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Busca por: AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA TENODESE ARTROSCÓPICA DO BÍCEPS, UTILIZANDO-SE PARAFUSO DE INTERFERÊNCIA BIOABSORVÍVEL

AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA TENODESE ARTROSCÓPICA DO BÍCEPS, UTILIZANDO-SE PARAFUSO DE INTERFERÊNCIA BIOABSORVÍVEL

SÉRGIO LUIZ CHECCHIA; PEDRO DONEUX SANTOS; ALBERTO NAOKI MIYAZAKI; MARCELO FREGONEZE; LUCIANA ANDRADE DA SILVA; FLÁVIO SANTOS FERREIRA LEITE; CAIO ZAMBONI

Rev Bras Ortop. 2007;42(8):237-243 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os resultados obtidos com a realização da tenodese da cabeça longa do bíceps (CLB) pela técnica artroscópica, com a utilização de parafuso de interferência bioabsorvível - biotenodese Arthrex®. Métodos: Entre março de 2004 e abril de 2005, 16 ombros de 16 pacientes foram submetidos a tenodese da CLB com essa técnica. O seguimento mínimo foi de 12 meses, com média de 19,5 meses. A idade variou de 32 a 69 anos, com média de 56,1 anos. Houve predomínio do sexo masculino em 75% dos casos. O membro dominante foi acometido em 62,5% dos pacientes. Foi encontrada lesão parcial da CLB em 75% dos pacientes e instabilidade em 25%. Houve associação com lesão do manguito rotador (LMR) em 93,75% dos casos. A avaliação clínica foi feita por meio dos critérios da University of California at Los Angeles (UCLA). Resultados: Observamos excelentes resultados em todos os casos. Não foi observado em nenhum caso sinal de retração do músculo bíceps (sinal do Popeye), caracterizando soltura da tenodese. Conclusão: A tenodese da CLB pela técnica artroscópica, com a utilização de parafuso de interferência bioabsorvível - biotenodese Arthrex® - mostrou-se uma técnica eficiente para o tratamento das alterações da CLB. Descritores - Articulação do ombro/cirurgia; Artroscopia/métodos; Parafusos ósseos; Tendões/cirurgia; Técnicas de sutura; Tendinopatia; Implantes absorvíveis.

TENOTOMIA VERSUS TENODESE DA CABEÇA LONGA DO BÍCEPS NO REPARO ARTROSCÓPICO DO MANGUITO ROTADOR

Roberto Yukio Ikemoto; Paulo Eduardo Pileggi; Joel Murachovsky; Luís Gustavo Prata Nascimento; Rogerio Bueno Serpone; Eric Strose; Luiz Henrique Almeida Oliveira

Rev Bras Ortop. 2012;47(6):736-740 - Artigo Original
 Objetivo: Comparação dos resultados funcionais nos pacientes submetidos à tenotomia com ou sem tenodese da CLB associada ao reparo da lesão do manguito rotador por visão artroscópica, com seguimento superior a dois anos. Método: Estudo retrospectivo não randomizado, com nível de evidência III, em que foram revisados os prontuários e realizada reavaliação clínica de 77 pacientes com lesão da cabeça longa do bíceps, sendo que 55 foram submetidos à tenotomia sem tenodese e 22 à tenotomia com a tenodese, com seguimento ambulatorial maior que dois anos. Foram avaliados idade, dominância, lado operado, tamanho das lesões classificadas por Gartsman, arco do movimento pré e pós-operatório, presença ou ausência do sinal do Popeye, dor na corredeira bicipital, avaliação segundo a escala University of California at Los Angeles e Elbow Strength Index. Resultados: O UCLA médio total da amostra foi de 16,92 (8 a 25) para 31,45 (13 a 35) (p < 0,001). Comparando a variação do UCLA pré com o pós-operatório entre os dois grupos, nos pacientes submetidos à tenotomia com a tenodese esta variação foi de 15,95 e nos pacientes submetidos somente à tenotomia a variação foi de 14,62 (p = 0,023). No entanto, não houve significância estatística na comparação entre os grupos quanto à dor na corredeira bicipital, sinal do Popeye e Elbow Strength Index. Conclusão: O estudo apresentou diferença estatística na variação do UCLA. O grupo em que foi realizada a tenotomia com a tenodese da CLB apresentou melhores resultados funcionais.Descritores - Bainha Rotadora; Tenotomia; Tenodese; Ossos do Braço

