ISSN - Versão Impressa: 0102-3616 ISSN - Versão Online: 1982-4378

Resultados da Busca

Ordenar:

Mostrando de 1 até 20 de 652 resultado(s)

Busca por: ANÁLISE BIOMECÂNICA DE VARIÁVEIS RELACIONADAS À RESISTÊNCIA AO ARRANCAMENTO DOS PARAFUSOS DO SISTEMA DE FIXAÇÃO VERTEBRAL

ANÁLISE BIOMECÂNICA DE VARIÁVEIS RELACIONADAS À RESISTÊNCIA AO ARRANCAMENTO DOS PARAFUSOS DO SISTEMA DE FIXAÇÃO VERTEBRAL

RODRIGO CÉSAR ROSA; PATRÍCIA SILVA; ANTONIO CARLOS SHIMANO; JOSÉ BATISTA VOLPON; HELTON L. A. DEFINO; PHILIP SCHLEICHER; FRANK KANDZIORA

Rev Bras Ortop. 2008;43(7):293-299 - Artigo Original
Objetivo: Observar a influência do diâmetro do orifício-piloto nos diferentes modos de preparo: sonda de ponta romba, sonda de ponta cortante e broca, com o propósito de avaliar o nível de resistência ao arrancamento de parafusos com diâmetro diverso. Métodos: Parafusos de 5, 6 e 7mm foram inseridos nos corpos de prova de osso bovino. O orifício-piloto foi confeccionado por meio de sonda de ponta romba, sonda de ponta cortante e broca. O diâmetro da perfuração foi menor, igual e maior do que o diâmetro interno do parafuso. Após a inserção dos implantes, nos três diferentes diâmetros para cada modo de preparo do orifício-piloto, foram realizados os ensaios mecânicos de arrancamento. Os ensaios mecânicos realizados em máquina universal de ensaio Emic®, software Tesc 3.13, célula de carga de 2.000N, velocidade de aplicação de força de 2mm/min, pré-carga de 5N e tempo de acomodação de 10 segundos. A propriedade avaliada nos ensaios mecânicos foi a força máxima de arrancamento. Resultados: No grupo de parafusos de 5 e 6mm foi observado aumento na resistência ao arrancamento quando o diâmetro do orifício-piloto era menor que o diâmetro interno do parafuso em todos os modos de preparo (sonda de ponta romba, sonda de ponta cortante e broca). Não foi observada diferença estatística no grupo de parafusos de 7mm para todos os diâmetros de perfuração e modo de preparo do orifício-piloto. Conclusão: O diâmetro do orifício-piloto influencia a resistência ao arrancamento dos parafusos de sistema de fixação vertebral. A realização de orifíciopiloto de diâmetro maior que o diâmetro interno do parafuso reduz a resistência ao arrancamento do implante, independente do modo de preparo do orifício-piloto.Descritores - Coluna vertebral; Parafusos ósseos; Biomecânica; Procedimentos ortopédicos; Bovinos.

AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DOS COMPONENTES DE UM SISTEMA DE FIXAÇÃO INTRAMEDULAR BLOQUEADO PARA A TÍBIA

GERALDO ROCHA MOTTA FILHO; FERNANDO BALDY DOS REIS; HÉLIO JORGE FERNANDES; ENRICO JOSÉ GIORDANI; FLÁVIO FALOPPA

Rev Bras Ortop. 2004;39(8):- - Artigo Original
Um sistema para fixação intramedular bloqueado de fraturas da tíbia foi desenvolvido pelos autores. Seus componentes apresentam dois tipos de hastes, uma sólida e outra com uma fenda e dois tipos de parafusos, um de rosca total e outro de rosca parcial com 4,5mm de diâmetro. As hastes têm um encurvamento proximal de 10º e diâmetro de 8 a 13mm. Os orifícios de travamento proximal são oblíquos, dois distais são paralelos de medial para lateral e um terceiro, de anterior para posterior. O titânio foi o material escolhido para o manufaturamento dos implantes. Ensaios mecânicos foram realizados para avaliar a resistência à fadiga das hastes e parafusos utilizando-se uma máquina de testes, controlada por computador, MTS modelo 812, Test Star II (MTS Systems Corp., Minneapolis, Minnesota). As propriedades mecânicas de hastes com características diferentes foram avaliadas em compressão e flexão em quatro pontos. Os parafusos de travamento com diferentes comprimentos e com rosca total e parcial foram testados em compressão, flexão e torção. Os ensaios de compressão das hastes mostraram que a carga máxima e o limite elástico são inversamente proporcionais ao seu comprimento. O diâmetro é de significância decisiva para a resistência ao encurvamento, assim como o desenho e material utilizado. Os parafusos de rosca parcial apresentam maior resistência ao encurvamento, compressão e torção do que os de rosca total. Os resultados dos ensaios são comparáveis aos da literatura. Descritores - Fraturas da tíbia; fixação intramedular de fraturas; biomecânica; pinos ortopédicos; parafusos ósseos.

