preservam sua vitalidade. Para minimizar a agresso ao local doador, deve-se evitar o uso de instrumentos eltricos que gerem calor, de janelas sseas com ngulos retos que aumentam o estresse nas corticais e o uso de ostetomos, para prevenir a ocorrncia de fraturas. So melhores as janelas sseas arredondadas, feitas com instrumentos manuais e com o menor dimetro possvel(2). O enxerto sseo autlogo esponjoso fresco tem melhor integrao e maior efetividade quando em fragmentos de 0,5cm3. Nesse tamanho h maior difuso dos lquidos do hospedeiro por entre os fragmentos e maior facilidade de penetrao dos vasos em seu interior, permitindo que mais clulas osteoprogenitoras e do endotlio vascular permaneam viveis(1). Sabemos que o osso ilaco a mais importante fonte de enxerto autlogo, mas sua utilizao no isenta de complicaes, como fraturas, sangramentos, hrnias, leses nervosas e dor persistente ps-operatria, alm da cicatriz local, que pode ser fonte de descontentamento, principal-mente para as mulheres. Existem ainda inmeras situaes em que no possvel a retirada de enxerto do osso ilaco, como na presena de fraturas, de fixadores externos, de colostomias, de retiradas antigas de enxerto e at por falta de preparo prvio do ilaco durante uma cirurgia. Nessas circunstncias, o cirurgio deve estar apto a retirar enxerto de outros locais. Nos membros inferiores, as metfises distal do fmur e proximal da tbia so os locais em que maior quantidade de enxerto esponjoso pode ser obtida(3,4,5). Nosso objetivo demonstrar uma tcnica de retirada de enxerto sseo esponjoso das metfises distal do fmur e proximal da tbia, de maneira percutnea, atravs de pequenas janelas sseas arredondadas feitas com instrumentos manuais. O instrumental, composto de uma trefina, um guia e um extrator helicoidal, permite que o enxerto esponjoso seja obtido em pequenos fragmentos prontos para colocao no osso hospedeiro, sem necessidade de manipulao adicional.

Ensaio clínico do enxerto ósseo desmineralizado *

CONSTANTINE J. CALAPODOPULOS; JOSÉ B. VOLPON

Rev Bras Ortop. 1994;29(4):- - Artigo Original
Este trabalho teve como objetivo a avaliação do desempenho clínico do enxerto ósseo desmineralizado, que foi utilizado na correção de falhas ósseas e retarde de consolidação de ossos longos. O osso doador proveio de dez cabeças de fêmur de doadores vivos, portadores de fratura de colo de fêmur e submetidos a cirurgia de artroplastia : O osso foi preparado sempre em condições de assepsia, desmineralizado em HCI 0,5N e estocado após a liofilização. Nove pacientes foram os receptores, com idade variando de 11 a 46 anos. Todos eles eram portadores de lesão ósseas benignas que foram curetadas (sete casos), ou de não consolidação após fratura (um caso), ou de osteotomia (um caso). Após procedimentos cirúrgicos de rotina, as cavidades ou regiões desbridadas foram preenchidas com enxerto ósseo desmineralizado, em forma de fragmentos. Em um caso, houve associação de fixação interna e, em outro caso, de fixação externa. A avaliação precoce foi clínica e o seguimento radiológico foi realizado até 18 meses após a enxertia. Em apenas um caso, houve fracasso da enxertia. Nos demais, houve correção da falha óssea ou consolidação. O tempo médio de integração do enxerto foi de seis meses. Concluiu-se que o enxerto ósseo desmineralizado é uma alternativa viável ao enxerto homólogo.

ESTUDO HISTOMORFOLÓGICO DA INCORPORAÇÃO DE ALOENXERTO FRESCO E DA HIDROXIAPATITA DE ALTA POROSIDADE EM DEFEITO ÓSSEO PRODUZIDO EM FÊMURES DE RATOS

VINCENZO GIORDANO; RODRIGO PIRES E ALBUQUERQUE; RODRIGO REZENDE; LUÍS FILIPE SENNA; APOENA POMPEI; NEY PECEGUEIRO DO AMARAL; MARCOS GIORDANO; MARA ÍBIS RODRIGUES APFEL; JUREMA SILVA BASTOS

