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Busca por: José Marcio Alves Freitas

Lesões SLAP no ombro*

GLAYDSON GOMES GODINHO, JOSÉ MÁRCIO ALVES FREITAS, LUIZ MARCELO B. LEITE, EDUARDO R.M. PINA

Rev Bras Ortop. 1998;33(5):- - Artigo Original

No período compreendido entre março de 1991 e março de 1998, 662 ombros, correspondendo a 657 pacientes, foram submetidos ao tratamento cirúrgico de desarranjos da articulação do ombro, por via artroscópica, nos Hospitais Ortopédico-AMR e Belo Horizonte. Foram identificadas 44 lesões SLAP (44 pacientes), isoladas ou associadas a outras patologias, correspondendo a um percentual de 6,6%. A associação mais freqüente foi com a instabilidade anterior (50%). Comparativamente, Stetson et al. identificaram 140 dessas patologias em uma revisão de 2.375 pacientes submetidos à artroscopia, portanto, com percentual de 5,9%. Os autores discutem a dificuldade do diagnóstico clínico, devido à forma de apresentação muito vaga dos sintomas, sugerindo, às vezes, a síndrome do pinçamento subacromial e, às vezes, um quadro de om-bro doloroso por instabilidade oculta. O diagnóstico por imagens também é impreciso e tem variação muito grande no índice de acertos e de preferências entre os vários autores. A certeza diagnóstica só pode ser obtida com a artroscopia do ombro, através da qual os autores realizaram a reparação das lesões, utilizando apenas o desbridamento da lesão em 22 pacientes (55%), sutura translabral transglenóide em 1 (2,5%), miniparafusos e sutura labral em 9 (22,5%), ressecção da alça labral em 6 (15%) e nenhum procedimento em 2 (5%). Os resultados do tratamento, avaliados em 27 pacientes, de acordo com os critérios da UCLA, foram de 66,7% de excelentes e 33,3% de bons e o tempo médio de retorno ao esporte foi de 3,5 meses.

Avaliação da dor na articulação acromioclavicular após procedimento de Mumford parcial por via artroscópica*

GLAYDSON GOMES GODINHO; JOSÉ MÁRCIO ALVES FREITAS; LESSANDRO GESSER; AIRTON RODRIGUES; MARCOS RASSI FERNANDES; CRISTIANO MAGALHÃES MENEZES

Rev Bras Ortop. 2002;37(9):- - Artigo Original
No período de janeiro de 1996 a abril de 2000, 41 pacientes foram submetidos à ressecção parcial da clavícula distal (procedimento de Mumford parcial) por via artroscópica, como tratamento complementar em afecções do manguito rotador, no Serviço de Cirurgia e Reabilitação do Ombro do Hospital Ortopédico-Associação Mineira de Reabilitação e do Hospital Belo Horizonte. Foram reavaliados 39 pacientes, com seguimento médio de 20,5 meses (11 a 61 meses). Houve predomínio de pacientes do sexo feminino sobre o masculino, na proporção de 27:12. A idade média foi de 62,1 anos (40 a 75 anos). O membro dominante foi o mais acometido (28 pacientes). A doença de base que motivou a cirurgia foi a síndrome do impacto em cinco pacientes (12,8%), rotura do manguito rotador em 31 (79,5%) e síndrome do impacto associada à tendinite calcária em três (7,7%). Os procedimentos artroscópicos associados foram sutura do manguito rotador, acromioplastia ântero-inferior e drenagem da calcificação, conforme o diagnóstico. Ao exame clínico, três pacientes (7,7%) apresentavam dor pré-operatória na articulação acromioclavicular, tor-nando-se assintomáticos no pós-operatório. Trinta e seis pacientes (92,3%) eram assintomáticos no pré-opera-tório. Um (2,6%) desenvolveu dor na articulação acromioclavicular após o procedimento de Mumford parcial. Pelos dados apresentados, os autores concluem que o procedimento parcial de Mumford, habitualmente, não é responsável pela dor pós-operatória na articulação acromioclavicular do ombro, submetido à cirurgia artroscópica para correção de lesões do manguito rotador.