Avaliação dos resultados da tenodese artroscópica do cabo longo do bíceps braquial no tendão do músculo subescapular

Rev Bras Ortop. 2016;51(2):- - Artigo Original
    Objetivos: Avaliar os resultados da tenodese artroscópica do cabo longo do bíceps braquial (CLB) no tendão do músculo subescapular quanto à presença de dor, lesão do subescapular, presença do sinal de Popeye e satisfação do paciente. Métodos: Foi feita uma coorte prospectiva com 32 pacientes com lesão do CLB, por meio de entrevista e exame físico pré-operatório e também após seis meses do procedimento cirúrgico. As principais variáveis estudadas foram testes Belly Press, Bear Hug e Lift-Off, sinal de Popeye, dor anterior e satisfação. Os dados foram inseridos no Epi InfoTM 3.5.4 e SPSS 18.0. Para verificar as variáveis de interesse os testes qui-quadrado, t de Student e de Kruskal-Wallis foram usados. O intervalo de confiança foi de 95% e foram considerados estatisticamente significativos valores de p < 0,05. Resultados: Foram avaliados 32 pacientes com mediana de 57,5 anos. A dor anterior pós- -operatória foi referida por um entrevistado. Os testes avaliadores de lesão do subescapular não mostraram comprometimento dessa musculatura após a cirurgia. O sinal de Popeye foi negativo em 100% dos pacientes. A porcentagem de satisfação dos pacientes alcançou 90,6% dos entrevistados. Conclusão: Este estudo apresentou um ótimo desempenho da nova técnica cirúrgica descrita, sem lesão do subescapular e sem identificação de sinal de Popeye. A dor residual foi queixada por apenas 3,1% dos pacientes. A elevada satisfação dos pacientes após a cirurgia confirma os resultados apresentados.

Lesões do cabo longo do bíceps: tenotomia versus tenodese

Fabiano Rebouças Ribeiro; André Petry Sandoval Ursolino; Vinicius Ferreira Lima Ramos; Fernando Hovaguim Takesian; Antonio Carlos Tenor Júnior; Miguel Pereira da Costa

Rev Bras Ortop. 2017;52(3):291-297 - Atualizaçao
    As lesões da cabeça longa do tendão bicipital (CLB) são comuns na prática clínica e podem ter causas degenerativas, inflamatórias, instabilidades (subluxação ou luxação) ou traumáticas. Geralmente, elas estão associadas a outras doenças do ombro, principalmente a lesões do manguito rotador. Atualmente, existem controvérsias quanto às indicações dos tratamentos cirúrgicos e à escolha da melhor técnica para cada caso, devido à possibilidade de deformidade estética, perda da força muscular e dor residual. O objetivo deste estudo foi identificar as indicações do tratamento cirúrgico, a melhor técnica cirúrgica e as vantagens e desvantagens de cada técnica descritas na literatura médica ortopédica no tratamento das lesões da CLB. Foi realizada revisão da literatura médica ortopédica disponível na base de dados da Biblioteca Regional de Medicina (BIREME), Medline, PubMed, Cochrane Library e Google Scholar, incluindo artigos publicados no período de 1991 a 2015.