Rev Bras Ortop. 2006;41(9):384-391 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar, por meio de estudo histológico, a incorporação de aloenxerto fresco e de hidroxiapatita de alta porosidade (Pyrost®) em defeito criado pela ressecção de segmento ósseo em fêmures de ratos Wistar. Métodos: Fo-ram utilizados 36 animais divididos igualmente em três grupos. Após a criação do defeito ósseo, no grupo 1 (n = 12) não houve colocação de nenhum enxerto; no grupo 2 (n = 12) utilizou-se aloenxerto fresco retirado de outro animal do mesmo grupo; e no grupo 3 (n = 12) utilizou-se hidroxiapatita de alta porosidade para preencher a falha. As osteotomias foram fixadas com fio de Kirschner intramedular e os animais não sofreram nenhum tipo de restrição de mobilidade. Após quatro semanas do procedimento cirúrgico, seis ratos de cada grupo foram sacrificados por secção medular cervical e os segmentos enxertados submetidos a estudo histomorfológico. O restante dos animais foi sacrificado da mesma forma oito semanas após o ato operatório e os segmentos enxertados igualmente estudados histomorfologicamente. Resultados: Após oito semanas de experimento, no grupo 1 (sem enxerto) detec-tou-se pseudartrose, caracterizada histologicamente por enorme quantidade de calo cartilaginoso preenchendo a falha criada experimentalmente e, na periferia, observouse periósteo mais espessado, com alguma formação de calo ósseo imaturo. A ponte cartilaginosa era completa em to-dos os animais. No grupo 2 (aloenxerto fresco), o aspecto histológico foi igual ao do grupo 1: pseudartrose com ponte cartilaginosa completa em todos os animais e aspecto de pseudartrose. Neste grupo, foram evidenciadas inúmeras células gigantes multinucleadas (osteoclastos), sugerindo aspecto de reação tipo corpo estranho. No grupo 3 (hidroxiapatita de alta porosidade), macroscópica e mi-croscopicamente todos os animais apresentavam seus defeitos ósseos consolidados. Não havia nenhum movimento no foco. Histologicamente, três animais apresentavam calo imaturo unindo completamente os fragmentos ósseos e, em outros três, aspecto de remodelação no local do defeito, com periósteo ainda espessado e diferentes estágios de maturação do calo neoformado. A medula óssea não estava refeita por completo. Conclusão: O uso de hidroxiapatita de alta porosidade é boa opção para o preenchimento de defeitos ósseos experimentalmente produzidos em fêmures de ratos. Descritores - Enxerto ósseo; Ratos Wistar; Transplante homólogo; Durapatita; Histologia.

ANÁLISE PRELIMINAR DO COMPONENTE ACETABULAR DE TITÂNIO PLASMA-SPRAY MD-4®

Elmano Araujo Loures; Leandro Furtado Simoni; Isabel Cristina Leite Gonçalves; Daniel Naya Loures; Clarice Naya Loures

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):206-213 - Artigo Original
Objetivos: avaliar o desempenho em curto prazo de um tipo de implante fabricado no Brasil.Métodos: estudo de uma coorte de 60 pacientes que tiveram componentes acetabulares MD-4®implantados durante artroplastias primárias do quadril, entre 1 de janeiro de 2010 e1 de agosto de 2012, e foram estudados retrospectivamente com relação ao comportamentoclínico, à estabilidade e à osteointegração radiológica. Os indivíduos foram acompanhadospor 12 meses no mínimo e no máximo 42 (média: 27) e avaliados por meio do Harris HipScore, do questionário SF-36 e de radiografias convencionais seriadas.Resultados: todos os componentes estavam radiologicamente estáveis, sem evidência demigração ou de linhas de radioluzência progressivas. Em média, o Harris Hip Score evo-luiu de 36,1 para 92,1 (p < 0,001) e o SF-36 mostrou incremento significativo em todos osdomínios (p < 0,001). Nenhuma diferença foi observada entre pacientes com osteoartrose,osteonecrose, displasia do quadril ou outras condições.Conclusões: os resultados de curto prazo mostraram sinais clínicos e radiológicos de estabili-dade e de osteointegração dos implantes, o que pode representar um fator preditivo quantoà sobrevivência em médio prazo do componente acetabular considerado.

Enxerto ósseo retardado de tíbia: relato de caso*

HELENCAR IGNÁCIO; ALCEU GOMES CHUEIRE; AUGUSTO CESAR CANESIN

Rev Bras Ortop. 1999;34(5):- - Artigo Original
Os autores apresentam o resultado do tratamento, após processo infeccioso em paciente de 13 anos, de uma perda óssea extensa de ulna, por meio de enxerto ósseo retardado de tíbia. Ocorreu a consolidação completa das interfaces enxerto-tecido ósseo do hospedeiro após 24 semanas e, no período final de seguimento (26 meses), observou-se melhora dos movimentos de pronossupinação e do desvio ulnar preexistente ao início do tratamento. São discutidos aspectos relacionados com as alternativas existentes frente a uma falha óssea segmentar e as vantagens e inconvenientes do enxerto ósseo retardado de tíbia em relação a outros métodos.

