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Busca por: João Baptista Gomes dos Santos

Tratamento cirúrgico da pseudartrose do escafóide com enxerto ósseo vascularizado da extremidade dorsal e distal do rádio, baseado na artéria supra-retinacular intercompartimental 1, 2*

FÁBIO AUGUSTO CAPORRINO; FLÁVIO FALOPPA; JOÃO BAPTISTA GOMES DOS SANTOS; LUÍS RENATO NAKACHIMA; WALTER MANNA ALBERTONI

Rev Bras Ortop. 2003;38(9):- - Artigo Original
Os autores apresentam estudo prospectivo de 29 pacientes portadores de pseudartrose do escafóide, tratados pela técnica descrita por Zaidemberg et al, com tempo de seguimento médio de 15 meses. As cirurgias foram realizadas em sete pseudartroses do terço proximal, 16 do terço médio e uma do terço distal. Um enxerto ósseo vascularizado da extremidade dorsal do rádio, baseado na artéria supra-retinacular intercompartimental 1, 2, foi interposto no foco da pseudartrose do escafóide, previamente preparado e fixado com um ou dois fios de Kirschner. Realizou-se avaliação clínica e radiográfica, em que se observou a consolidação da pseudartrose em 93% dos casos, com tempo médio de 46 dias. Houve melhora da dor em todos os casos; a força de preensão palmar em relação ao lado contralateral melhorou significativamente de 64% para 79%. Não foi obtida melhora significante da mobilidade articular do punho, tanto para a flexão-extensão quanto para os desvios radial e ulnar. A cirurgia propiciou retorno ao trabalho prévio em 90% dos pacientes, em tempo médio de 19 semanas. Houve uma complicação pós-operatória, que foi uma infecção da pele no trajeto do fio metálico de fixação. Os resultados foram satisfatórios em 86% dos pacientes segundo os critérios de Cooney et al (1987).

Tratamento da sindactilia na epidermólise bolhosa

FLÁVIO FALOPPA; FÁBIO AUGUSTO CAPORRINO; JOÃO BAPTISTA GOMES DOS SANTOS; WALTER MANNA ALBERTONI

Rev Bras Ortop. 1996;31(3):- - Artigo Original
Os autores apresentam dois pacientes portadores de epidermólise bolhosa, com lesões generalizadas, sindactilias nas mãos, deformidade em flexão dos dedos e adução do polegar. Discutem a patologia, as peculiaridades do tratamento nas mãos e relatam seus resultados.

Estudo dos movimentos ativos do punho na população normal*

MAGALI FERREIRA DE OLIVEIRA LIMA; WALTER MANNA ALBERTONI; FÁBIO AUGUSTO CAPORRINO; FLÁVIO FALOPPA; JOÃO BAPTISTA GOMES DOS SANTOS

Rev Bras Ortop. 2002;37(3):- - Artigo Original
Para verificar como as medidas de flexão, extensão e desvios radial e ulnar do punho se comportam quanto ao sexo, a dominância e grupos etários, os autores avaliaram 1.044 indivíduos, sendo 530 homens e 514 mulheres, sem doença local ou sistêmica que pudesse comprometer a mensuração. As faixas etárias estudadas foram de 15 até 19, 20 até 49 e de 50 até 69 anos de idade. Estabeleceram uma média para cada subgrupo e pela análise estatística concluíram que, na maioria dos grupos, os valores encontrados foram maiores no sexo feminino, nos grupos etários mais jovens e que não houve diferença clínica entre os lados.