TORQUE DE INSERÇÃO E RESISTÊNCIA AO ARRANCAMENTO DOS PARAFUSOS VERTEBRAIS COM ALMA CILÍNDRICA E CÔNICA

ARIANE ZAMARIOLI; PRISCILA ANGELOTTI SIMÕES; ANTÔNIO CARLOS SHIMANO; HELTON L. A. DEFINO

Rev Bras Ortop. 2008;43(10):452-459 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar o torque de inserção e a força de arrancamento de três diferentes parafusos utilizados para a fixação anterior da coluna vertebral, considerando a influência do diâmetro do orifíciopiloto (DOP), a densidade dos corpos de prova (CDP) e o desenho da rosca dos parafusos. Métodos: Foram utilizados CDP de poliuretana com duas densidades: 0,16 e 0,32g/cm3, e três tipos de parafusos (USS I, USS II posterior e USS II anterior). Na primeira etapa o orifício-piloto foi feito com sonda de 3,8mm para todos os parafusos; na segunda etapa, com sonda menor do que o diâmetro interno dos parafusos (3,5mm para os parafusos USS I; 3,4mm para os parafusos USS II posterior e 3,0mm para os parafusos USS II anterior). Foram formados 12 grupos experimentais com dez corpos de prova em cada grupo, de acordo com a densidade da poliuretana, DOP e tipo de parafuso utilizado. O torque foi mensurado durante a inserção dos parafusos e a força de arrancamento por meio de ensaio mecânico em máquina universal de teste. Resultados: O torque máximo de inserção apresentou valores decrescentes nos corpos de prova de 0,16g/cm3 e 0,32g/cm3 e em todos os diâmetros do orifício-piloto. A força máxima de arrancamento, nos corpos de prova de 0,16g/cm3 e diâmetro da perfuração de 3,8mm, foi maior nos parafusos USS II posterior que nos parafusos USS I. Com o diâmetro da perfuração menor do que o diâmetro interno do parafuso, os parafusos USS II posterior e anterior apresentaram valores maiores que o parafuso USS I. Nos corpos de prova com 0,32g/cm3 de densidade e diâmetro de perfuração de 3,8mm, a força de arrancamento do parafuso USS II posterior e a do USS I foram maiores que a do parafuso USS II anterior. Com o diâmetro da perfuração menor que o diâmetro interno, os valores foram decrescentes entre o USS II posterior, USS II anterior e USS I. Conclusões: O torque de inserção e a força de arrancamento dos parafusos utilizados para fixação anterior da coluna vertebral são influenciados pela densidade do corpo de prova, desenho da rosca do parafuso e diâmetro do orifício-piloto.Descritores - Coluna vertebral; Parafusos ósseos; Biomecânica; Dispositivos de fixação ortopédica.

EFEITO DO MACHEAMENTO DO ORIFÍCIO PILOTO NA RESISTÊNCIA AO ARRANCAMENTO E NO TORQUE DE INSERÇÃO DOS PARAFUSOS PEDICULARES COM ALMA CÔNICA

Rodrigo César Rosa; Patrícia Silva; Maurício José Falcai; Antônio Carlos Shimano; Helton Luiz Aparecido Defino

Rev Bras Ortop. 2010;45(6):565-568 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a influência do macheamento do orifício piloto na resistência ao arrancamento e no torque de inserção dos parafusos pediculares com alma cônica. Métodos: Ensaios mecânicos de arrancamento em máquina universal de ensaios foram realizados com parafusos pediculares com alma cônica inseridos nos pedículos da quinta vértebra lombar de vitelo. As medidas do torque de inserção foram realizadas com torquímetro com capacidade de 10Nm, sendo considerado o maior valor de torque. O preparo do orifício piloto foi realizado por meio de sonda com 3,8 mm de diâmetro externo e o macheamento do orifício com macho de rosca com as mesmas dimensões e características de rosca do parafuso. Resultados: Foi observada redução do torque de inserção e da resistência ao arrancamento dos implantes no grupo com o macheamento prévio do orifício piloto. Conclusões: O macheamento do orifício piloto reduziu o torque de inserção e a força de arrancamento dos parafusos pediculares com alma cônica inseridos no pedículo da quinta vértebra lombar de vitelos. Descritores - Coluna Vertebral; Parafusos Ósseos; Biomecânica.

