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Busca por: FRATURAS INTRA-ARTICULARES DO CALCÂNEO: ANÁLISE CLÍNICA E BIOMECÂNICA

FRATURAS INTRA-ARTICULARES DO CALCÂNEO: ANÁLISE CLÍNICA E BIOMECÂNICA

Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras; Luciano Manoel Kroth; Keith Lúcia Kotani; Jorge Luiz Da Silva Junior; Mário Cesar De Andrade; Aluísio Otávio Vargas Ávila; Francisco José Berral

Rev Bras Ortop. 2009;44(6):496-503 - Artigo Original
Objetivo: Verificar as variáveis de distribuição da pressão plantar de pacientes submetidos a tratamento cirúrgico de fratura de calcâneo e correlacioná-las com duas diferentes vias de acesso cirúrgico. Métodos: Os autores estudaram 15 pacientes com idade entre 20 e 53 anos (média de 40,06 anos) que apresentaram fraturas intra-articulares do calcâneo, submetidos ao tratamento cirúrgico por duas vias de acesso cirúrgico, a via lateral e a via do seio do tarso. Avaliaram a distribuição da pressão plantar, correlacionando essas variáveis com as duas vias de acesso. A avaliação da distribuição da pressão plantar foi realizada através do sistema Pedar (Novel, GmbH, Munique, Alemanha), verificando o pico máximo de pressão do retropé e do antepé do lado fraturado e do lado normal. Resultados: A média das pressões máximas dos plantigramas do retropé dos pés operados pela via de acesso lateral e pela via curta não apresentou diferença estatística entre as duas vias de acesso (t = 0,11; p = 0,91), bem como a média das pressões máximas dos plantigramas do antepé também não mostrou diferença estatística significativa (t = -0,48; p = 0,64). Conclusão: Os autores concluíram que não houve diferença estatística entre as médias dos picos máximos de pressão do retropé e do antepé do lado operado, comparados com o lado normal, bem como não houve diferença estatística dessas variáveis comparadas com a via de acesso cirúrgico utilizada. Descritores - Fratura de calcâneo; Distribuição de pressão plantar; Biomecânica.

ATUALIZAÇÃO EM INFECÇÕES EM PRÓTESES ARTICULARES

Ana Lucia Lei Munhoz Lima; Priscila Rosalba Domingos de Oliveira

Rev Bras Ortop. 2010;45(6):520-523 - Atualização
 O implante de próteses articulares, principalmente de quadril e joelho, vem se tornando cada vez mais frequente, representando significante redução no desconforto e imensurável melhora na mobilidade dos pacientes. As revisões da literatura mundial revelam que 1 a 5% destas próteses tornam-se infectadas, sendo importante lembrar que, conforme cresce o número de cirurgias para implantação destas próteses, cresce também o número de casos deste tipo de infecção. As bactérias gram-positivas são predominantes nas contaminações das próteses articulares, em especial o Staphylococcus aureus e o Staphylococcus epidermidis. As infecções causadas por bacilos gram-negativos e fungos como Candida sp vêm sendo relatadas com maior frequência em todo o mundo. As infecções de próteses articulares apresentam sinais característicos que podem ser divididos em manifestações agudas (dor severa, febre alta, toxemia, calor, rubor e secreção na ferida operatória) e crônicas (dor progressiva, formação de fístulas cutâneas, com drenagem de secreção purulenta, sem febre). O diagnóstico definitivo da infecção deve ser realizado através do isolamento em cultura do micro-organismo obtido a partir da punção do líquido articular, secreção da ferida cirúrgica e materiais colhidos durante desbridamento cirúrgico. É fundamental a cobertura de S.aureus meticilino-resistente, visto a importância epidemiológica deste agente nessas infecções. O tempo total da antibioticoterapia varia de seis semanas a seis meses, sendo que o tratamento deve ser readequado quando necessário, com base nos resultados das culturas colhidas. Descritores - Prótese Articular; Infecção/diagnóstico; Infecção/terapia.