Reconstrução da área doadora de enxerto ósseo do ilíaco

HELTON L.A. DEFINO; ANDRÉS E.R. FUENTES; WILSON MODESTO DE OLIVEIRA JÚNIOR

Rev Bras Ortop. 1997;32(10):- - Artigo Original
Os autores apresentam técnica original para reconstrução da área doadora de enxerto ósseo do ilíaco e os resultados iniciais com sua utilização em 15 pacientes. A reconstrução do ilíaco é realizada por meio da utilização da costela, retirada durante a abordagem anterior da coluna vertebral (toracofrenolombotomia ou toracotomia). A costela é dividida em dois segmentos, que são encaixados no espaço criado no ilíaco, após a remoção do enxerto ósseo. A avaliação clínica dos pacientes mostrou bom aspecto cosmético do local da reconstrução. Os segmentos de costela utilizados apresentaram boa integração radiológica. Foi observada reabsorção parcial desses segmentos da costela em dois pacientes, sem repercussões no resultado cosmético. A técnica de reconstrução do ilíaco apresentou bons resultados clínicos e radiológicos. Sua execução é simples e não necessita de recursos técnicos ou implantes especiais.

Emprego do enxerto ósseo liofilizado em lesões ósseas*

PEDRO PÉRICLES RIBEIRO BAPTISTA; GIANCARLO POLESELLO; RODRIGO PEREIRA GUIMARÃES; MARCELO LOPES FERNANDES

Rev Bras Ortop. 1997;32(11):- - Artigo Original
No período entre março e julho de 1995 foram estudados oito pacientes portadores de lesões ósseas tumorais ou pseudotumorais, lesões estas únicas, tratadas median-te curetagem e enxerto ósseo liofilizado. O tempo de seguimento médio foi de 12,4 meses (mínimo de 10, máximo de 19 meses). Todos os pacientes foram avaliados clínica e radiograficamente durante o tratamento. Os autores mos-tram que os resultados desse tratamento foram insatisfatórios e acompanhados de uma série de complicações.

USO DE ENXERTO ÓSSEO HOMÓLOGO E HETERÓLOGO EM DIÁFISE FEMORAL DE RATOS: COMPARAÇÃO ENTRE ENXERTO ÓSSEO CONGELADO E LIOFILIZADO

CARLOS ROBERTO GALIA; RICARDO ROSITO; TIELLE MÜLLER DE MELLO; CARLOS MACEDO

Rev Bras Ortop. 2005;40(3):- - Artigo Original
A utilização de enxertia óssea em cirurgia ortopédica tem-se tornado indispensável para o tratamento de diversas afecções, como na revisão de artroplastia total de quadril. Foi realizado um estudo experimental com 40 ratos adultos machos de raça Wistar (Rattus norvegicus) divididos aleatoriamente, os quais receberam dois tipos de enxerto ósseo conservado de duas maneiras diferentes. A saber: enxerto homólogo congelado e liofilizado e enxerto heterólogo congelado e liofilizado. No fêmur esquerdo de cada animal foi implantado osso liofilizado e, no fêmur direito, osso congelado. A analise dos resultados não mostrou diferença estatisticamente significativa no que se refere à resposta inflamatória, bem como no que diz respeito à capacidade de osteointegração entre os enxertos ósseos homólogos e heterólogos. Evidenciou também não haver diferença significativa quanto à forma de preservação desses enxertos. O objetivo deste trabalho foi avaliar e comparar, por meio da histologia, a osteointegração e antigenicidade dos enxertos ósseos homólogo e heterólogo conservados por meio de congelamento e liofilização. Descritores - Enxerto homólogo; enxerto ósseo heterólogo; liofilizado; congelado; osteointegração; antigenicidade.

A reconstrução acetabular com enxerto homólogo na revisão com prótese cimentada: resultados tardios *

MILTON VALDOMIRO ROOS

Rev Bras Ortop. 1994;29(6):- - Artigo Original
Os autores apresentam os resultados tardios (oito anos ou mais) de 40 casos de cirurgia de revisão de prótese total do quadril cimentada (PTQ) utilizando prótese cimentada, em que foi efetuada reconstrução do acetábulo utilizando blocos de osso homólogo de banco fixados com parafusos. Concluem que se trata de método seguro e eficaz no tratamento da complicação mais freqüente da cirurgia de PTQ cimentada, que é o afrouxamento asséptico dos componentes com extensa destruição óssea do ilíaco.