SISTEMA DE PARAFUSOS PEDICULARES NO TRATAMENTO DE DEFORMIDADES VERTEBRAIS: ANÁLISE DA CORREÇÃO E DAS COMPLICAÇÕES IMEDIATAS

RODRIGO D'ALESSANDRO DE MACEDO; BRUNO PINTO COELHO FONTES; FERNANDO MILTON DA CUNHA; PABLO MARIOTTI WERLANG

Rev Bras Ortop. 2006;41(10):417-424 - Artigo Original
Objetivo: O objetivo deste estudo é determinar o grau de correção das deformidades, as complicações imediatas e as características da amostra. Métodos: Foram estudados prospectivamente 43 pacientes submetidos à instrumentação com o uso do sistema de parafusos pediculares para tratamento de deformidades, de maio de 2002 a janeiro de 2004. Foram utilizados 598 parafusos, de T2 a S1. Resultados: Dos pacientes, 32 (74,4%) apresentavam escoliose idiopática do adolescente e 11 (25,6%), cifose de Scheuermann. A média de idade dos pacientes foi de 17,7 anos. Houve predomínio das curvas torácicas e a média da deformidade nas escolioses foi de 55,4o. Nos casos de cifose a média das curvas foi de 77,7o. Obteve-se correção média de 68% nas curvas das escolioses e de 112,1% nas cifoses, ambas com significância estatística (p < 0,05). Não foram observadas complicações vasculares ou neurais no pós-operatório imediato. Um portador de cifose de Scheuermann apresentou soltura da fixação, necessitando reintervenção com extensão da estabilização distalmente. Outro apresentou infecção superficial da ferida operatória, com boa evolução. As características da amostra são coincidentes com as relatadas na literatura. Não foram observadas complicações vasculares ou neurológicas. Conclusão: Os resultados deste estudo sugerem que a utilização da técnica dos parafusos pediculares em deformidades da coluna torácica é um método seguro e oferece correção de maneira eficaz. Descritores - Dispositivos de fixação ortopédica; Parafusos ósseos; Coluna vertebral/anormalidades; Coluna vertebral/ cirurgia.

Avaliação da angulação dos parafusos e utilização do estabilizador transversal na estabilidade do sistema de fixação pedicular

HELTON L.A. DEFINO; CARLOS ALBERTO MORO; ANDRÉS E.R. FUENTES; JOSÉ B.P. PAULIN

Rev Bras Ortop. 1996;31(11/12):- - Artigo Original
Foi realizado estudo experimental com o objetivo de avaliar-se a participação do estabilizador transversal e a influência da angulação dos parafusos na estabilidade mecânica dos sistemas de fixação pedicular. Foram utilizados blocos de madeira para simular o segmento vertebral, nos quais o sistema de fixação pedicular foi aplicado. Foram formados dois grupos experimentais de acordo com o posicionamento dos parafusos, que foram implantados paralelos entre si em um grupo e angulados internamente no outro. Foram realizados testes de encurvamento lateral, encurvamento anterior e torção em máquina universal com velocidade de aplicação de força de 2mm/min. Em cada grupo os testes foram realizados em três situações diferentes para avaliar o desempenho do estabilizador transversal (sem estabilizador, estabilizador aproximando as barras do sistema e afastando-as). Observou-se que a colocação do parafuso com angulação interna aumenta a resistência mecânica do sistema, principalmente no plano frontal. O modelo de estabilizador transversal utilizado aumentou de modo discreto a estabilidade no plano frontal no grupo em que os parafusos foram colocados paralelos, não tendo sido observada sua influência no aumento da estabilidade do sistema de fixação pedicular nos demais testes realizados.

Análise biomecânica da fixação tibial transversa na reconstrução do ligamento cruzado anterior

Edmar Stieven Filho; Mariane Henseler Damaceno Mendes; Stephanie Claudino; Filipe Baracho; Paulo César Borges; Luiz Antonio Munhoz da Cunha

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):174-179 - Artigo Original
Objetivo: investigar se a fixação transversa tibial com parafuso femoral apresenta vantagensbiomecânicas sobre a fixação transversa femoral com parafuso tibial na reconstrução doligamento cruzado anterior (LCA).Método: foram usados como modelos de testes joelhos suínos e tendões extensores digitaisbovinos. Foram submetidos à reconstrução do LCA 28 joelhos: 14 foram fixados com parafusona tíbia e implante transverso no fêmur (grupo padrão) e 14 com parafuso no fêmur e fixaçãotransversa na tíbia (grupo invertido). Os modelos foram submetidos aos testes de tração.Resultados: não houve diferença estatisticamente significante na sobrevivência das técnicasno que tange a força, força máxima sem falha e tensão. Houve uma sobrevivência maior nogrupo padrão na comparação das curvas de tensão de limite elástico (p < 0,05).Conclusão: não há vantagem biomecânica da fixação transversa tibial com parafuso femo-ral em relação à fixação transversa femoral com parafuso tibial, observada em testes commodelos animais.