Tratamento cirúrgico das fraturas articulares do hálux *

ROBERTO A. L. SANTIM; MARCELO T. MERCADANTE; CARLOS E. RONCATTOMÁRIO O. FIGUEROA; ANDRES P. GOMEZ

Rev Bras Ortop. 1993;28(3):- - Artigo Original
As fraturas articulares do hálux são pouco freqüentes e a literatura pobre quanto ao seu tratamento. Apresentamos neste trabalho quatro fraturas articulares desse segmento do esqueleto e o tratamento realizado. Conseguiu-se, através da osteossíntese com material AO de minifragmentos, boa redução e recuperação funcional.

Complicações e seqüelas das fraturas articulares do calcâneo*

W. L. PASQUALETTO; M. C. DE CONTI; F. F. FONSECA FILHO; R. A. L. SANTIN

Rev Bras Ortop. 1993;28(7):- - Artigo Original
Os autores analisaram as complicações e seqüelas das fraturas articulares do calcâneo em 42 fraturas tratadas por diferentes métodos, tanto cruentos quanto incruentos. Os critérios de avaliação foram clínicos e radiográficos. Verificaram o seguinte: a) a infecção superficial foi a complicação mais freqüentemente encontrada; b) a dor foi a seqüela clínica mais freqüente em todos os métodos usados; c) a artrose da articulação subtalar foi a seqüela que esteve presente na maioria dos métodos empregados; d) o método incruento foi o que apresentou maior número de seqüelas, tanto clínicas como radiográficas.

TRAUMA RADICULAR DO PLEXO BRAQUIAL: NOVAS TÉCNICAS DE RECONSTRUÇÃO POR ABORDAGEM INTRA E EXTRADURAL

JAYME AUGUSTO BERTELLI; MARCOS FLÁVIO GHIZONI

Rev Bras Ortop. 2005;40(7):- - Atualização
As lesões do plexo braquial geralmente afetam jovens e acarretam sérias conseqüências socioeconômicas. O progresso no reparo do plexo braquial está intimamente relacionado com a cirurgia dos nervos periféricos e depende de trabalhos de investigação clínicos e experimentais. O reparo intradural do plexo braquial por enxertos introduzidos diretamente na medula espinhal ou pela transferência de radicelas motoras oferece novas possibilidades terapêuticas. A experiência dos autores com a reparação intradural do plexo braquial é apresentada, bem como seu planejamento cirúrgico nas diversas lesões. Nas avulsões completas, uma pinça toracobraquial e uma abdominoantebraquial deverão ser reconstruídas. Se com a reconstrução neurológica o músculo braquial anterior é reinervado, este poderá ser transferido para os extensores do punho ou flexores dos dedos. O tratamento cirúrgico das síndromes álgicas é também discutido. Descritores - Plexo braquial; tendões; transferências nervosas; regeneração nervosa; enxertos.

Reconstrução do LCA intra e extra-articular utilizando duplo enxerto do trato iliotibial

ROMEU KRAUSE; SAULO MONTEIRO DOS SANTOS; MARCELO KRAUSE

Rev Bras Ortop. 1995;30(10):- - Artigo Original
Os autores fazem uma análise de 182 pacientes operados com a técnica que utiliza o duplo enxerto do trato iliotibial, no período de 2/9/86 a 11/2/92. Fazem revisão anatômica, biomecânica e biofísica do LCA, discutem os pontos de fixação do enxerto na tíbia e no fêmur e fazem avaliação dos seus resultados utilizando os critérios adotados pelo ISK. Concluem mostrando os bons resultados obtidos com esta opção cirúrgica no tratamento da insuficiência do LCA.