Tratamento cirúrgico das fraturas intra-articulares desviadas do calcâneo, através de osteossíntese interna, sem enxerto ósseo*

IDYLLIO DO PRADO JÚNIOR; MURILO ANTÔNIO ROCHA; RICARDO DA ROCHA REZENDE

Rev Bras Ortop. 1999;34(7):- - Artigo Original
Entre janeiro de 1993 e dezembro de 1997, 19 pacientes com 21 fraturas intra-articulares do calcâneo foram tratados com redução cruenta e fixação interna, sem enxerto ósseo. A verificação pré-operatória foi realizada através de radiografias do retropé em perfil e axial posterior, além de tomografia computadorizada em projeção coronal. Os pacientes foram avaliados, clinicamente, pelos critérios estabelecidos pela American Orthopaedic Foot & Ankle Society (AOFAS), e com radiografias em perfil, para a medida do ângulo de Böhler. Com seguimento médio de 3,5 anos, foram encontrados bons e excelentes resultados em 81,3% dos casos. Concluiu-se que: 1) a tomografia computadorizada tornou-se um exame complementar importante para a orientação do tratamento cirúrgico das fraturas do calcâneo; e 2) com o aprimoramento da técnica cirúrgica e a melhoria dos materiais de síntese, o tratamento das lesões intra-articulares e desviadas através de redução cruenta e fixação interna teve melhores resultados.

Enxerto ósseo vascularizado de fíbula para tratamento da pseudartrose congênita dos ossos do antebraço

RAMES MATTAR JR.; RONALDO J. AZZE; EMYGDIO J. L. DE PAULA; LUIZ K. KIMURA; REGINA STARCK; SERGIO OKANE

Rev Bras Ortop. 1994;29(4):- - Artigo Original
Os autores apresentam sua experiência no tratamento de cinco pacientes portadores de pseudartrose congênita dos ossos do antebraço. Relatam os casos descritos na literatura e ressaltam a raridade desta doença. Descrevem a técnica cirúrgica de reconstrução utilizando o transplante de fíbula vascularizada e mostram os bons resultados obtidos.

USO DE ENXERTO ÓSSEO HOMÓLOGO ESTRUTURAL CORTICAL EM CIRURGIAS DE RECONSTRUÇÃO FEMORAL

Milton Valdomiro Roos; Bruno Dutra Roos; Taís Stedile Busin Giora; Thiago Martins Taglietti

Rev Bras Ortop. 2010;45(5):483-489 - Artigo Original
Objetivo: Realizar uma avaliação clínica e radiográfica dos pacientes submetidos a tratamento cirúrgico com utilização de enxerto ósseo homólogo estrutural cortical em cirurgias de reconstrução femoral secundárias a afrouxamento de artroplastia total do quadril e fraturas periprotéticas. Métodos: Foi realizado estudo retrospectivo com 27 pacientes submetidos a tratamento cirúrgico de reconstrução femoral secundária a afrouxamento de artroplastia total de quadril (12 casos) e fratura periprotética (15 casos) utilizando enxerto homólogo estrutural cortical e implante cimentado, no período de junho de 1999 a fevereiro de 2008. Desses, 21 preencheram todos os critérios necessários para este trabalho. Os pacientes foram submetidos a uma avaliação clínica pré e pós-operatória, de acordo com o Harris Hip Score. Foram avaliadas também radiografias pré-operatórias, pós-operatórias imediatas e tardias, comparando a consolidação das fraturas, os sinais radiográficos de consolidação do enxerto, a modificação do estoque ósseo e da qualidade óssea do fêmur e o alinhamento femoral. Resultados: Nove pacientes (42,9%) foram submetidos à reconstrução femoral secundária a afrouxamento de artroplastia total de quadril e 12 (57,1%), à reconstrução femoral secundária à fratura periprotética. Com relação à classificação clínica pós-operatória, os resultados obtidos foram considerados como satisfatórios em 85,7% dos casos e insatisfatórios em 14,3%. Sinais radiográficos de consolidação do enxerto foram visualizados em todos os casos. Houve aumento do estoque ósseo em 90,5% das reconstruções de quadril realizadas, conforme aferição do índice cortical. Além disso, a modificação da qualidade óssea femoral foi considerada boa em 66,7% dos casos. Conclusão: O uso de enxerto ósseo homólogo estrutural cortical em cirurgias de reconstrução femoral de artroplastias totais do quadril e em fraturas periprotéticas é uma boa opção de tratamento em casos selecionados, permitindo resultados clínicos e radiográficos satisfatórios. Descritores - Fraturas do Fêmur; Artroplastia de Quadril/métodos; Prótese de Quadril; Transplante Ósseo.