ANÁLISE DA RESISTÊNCIA MECÂNICA DE FIXAÇÃO DE FRATURA DO COLO FEMORAL EM OSSO SINTÉTICO COM DHS E PARAFUSO ANTIROTATÓRIO

Anderson Freitas; Gustavo Melo Torres; André Cezar de Andrade de Mello e Souza; Rafael Almeida Maciel; Diogo Ranier de Macedo Souto; George Neri de Barros Ferreira

Rev Bras Ortop. 2014;49(6):586-592 - Artigo Original
Objetivo: Analisar estatisticamente resultados obtidos em ensaios biomecânicos de fixação de fratura do colo femoral tipo Pauwels III, em osso sintético, com o uso do sistema dinâmico do quadril (DHS) com parafuso antirrotatório vs um grupo controle.Métodos: Foram usados dez ossos sintéticos, de um fabricante nacional, do modelo C1010, divididos em dois grupos: teste e controle. No grupo teste foi feita fixação de osteotomia, com 70 ? de inclinação em nível de colo femoral, com o uso de DHS com parafuso antirrotatório. Avaliou-se a resistência dessa fixação e seu desvio rotacional em 5 mm de deslocamento (fase 1) e em 10 mm de deslocamento, considerado como falência da síntese (fase 2). No grupo controle, os modelos foram ensaiados em sua integridade até que ocorresse a fratura do colo femoral.Resultados: Os valores do ensaio no grupo teste na fase 1, nas amostras de 1 a 5, foram: 1.512 N, 1.439 N, 1.205 N, 1.251 N e 1.273 N, respectivamente (média = 1.336 N; desvio padrão [DP] = 132 N). Os desvios rotacionais foram: 4,90 ? ; 3,27 ? ; 2,62 ? ; 0,66 ? e 0,66 ? , respectivamente (média = 2,42 ? ; DP = 1,81 ? ). Na fase 2, obtivemos: 2.064 N, 1.895 N, 1.682 N, 1.713 N e 1.354 N, respectivamente (média = 1.742 N; DP = 265 N). Os valores da carga de falência no grupo controle foram: 1.544 N, 1.110 N, 1.359 N, 1.194 N e 1.437 N, respectivamente (média = 1.329 N; DP = 177 N). A análise estatística pelo teste de Mann-Whitney demonstrou que o grupo teste apresentou carga máxima, em 10 mm de deslocamento, significativamente maior do que a carga de falência do grupo controle (p = 0,047).Conclusão: A resistência mecânica do grupo teste foi significativamente superior à do grupo controle. Descritores - Fraturas do colo femoral Fixadores internos Biomecânica

Análise biomecânica da dupla fixação de enxerto tendinoso em tíbia porcina – uso de parafuso de interferência e agrafe

Luis Antônio de Ridder Bauer; Hermes Augusto Agottani Alberti; Vitor Gustavo de Paiva Corotti; Ana Paula Gebert de Oliveira Franco; Edmar Stieven; Luiz Antônio Munhoz da Cunha

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):564-569 - Artigo Original

OBJETIVO: Comparar o comportamento mecânico da fixação tibial com parafuso de interferência versus parafuso de interferência com agrafe, em modelo animal.
MÉTODOS: Foram selecionadas 36 peças de joelho suíno e divididas em dois grupos: Grupo 1, fixação tibial com parafuso de interferência (n = 17) e Grupo 2, fixação com parafuso de interferência e agrafe (n = 19). Os modelos foram submetidos a teste de ciclo único de tração. Foram mensuradas as seguintes variáveis: medida da área de seção transversal do enxerto, ponto de falha nos 10 mm (F10), yield load (Fy) e rigidez.
RESULTADOS: Os valores médios de área de seção transversal do enxerto, F10, Fy, e rigidez não apresentaram diferenças significativas entre os grupos.
CONCLUSÃO: A adição de um segundo dispositivo de fixação ligamentar tibial tipo agrafe, complementar ao parafuso de interferência, não aumentou a segurança mecânica do sistema.


Palavras-chave: Ligamento cruzado anterior; Tíbia; Dispositivos de fixação ortopédica; Fenômenos biomecânicos; Tendões.