TENODESE BICIPITAL "A ROCAMBOLE": TÉCNICA E RESULTADOS

Glaydson Gomes Godinho; Fabrício Augusto Silva Mesquita; Flávio de Oliveira França; José Márcio Alves Freitas

Rev Bras Ortop. 2011;46(6):691-696 - Artigo Original
 ObjetivoApresentar nova técnica de tenodese bicipital e seus resultados, realizada parcialmente por via artroscópica e funda -mentada em conceitos da anatomia normal e patológica do tendão da cabeça longa do bíceps. O fundamento é a predisposição deste tendão em fixar-se, após rotura ou tenotomia, no sulco intertu -bercular (autotenodese). Método: Avaliados, 63 pacientes (63 ombros); idade, 32 a 77 anos (média 55); femininos, 32 (51%); e masculinos, 31 (49%). Com idade acima de 60 anos, 35 pacientes (55,6%); abaixo de 60 anos, 28 pacientes (44,4%); desportistas, 18 (28,6%); com lesão associada do subescapular, 14 pacientes (22,2%). O seguimento mínimo foi de 12 meses, máximo de 74 e médio de 43 meses. O ombro direito correspondeu a 48 casos (76,2%), um dos quais era sinistro e 47 destros. O ombro esquerdo representou 15 (23,8%), com dois sinistros e 13 destros. Não hou -ve ocorrência bilateral. Análise estatística de acordo com o progra -ma SPSS, versão 18. Teste do Qui-quadrado de Pearson, correção de continuidade, adotado para testar a significância estatística da associação entre as variáveis. Consideradas associações estatis -ticamente significativas quando p inferior a 0,05. Resultados: A deformidade residual de Popeye foi observada por sete pacientes (11,1%), observada apenas pelo examinador em 15 (23,8%) e não observada pelo examinador ou pelo paciente em 41 casos (65%). Não houve influência estatisticamente válida entre idade, prática de esportes de contato ou arremesso, lesão associada do tendão su -bescapular e a ocorrência de deformidade de Popeye. Satisfeitos, 58 (92,06%) pacientes; insatisfeitos, dois (3,17%); e indiferentes, três (4,76%). Conclusões: A técnica apresenta altos percentuais de satisfação por parte dos pacientes (92,06%); deformidade residual é percebida por 11,1% dos pacientes. Seu aparecimento não tem correlação estatisticamente válida com a faixa etária acima ou abaixo de 60 anos (p = 0,883), com a prática esportiva (p = 0,195) ou com a lesão associada do subescapular (p = 0,958). Descritores - Artroscopia; Ombro/lesões; Ombro/cirurgia.

TRATAMENTO VIDEOARTROSCÓPICO DA OSTEOARTRITE GLENOUMERAL

Glaydson Gomes Godinho; Flávio Márcio Lago Santos; Flávio Oliveira França; Jose Márcio Alves Freitas; Fabrício Augusto Silva Mesquita; Thiago Serpa de Azevedo Silva

Rev Bras Ortop. 2013;48(1):69-79 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar possíveis benefícios obtidos mediante o uso da videoartroscopia cirúrgica no tratamento da osteoartrite glenoumeral. Métodos: Avaliamos 37 pacientes (38 ombros) submetidos à vídeoartroscopia cirúrgica no período compreendido entre novembro de 1999 e maio de 2009 (seguimento mínimo de dois anos). Compareceram para reavaliação 25 pacientes e 13 foram entrevistados por contato telefônico. Foram feitas avaliações funcionais (UCLA, Constant, e aferição da Amplitude de Movimento [ADM]), assim como estudo radiográfico pré e pós-operatórios. Avaliamos a influência dos seguintes fatores no resultado final dos pacientes: presença de lesão condral, redução do espaço articular, presença de osteófito, presença de lesões associadas (rotura do manguito rotador ou instabilidade) e tempo de seguimento. Nos pacientes entrevistados por telefone avaliamos o nível de satisfação e se fariam novamente o procedimento cirúrgico. Resultados: Observamos ganhos significativos em relação à função (UCLA) e rotação medial, assim como a associação entre insatisfação e presença de espaço articular pré-operatório reduzido. Nos pacientes operados, 84% se mostraram satisfeitos com os resultados obtidos e 86,6% repetiriam o procedimento. Conclusão: A videoartroscopia apresenta papel relevante na abordagem da osteoartrite glenoumeral, proporcionando melhora dos resultados funcionais e níveis de satisfação elevados. Descritores -Ombro Artroscopia Osteoartrite.