Avaliação intraindividual dos resultados entre as técnicas aberta e endoscópica de um portal na síndrome do túnel do carpo bilateral

Carlos Henrique Fernandes; Lia Miyamoto Meirelles; Marcela Fernandes; Luis Renato Nakachima; João Baptista Gomes dos Santos; Flavio Fallopa

Rev Bras Ortop. 2018;53(6):696-702 - Artigo Original

OBJETIVO: Foi feito um estudo de comparação intraindividual dos resultados cirúrgicos entre as técnicas cirúrgica aberta e endoscópica de um portal em pacientes com síndrome do túnel do carpo bilateral, cada uma das mãos operada por uma das técnicas citadas.
MÉTODOS: Quinze pacientes (30 mãos) foram avaliados no pré-operatório, na segunda semana e no primeiro, terceiro e sexto mês pós-operatório pelo questionário de Boston, escala visual analógica da dor, força de preensão palmar, pinça lateral, pinça polpa-polpa e pinça trípode. Foram comparados os escores de cada ferramenta de avaliação obtidos com as cirurgias endoscópica e aberta em cada um dos tempos de seguimento.
RESULTADOS: Em comparação com o grupo submetido a cirurgia aberta, o grupo submetido a cirurgia endoscópica apresentou piores escores na avaliação do primeiro e sexto meses pós-operatório quanto à gravidade dos sintomas. Não foram observadas diferenças quanto ao estado funcional da mão. Quanto à intensidade da dor avaliada pela escala visual analógica da dor, não foram observadas diferenças entre as médias em todos os períodos de tempo avaliados. Não foram observadas diferenças nas forças de preensão palmar, pinça polpa-polpa, polpa-lateral em todos os períodos de tempo. Quanto aos escores da força de preensão trípode, não foram observadas diferenças entre as médias nos períodos pré-operatório, duas semanas, um mês e três meses após a cirurgia. Aos seis meses de pós-operatório, o grupo de pacientes submetido a cirurgia aberta apresentou força trípode maior do que o grupo de pacientes submetidos a cirurgia endoscópica.
CONCLUSÃO: Com o uso da avaliação intraindividual não foram observadas diferenças entre os resultados das técnicas aberta e endoscópica para o tratamento da síndrome do túnel do carpo.


Palavras-chave: Síndrome do túnel do carpo; Procedimentos cirúrgicos; Descompressão cirúrgica/métodos; Endoscopia; Resultado do tratamento

UM NOVO MÉTODO DE CLASSIFICAÇÃO PARA AS FRATURAS DA EXTREMIDADE DISTAL DO RÁDIO: A CLASSIFICAÇÃO IDEAL

João Carlos Belloti; João Baptista Gomes Dos Santos; Jaime Piccaro Erazo; Leonardo Jorge Iani; Marcel Jun Sugawara Tamaoki; Vinícius Ynoe Moraes; Flávio Faloppa

Rev Bras Ortop. 2013;48(1):36-40 - Artigo Original
Objetivos: Descrição do método de Classificação IDEAL - para as fraturas da extremidade distal do rádio. Métodos: O sistema de classificação IDEAL fundamenta-se nas principais evidências da literatura sobre fatores clínicos e radiográficos que influenciam o tratamento e prognóstico das fraturas do rádio distal. Classificamos as fraturas no atendimento inicial do paciente mediante a verificação de dois dados epidemiológicos e três dados radiográficos: Idade do paciente, energia do trauma, desvio dos fragmentos, incongruência articular e lesões associadas. Resultados: Conforme a pontuação obtida, agrupamos os casos em três grupos: Grupo I - fraturas estáveis com bom prognóstico, Grupo II - fraturas potencialmente instáveis que normalmente exigem tratamento cirúrgico, e que o prognóstico depende do sucesso do tratamento adotado, Grupo III - fraturas instáveis e complexas, decorrentes de traumatismos de alta energia e cujo prognóstico é reservado independente do tratamento adotado. Conclusão: Apresentamos descrição e método de categorização deste sistema de classificação, alicerçados nas melhores evidências disponíveis. A comprovação de sua plausibilidade científica se estabelecerá com a análise de resultados de estudos clínicos que mensurem sua reprodutibilidade e capacidade de determinar o tratamento e inferir o prognóstico destas frequentes fraturas e encontram-se em desenvolvimento. Descritores -Fraturas do rádio distal Classificação Prognóstico.