Análise biomecânica de dois tipos de fixação de fratura supracondiliana de úmero em modelo anatômico*

Marcos Ceita Nunes; Ticiano Dozza Posser; Charles Leonardo Israel; Leandro de Freitas Spinelli; Luis Gustavo Calieron; Jung Ho Kim

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):261-267 - Artigo Original

OBJETIVO Analisar através de ensaios mecânicos a estabilidade da fixação da fratura supracondiliana do úmero com dois fios de Kirschner, intramedular e lateral (Fi), comparada à fixação com dois fios laterais paralelos (FL) em modelos anatômicos, de forma a se definir qual configuração apresenta maior estabilidade.
MÉTODOS Foram utilizados como corpos de prova 72 úmeros sintéticos, os quais foram seccionados transversalmente para simular a fratura. Estes ossos foram divididos em dois grupos iguais e as fraturas fixadas com dois fios de Kirschner paralelos (FL) e com um fio lateral e outro intramedular (Fi). Então os corpos de prova foram submetidos aos testes de carga em estresse em uma máquina de ensaio universal, medidos em Newtons (N). Cada grupo foi subdividido em carga em varo, em valgo, em extensão, em flexão, em rotação externa e em rotação interna. A análise dos dados foi realizada comparando os subgrupos do grupo FL, com seus respectivos subgrupos do grupo Fi através do teste t bicaudal.
RESULTADOS O teste t bicaudal demonstrou que em 4 das 6 condições aplicadas não houve diferença estatística significativa entre os grupos (p > 0,05). Encontramos uma diferença significativa entre os grupos com carga em extensão com uma média das maiores forças no grupo FL de 19 N e no grupo Fi de 28,7 N (p = 0,004), e também entre os grupos com carga em flexão com a média de forças registradas no grupo FL de 17,1 N e no grupo Fi de 22,9 N (p = 0,01).
CONCLUSÃO A fixação com fio intramedular e um fio lateral para cargas em extensão e flexão apresenta maior estabilidade quando comparada com a fixação com dois fios laterais paralelos, sugerindo resultados clínicos no mínimo semelhantes.


Palavras-chave: fenômenos biomecânicos; epífises/lesões; fixação de fratura; fraturas do úmero.

Análise comparativa da resistência à tração de suturas tipo Bunnell em tendão de Aquiles *

OSNY SALOMÃO; ANTONIO EGYDIO DE CARVALHO JR.; TULIO DINIZ FERNANDES; TOMAZ PUGA LEIVA; DAVID FERNANDES LACERDA

Rev Bras Ortop. 1993;28(11/12):- - Artigo Original
Os autores realizaram estudo comparativo da resistência à tração de tendões de Aquiles suturados pela técnica de Bunnell com fios de náilon, aço e poligliconato. A casuística constou de três grupos de seis tendões seccionados e reconstruídos e um grupo controle com quatro íntegros. Estes, invariavelmente, se desinseriram do calcâneo quando sob cargas médias de 291,6 ± 37,8kgf. As suturas apresentaram resistência à tração de 16,0 ± 2,8kgf com náilon, 16,8 ± 3,7kgf com poligliconato e 16,7 ± 5,5kgf com aço, não apresentando diferenças estatísticas significantes entre si. As reparações falharam por esgarçamento dos tendões e/ou ruptura dos fios. Essas, em média, apresentaram resistência de 16,5 ± 3,9kgf, representando 5,7% da resistência dos tendões íntegros. Concluem que a resistência das reparações tipo Bunnell é precária com qualquer material, podendo-se inferir que no período pós-operatório imediato a imobilização é necessária para que o processo de reparação possa ser efetivo, quando nenhum tipo de reforço tenha sido praticado.

Lesões músculo-esqueléticas relacionadas com a prática do tênis de mesa*

FÁBIO CÉSAR PETRI; REYNALDO COSTA RODRIGUES; MOISÉS COHEN; RENE JORGE ABDALLA

Rev Bras Ortop. 2002;37(8):- - Artigo Original
Os autores avaliaram retrospectivamente 116 atletas de tênis de mesa, com o objetivo de correlacionar as lesões músculo-esqueléticas com a carga e tipo de treinamento. Apenas 39 (33,6%) dos indivíduos relataram algum tipo de queixa, nos quais foi encontrado um total de 53 lesões. As tendinites foram as alterações que mais afastaram os atletas (41,5%), acometendo principalmente os joelhos e punhos. Essa condição foi também a que mais afastou os atletas da atividade esportiva, em média, 56 dias. O segmento anatômico mais acometido foi o tornozelo (26,4%), seguido pelo joelho (24,5%) e pelo punho (15,1%). As dores crônicas que não os afastavam da atividade foram relatadas 59 vezes por 48 (41,4%) dos entrevistados. Os joelhos e os ombros, com 32,2% cada, foram os mais freqüentemente citados. Não houve diferença estatisticamente significante entre a idade, sexo, cor, estilo de jogo, forma de segurar a raquete com a presença de dor ou lesão (p < 0,05). Os resultados deste estudo mostraram que, quanto maior o tempo de prática esportiva e de horas de treino por semana, maior será a probabilidade de lesões relacionadas ao tênis de mesa (p < 0,05).