Resultado do tratamento cirúrgico artroscópico das re-rupturas do manguito rotador do ombro

Glaydson Gomes Godinho; Flávio de Oliveira França; José Márcio Alves Freitas; Flávio Márcio Lago Santos; Alexandre Prandini; André Couto Godinho; Rafael Patrocinio de Paula Costa

Rev Bras Ortop. 2015;50(1):89-93 - Artigo Original
Objetivos: avaliar a função de pacientes operados por via artroscópica de recidiva pós--cirúrgica de lesão do manguito rotador (série de casos) e compará-los com aqueles semrecidiva (grupo controle). Comparar a função de pacientes com recidiva de lesões do man-guito rotador (MR) maiores e menores do que 3 cm.Métodos: avaliação retrospectiva de pacientes submetidos a revisão artroscópica das lesõesdo manguito rotador com o uso dos escores de ASES, Constant e Murley, UCLA e escala ana-lógica de dor e comparação com pacientes do grupo controle submetidos a reparo primáriodo MR.Resultados: o tamanho da lesão do manguito rotador na recidiva apresentou influência noresultado do tratamento cirúrgico artroscópico com significância estatística. Os escoresfuncionais mostraram piores resultados quando comparados àqueles do primeiro proce-dimento.Conclusão: o tratamento cirúrgico artroscópico das rerrupturas de lesões do manguito rota-dor mostrou piores escores funcionais quando comparado ao reparo primário da lesão. Descritores - Bainha rotadora Falha de tratamento Artroscopia

Procedimento artroscópico de bankart: estudo comparativo do uso de âncoras com fio duplo ou simples após seguimento de dois anos

Glaydson Gomes Godinho; José Márcio Alves Freitas; Flávio de Oliveira França; Flávio Márcio de Lago e Santos; Alan Arruda Aragão; Marcos Knoll Barros.

Rev Bras Ortop. 2015;50(1):94-99 - Artigo Original
Objetivo: comparar o uso de âncoras com carregamento duplo e com carregamento simplesde fio no procedimento artroscópico de Bankart com fileira simples.Métodos: foram submetidos à cirurgia artroscópica de Bankart e avaliados após seguimentomínimo de dois anos 252 pacientes (258 ombros). Foram submetidos a reparo com âncorascom carregamento simples de fio trançado não absorvível de alta resistência 206 ombros(grupo AS) e com âncoras com carregamento duplo com fios de mesmas características 52(grupo AD). Os pacientes foram avaliados segundo as escalas UCLA e Carter-Rowe. O retornoà atividade esportiva e a recidiva também foram comparados.Resultados: não houve diferença significante entre os grupos quanto à taxa de falha cirúrgica(grupo AS 5,8%; grupo AD 7,7%; p = 0,62). O grupo AS apresentou melhor Carter-Rowe médio(grupo AS 94,4; grupo AD 88,6; p < 0,05) e maior retorno ao mesmo nível esportivo (grupo AS79,1; grupo AD 72,1; p < 0,05). Conclusão: o uso de âncoras com carregamento duplo de fios não demonstrou vantagemclínica no reparo artroscópico da instabilidade anterior traumática do ombro em relação aouso de âncoras simples no seguimento de dois anos. Descritores - Bainha rotadora Falha de tratamento Artroscopia

AVALIAÇÃO FUNCIONAL A LONGO PRAZO DO TRATAMENTO VIDEOARTROSCÓPICO DAS LESÕES PARCIAIS DO MANGUITO ROTADOR

Glaydson Gomes Godinho; Flávio de Oliveira França; José Márcio Alves Freitas; Flávio Márcio Lago e Santos; Danilo Santos Resende; João Pedro Zambrano Wageck; Sara Fortes Barbosa Portela

Rev Bras Ortop. 2015;50(2):200-205 - Artigo Original
Objetivo: Comparar os resultados funcionais, após o tratamento artroscópico, das lesõesparciais isoladas do tendão supra-espinal dos tipos bursal e articular nos graus alto e baixo.Métodos: Foram avaliados 64 pacientes com lesões parciais isoladas do tendão supra-espinal.Seguimento médio de 76 meses (29 a 193). A média de idade foi de 59 anos (36 a 82). O ladodominante foi acometido em 44 pacientes (68,8%). Observadas 35 lesões bursais (54,7%) e 29articulares (45,3%). Usamos a classificação de Ellman e caracterizamos as lesões como baixoe alto grau quando acometiam menos ou mais de 50% de sua espessura, respectivamente.Foi feito desbridamento em 15 pacientes (23,5%), reparo sem completar a lesão em 11 (17%)e reparo após completar a lesão em 38 (59,5%). A avaliação clínica funcional dos pacientesfoi feita com o uso dos escores de Constant & Murley e UCLA.Resultados: A média dos escores de Constant dos pacientes com lesão bursal foi de82,64 ± 6,98 (59,3 a 99) e com lesão articular foi de 83,57 ± 7,58 (66 a 95), enquanto que amédia do UCLA nas lesões bursais foi de 33,37 ± 2,85 (21 a 35) e nas lesões articulares foi de32,83 ± 2,95 (22 a 35).Conclusão: O tratamento videoartroscópico das lesões parciais do manguito rotador apre-senta resultados bons/excelentes quando as lesões de baixo grau são desbridadas e as lesõesde alto grau são completadas e reparadas. Esses resultados se mantêm em longo prazo, comalto índice de satisfação e poucas complicações.