A TOMOGRAFIA COMPUTADORIZADA E SUA RECONSTRÇÃO 3D AUMENTA A REPRODUTIBILIDADE DAS FRATURAS DO ÚMERO PROXIMAL?"

Thaís Matsushigue; Valmir Pagliaro Franco; Rafael Pierami; Marcel Jun Sugawara Tamaoki; Nicola Archetti Netto; Marcelo Hide Matsumoto; João Baptista Gomes dos Santos; João Carlos Belloti

Rev Bras Ortop. 2014;49(2):174-177 - Artigo Original
Objetivo: determinar se as imagens da reconstrução 3D da tomografia computadorizada (TC) aumentam a concordância inter e intraobservador dos sistemas de classificação de Neer e Arbeitsgemeinschaft für Osteosynthesefragen (AO). Métodos: foram obtidas imagens radiográficas em três posições do ombro e imagens tomográficas com reconstrução 3D, que foram analisadas em dois tempos por quatro observadores independentes. Resultados: a avaliação radiográfica demonstrou que o uso da TC melhora a concordância intra e interobservadores para a classificação de Neer. O mesmo não foi observado na classificação AO, na qual a TC demonstrou aumento somente da concordância interobservadores. Conclusão: o uso de TC 3D permite uma melhor avaliação da fratura quanto às partes que a compõem e aos seus desvios, mas mesmo assim apresenta uma concordância intraobservadores menor do que a ideal. Descritores - Fraturas do úmero/radiografia Fraturas do úmero/classificação Tomografia

Estudo populacional da força de preensão palmar com dinamômetro Jamar®*

FÁBIO AUGUSTO CAPORRINO1 FLÁVIO FALOPPA, JOÃO BAPTISTA GOMES DOS SANTOS, CIBELE RÉSSIO, FÁBIO HENRIQUE DO COUTO SOARES, LUÍS RENATO NAKACHIMA, NICOLAU GRANADO SEGRE

Rev Bras Ortop. 1998;33(2):1-1 - Artigo Original

RESUMO

Os autores avaliaram a força de preensão palmar em 800 indivíduos de ambos os sexos, num total de 1.600 membros superiores, sem doença que comprometesse essa medida. A força de preensão palmar, medida através do dinamômetro Jamar®, foi correlacionada com as variáveis faixa etária, sexo e dominância e os resultados foram submetidos à análise estatística. Concluíram que a força de preensão palmar é significantemente maior nos homens, comparada com a das mulheres, em todas as faixas etárias e em ambos os lados. O lado dominante é mais forte do que o não dominante em ambos os sexos, em todas as faixas etárias. A média geral da força de preensão palmar nos homens, lado dominante, foi de 44,2kgf e 40,5kgf no lado não dominante, com diferença percentual média de 10%. A média geral da força de preensão nas mulheres, lado dominante, foi de 31,6kgf e de 28,4kgf no lado não dominante, com diferença percentual média de 12%.

Dedo em gatilho: avaliação prospectiva de 76 dedos tratados cirurgicamente pela via percutânea