Migração extra-articular e transcutânea de parafuso de interferência de poly L,D-lactide após reconstrução do tendão poplíteo

Camilo Partezani Helito; Noel O. Foni; Marcelo Batista Bonadio; José Ricardo Pécora; Marco Kawamura Demange; Fabio Janson Angelini

Rev Bras Ortop. 2017;52(2):233-237 - Relato de Caso
    As reconstruc¸ões ligamentares do joelho são procedimentos ortopédicos frequentes. As fixac¸ões dos enxertos são mais comumente feitas com parafusos de interferência, metá- licos ou absorvíveis. Em estudo recente, somente dez relatos sobre migrac¸ão de parafusos foram encontrados; somente um deles não estava relacionado ao ligamento cruzado anterior (LCA) e a maioria estava relacionada a parafusos de poly-L-lactic acid (PLLA). Apenas um caso da literatura reportou migrac¸ão de parafuso em reconstruc¸ões do canto posterolateral, essa para a região intra-articular. Neste artigo, os autores relatam um caso de migrac¸ão extra-articular e transcutânea de um parafuso de interferência de poly L,D-lactide (PDLLA) após a reconstruc¸ão do tendão poplíteo. Além de ser o primeiro caso de reconstruc¸ão do tendão do poplíteo com migrac¸ão extra-articular do parafuso, não foram encontrados na literatura relatos de migrac¸ão de parafusos de PDLLA.  

Tenotomia artroscópica do bíceps nas lesões irreparáveis do manguito rotador*

SÉRGIO L. CHECCHIA; PEDRO DONEUX S.; ALBERTO N. MIYAZAKI; MARCELO FREGONEZE; LUCIANA A. SILVA; FABIO M. OLIVEIRA; JOHN A. F. CHARITY; ROGÉRIO T. CARVALHO

Rev Bras Ortop. 2003;38(9):- - Artigo Original
Foram operados, pelo Grupo de Ombro e Cotovelo do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, 12 pacientes portadores de lesões extensas e irreparáveis do manguito rotador, apresentando como queixa principal a dor. Estes foram submetidos à tenotomia da cabeça longa do músculo bíceps do braço associada ao desbridamento da lesão extensa e irreparável do manguito rotador por via artroscópica. A média de idade era de 64 anos e o lado dominante foi acometido em 11 pacientes. O tempo de seguimento médio foi de 26 meses. Do total, 11 pacientes referiram-se satisfeitos com o tratamento realizado. Foi observada média de 28,2 pontos da escala UCLA na avaliação do período pós-operatório. Em relação à mobilidade ativa, houve acréscimo médio de 30° na elevação, 1,7° na rotação lateral e dois níveis vertebrais na rotação medial. Esta técnica proporciona alívio da dor em pacientes com lesões irreparáveis do manguito rotador.

A locação do parafuso de interferência no túnel femoral na reconstrução do ligamento cruzado anterior: estudo biomecânico em espécie*

ARNALDO JOSÉ HERNANDEZ; MARCELO SARAGIOTTO; MÁRCIA UCHÔA DE REZENDE; ALEXANDRE ESTEVÃO V. KOKRON

Rev Bras Ortop. 1996;31(5):- - Artigo Original
A fixação do enxerto de tendão patelar no túnel femoral através do parafuso de interferência é hoje um dos métodos mais utilizados na reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA). Neste estudo, foram testados doze joelhos de cadáveres simulando a reconstrução intra-ar-ticular desse ligamento, utilizando-se enxerto de tendão patelar. Foram comparadas a variação da distância de um fio de comportamento quase inelástico e de um enxerto fixado nas posições inferior e posterior no túnel femoral, no arco de flexão de 0º a 90º do joelho. Constatou-se que não houve diferença estatisticamente significativa quando comparados o fio com o enxerto fixado na posição inferior e desse com o fixado na posição posterior. No arco de flexão de 30º-60º, houve diferença significativa quando comparado o fio com o enxerto na posição posterior. Concluiu-se, dessa maneira, que a fixação do enxerto de tendão patelar pelo parafuso de interferência deve ser feito preferencialmente na posição inferior, por mais se aproximar do comportamento isométrico do LCA.