Experiência inicial com sistema USIS na instrumentação da coluna vertebral*

HELTON L. A. DEFINO; A.E. RODRIGUES FUENTES ; CLAUDIA M. MATUOKA; JOSÉ GERALDO DE MEDEIROS

Rev Bras Ortop. 1993;28(3):- - Artigo Original
Os autores apresentam sua experiência inicial com a utilização do sistema USIS (Universal Spinal Instrumentation System)de fixação vertebral, no período de janeiro de 1990 a agosto de 1991, empregado em 26 pacientes com diferentes patologias da coluna vertebral (13 fraturas, cinco escolioses, três espondilolisteges, três lesões tumorais e duas estenoses do canal vertebral). Apresentam detalhes da técnica de fixação, suas indicações e discutem os resultados e a experiência pessoal com a utilização do método. Concluem que o sistema USIS de fixação vertebral é muito versátil no tratamento das diferentes patologias da coluna vertebral, oferece fixação rígida do ponto de vista biomecânico e possibilita a realização de artrodeses curtas, poupando segmentos íntegros de coluna vertebral.

AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DA INFLUÊNCIA DO MACHEAMENTO E DO DESENHO DOS PARAFUSOS CERVICAIS

Patrícia Silva; Rodrigo César. Rosa; Antonio Carlos Shimano; Francisco José Albuquerque de Paula; José Batista Volpon; Helton Luiz Aparecido Defino

Rev Bras Ortop. 2009;44(5):415-419 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a influência do desenho do parafuso (autoperfurante e automacheante) e do macheamento do orifício-piloto sobre o torque de inserção e a força de arrancamento dos parafusos utilizados para a fixação anterior da coluna cervical. Método: Quarenta parafusos automacheantes e 20 autoperfurantes foram inseridos em 10 modelos artificiais de osso (blocos de poliuretana) e 10 vértebras cervicais de carneiro. Os parâmetros estudados foram o torque de inserção e a força de arrancamento. Foram formados três grupos experimentais de acordo com o tipo de preparo do orifício- piloto e o tipo de parafuso utilizado: grupo I - parafuso automacheante com orifício- piloto perfurado e macheado; grupo II - parafuso automacheante com orifício perfurado e não macheado; grupo III - parafuso autoperfurante sem perfuração prévia do orifício- piloto e sem o macheamento. Nos grupos I e II a perfuração do orifício-piloto foi realizada por meio de broca de 3mm de diâmetro e o macheamento, com 4mm. O torque de inserção foi mensurado durante a implantação dos parafusos e, em seguida, foram realizados ensaios mecânicos em máquina universal de testes para avaliar a força de arrancamento dos parafusos. Resultados: O macheamento e a perfuração do orifício- piloto reduziram significativamente o torque de inserção e a força de arrancamento. Conclusão: O torque de inserção e a força de arrancamento dos parafusos autoperfurantes foram significativamente maiores quando comparado com os dos parafusos automacheantes inseridos após o macheamento do orifício-piloto. Descritores - Coluna vertebral; Parafusos ósseos; Dispositivos de fixação ortopédica; Biomecânica.

Estudo biomecânico, "in vitro", em ovinos, da fixação femoral do tendão patelar na reconstrução do LCA: comparação entre parafusos metálicos de interferência e a fixação sob pressão com bloco ósseo cônico*

JOÃO LUIZ VIEIRA DA SILVA; GERSON DE SÁ TAVARES FILHO; MÁRIO MASSATOMO NAMBA; FRANCISCO ASSIS PEREIRA FILHO; MÁRCIO ALVES BARBOSA; MAURO ALBANO; JÚLIO KLEIN DAS NEVES; GABRIEL P. SKROCH

Rev Bras Ortop. 2003;38(7):- - Artigo Original
Foi realizado um estudo biomecânico, in vitro, em 38 modelos de joelhos de ovinos, comparando dois métodos de fixação femoral para a reconstrução do ligamento cruzado anterior com o enxerto osso-tendão patelar-osso. O grupo, cuja fixação foi feita com parafusos metálicos de interferência de 9mm, apresentou valores médios de 719,06N para a carga máxima e 75,7N/mm para a rigidez. O outro grupo estudado, cuja fixação se fez com bloco ósseo cônico sob pressão, teve valores médios de 1.019N e 109,97N/mm, sendo a diferença entre os dois grupos estatisticamente significativa. A fixação femoral do enxerto osso-tendão patelar-osso, pelo método sob pressão com bloco ósseo cônico, trouxe, além da vantagem biomecânica, menor morbidade ao local de fixação que a com parafusos de interferência metálicos de 9mm. Unitermos - Fixação femoral; reconstrução; ligamento cruzado anterior.