ARTROPLASTIA DE RESSECÇÃO DA CABEÇA UMERAL COMO PROCEDIMENTO DE SALVAÇÃO EM COMPLICAÇÕES PÓS-CIRÚRGICAS

GLAYDSON GOMES GODINHO; JOSÉ MÁRCIO ALVES FREITAS; FLÁVIO DE OLIVEIRA FRANÇA; LUÍS FILIPE DANEU FERNANDES; BRENO CARVALHO

Rev Bras Ortop. 2006;41(9):361-365 - Artigo Original
Objetivo: Relatar os resultados funcionais da artroplastia de ressecção da cabeça umeral e demonstrar que este procedimento é viável, como cirurgia de salvação do om-bro. Métodos: Foram analisados oito pacientes submetidos a artroplastia de ressecção da cabeça umeral no período entre dezembro de 1993 e setembro de 2002 nos Hospitais Belo Horizonte e Ortopédico. A idade variou de 39 a 85 anos, com média de 63,5 anos. O tempo médio de seguimento foi de 6,2 anos. Os pacientes foram avaliados segundo os critérios de pontuação da UCLA. Resultados: Três pacientes apresentaram resultados bons (37,5%); três, regulares (37,5%); e dois, ruins (25%). Apenas um estava insatisfeito. Conclusão: A artroplastia de ressecção proximal do úmero é um procedimento viável, com resultados considerados satisfatórios, tanto clínico (pelo alívio da dor), quanto funcional (pela possibilidade de exercer atividades da vida diária). Este estudo procura mostrar a importância desse procedimento como salvação em complicações pós-cirúrgicas, especialmente, em artroplastias infectadas do ombro.Descritores - Ombro; Articulação do ombro; Artroplastia

ESTUDO DA VASCULARIZAÇÃO DAS BORDAS DAS LESÕES NAS ROTURAS COMPLETAS DO MANGUITO ROTADOR

GLAYDSON GOMES GODINHO; JOSÉ MÁRCIO ALVES FREITAS; FLÁVIO DE OLIVEIRA FRANÇA; JOSÉ DE SOUZA ANDRADE FILHO; CELSO SCHIO; SÉRGIO CORREA PINTO JÚNIOR

Rev Bras Ortop. 2007;42(6):169-172 - Artigo Original
Objetivo: Analisar, por meio da microscopia óptica, a vascularização da borda da lesão tendínea, nas roturas completas do manguito rotador. Métodos: Foram realizadas 25 biópsias de bordas de roturas completas do tendão supra-espinal, sob artroscopia, durante cirurgia reparadora do manguito rotador. Os espécimes foram corados por hematoxilina-eosina e avaliados sob microscopia óptica com aumento de 400 vezes. Resultados: Foram obtidos três grupos distintos quanto à intensidade da vascularização evidenciada no estudo das lâminas: grupo A (sem presença de vasos à microscopia), 12 casos (48%); grupo B (pequenos focos de neovascularização/baixa quantidade de vasos), oito casos (32%); grupo C (neovascularização proeminente), cinco casos (20%). Conclusão: A maioria dos tendões avaliados (80%) apresenta pouca ou nenhuma vascularização na borda da lesão. Descritores - Traumatismos dos tendões; Tendões/ irrigação sanguínea; Bainha rotadora/lesões.