Análise biomecânica da dupla fixação de enxerto tendinoso em tíbia porcina – uso de parafuso de interferência e agrafe

Luis Antônio de Ridder Bauer; Hermes Augusto Agottani Alberti; Vitor Gustavo de Paiva Corotti; Ana Paula Gebert de Oliveira Franco; Edmar Stieven; Luiz Antônio Munhoz da Cunha

Rev Bras Ortop. 2018;53(5):564-569 - Artigo Original

OBJETIVO: Comparar o comportamento mecânico da fixação tibial com parafuso de interferência versus parafuso de interferência com agrafe, em modelo animal.
MÉTODOS: Foram selecionadas 36 peças de joelho suíno e divididas em dois grupos: Grupo 1, fixação tibial com parafuso de interferência (n = 17) e Grupo 2, fixação com parafuso de interferência e agrafe (n = 19). Os modelos foram submetidos a teste de ciclo único de tração. Foram mensuradas as seguintes variáveis: medida da área de seção transversal do enxerto, ponto de falha nos 10 mm (F10), yield load (Fy) e rigidez.
RESULTADOS: Os valores médios de área de seção transversal do enxerto, F10, Fy, e rigidez não apresentaram diferenças significativas entre os grupos.
CONCLUSÃO: A adição de um segundo dispositivo de fixação ligamentar tibial tipo agrafe, complementar ao parafuso de interferência, não aumentou a segurança mecânica do sistema.


Palavras-chave: Ligamento cruzado anterior; Tíbia; Dispositivos de fixação ortopédica; Fenômenos biomecânicos; Tendões.

RECONSTRUÇÃO DO LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR COM DUPLO FEIXE UTILIZANDO OS TENDÕES DOS MÚSCULOS SEMITENDÍNEO E GRÁCIL: FIXAÇÃO COM DOIS PARAFUSOS DE INTERFERÊNCIA

Mario Carneiro; Ricardo Dizioli Navarro; Gilberto Yoshinobu Nakama; João Mauricio Barretto; Antonio Altenor Bessa de Queiroz; Marcus Vinicius Malheiro Luzo

Rev Bras Ortop. 2009;44(5):441-445 - Nota Técnica
Procedimentos cirúrgicos de reconstrução do ligamento cruzado anterior com duplo feixe dos tendões dos músculos semitendíneo e grácil têm sido descritos na última década. A maioria das técnicas descritas utiliza o dobro de material de síntese empregado na reconstrução com feixe único. Relatamos uma técnica original para a reconstrução do ligamento cruzado anterior com duplo feixe, na qual mantemos as inserções tibiais dos tendões dos músculos semitendíneo e grácil e realizamos dois túneis tibiais e dois túneis femorais. Os túneis femorais são realizados "de fora para dentro" e a fixação do enxerto é realizada somente com dois parafusos de interferência. Descritores - Ligamento cruzado anterior; Traumatismos do joelho; Joelho.

Reconstrução do ligamento cruzado anterior utilizando tendão do semitendinoso dobrado: relato de técnica artroscópica

JOÃO MAURÍCIO BARRETTO

Rev Bras Ortop. 1993;28(8):- - Artigo Original
O autor relata modificações em técnica artroscópica de reconstrução do ligamento cruzado anterior utilizando o tendão do semitendinoso dobrado. Tais modificações facilitaram a realização do procedimento cirúrgico, assim como permitiram reabilitação agressiva no pósoperatório.

Reconstrução artroscópica do ligamento cruzado anterior com tendão patelar utilizando dupla incisão anterior transversa*

MÁRIO CARNEIRO FILHO, RICARDO DIZIOLI NAVARO, MARCOS JOSÉ CORTELAZO

Rev Bras Ortop. 1997;32(4):- - Artigo Original
RESUMO
Os autores descrevem técnica de reconstrução artroscópica do ligamento cruzado anterior com o auto-enxerto de tendão patelar, na qual utilizam duas miniincisões anteriores transversas para a retirada do terço central do tendão com os blocos ósseos patelar e tibial. Em 20 pacientes submetidos a esta técnica, foram observados melhores resultados estéticos e pós-operatório imediato menos doloroso.