Concordância intra e interobservadores das diferentes classificações usadas na doença de Legg-Calvé-Perthes

Rev Bras Ortop. 2015;50(6):680-685 - Artigo Original
Objetivo: Determinar o índice de concordância intra e interobservadores das classificaçõesde Waldenström, Catterall e Herring na doença de Legg-Calvé-Perthes.Métodos: Foram selecionadas 100 radiografias da bacia, nas incidências anteroposterior ede Lauenstein de pacientes portadores da doença. As radiografias foram classificadas porquatro médicos com diferentes níveis de experiência, previamente orientados a respeitodas classificações usadas, para minimizar qualquer viés de interpretação. As radiografiasforam examinadas pelos mesmos observadores em dois momentos distintos para avaliaras concordâncias inter e intraobservadores. A análise da reprodutibilidade foi avaliada peloíndice de Kappa.Resultados: A análise de concordância foi estratificada em níveis (ruim, pequena, regular,moderada, boa e excelente) e evidenciou para a concordância intraobservadores: concordân-cia moderada para três examinadores e uma regular para a classificação de Waldenström;excelente para um examinador e boa para três, na classificação de Herring; na classificaçãode Catterall, a concordância foi considerada boa entre todos os examinadores. Em relação àanálise de concordâncias interobservadores foram obtidas: nenhuma concordância exce-lente para os três sistemas de classificação; quatro regulares, uma moderada e umapequena para a classificação de Waldenström; quatro moderadas, uma boa e uma regularna classificação de Herring e, pelo sistema de Catterall, quatro concordâncias moderadas eduas regulares.Conclusão: As classificações estudadas são as mais usadas para guiar o tratamento da DLCP,porém o grau de concordância intra e interobservadores não é ideal e sistemas complemen-tares de estadiamento devem ser levados em consideração, para uma maior assertividadeno tratamento.

Análise da reprodutibilidade intra e interobservadores das classificações antiga e atual da AO para fraturas toracolombares

Felipe Augusto Rozales Lopes; Ana Paula Ribeiro Bonilauri Ferreira; Ricardo André Acácio dos Santos; Carlos Henrique Maçaneiro

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):521-526 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar a concordância inter e intraobservadores dos sistemas de classificação Magerl AO e AOSpine para fraturas toracolombares.
MÉTODOS: Os participantes foram divididos em dois grupos, um com seis médicos ortopedistas especialistas em coluna e o outro com 18 médicos residentes em ortopedia. Os participantes analisaram 25 radiografias com fraturas toracolombares em duas oportunidades, com um mês de intervalo entre elas, e classificaram com o uso dos dois sistemas de classificação de fratura toracolombar, Magerl AO e AOSpine. Os dados de concordância foram analisados pelo método do coeficiente kappa.
RESULTADOS: A classificação de Magerl AO apresentou uma concordância interobservadores leve (k = 0,32), considerando o tipo e o subtipo das fraturas, enquanto a classificação AOSpine obteve uma concordância interobservadores moderada (k = 0,59). A classificação de Magerl AO apresentou uma concordância intraobservadores leve entre médicos residentes e médicos especialistas (k = 0,21 e 0,38, respectivamente), enquanto a classificação AOSpine apresentou uma boa concordância intraobservadores entre médicos residentes (k = 0,62) e moderada entre médicos especialistas (k = 0,53).
CONCLUSÃO: O sistema de classificação da AOSpine para fraturas toracolombares apresentou uma melhor confiabilidade e reprodutibilidade comparado com o sistema de classificação Magerl AO, em relação à morfologia da fratura.


Palavras-chave: Fraturas da coluna vertebral; Classificação Magerl AO; Classificação AOSpine; Concordância interobservadores e intraobservadores.