EDSON SASAHARA SATO; WALTER MANNA ALBERTONI; VILNEI MATTIOLI LEITE; JOÃO BAPTISTA GOMES DOS SANTOS; FLAVIO FALOPPA

Rev Bras Ortop. 2004;39(6):- - Artigo Original
objetivo deste trabalho é avaliar, em estudo prospectivo, o resultado do tratamento do dedo em gatilho pela liberação percutânea da polia A1 e as complicações associadas ao método utilizado. Este estudo prospectivo foi realizado na Disciplina de Cirurgia da Mão e Membro Superior do Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (DCMMS-DOT-EPM-Unifesp), no período de outubro de 1999 a abril de 2002. O material consistiu de 76 dedos em gatilho pertencentes a 65 pacientes, submetidos à liberação percutânea da polia A1 com agulha hipodérmica 40 x 12, em regime ambulatorial. Utilizaramse como critério de inclusão os casos de dedos em gatilho do tipo I ao tipo IV, excluíram-se os dedos em gatilho do tipo congênito e o gatilho no polegar. Após a liberação percutânea dos dedos em gatilho, obteve-se a remissão dos sintomas. Não houve necessidade de conversão de nenhuma intervenção para o método aberto. Ocorreram três (4%) recidivas. Todos os pacientes queixaram-se de dor não incapacitante para atividades manuais, ao redor da região de introdução da agulha, por um período que variou de uma até quatro semanas. Observou-se em todos os pacientes a formação de pequeno hematoma no local de punção, que regrediu espontaneamente durante a primeira semana. O método do tratamento pela via percutânea mostrou-se eficiente, resultando em 100% de correção do gatilho. Verificaram-se três (4%) dedos com recidiva do gatilho durante o seguimento. Não ocorreram complicações como: lesão de nervo ou disfunção do tendão flexor.  Descritores - Tenossinovite; articulação do dedo; tendões; cirurgia

TRATAMENTO CIRÚRGICO DAS SINDACTILIAS CONGÊNITAS DA MÃO PELA TÉCNICA DE BAUER

LUCIANO ELIAS BARBOZA; REINALDO PRESTES NETO; MÁRCIO JOSÉ ALHER FONSECA; JOÃO BAPTISTA GOMES DOS SANTOS; FLÁVIO FALOPPA

Rev Bras Ortop. 2006;41(3):54-60 - Artigo Original
Objetivo: Analisar os resultados clínico-funcionais do tratamento das sindactilias congênitas da mão pela técnica de Bauer et al, inicialmente descrita para a correção das sindactilias simples totais. Métodos: Foram estudadas 13 crianças, totalizando 21 mãos, submetidas a tratamento cirúrgico pela técnica de Bauer et al, to-das acompanhadas por um período médio de 14 meses após a cirurgia. Entre os pacientes, sete (54%) eram do sexo masculino e seis (46%) do feminino; cinco (38%) tinham acometimento unilateral e oito (62%), bilateral. Entre as mãos, oito (38%) apresentavam sindactilia simples e 13 (62%), sindactilias complexas. Foram utilizadas, segundo a técnica, incisões em linha quebrada para a separação dos dedos, um retalho da vizinhança para a reconstrução da comissura e um enxerto de pele total retirado da região inguinal para cobertura da área paracomissural. Resultados: Adotados na sua interpretação os critérios propostos por Friedhofer et al, que levam em consideração a comissura, os retalhos digitais, os enxertos paracomissurais, a cicatriz e a funcionabilidade da mão, os autores obtiveram 15 mãos com bom resultado (72%), três regulares (14%) e três com mau resultado (14%) durante o acompanhamento. Conclusão: O emprego da técnica de Bauer proporcionou, tanto nos casos de sindactilia simples como complexas, percentual significativo de bons resultados e índice baixo de complicações.Descritores - Deformidades congênitas da mão; Sindactilia/cirurgia; Retalhos cirúrgicos.

ARTROPLASTIA DE EXCISÃO DO TRAPÉZIO E INTERPOSIÇÃO TENDINOSA NA RIZARTROSE: ESTUDO PROSPECTIVO

Walter Gomes Pinheiro Junior; Renan Moukbel Chaim; Henrique Bella Freire de Carvalho; Walter Manna Albertoni; Flávio Faloppa; João Baptista Gomes dos Santos