AVALIAÇÃO DA FORÇA DE FLEXÃO DO COTOVELO APÓS A TENOTOMIA ARTROSCÓPICA DO CABO LONGO DO BÍCEPS

ALEXANDRE ALMEIDA; GILBERTO ROVEDA; MÁRCIO RANGEL VALIN; NAYVALDO COUTO DE ALMEIDA

Rev Bras Ortop. 2007;42(11/12):367-372 - Artigo Original
Objetivo: Analisar se existe discrepância entre a força muscular de flexão do cotovelo do membro superior (MS) operado e o não operado nos pacientes submetidos à tenotomia artroscópica do cabo longo do bíceps (TACLB) e compará-la com a de um grupo controle. Métodos: O estudo realizado foi transversal. Foi analisado um grupo de 89 pacientes submetidos à TACLB no período de 29 de outubro de 2002 a 14 de fevereiro de 2007. A metodologia utilizada foi a comparação entre os lados dominante e não dominante; para tanto, foram considerados apenas aqueles em que foi operado o lado dominante. Após os critérios de exclusão, o n resultou em 61 pacientes. A força de flexão do cotovelo foi medida em newtons (N) por dinamômetro digital. Foram realizadas três medidas consecutivas e considerada a média. Na eleição do grupo controle teve-se o cuidado de buscar pessoas com idade semelhante à dos operados, sem queixas de dor e antecedente de trauma ou cirurgia em qualquer dos MS. Não foram eleitos para avaliação praticantes de esportes com predominância de um dos MS, condição que poderia alterar de forma significativa a comparação da força muscular. As variáveis estudadas foram: sexo, idade, média de três medidas consecutivas da força de flexão do cotovelo no MS operado e do MS contralateral, média de três medidas consecutivas da força de flexão do cotovelo no MS dominante e no não dominante do grupo controle. Resultados: Foi comparada a média de três medidas consecutivas entre o MS operado (dominante) e o não operado (não dominante) utilizando o teste t, identificando-se média de 19,8 ± 10N (mediana: 16,9; IIQ: 13 a 24,5) para o membro superior dominante e 22,7 ± 9,7N (mediana: 20, IIQ: 16,2 a 26) para o MS não dominante. O teste t pareado considerou significativa a diferença encontrada (p = 0,010). Foi comparada a média de três medidas consecutivas entre o MS dominante e o não dominante no grupo controle através do teste t e verificada média de 26,7 ± 10,7N (mediana: 24; IIQ: 19 a 32,2) para o membro superior dominante e 26,5 ± 10,3N (mediana: 24,4; IIQ: 18,8 a 32,1) para o MS não dominante. Ao comparar a discrepância de força muscular entre os MS dominantes dos casos e do grupo controle, foi verificada diferença estatisticamente significativa (p = 0,006). Conclusão: Os pacientes submetidos à TACLB apresentam déficit da força de flexão do cotovelo quando comparados ao MS contralateral e a um grupo controle.Descritores - Articulação do cotovelo/ cirurgia; Artroscopia; Força muscular; Avaliação de resultado de intervenções terapêuticas /métodos.

TENODESE BICIPITAL "A ROCAMBOLE": TÉCNICA E RESULTADOS

Glaydson Gomes Godinho; Fabrício Augusto Silva Mesquita; Flávio de Oliveira França; José Márcio Alves Freitas