Avaliação da reprodutibilidade intra e interobservadores da classificação AO para fratura do punho

Pedro Henrique de Magalhães Tenório; Marcelo Marques Vieira; Abner Alberti; Marcos Felipe Marcatto de Abreu; João Carlos Nakamoto; Alberto Cliquet

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):703-706 - Artigo Original

OBJETIVO: Este estudo avaliou a confiabilidade interobservador e intraobservador da classificação AO para radiografias simples em fraturas do terço distal do punho.
MÉTODOS: Trinta observadores, divididos em três grupos (residentes de ortopedia e traumatologia, ortopedistas e cirurgiões de mão), classificaram 52 fraturas do terço distal do antebraço com radiografias simples. Após quatro semanas, os mesmos observadores avaliaram as mesmas 52 fraturas em ordem aleatória. O índice kappa foi usado para estabelecer o nível de concordância entre os observadores individualmente e entre os grupos de residentes, ortopedistas e cirurgiões da mão, bem como para avaliar a concordância intraobservador. O índice de kappa foi interpretado conforme proposto por Landis e Koch.
RESULTADOS: A confiabilidade interobservador global da classificação AO foi considerada baixa (0,30). Os três grupos apresentaram índices globais de concordância considerados baixos (residentes, 0,27; ortopedistas, 0,30 e cirurgiões da mão, 0,33). A concordância intraobservador global obteve índice moderado (0,41), foi maior no grupo dos cirurgiões da mão, no qual foi considerada moderada (0,50). No grupo dos residentes e ortopedistas foi considerada baixa, com valores de 0,30 e 0,33, respectivamente.
CONCLUSÃO: A partir desses dados, concluímos que a classificação AO para fraturas do punho apresenta baixa reprodutibilidade interobservador e moderada reprodutibilidade intraobservador.


Palavras-chave: Ortopedia; Fratura ósseas; Punho; Classificação

Fraturas articulares complexas: uma tática operatória para restabelecer a superfície articular

CLEBER A.J. PACCOLA

Rev Bras Ortop. 1998;33(7):- - Artigo Original
Fraturas articulares com componente importante de afundamento e compactao ssea requerem muitas vezes a elevao dos fragmentos, com acrscimo de enxerto sseo nos vazios remanescentes.A ttica operatria do tratamento das fraturas articulares classicamente dividida nos seguintes tempos(2): : Reduo e fixao anatmica da superfcie articular com o uso de fios de Kirschner e parafusos; Enxertia ssea nos locais de afundamento; Fixao do componente articular com a metfise/di-fise. Conseguir restabelecer a superfcie articular pode ser um passo muito difcil, quando existem vrios fragmentos osteocondrais isolados. Ao tentar reduzir um deles, o outro, previamente bem posicionado, pode desviar-se. Alm disso, o posicionamento do fragmento mais perifrico impede a boa visibilizao dos fragmentos mais centrais. O objetivo deste artigo relatar uma ttica simples e til para conseguir boas montagens da superfcie articular em fraturas articulares complexas, que tm vrios fragmentos osteocondrais desviados.Reduo e fixao anatmica da superfcie articular com o uso de fios de Kirschner e parafusos; Enxertia ssea nos locais de afundamento; Fixao do componente articular com a metfise/di-fise. Conseguir restabelecer a superfcie articular pode ser um passo muito difcil, quando existem vrios fragmentos osteocondrais isolados. Ao tentar reduzir um deles, o outro, previamente bem posicionado, pode desviar-se. Alm disso, o posicionamento do fragmento mais perifrico impede a boa visibilizao dos fragmentos mais centrais. O objetivo deste artigo relatar uma ttica simples e til para conseguir boas montagens da superfcie articular em fraturas articulares complexas, que tm vrios fragmentos osteocondrais desviados. Enxertia ssea nos locais de afundamento; Fixao do componente articular com a metfise/di-fise. Conseguir restabelecer a superfcie articular pode ser um passo muito difcil, quando existem vrios fragmentos osteocondrais isolados. Ao tentar reduzir um deles, o outro, previamente bem posicionado, pode desviar-se. Alm disso, o posicionamento do fragmento mais perifrico impede a boa visibilizao dos fragmentos mais centrais. O objetivo deste artigo relatar uma ttica simples e til para conseguir boas montagens da superfcie articular em fraturas articulares complexas, que tm vrios fragmentos osteocondrais desviados.