COMPLICAÇÕES DECORRENTES DO USO DE ÂNCORAS METÁLICAS EM ARTROSCOPIAS DE OMBRO

GLAYDSON GOMES GODINHO; FLAVIO OLIVEIRA FRANÇA; JOSÉ MARCIO ALVES FREITAS; PAULO NASCIMENTO AGUIAR; MARCELO DE CARVALHO LEITE

Rev Bras Ortop. 2009;44(2):143-147 - Artigo Original
Objetivo: Identificar as complicações referentes ao uso de âncoras metálicas nos procedimentos artroscópicos do ombro. Métodos: No período de dezembro de 1997 a agosto de 2007, 28 ombros de 28 pacientes (23 do sexo masculino e cinco do feminino) foram reoperados nos Hospitais Ortopédico, Belo Horizonte e da Polícia Militar, em Belo Horizonte, MG, devido a complicações como soltura de âncoras e âncoras proeminentes. As cirurgias primárias tiveram como objetivo tratar 20 instabilidades anteriores traumáticas (71,5%), uma instabilidade posterior (3,5%), uma lesão slap (3,5%) e seis lesões do manguito rotador (21,5%). Foram utilizadas a classificação radiográfica de Samilson e Prieto e a artroscópica de Outerbridge na avaliação do grau de artrose dos pacientes. Na avaliação dos pacientes foram usados os critérios do índice da UCLA (University of Califórnia at Los Angeles). Resultados: Em todos os pacientes tratava-se de revisões artroscópicas. Em dois casos, após a retirada das âncoras havia sinais clínicos de instabilidade, optando-se, então, pela estabilização aberta pela técnica de Latarjet-Patte. Conclusões: As complicações com âncoras de sutura metálicas são decorrentes do emprego inadequado da técnica cirúrgica em artroscopia.Descritores - Articulação do ombro; Artroscopia; Âncoras ósseas.

EFICIÊNCIA DOS MÉTODOS DE AVALIAÇÃO CLÍNICO (TESTE DE O'BRIEN) E DE IMAGEM (ARTRORRESSONÂNCIA MAGNÉTICA) NO DIAGNÓSTICO DAS LESÕES SLAP NO OMBRO

Glaydson Gomes Godinho; José Márcio Alves Freitas; Flávio de Oliveira França; Alexia Abuhid Lopes; Adriano Jordão Milazzo; Crischman Dal Zotto

Rev Bras Ortop. 2006;41(11/12):461-466 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar a eficiência do teste de O'Brien e da artrorressonância (artro-RM) no diagnóstico da lesão SLAP. Métodos: Foi feito estudo prospectivo de 75 pacientes com suspeita clínica e/ou em estudo por imagem de lesão SLAP. Todos os pacientes foram submetidos à cirurgia artroscópica para confirmar ou não a lesão. As análises dos resultados foram feitas através do índice de concordância kappa e teste exato de Fisher. Resultados: Tanto o teste de O'Brien quanto a artro-RM não se mostraram elementos seguros de diagnóstico. A sensibilidade e especificidade do teste de O'Brien foram de, respectivamente, 66,7% e 25%; a sensibilidade e especificidade do exame de artro-RM, respectivamente, de 54,9% e 50%. A associação dos métodos diagnósticos diminui a sensibilidade (47,1%), porém aumenta a especificidade (70,8%). Conclusão: As lesões SLAP continuam sendo de difícil diagnóstico. Não existe teste clínico ou exame de imagem que possa diagnosticá-la com eficiência. A artroscopia continua sendo o melhor procedimento no diagnóstico dessa lesão. Descritores - Articulação do ombro/cirurgia; Articulação do ombro/ lesões; Instabilidade articular; Artroscopia; Imagem por ressonância magnética; Estudos prospectivos

AVALIAÇÃO DA INTEGRIDADE ANATÔMICA POR EXAME DE ULTRASSOM E FUNCIONAL PELO ÍNDICE DE CONSTANT & MURLEY DO MANGUITO ROTADOR APÓS REPARO ARTROSCÓPICO

Glaydson Gomes Godinho; Flavio de Oliveira França; José Marcio Alves Freitas; Fábio Nagato Watanabe; Leonardo Oliveira Nobre; Manoel Augusto de Almeida Neto; Marcos André Mendes da Silva