Rev Bras Ortop. 2011;46(6):691-696 - Artigo Original
 ObjetivoApresentar nova técnica de tenodese bicipital e seus resultados, realizada parcialmente por via artroscópica e funda -mentada em conceitos da anatomia normal e patológica do tendão da cabeça longa do bíceps. O fundamento é a predisposição deste tendão em fixar-se, após rotura ou tenotomia, no sulco intertu -bercular (autotenodese). Método: Avaliados, 63 pacientes (63 ombros); idade, 32 a 77 anos (média 55); femininos, 32 (51%); e masculinos, 31 (49%). Com idade acima de 60 anos, 35 pacientes (55,6%); abaixo de 60 anos, 28 pacientes (44,4%); desportistas, 18 (28,6%); com lesão associada do subescapular, 14 pacientes (22,2%). O seguimento mínimo foi de 12 meses, máximo de 74 e médio de 43 meses. O ombro direito correspondeu a 48 casos (76,2%), um dos quais era sinistro e 47 destros. O ombro esquerdo representou 15 (23,8%), com dois sinistros e 13 destros. Não hou -ve ocorrência bilateral. Análise estatística de acordo com o progra -ma SPSS, versão 18. Teste do Qui-quadrado de Pearson, correção de continuidade, adotado para testar a significância estatística da associação entre as variáveis. Consideradas associações estatis -ticamente significativas quando p inferior a 0,05. Resultados: A deformidade residual de Popeye foi observada por sete pacientes (11,1%), observada apenas pelo examinador em 15 (23,8%) e não observada pelo examinador ou pelo paciente em 41 casos (65%). Não houve influência estatisticamente válida entre idade, prática de esportes de contato ou arremesso, lesão associada do tendão su -bescapular e a ocorrência de deformidade de Popeye. Satisfeitos, 58 (92,06%) pacientes; insatisfeitos, dois (3,17%); e indiferentes, três (4,76%). Conclusões: A técnica apresenta altos percentuais de satisfação por parte dos pacientes (92,06%); deformidade residual é percebida por 11,1% dos pacientes. Seu aparecimento não tem correlação estatisticamente válida com a faixa etária acima ou abaixo de 60 anos (p = 0,883), com a prática esportiva (p = 0,195) ou com a lesão associada do subescapular (p = 0,958). Descritores - Artroscopia; Ombro/lesões; Ombro/cirurgia.

PRÓTESE MENISCAL DE POLÍMERO BIOABSORVÍVEL: ESTUDO EM COELHOS

Tulio Pereira Cardoso; Eliana Aparecida de Rezende Duek; Marco Martins Amatuzzi; Edie Benedito Caetano

Rev Bras Ortop. 2010;45(3):247-259 - Artigo Original
Objetivo: Obter o crescimento de um neomenisco por entre as porosidades da prótese com objetivo de proteger a cartilagem articular do joelho. Métodos: Foram operados 70 joelhos de 35 coelhos Nova Zelândia com idades entre cinco e sete meses, pesando entre dois e 3,8 quilogramas, sendo 22 machos e 13 fêmeas. Submetidos no mesmo tempo cirúrgico à meniscectomia medial nos dois joelhos, em um lado foi implantada prótese meniscal de polímero bioabsorvível composta por 70% de poli (dioxanona) e 30% de poli (L-ácido láctico). Realizada eutanásia com diferentes tempos pós-implante. Os côndilos femorais mediais e o neomenisco foram submetidos à análise histológica, observando-se a degradação e absorção da prótese, o crescimento de tecido meniscal na mesma, e o grau de degradação da cartilagem articular dos côndilos femorais, medido pelo histograma. Resultados: Os dados obtidos avaliaram o crescimento de tecido histologicamente semelhante ao menisco normal, com absorção gradual da prótese e a porcentagem de condrócitos no lado controle e no lado com implante da prótese. Conclusões: Ocorreu crescimento de tecido por entre os poros da prótese com características histológicas semelhantes a do menisco normal de coelho. A cartilagem articular dos côndilos femorais no lado com implante da prótese apresenta maior número de condrócitos em todas as suas camadas. Descritores - Joelho; Cartilagem; Próteses e implantes.

OSTEÓLISE EXTENSA APÓS USO DE ÂNCORA BIOABSORVÍVEL: RELATO DE CASO E REVISÃO DA LITERATURA

Fabio Farina Dal Molin

Rev Bras Ortop. 2010;45(5):493-496 - Relato de Caso
Os implantes bioabsorvíveis são usados com muita frequência no tratamento das lesões do manguito rotador e lesões labiais do ombro. Vários pesquisadores observaram áreas pequenas de osteólise depois da utilização destas âncoras bioabsorvíveis no tratamento das patologias do ombro. Teorias biológicas e mecânicas são levantadas para justificar a osteólise causada por estes materiais. É descrito o caso de um paciente que realizou, simultaneamente, sutura do manguito rotador com a técnica de dupla fileira e sutura da lesão de Bankart com âncoras bioabsorvíveis de PLDLA e fios Fiber Wire®, evoluindo com extensa osteólise do colo anatômico do úmero. Tendo em vista que foi utilizada uma âncora na glenoide e esta não apresentou osteólise, levanta-se a hipótese de que os fatores mecânicos sejam importantes na etiologia desta complicação. Descritores - Osteólise; Úmero; Implantes Bioabsorvíveis; Ombro.