TRATAMENTO CIRÚRGICO DAS FRATURAS ARTICULARES DESVIADAS DO CALCÂNEO POR ABORDAGEM MINIMAMENTE INVASIVA

FERNANDO ARAÚJO SILVA LOPES; ROBERTO ZAMBELLI DE ALMEIDA PINTO; EDUARDO LUIZ NOGUEIRA GONÇALVES; GUSTAVUS LEMOS RIBEIRO MELO; RENATA TAVARES DOS REIS LEAL

Rev Bras Ortop. 2008;43(10):426-432 - Artigo Original
Objetivos: Avaliar pacientes com fraturas articulares do calcâneo tratados entre dezembro de 2000 e agosto de 2007 por técnica cirúrgica minimamente invasiva, com ênfase nos resultados e complicações. Métodos: Estudo retrospectivo de 21 pacientes com 22 fraturas desviadas do calcâneo, tratadas com redução aberta ou fechada e fixação mínima. Nos 16 pacientes nos quais foi necessária a redução aberta, utilizou-se o acesso lateral direto e em nenhum placas ou enxerto ósseo. Resultados: O seguimento médio foi de três anos variando de seis a 82 meses. Foram empregados os métodos Maryland Foot Score e o escore de retropé da American Orthopaedic Foot and Ankle Society para avaliação clínica dos pacientes. Dezenove pés (86,4%) tiveram resultados bons/excelentes e três pés (13,6%), resultados regular/ruim. Nenhum paciente apresentou complicação aguda da ferida cirúrgica, seja necrose de partes moles ou infecção. Conclusão: As técnicas cirúrgicas menos invasivas e fixações mínimas permitem resultados clínicos similares àqueles das técnicas mais agressivas, sem, entretanto, incidir em significativo número de complicações em partes moles e infecções.Descritores - Calcâneo/ lesões; Fraturas ósseas / cirurgia; Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos; Resultado de tratamento; Estudos retrospectivos.

Tratamento operatório das fraturas articulares do calcâneo com placa "duplo H"*

ROBERTO A. L. SANTIN; FERNANDO F. FONSECA FILHO; MARCELO TOMANICK MERCADANTE; RICARDO CARDENUTO FERREIRA; CARLOS EDUARDO RONCATTO; JOÃO PAULO MAZOTTI; LIN YU CHIH; GERALDO MATIAS

Rev Bras Ortop. 1995;30(6):- - Artigo Original
Foram analisados retrospectivamente 25 pacientes com 28 fraturas articulares desviadas do calcâneo tratadas cirurgicamente por via de acesso lateral, osteossíntese com placa duplo H e enxerto ósseo do ilíaco. Os resultados clínicos foram satisfatórios em 82% dos casos, segundo o método de avaliação Maryland Foot Score. As complicações pós-operatórias observadas foram: deiscência de sutura em quatro casos (14%), necrose de pele em quatro casos (14%), hematoma pós-operatório em um caso (3,5%), infecção profunda em dois casos (7%) e tendinite dos fibulares em dois (7%).

LESÃO MUSCULAR - FISIOPATOLOGIA, DIAGNÓSTICO,TRATAMENTO E APRESENTAÇÃO CLÍNICA

Tiago Lazzaretti Fernandes; André Pedrinelli; Arnaldo José Hernandez

Rev Bras Ortop. 2011;46(3):247-255 - Atualização
O tecido muscular esquelético possui a maior massa do corpo humano, com 45% do peso total. As lesões musculares podem ser causadas por contusões, estiramentos ou lacerações. A atual classificação separa as lesões entre leve, moderada e grave. Os sinais e sintomas das lesões grau I são edema e desconforto; grau II, perda de função, gap e equimose eventual; grau III, rotura completa, dor intensa e hematoma extenso. O diagnóstico pode ser confirmado por: ultrassom - dinâmico, barato, porém examinador-dependente; tomografia ou ressonância magnética - maior definição anatômica, porém estático. A fase inicial do tratamento se resume ao protocolo PRICE. AINH, ultrassom terapêutico, fortalecimento e alongamento após a fase inicial e amplitudes de movimento sem dor são utilizados no tratamento clínico. Já o cirúrgico possui indicações precisas: drenagem do hematoma, reinserção e reforço musculotendíneos.Descritores - Musculoesquelético/fisiopatologia; Musculoesquelético/ lesões; Musculoesquelético/cirúrgica; Regeneração.