Rev Bras Ortop. 2011;46(1):75-82 - Artigo Original
 Objetivo: Avaliar prospectivamente os resultados de uma série de pacientes submetidos ao tratamento cirúrgico da rizartrose, com a técnica de ressecção do trapézio associada à interposição de um novelo do tendão abdutor longo do polegar. Métodos: De maio a agosto de 2005, 10 pacientes foram submetidos ao tratamento cirúrgico da rizartrose. Foram incluídos pacientes com osteoartrose primária da articulação trapézio-metacárpica, estágios II, III, IV da classificação de Eaton, com dor persistente refratária ao tratamento clínico. Para avaliação funcional foi utilizada a escala visual analógica, questionário DASH e o escore de Buck-Gramcko. Na avaliação global do paciente foram mensuradas as forças de preensão palmar, pinça polpa a polpa, pinça lateral, pinça de três pontos, oponência e abduções radial e palmar. Realizou-se, ainda, o índice de migração do primeiro metacarpal na radiografia de repouso e sob estresse. Resultados: Foram considerados bons, no alívio da dor (p = 0,005), com melhora da função na avaliação pelo DASH módulos 2 (p = 0,02) e 3 (p = 0,022) O escore de Buck-Gramcko apresentou um resultado excelente e três ótimos. Houve melhora em quase toda avaliação global, sendo não significante apenas na pinça lateral e abdução. Em todos pacientes houve migração do primeiro metacarpal. Conclusão: A trapeziectomia associada à interposição de um novelo do tendão abdutor longo do polegar mostrou-se uma técnica de execução relativamente simples e eficaz no alívio da dor e na melhora funcional.Descritores - Osteoartrite; Polegar; Trapézio; Artroplastia.

Avaliação de concordância interobservador da classificação de Albertoni para dedo em martelo

Vinícius Alexandre de Souza Almeida,; Carlos Henrique Fernandes; João Baptista Gomes dos Santos; Francisco Alberto Schwarz-Fernandes; Flavio Faloppa; Walter Manna Albertoni

Rev Bras Ortop. 2018;53(1):2-9 - Artigo Original
    Objetivo: Avaliar a reprodutibilidade da classificação de Albertoni para dedo em martelo. Métodos: Foi feita uma avaliação por meio de questionário no qual foram avaliadas 43 radiografias em perfil da articulação interfalângica distal de dedos da mão, com lesão tipo dedo em martelo. Todas as lesões foram caracterizadas pela classificação de Albertoni, por 19 entrevistados (12 cirurgiões de mão e sete residentes). Foi então avaliada a concordância com o coeficiente Kappa generalizado, separadas por grupos - (A) avulsão tendínea; (B) fratura avulsão; (C) fratura do lábio dorsal e (D) lesão fisária - e por subgrupos (cada grupo dividido em 1 e 2). Resultados: A concordância foi excelente para o grupo A (k = 0,95 [0,93-0,97]) e manteve-se boa quando separados em A1 e A2. No grupo B, a concordância foi moderada (k = 0,42 [0,39- 0,44]), e foi ruim quando separada em B1 e B2. No grupo C, a concordância foi boa (k = 0,72 [0,70-0,74]), mas quando separada em C1 e C2 se tornou moderada. No grupo D foi sempre ruim (k = 0,16 [0,14-0,19]). A concordância geral foi moderada (k = 0,57 [0,56-0,58]). Conclusão: Pela avaliação da concordância geral, a classificação de Albertoni é considerada reprodutível pelo método usado na pesquisa.

Ferimentos penetrantes no membro superior – prevalência e etiologia*

Jaime Piccaro Erazo; Rodrigo Guerra Sabongi; Vinicius Ynoe de Moares; João Baptista Gomes dos Santos; Flávio Faloppa; João Carlos Belloti