ANÁLISE BIOMECÂNICA E HISTOLÓGICA DE MÚSCULOS GASTROCNÊMIOS DE RATAS SUBMETIDAS À LESÃO MUSCULAR E TRATADOS COM LASERTERAPIA DE BAIXA INTEN SIDADE

Maurício José Falcai; Vanessa Vilela Monte-Raso; Rodrigo Okubo; Ariane Zamarioli; Leonardo César Carvalho; Antônio Carlos Shimano

Rev Bras Ortop. 2010;45(4):444-448 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar, mecânica e histologicamente, a aplicação do laser terapêutico de baixa potência, no processo reparativo de lesões provocadas por impacto em músculos gastrocnêmios de ratas. Métodos: 45 ratas Wistar foram divididas em três grupos (n=15/grupo): C (controle, sem lesão), LM (lesão muscular) e LM-L (lesão muscular e laserterapia). A lesão muscular experimental foi produzida pela queda de uma carga de 250 g, de uma altura de 30cm, diretamente sobre o músculo. Os animais do grupo LM-L foram submetidos à aplicação de laser 960nm, 2J/cm2, durante três dias, duas aplicações por dia, no local da lesão. Foi realizado ensaio mecânico na máquina universal de ensaio Emic®. Resultados: As médias dos valores de força máxima foram: (35,70 ± 2,69) N no grupo C, (31,77 ± 2,59) N no grupo LM e (34,36 ± 3,63) N no grupo LM-L, com diferença estatística significativa nos grupos C e LM (p < 0,05). As médias dos valores de rigidez relativa foram (3,75 ± 0,98) N/mm no grupo C, (3,84 ± 0,32) N/mm no grupo LM e (4,43 ± 0,68) N/mm no grupo LM-L, sem diferença estatística (p > 0,05). A análise histológica evidenciou presença de vasos sanguíneos no grupo LM-L e hematomas em processo de reparação. Conclusão: A laserterapia influencia de forma positiva no processo de regeneração da lesão muscular.Descritores - Terapia a laser de baixa intensidade; Ratos; Regeneração.

FRATURAS INTRA-ARTICULARES DO CALCÂNEO: ANÁLISE CLÍNICA E BIOMECÂNICA

Marcos Emilio Kuschnaroff Contreras; Luciano Manoel Kroth; Keith Lúcia Kotani; Jorge Luiz Da Silva Junior; Mário Cesar De Andrade; Aluísio Otávio Vargas Ávila; Francisco José Berral

Rev Bras Ortop. 2009;44(6):496-503 - Artigo Original
Objetivo: Verificar as variáveis de distribuição da pressão plantar de pacientes submetidos a tratamento cirúrgico de fratura de calcâneo e correlacioná-las com duas diferentes vias de acesso cirúrgico. Métodos: Os autores estudaram 15 pacientes com idade entre 20 e 53 anos (média de 40,06 anos) que apresentaram fraturas intra-articulares do calcâneo, submetidos ao tratamento cirúrgico por duas vias de acesso cirúrgico, a via lateral e a via do seio do tarso. Avaliaram a distribuição da pressão plantar, correlacionando essas variáveis com as duas vias de acesso. A avaliação da distribuição da pressão plantar foi realizada através do sistema Pedar (Novel, GmbH, Munique, Alemanha), verificando o pico máximo de pressão do retropé e do antepé do lado fraturado e do lado normal. Resultados: A média das pressões máximas dos plantigramas do retropé dos pés operados pela via de acesso lateral e pela via curta não apresentou diferença estatística entre as duas vias de acesso (t = 0,11; p = 0,91), bem como a média das pressões máximas dos plantigramas do antepé também não mostrou diferença estatística significativa (t = -0,48; p = 0,64). Conclusão: Os autores concluíram que não houve diferença estatística entre as médias dos picos máximos de pressão do retropé e do antepé do lado operado, comparados com o lado normal, bem como não houve diferença estatística dessas variáveis comparadas com a via de acesso cirúrgico utilizada. Descritores - Fratura de calcâneo; Distribuição de pressão plantar; Biomecânica.