Prótese isoelástica: avaliação clínica e radiográfica

EMERSON HONDA; RUDELLI SÉRGIO ANDREA ARISTIDE; NELSON ONO; GIANCARLO POLESELLO

Rev Bras Ortop. 2000;35(11/12):- - Artigo Original
Foram analisados os resultados de 32 artroplastias totais do quadril, em 31 pacientes, nos quais foi implantada a prótese isoelástica de Robert Mathys (Isotitan®). Todos os pacientes foram operados pelo mesmo grupo de ortopedistas, no Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, Pavilhão "Fernandinho Simonsen". O objetivo deste estudo foi avaliar o comportamento da haste femoral com baixo módulo de elasticidade, referente à estabilização do implante e resultado clínico. Após um tempo de seguimento pós-operatório médio de 31 meses (mínimo de 19 e máximo de 49 meses), 40,6% dos quadris apre-sentavam-se com sinais radiográficos de instabilidade do implante femoral e houve incidência de 34,4% de resultados clínicos insatisfatórios. Unitermos - Prótese isoelástica; quadril; artroplastia

Concordância intra e interobservadores do sistema de classificação AO para fraturas dos ossos longos na população pediátrica

Rev Bras Ortop. 2015;50(5):501-508 - Artigo Original
Objetivo: A classificação AO para fraturas dos ossos longos na população pediátrica foi desen-volvida e validada em 2006. Entretanto, a complexidade desse sistema tem limitado o seuuso na prática clínica. Poucos estudos na literatura avaliam sua reprodutibilidade e aplicabi-lidade. Este trabalho teve como objetivo determinar a concordância intra e interobservadorescom o uso do sistema de classificação AO pediátrica entre médicos de diferentes níveis deexperiência.Métodos: Após a feitura do cálculo amostral, foram selecionadas 108 radiografias consecuti-vas de fraturas de ossos longos de pacientes de 0-16 anos, provenientes do arquivo digitalde um hospital de nível quaternário. As radiografias foram classificadas por cinco examina-dores com diferentes níveis de experiência após uma explicação prévia sobre o sistema.Foi mostrada uma planilha que continha as imagens da classificação para consulta. Asavaliações foram feitas em dois momentos distintos por cada observador. O índice Kappade Fleiss foi usado para verificar a concordância intra e interobservadores.Resultados: Foram obtidas concordâncias intraobservadores no mínimo substanciais emtodos os itens da classificação, alcançaram níveis excelentes por todos os observadoresem cinco dos sete itens considerados. A avaliação interobservadores apresentou níveis deconcordância excelentes em dois itens, substancial em dois itens, moderada a substancialem um item e pobre a moderada em um dos itens. Não se observou influência da experi-ência do observador na obtenção de maiores ou menores níveis de concordância, intra ouinterobservadores.Conclusões: Neste estudo, a concordância intra e interobservadores foi considerada boa ouexcelente para o sistema de classificação AO pediátrico para os parâmetros: osso, seg-mento, osso pareado, subsegmento, padrão e desvio. No entanto, a concordância intra e