Rev Bras Ortop. 2010;45(2):174-180 - Artigo Original
Objetivo: Avaliar os resultados funcionais e anatômicos do tratamento cirúrgico via artroscópica nas roturas completas do manguito rotador usando imagens de ultrassom e o índice funcional de Constant e Murley, investigando a correlação entre eles. Métodos: Avaliados 100 pacientes (110 ombros). Seguimento médio de 48,8 ± 33,28 (12 a 141) meses. Média de idade de 60,25 ± 10,09 (36 a 81) anos. Rotura isolada do tendão supra-espinal esteve presente em 85 casos (77%); em associação com o infraespinal, em 20 (18%), e associado ao subescapular, em quatro ombros (4%). A associação de lesões supra-espinal, infraespinal e subescapular foi encontrada em um ombro (1%). De acordo com DeOrio e Cofield, as lesões foram classificadas em pequenas/médias em 85 ombros (77%) e, grandes/extensas em 25 (23%). Avaliação clínica de resultados realizada de acordo com critérios de Constant e Murley. Resultados do ultrassom (US) se referem aos laudos emitidos por diferentes radiologistas. Análise estatística de acordo com os métodos Qui-quadrado, teste exato de Fisher, teste t de Student, correlação de Pearson, Kruscall-Wallis e regressão logística (significância p < 0,05). Resultados: Média da avaliação de Constant de 85,3 ± 10,06 nos ombros normais e 83,96 ± 8,67 nos operados (p = 0,224). Excelentes e bons resultados observados em 74 ombros (67%), satisfatórios e regulares em 32 (29%) e maus em quatro (4%). Avaliação por ultrassonografia evidenciou 38 ombros com re-rotura (35%) e integridade em 71 (65%). Nos 74 (67%) ombros com excelentes/bons resultados, 22 (30%) apresentaram laudo ultrassonográfico de re-rotura (p = 0,294). Nos quatro (4%) ombros com maus resultados, dois (50%) apresentaram laudos de tendões íntegros (p = 0,294). Conclusão: Não há correlaçãestatisticamente válida entre o diagnóstico ultrassonográfico e o método clínico de avaliação de resultados de pacientes submetidos ao reparo artroscópico de roturas completas do manguito rotador. Os resultados clínicos nos reparos das roturas completas do manguito rotador por via artroscópica apresentam alto nível de recuperação funcional (Constant 83,96) quando comparado com o ombro contralateral. Os laudos de ultrassom pós-operatórios apresentam alta porcentagem de re-rotura (35%). A força pós-operatória é maior nos pacientes com menos de 60 anos de idade (p = 0,002) e em casos de lesões menores ou iguais a 3cm (p = 0,003). Descritores - Bainha rotadora; Artroscopia; Ultrassonografia.

Avaliação clínica e funcional de pacientes submetidos a artroplastia reversa com seguimento mínimo de um ano

Flávio de Oliveira França; José Marcio Alves Freitas; Pedro Couto Godinho; Dermerson Martins Gonçalves; Tertuliano Vieira; Ulisses Silva Pereira

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):714-720 - Artigo Original

OBJETIVO: Avaliar os resultados clínicos e funcionais de pacientes submetidos a artroplastia reversa com seguimento mínimo de um ano.
MÉTODOS: Foram avaliados retrospectivamente 22 pacientes submetidos a artroplastia reversa de ombro pelo grupo de cirurgia e reabilitação de ombro da nossa instituição com análise pré e pós-operatória de exames de imagem, escala analógica da dor, amplitude de movimento e escala funcional ASES.
RESULTADOS: Dos 19 (86,3%) pacientes que apresentavam ASES pré-operatória classificada como péssimo/ruim, 11 (57,9%) evoluíram para bom/excelente após a intervenção, apresentaram melhoria da função, saíram de uma escala ASES pré-operatória média de 22 (±18,8) para uma pós-operatória de 64,8 (± 27,7; p = 0,031). Quanto à dor, observou-se melhoria da escala analógica da dor, apresentaram média pré-operatória de 7,64 (1-10) e pós-operatória de 2,09 (0-7; p < 0,001). Em relação à mobilidade, dos 22 pacientes, 15 (68,2%) apresentavam pseudoparalisia pré-operatória; desses, dez (66,7%) passaram a apresentar elevação anterior ativa superior a 90° após artroplastia reversa. Por outro lado, os pacientes sem pseudoparalisia não apresentaram ganho significativo de amplitude de movimento (p = 0,002). Foi observado ganho de elevação anterior ativa, com média pré-operatória de 76° (0-160°) e pós-operatória de 111° (0-160°; p = 0,002).
CONCLUSÃO: Apesar de ser um procedimento relativamente novo no Brasil, a artroplastia reversa de ombro pode ser usada com eficácia e segurança em pacientes que previamente apresentavam-se sem opções terapêuticas como artropatia do manguito rotador e revisões que proporcionam alívio de dor, melhoria da função e mobilidade do membro superior.