Cirurgia artroscópica do tornozelo*

JOSÉ MARCIO GONÇALVES DE SOUZA

Rev Bras Ortop. 1997;32(4):- - Artigo Original
RESUMO
A cirurgia artroscópica para o tornozelo veio permitir visão direta dessa articulação e de suas estruturas intraarticulares, aumentando a capacidade diagnóstica e simplificando a execução das técnicas para as correções cirúrgicas. O autor apresenta um trabalho preliminar em que mostra sua experiência com essa técnica, após realizar 32 procedimentos cirúrgicos artroscópicos, em 19 pacientes operados entre 1992 e 1997.

Reconstrução do ligamento cruzado anterior com tendões flexores quádruplos e parafusos de interferência metálicos*

JULIO CESAR GALI; MARCOS ANTONIO HARO ADAD; MAURÍCIO SANTE BETTIO MOD

Rev Bras Ortop. 2002;37(6):- - Artigo Original
Existem muitas técnicas de reconstrução cirúrgica do ligamento cruzado anterior, utilizando diferentes tipos de enxertos e variados métodos de fixação. O objetivo deste trabalho é apresentar os resultados da reconstrução do ligamento cruzado anterior com enxerto quádruplo de tendões dos músculos semitendíneo e grácil, fixado com parafuso de interferência metálico, em 64 casos, avaliados segundo o protocolo do International Knee Documentation Committee. A idade dos pacientes variou de 14 a 46 anos (média de 30,9) e o seguimento, entre 12 e 38 meses (média de 21,5). Na avaliação final, os joelhos de 93,6% dos pacientes foram graduados como normais ou próximos do normal. A técnica é mais uma opção para reconstrução do ligamento, a custo acessível.

Indicações cirúrgicas para reconstrução do ligamento cruzado anterior combinada com tenodese extra-articular lateral ou reconstrução do ligamento anterolateral

Diego Ariel de Lima; Camilo Partezani Helito; Fábio Roberto Alves de Lima; José Alberto Dias Leite

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):661-667 - Artigo de Revisao

Recentemente descrito na literatura médica, o ligamento anterolateral do joelho já é considerado um importante estabilizador contra a rotação tibial anterolateral, afeta o pivot shiftna falha do ligamento cruzado anterior e comporta-se como um grande estabilizador secundário rotacional. O mecanismo de lesão do ligamento anterolateral combinado com a lesãodo ligamento cruzado anterior é semelhante ao mecanismo da lesão isolada do ligamentocruzado anterior. Assim, o principal objetivo da reconstrução conjunta do ligamento cruzado anterior e do ligamento anterolateral seria um maior controle rotacional e prevençãoda rerruptura do ligamento cruzado anterior. Tendo em vista tal importância, o objetivo dopresente trabalho é resumir as evidências sobre as principais indicações cirúrgicas descritaspara reconstrução do ligamento cruzado anterior combinada com tenodese extra-articularlateral ou reconstrução do ligamento anterolateral. Foi feita uma revisão da literatura emabril de 2017, por meio de pesquisa nas bases de dados PubMed, Medline, Cochrane e GoogleScholar, sem limites de data. Após revisão dos principais artigos no assunto, os autores concluíram que as principais indicações cirúrgicas descritas para reconstrução do ligamentocruzado anterior combinada com tenodese extra-articular lateral ou reconstrução do ligamento anterolateral são: revisão do ligamento cruzado anterior, exame físico com pivotshift grau 2 ou 3, prática de esporte com mecanismo de pivot e/ou de alto nível, frouxidão ligamentar e fratura de Segond. Secundariamente, as seguintes indicações são possíveis: lesão crônica de ligamento cruzado anterior, idade menor de que 25 anos e sinal radiológico de afundamento do côndilo femoral lateral. Todavia, vale ressaltar que mais estudos ainda são necessários para comprovar essas tendências.