Análise biomecânica da reconstrução do ligamento cruzado anterior*

António Completo; José Carlos Noronha; Carlos Oliveira; Fernando Fonseca

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):190-197 - Artigo Original

OBJETIVO A reconstrução do ligamento cruzado anterior é aconselhável sobretudo em atletas de alta demanda física. Diversas técnicas são usadas na reconstrução, mas a grande questão é qual o melhor posicionamento para o enxerto. Analisar o efeito biomecânico da posição dos túneis ósseos na repartição de carga e cinemática da articulação, bem como os resultados funcionais em médio prazo, após reconstrução do ligamento cruzado anterior.
MÉTODOS Fez-se um estudo de simulação biomecânica computacional com modelos de elementos finitos do joelho original e com reconstrução do ligamento cruzado anterior (Neo-LCA) em quatro combinações de posição dos túneis ósseos (femoral central-tibial central, femoral anterior-tibial central, femoral posterossuperior-tibial anterior e femoral central-tibial anterior) com o mesmo tipo de enxerto. Para cada modelo, foram comparadas a pressão de contato na cartilagem, a rotação e translação do fêmur e dos meniscos e a deformação nos ligamentos.
RESULTADOS Nenhum modelo de Neo-LCA foi capaz de reproduzir, na íntegra, o modelo do joelho original. Quando o túnel femoral era colocado em posição mais posterior, observaram-se pressões na cartilagem 25% mais baixas e translação dos meniscos superiores entre 12% e 30% relativamente ao modelo intacto. Quando o túnel femoral estava em posição mais anterior, observou-se uma rotação interna do fêmur 50% inferior ao modelo intacto.
CONCLUSÃO Os resultados evidenciam que uma localização do túnel femoral mais distante da posição central parece ser mais preponderante para um comportamento mais díspar relativamente à articulação intacta. Na posição mais anterior existe um aumento da instabilidade rotatória.


Palavras-chave: ruptura; reconstrução do ligamento cruzado anterior; ligamento cruzado anterior

ASSOCIAÇÃO ENTRE TEMPO DE RUPTURA DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR E FREQÜÊNCIA DE OUTRAS LESÕES ARTICULARES DO JOELHO

ROBSON ROCHA DA SILVA; MARCOS ALMEIDA MATOS; DANIEL JOSÉ DE ARAÚJO SILVA; MARCONDES DA SILVA ABREU

Rev Bras Ortop. 2006;41(7):268-271 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar se o tempo de lesão do ligamento cruzado anterior (LCA) se correlaciona com a freqüência de lesões associadas em outras estruturas do joelho. Métodos: Realizou-se estudo retrospectivo em 46 pacientes com lesão do LCA, entre 16 e 43 anos, sendo 44 masculinos e dois femininos. Todos os pacientes tiveram confirmação artroscópica de suas lesões que foram registradas em fichas padronizadas, as quais foram utilizadas para coleta de dados. Resultados: Doze pacientes apresentaram lesões agudas (até seis semanas), 15 lesões subcrônicas (seis semanas a um ano) e 19 lesões crônicas (superior a um ano). A probabilidade de existirem lesões associadas nos pacientes com mais de um ano de instabilidade anterior foi de 57,89%. As lesões no menisco lateral foram mais comuns na fase aguda (60%), sendo a lesão do menisco medial mais comum na fase crônica (51,51%). Conclusões: Existiu aumento significativo (40,64%) do número de lesões associadas à ruptura do LCA, em relação ao tempo de instabilidade articular, e o atraso no tratamento da insuficiência do LCA, por mais de um ano, aumentou em 6,5 vezes a chance de o joelho apresentar outras lesões associadas.Descritores - Instabilidade articular; Articulação do joelho/ lesões; Ligamento cruzado anterior/lesões; Ruptura