Rev Bras Ortop. 2019;54(2):134-139 - Artigo Original

OBJETIVO Definir as principais características epidemiológicas dessas lesões, bem como identificar a causa e a frequência de ferimentos penetrantes no membro superior atendidos no Instituto de Ortopedia e Traumatologia da nossa instituição.
MÉTODOS O estudo se baseou em uma amostra de pacientes consecutivos atendidos no Instituto de Ortopedia e Traumatologia dessa instituição, demaio de 2014 amaio de 2016. Os dados foram coletados por contato telefônico, aplicou-se um questionário pré-estruturado sobre os dados e as características das lesões. A análise estatística foi feita de forma descritiva e a comparação das proporções através do teste de quiquadrado, associado ao valor de p, com significância < 5%.
RESULTADOS Foramconsiderados 1.648registros inicialmente e, após aplicados os critérios de exclusão e excluídos os duplicados, 598 pacientes foram incluídos na análise final. A maioria dos pacientes era do gênero masculino (77,80%), destros (95,82%), com média no momento do trauma de 37,27 anos. Os trabalhadores manuais foram os mais lesionados (50,00%) e a topografia mais acometida foram os dedos (51,84%). Dentre os agentes etiológicos, destaque para o vidro (33,77%). A prevalência de pacientes comamputação foi maior nos ferimentos por máquinas industriais (p < 0,05) quando comparada com outros agentes etiológicos. Pacientes com menos de 18 anos apresentaram maior frequência de ferimentos ocasionadas por vidro (p < 0,05). Já os pacientes com 60 anos ou mais apresentaram maior prevalência de ferimentos pormáquina de corte (p < 0,05). Mulheres apresentaram maior frequência de ferimentos por lâmina e por vidro (p < 0,05). Os trabalhadores manuais apresentaram maior prevalência de ferimentos por máquinas de corte e industriais (p < 0,05) e maior prevalência de amputações (p < 0,05).
CONCLUSÃO O agente etiológico mais frequente é o vidro, com relevância maior em menores de 18 anos. Em mulheres e idosos, há grande frequência de lesões causadas por lâminas e máquinas de corte, respectivamente. Lesões de maior gravidade são causadas por máquinas, associadas a atividade laboral.


Palavras-chave: ferimentos penetrantes; traumatismos da mão; estudos transversais

Atuação do médico cirurgião de mão em microcirurgia no Brasil*

Rosana Raquel Endo; Carlos Henrique Fernandes; Marcela Fernandes; Joao Baptista Gomes dos Santos; Luiz Carlos Angelini; Luis Renato Nakachima

Rev Bras Ortop. 2019;54(3):309-315 - Artigo Original

OBJETIVO Avaliar quais as condições que o cirurgião de mão no Brasil tem encontrado na prática clínica para a realização de procedimentos microvasculares.
MÉTODOS Pesquisa clínica primária prospectiva, observacional, transversal e analítica; realizada no 37° Congresso Brasileiro de Cirurgia de Mão, de 30 de março a 1 de abril de 2017, em Belo Horizonte. Por meio de aplicação de questionário a médicos do Congresso, com 12 perguntas, respostas objetivas, fechadas ou de múltipla escolha; envolveram a região geográfica, o tipo de instituição, se pública e/ou privada, seu treinamento microcirúrgico, tempo de formação, condições técnicas, presença de equipe de retaguarda para urgências e remuneração.
RESULTADOS Um total de 143 médicos foram entrevistados, 65,7% atuavam na região sudeste;13,3% na região nordeste; 11,9% na região sul; 6,3% na região centro-oeste; e 2,8% na região norte. Do total de cirurgiões, 43,4%, atuavam há < 5 anos; 16,8% de 5 a 10 anos; 23,8% de 10 a 20 anos; e 23% há > 20 anos. Do total de cirurgiões, 7,0% não tiveram treinamento em cirurgias microvasculares; 63,6% realizaram treinamento na residência médica, 30,8% em outra instituição, e 7,7%, outro país. Do total de cirurgiões, 5,6% trabalhavam em hospitais públicos, 14,7% em hospitais privados, e 76,9% em ambos. Do total de cirurgiões, 1,8% consideravam adequada a remuneração nas instituições públicas e 5,0% nas instituições privadas; 98,2% consideraram inadequadas as remunerações nas instituições públicas e 95,0% nas instituições privadas.
CONCLUSÃO A maioria obteve treinamento em microcirurgia, não fazia reimplantes, considerava a remuneração inadequada, e não dispunha de equipe de sobreaviso. Há escassez e má distribuição de cirurgiões de mão com habilidade microcirúrgica nas emergências e baixo valor de reembolso.


Palavras-chave: mãos/cirurgia; reimplante; procedimentos microcirúrgicos; fatores socioeconômicos.

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