Palavras-chave: Reconstrução do ligamento cruzadoanterior; Joelho; Instabilidade articular

RUPTURA BILATERAL DO TENDÃO DO BÍCEPS BRAQUIAL: RELATO DE CASO

JOÃO PAULO EVANGELISTA DE CAMPOS; GUSTAVO MUNARO MOSCHEN; CARLOS ROBERTO SCHWARTSMANN

Rev Bras Ortop. 2006;41(1/2):44-46 - Artigo Original
Os autores relatam a rara ocorrência de um caso de ruptura bilateral da longa porção do bíceps em paciente jovem, 48 anos, e a conduta terapêutica adotada.Descritores - Traumatismos dos tendões; Rotura; Fatores de risco.

Tratamento das fraturas intertrocanterianas com placa e parafuso deslizante*

ANDRÉ LUIZ DE P. LIMA; ARTHUR JOSÉ DE AZEVEDO FILHO; NEY PECEGUEIRO DO AMARAL; CARLOS EDUARDO FRANKLIN; VINCENZO GIORDANO

Rev Bras Ortop. 2003;38(5):- - Artigo Original
A fixação das fraturas intertrocanterianas do fêmur vem evoluindo ao longo da última década. Atualmente, tanto as placas com parafuso deslizante quanto as hastes intramedulares proximais de fêmur têm sido utilizadas com esse propósito. O objetivo dos autores com o presente estudo foi avaliar clínica e radiograficamente os resultados do tratamento cirúrgico dessas lesões com redução aberta e osteossíntese com parafuso dinâmico do quadril (dynamic hip screw [DHS®]). Para tal, foram analisados, retrospectivamente, os resultados de 47 pacientes (10 do sexo masculino e 37 do feminino), com tempo médio de seguimento de 20 meses. A avaliação clínica baseou-se nos seguintes critérios: presença de dor no quadril operado, grau de atividade física pré e pós-operatória e grau de satisfação com o resultado da cirurgia. Para a análise radiográfica, foram realizadas radiografias simples pré-operatórias, pós-operatórias imediatas e durante a última revisão ambulatorial, com a finalidade de observar os seguintes critérios: qualidade do osso (índice de Singh et al), tipo de fratura (classificação de Evans e Jensen), qualidade da redução obtida (anatômica ou não) e posicionamento do implante (distância pino-ápice (DPA) e localização do parafuso no colo). Clinicamente, 33 (70,2%) pacientes referiram dor ausente ou leve no quadril operado; nove (19,2%), dor moderada; e cinco (10,6%), dor intensa. Antes da fratura, 44 (93,6%) pacientes disseram-se deambuladores comunitários e três (6,4%), domiciliares; na última revisão, 21 (44,7%) eram deambuladores comunitários; 24 (51,1%), domiciliares; e dois (4,2%), não-deambula-dores. Trinta e sete (78,7%) pacientes consideraram o resultado final satisfatório e 10 (21,3%), insatisfatório. Radiograficamente, 44 (93,6%) pacientes apresentavam índice de Singh et al menor ou igual a III quando ocorreu a fratura da região intertrocanteriana do fêmur. De acordo com a classificação de Evans e Jensen, nove (19,1%) pacientes sofreram fratura estável (tipo I) e 38 (80,9%), instável (tipos II e III). A redução da fratura foi considerada anatômica em 41 (87,2%) casos e o posicionamento do implante no colo e na cabeça femorais foi julgado ideal em 42 (89,4%) dos casos. As principais complicações observadas foram falha da fixação proximal (cut out, quatro casos) e infecção profunda (três casos). Diante dos bons resultados obtidos, os autores recomendam o uso do DHS® como opção no tratamento das fraturas intertrocanterianas do fêmur.

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