Evolução clínica da instabilidade anterior do joelho não tratada*

GILBERTO LUÍS CAMANHO; GUSTAVO MAURÍCIO DE AZEVEDO PIRES; HUGO ALEXANDRE A.B. COBRA

Rev Bras Ortop. 1999;34(1/2):- - Artigo Original
Os autores selecionaram 80 pacientes com diagnóstico de instabilidade anterior do joelho que, por alguma razão, não se submeteram a nenhum tipo de tratamento durante pelo menos um ano após o diagnóstico. Aplicaram, através de consulta telefônica, um questionário padronizado. Foram avaliados sexo, idade, lado acometido, tempo de lesão, método diagnóstico, presença de sintomas e retorno ao nível de atividade esportiva pré-lesão. No momento da entrevista, 45 pacientes informaram que se haviam submetido a tratamento cirúrgico. Dos 35 pacientes que não realizaram nenhum tratamento, 30 (85,7%) eram do sexo masculino; o lado direito foi acometido em 22 (62,8%); 26 (74,2%) tinham tempo de lesão maior do que um ano. As faixas etárias predominantes foram as entre 30 e 40 anos, com 17 indivíduos (48,5%) e acima de 40, com 9 (25%). O diagnóstico de lesão do LCA foi essencialmente clínico em 32 casos (91,4%). Vinte e nove pacientes (82,8%) não retornaram às atividades esportivas no mesmo nível, fato verificado com maior intensidade no grupo etário de 30-40 anos (13 casos). A presença de sintomas incapacitantes como dor, inchaço e falseio foi mais observada nos grupos etários de 30-40 anos e acima de 40; no entanto, a grande maioria dos pacientes (28 casos - 80%) se queixou de algum tipo de limitação funcional.

Evolução clínica e radiográfica da meniscectomia lateral parcial artroscópica*

M. COHEN; R. J. ABDALLA; M. FILARDI; J. T. AMARO; B. EJNISMAN

Rev Bras Ortop. 1996;31(4):- - Artigo Original
Os autores estudaram retrospectivamente 89 pacientes submetidos a meniscectomia lateral parcial artroscópica, entre 1984 e 1993, selecionados segundo critérios de ausência de lesão ligamentar associada, ausência de sinais de degeneração articular confirmados quando realizada artroscopia, sem queixas anteriores relacionadas com a patologia meniscal lateral. Dos pacientes, 37 (41,57%) foram avaliados segundo questionário e os 52 (58,43%) restantes, analisados também clínica e radiograficamente. Foi realizada associação entre o tipo de lesão e evolução clínica. Encontraram pior evolução desde o início para volta às atividades pregressas nos casos em que a meniscectomia era mais abrangente, principalmente da região do tendão poplíteo até o corno posterior, nas lesões longitudinais com ressecção de mais de 1/3 do menisco. Observaram clara piora de evolução clínica com o tempo de seguimento. O estudo radiográfico mostrou sinais incipientes de artrose lateral principalmente nos pacientes com maior seguimento e maior atividade física. O outro achado relacionado com pior evolução foi o aparecimento de amolecimento ou fissura cartilagínea no compartimento lateral, no momento da meniscectomia parcial artroscópica. Os autores concluíram que a meniscectomia lateral parcial pode apresentar evolução precocemente sintomática, principalmente nas lesões longitudinais posteriores e extensas, em atletas de grande atividade, podendo piorar ao longo do tempo.

Avaliação clínica e radiográfica tardia da meniscectomia medial aberta*

GILBERTO LUÍS CAMANHO; ALEXANDRE DE CHRISTO VIEGAS; MARCELO DA SILVA TERRA

Rev Bras Ortop. 2002;37(11/12):- - Artigo Original
Com o objetivo de avaliar a influência tardia da meniscectomia na evolução para a osteoartrose do joelho, os autores analisaram retrospectivamente 16 pacientes (18 joelhos) submetidos a meniscectomia medial por via aberta havia pelo menos 21 anos. Utilizaram critérios subjetivos relacionados à satisfação funcional em relação ao joelho operado e realizaram radiografias de ambos os joelhos a fim de comparar as possíveis alterações degenerativas relacionadas ao procedimento. Do total de pacientes operados, 27,8% apresentaram sinais de osteoartrose mais acentuada no joelho operado e 25% estavam insatisfeitos com a função do joelho. Tais dados são compatíveis com os dados da literatura, porém, em menor proporção, o que justificam pela escolha de um grupo homogêneo de pacientes que não apresentavam fatores associados relacionados à osteoartrose, entre estes, a instabilidade ligamentar, e pela realização de meniscectomia parcial na maior parte dos casos.

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