EFEITO DO ADESIVO BUTIL-2-CIANOACRILATO EM OSTEOTOMIAS E ENXERTO ÓSSEO EM COELHOS: ASPECTO MACROSCÓPICO E RADIOGRÁFICO

Mario Sergio Viana Xavier

Rev Bras Ortop. 2012;47(5):638-645 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar o efeito do adesivo tecidual butil-2-cianoacrilato em osteotomias e enxerto ósseo (EO), sob o aspecto macroscópico e radiográfico. Métodos: Foram utilizados 48 coelhos, divididos aleatoriamente em quatro grupos de 12 animais, com períodos de observação de duas, quatro, oito e 16 semanas. Foram operados os dois membros torácicos de cada animal e realizadas duas osteotomias em cada um dos rádios, com a retirada de um fragmento ósseo (EO) de 1cm de comprimento. De um lado foi recolocado o EO no local e aplicada uma gota do adesivo em cada uma das osteotomias. No outro lado, foi realizado o mesmo procedimento sem a aplicação do adesivo. Fixou-se em 0,05 ou 5% o nível de rejeição da hipótese de nulidade. Resultados: Presença de marcas azuis em todas as peças cirúrgicas em que foi utilizado o adesivo. A partir da quarta semana, ausência de movimento dos EO com adesivo e controle. No grupo A, nas osteotomias proximais com adesivo, ocorreu menos desvio do EO (p = 0,02). No grupo C, a união (p = 0,03) e a integração do EO (p = 0,02) foram melhores nas osteotomias proximais com adesivo. Conclusões: O adesivo não foi totalmente metabolizado com 16 semanas. Há consolidação clínica das osteotomias em quatro semanas. O adesivo estabilizou o EO nas primeiras semanas e não interferiu na consolidação das osteotomias, assim como na integração dos EO a observação radiográfica. Descritores - Adesivos Teciduais; Embucrilato; Osteotomia; Polimerização; Enxerto ósseo; Integração óssea

ENXERTO HOMÓLOGO ESTRUTURAL PARA TRATAMENTO DO DEFEITO ÓSSEO DURANTE ARTROPLASTIA DE REVISÃO DO JOELHO

Hugo Alexandre de Araújo Barros Cobra; Mario Corrêa Netto Pacheco Junior; Alan de Paula Mozella

Rev Bras Ortop. 2013;48(4):341-347 - Artigo Original
Objetivo: A obtenção de estável interface osso-implante, o correto alinhamento dos componentes, o apropriado equilíbrio das tensões de partes moles, a manutenção de adequada altura da interlinha articular são princípios fundamentais para êxito nas cirurgias de revisão de artroplastia total de joelho, os quais somente são obtidos com manejo da deficiência óssea. Contudo, o correto tratamento de grandes defeitos permanece indefinido. O objetivo deste estudo foi avaliar os resultados clínicos e radiográficos dos pacientes submetidos à cirurgia de revisão de artroplastia total do joelho com uso de enxerto estrutural de Banco de Tecidos Músculos-Esqueléticos, entre janeiro de 2002 e dezembro de 2010, no Centro de Cirurgia do Joelho do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO). Foram incluídos no estudo 26 artroplastias de revisão com enxertia óssea homóloga estrutural em 25 pacientes. Foram usadas 34 peças estruturais para enxertia homóloga durante as 26 cirurgias de revisão de artroplastia total de joelho. O terço proximal da tíbia e o terço distal do fêmur foram as peças mais frequentemente usadas. Seis pacientes evoluíram com infecção profunda, em um desses casos associada à lesão do mecanismo extensor. O valor médio da pontuação obtida no questionário WOMAC foi de 24,9. Na avaliação da capacidade funcional no SF-36, o valor médio foi de 52,5. Na avaliação radiográfica, a reabsorção do enxerto ocorreu em três pacientes e não foram observados casos de osteólise, fratura do enxerto, migração ou afundamento dos componentes. Enxerto ósseo de Banco de Tecidos Músculo-Esqueléticos representa satisfatória opção ao manejo da falha óssea no cenário da cirurgia de revisão de artroplastia total de joelho. Keywords - Artroplastia do joelho Revisão Transplante ósseo

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