Palavras-chave: Artroplastia de substituição; Recuperação de função fisiológica; Amplitude de movimento articular; Resultado do tratamentor

Avaliação dos resultados funcionais dos ombros submetidos ao reparo artroscópico de roturas completas do manguito rotador associadas a luxações traumáticas anteriores

Glaydson Gomes Godinho,,,; José Márcio Alves Freitas,,; Flávio de Oliveira França,,; Flávio Márcio Lago Santos,,; Leandro Furtado de Simoni,,; Pedro Couto Godinho,,

Rev Bras Ortop. 2016;51(2):163-168 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar o desfecho clínico da fixação artroscópica do manguito rotador (MR) e, quando presente, a correção simultânea da lesão de Bankart, causadas por luxação traumática. Avaliar se a dimensão da lesão do MR causada por luxação traumática influenciou nos resultados clínicos pós-operatórios. Métodos: Foram avaliados retrospectivamente 33 pacientes com luxação traumática do ombro e lesão completa do manguito rotador e seguimento mínimo de dois anos. Para fins de análise, os pacientes foram divididos em grupos: presença de lesão de Bankart fixada ou ausência da lesão e lesões do MR menores do que 3 cm (grupo A) ou iguais a ou maiores do que 3 cm (grupo B). Todos foram submetidos a reparo artroscópico das lesões e avaliados, pós-operatoriamente, pelo escore da UCLA (University ofCalifornia at Los Angeles) e medida da força. Resultados: O grupo em que houve o reparo da lesão de Bankart apresentou UCLA pós- -operatório de 33,96, em relação ao grupo em que essa lesão não estava presente 33,7, sem significância estatística (p = 0,743). O grupo A apresentou resultado de UCLA pós-operatório de 34,35 e grupo B 33,15, sem significância estatística (p = 0,416). Conclusão: Os resultados funcionais dos pacientes que apresentaram apenas rotura completa do manguito rotador após luxação traumática do ombro, submetidos ao reparo artroscópico, mostrou-se semelhante àqueles que apresentaram associação da lesão de Bankart, corrigida simultaneamente com a lesão do manguito rotador. A extensão da lesão inicial do manguito rotador não alterou os resultados funcionais na avaliação pós-operatória.

Resultado funcional após reparo artroscópico da tríplice instabilidade do ombro

Glaydson Gomes Godinho,,; Flávio de Oliveira França,,; José Márcio Alves Freitas,,; Lander Braga Calais Correia Pinto,,; Carolina Lima Simionatto,,; Pedro Paulo Gomes Viana Filho,,

Rev Bras Ortop. 2017;52(2):182-188 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar os resultados funcionais dos pacientes submetidos a reparo artroscópico da tríplice lesão labral do ombro. Métodos: Estudo analítico retrospectivo de pacientes com tríplice lesão labral do ombro, submetidos a tratamento artroscópico de março de 2005 a dezembro de 2014. Foram incluídos pacientes com pelo menos um ano de seguimento pós-operatório. Nove pacientes foram avaliados. A média foi de 32,3 anos e o lado dominante foi afetado em cinco pacientes. Os pacientes foram avaliados funcionalmente por meio da amplitude de movimento em elevação, rotação externa com o braço junto ao corpo e com o braço em abdução de 90 ?, rotação interna e por meio do escore de Carter-Rowe. O grau de satisfação foi avaliado no fim do seguimento. Resultados: Três pacientes tiveram menos de cinco episódios de instabilidade, quatro entre cinco e dez e dois mais de dez. Sete pacientes tiveram teste de O'Brien positivo para lesão do lábio superior de anterior para posterior (Slap, do inglês superior labrum anterior to posterior lesion) e apreensão em abdução e rotação externa positiva; apenas um apresentou apreensão em adução e rotação interna. Três pacientes persistiram com teste de O'Brien positivo e um com apreensão em abdução e rotação externa no fim do seguimento. A amplitude de movimento esteve completa em todos os casos na última avaliação. A média do escore de Carter-Rowe aumentou de 40 no pré-operatório para 90 (p = 0,008). Conclusão: O reparo artroscópico da tríplice lesão labral permite restaurar a estabilidade da articulação glenoumeral e alcança excelentes resultados funcionais.  

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