Análise biomecânica da reconstrução do ligamento cruzado anterior*

António Completo; José Carlos Noronha; Carlos Oliveira; Fernando Fonseca

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):190-197 - Artigo Original

OBJETIVO A reconstrução do ligamento cruzado anterior é aconselhável sobretudo em atletas de alta demanda física. Diversas técnicas são usadas na reconstrução, mas a grande questão é qual o melhor posicionamento para o enxerto. Analisar o efeito biomecânico da posição dos túneis ósseos na repartição de carga e cinemática da articulação, bem como os resultados funcionais em médio prazo, após reconstrução do ligamento cruzado anterior.
MÉTODOS Fez-se um estudo de simulação biomecânica computacional com modelos de elementos finitos do joelho original e com reconstrução do ligamento cruzado anterior (Neo-LCA) em quatro combinações de posição dos túneis ósseos (femoral central-tibial central, femoral anterior-tibial central, femoral posterossuperior-tibial anterior e femoral central-tibial anterior) com o mesmo tipo de enxerto. Para cada modelo, foram comparadas a pressão de contato na cartilagem, a rotação e translação do fêmur e dos meniscos e a deformação nos ligamentos.
RESULTADOS Nenhum modelo de Neo-LCA foi capaz de reproduzir, na íntegra, o modelo do joelho original. Quando o túnel femoral era colocado em posição mais posterior, observaram-se pressões na cartilagem 25% mais baixas e translação dos meniscos superiores entre 12% e 30% relativamente ao modelo intacto. Quando o túnel femoral estava em posição mais anterior, observou-se uma rotação interna do fêmur 50% inferior ao modelo intacto.
CONCLUSÃO Os resultados evidenciam que uma localização do túnel femoral mais distante da posição central parece ser mais preponderante para um comportamento mais díspar relativamente à articulação intacta. Na posição mais anterior existe um aumento da instabilidade rotatória.


Palavras-chave: ruptura; reconstrução do ligamento cruzado anterior; ligamento cruzado anterior

Aços inoxidáveis em implantes ortopédicos: fundamentos e resistência à corrosão*

RUTH FLAVIA VERA VILLAMIL; HERNANI ARANHA; MÓNICA LUÍSA CHAVES DE ANDRADE AFONSO; MARCELO TOMANIK MERCADANTE; SILVIA MARIA LEITE AGOSTINHO

Rev Bras Ortop. 2002;37(11/12):- - Atualização
O emprego de metais e ligas metálicas em medicina e, em particular, em cirurgia, tomou impulso a partir do momento em que técnicas cirúrgicas assépticas, aperfeiçoamento da anestesia e substituição do sangue e do fluido humano perdidos foram desenvolvidas(1,2). Por volta de 1900 ainda não se conheciam materiais metálicos com adequadas propriedades de resistência mecânica e inércia química disponíveis para confecção de implantes ortopédicos. Metais nobres, como o ouro, eram dúcteis. As ligas ferrosas disponíveis, além do cobre, zinco e alumínio, não apresentavam estabilidade química adequada, produzindo substâncias tóxicas por dissolução (oxidação) dos metais em contato com fluidos do corpo humano. O emprego dos primeiros aços inoxidáveis em implantes ortopédicos data de 1926(1) e a estes se seguiram as ligas à base de níquel e metais como titânio e tântalo ou suas ligas(1). A procura de materiais metálicos mais apropriados a implantes ortopédicos deve-se às diferentes falhas que os mesmos ainda apresentam e que são de natureza fisiológica (biocompatibilidade), mecânica (resistência) e química (corrosão). Este trabalho tem como objetivos: - descrever o que são aços inoxidáveis; - apresentar os diferentes tipos de corrosão que podem ocorrer em aços inoxidáveis quando aplicados em implantes ortopédicos.

AVALIAÇÃO BIOMECÂNICA DA FIXAÇÃO DA FRATURA SUPRACONDILIANA DO FÊMUR COMPARANDO PLACA-LÂMINA 95O COM DCS

Marco Antônio Percope Andrade; André Soares Rodrigues; Celso Junio Mendonça; Luiz Gustavo Santos Portela

Rev Bras Ortop. 2010;45(1):84-88 - Artigo Original
Objetivo: Demonstrar por meio de ensaios biomecânicos comparativos entre a placa-lâmina de 95º e o parafuso condilar dinâmico (Dynamic Condylar Screw - DCS), qual apresenta maior resistência às cargas compressivas e de flexão, bem como tentar correlacionar o tipo de falha apresentada durante os testes com cada um dos tipos de placa. Métodos: Sessenta e cinco fêmures suínos foram submetidos a osteotomia em cunha de subtração medial de um centímetro (cm), na região metafisária distal do fêmur, com o objetivo de simular fratura supracondiliana instável. Foi realizada osteossíntese dessas peças, sendo 35 fixadas com placa-lâmina 95º e 30 com placas com DCS, submetendo-as a cargas em compressão axial e flexão. Outra variável estudada foi o tipo de falha apresentada em cada grupo com a tentativa de correlacioná-la com o tipo de placa. Resultados: Os resultados não mostraram diferença estatisticamente significante na resistência biomecânica entre os dois tipos de placas ou entre o tipo de falha e a placa utilizada na osteossíntese. Conclusão: Os dois tipos de placas se comportam de maneira semelhante, embora haja um indicativo de que a placa-lâmina seja, no ensaio de flexão, superior à placa DCS. Não foi observada diferença entre o tipo de falha e o tipo de placa utilizada. Descritores - Fraturas do fêmur; Fixação interna de fraturas; Biomecânica.

Filtrar

Anos


Tipos de artigos